Denise revelou: aconteceu no banco traseiro de um Pointer azul-escurão.
- Que chique. Comigo foi num fusquinha verde-vômito.
Quase derrubamos as garrafinhas de tanta gargalhada. Os Alexanders já me pegavam e não ia ser um anjinho enquanto ela fazia confidências sozinha. Fez carinha de sabida:
- Que originais! Pesquisas provam que 68,37% de nós perdemos a virgindade em bancos traseiros de carros.
- E como vai o Mel-de-lua?
Redobrou o sorriso. Contou: loucura. Gabriel parece que nunca vira mulher antes, e não vira mesmo. Eram duas para fechar a noite, três antes do café como bom-dia, mais umas rapidinhas no intermezzo.
- Me enganei. Não devia ter casado, devia ter sido garota de programa dele com contrato de exclusividade. Ficaria rica - e sacudimos a mesa de riso de novo e três mesas cheias em volta torceram pescoços em nossa direção.
Vi Denise a se levantar, baixar-se devagarzinho sem deixar de olhar distraída as ondas lambendo a ilhinha, mas baixar-se com as mãos cada uma em forma de gancho nas laterais do biquíni, forçando-o para baixo. O pedaço de lycra azulzinho lhe roçou as coxas grossas, quase enganchou nos joelhos e em breve formava um delicado oito molhadinho num canto do convés.
O ambiente era decididamente inadequado para anjinhas ou virgens, mas mesmo assim as meninas deram meio-sorrisos e tossiram leve. E não creio que alguma tenha resistido a dar seu milimétrico golpe-de-olhos no corpo delgado da garota, nas coxas sonho-de-escultor, e mais ainda na delicadeza de entre-elas. Eu mesma curiosidade das curiosidades me lembro rápido mas com clareza de cartão-postal da faixa de pelos alouradinhos, úmidos cada um parecendo trazer preso a ele a sua gotícula de água do mar, parecendo ter exatos três dedos de largura ou três e meio, no máximo.
Huuuummm, eu
acho que esse relato vai terminar assim......