A morte bate ŕ porta...

A morte bate a porta

Numa certa noite de interior, em meio a uma roda com fogueira, muito frio e histórias de horror, um certo garoto lança um desafio ao amigo. Faremos uma aposta, eu duvido que o Marcio entre no cemitério a meia noite???? Marcio então respondeu ao amigo:

- Aceito o desafio e não só entro como ainda trago algo para comprovar que estive lá. Então a meia noite ambos foram ao portão do cemitério, o amigo para ver com seus próprios olhos que Marcio entraria. Marcio entra, e o amigo assustado com a escuridão corre de volta para casa e fica lá com os amigos esperando o retorno de Marcio.

Marcio com muito medo, começa a ouvir passos e vozes, olha para traz e nada vê somente uma enorme escuridão, com muito medo, arranca logo uma cruz do cemitério e corre desesperado de volta para casa...... ao sair do cemitério ao longe escuta gritos de desespero.

Chegando em meio ao amigos, entra em casa sorridente e mostrando a todos sua coragem, com aquela cruz na mão, prova ao amigo que não tem medo de mortos. Os dois ficam rindo da aposta..... quando adentra em casa um dos amigos dizendo:

- Marcio, o João Alves está ai fora te procurando.... ele veio buscar algo dele que está com você.

Marcio olha desesperado para o amigo e diz: - Mas eu não conheço nenhum João Alves, e no mesmo instante os dois olham para a cruz e para espanto dos dois, na lápide havia o nome... "João Alves".

A Bruxa de Gwrach-y-rhibyn     

O significado do nome Gwrach-y-rhibyn, literalmente é "Bruxa da Bruma" mas é mais comumente chamada de "Bruxa da Baba". Dizem que parece com uma velha horrenda, toda desgrenhada, de nariz adunco, olhos penetrantes e dentes semelhantes a presas. De braços compridos e dedos com longas garras, tem na corcunda duas asas negras escamosas, coriáceas como a de um morcego. Por mais diferente que ela seja da adorável banshee irlandesa, a Bruxa da Baba do País de Gales lamenta e chora quando cumpre funções semelhantes, prevendo a morte. Acredita-se que a medonha aparição sirva de emissária principalmente às antigas famílias galesas. Alguns habitantes de Gales até dizem ter visto a cara dessa górgona; outros conhecem a velha agourenta apenas por marcas de garras nas janelas ou por um bater de asas, grandes demais para pertencer a um pássaro.

    Uma antiga família que teria sido assombrada pela  Gwrach-y-rhibyn foi a dos Stardling, do sul de Gales. Por setecentos anos, até meados do século XVIII, os Stardling ocuparam o Castelo de São Donato, no litoral de Glamorgan. A família acabou por perder a propriedade, mas parece que a Bruxa da Baba continuou associando São Donato aos Stardling.
    Uma noite, um hóspede do Castelo acordou com o som de uma mulher se lamuriando e gemendo abaixo de sua janela. Olhou para fora, mas a escuridão envolvia tudo. Em seguida ouviu o bater de asas imensas. Os misteriosos sons assustaram tanto o visitante que este voltou para cama, não sem antes acender uma lâmpada que ficaria acesa até o amanhecer. Na manhã seguinte, indagando se mais alguém havia ouvido tais barulhos, a sua anfitriã confirmou os sons e disse que seriam  de uma Gwrach-y-rhibyn que estava avisando de uma morte na família Stardling. Mesmo sem haver um membro da família morando mais  no casarão, a velha bruxa continuava a visitar a casa que um dia fora dos Stardling. Naquele mesmo dia, ficou-se sabendo que o último descendente direto da família estava morto.
 


A Virgem do Poço 

Havia no Japão Feudal do século XVII uma bela jovem de nome Okiko. Essa jovem era serva de um Grande Senhor de Terras e Exércitos, seu nome era Oyama Tessan. Okiko que era de uma família humilde, sofria assédios diários de seu Mestre, mas sempre conseguia se manter longe de seus braços.
Cansado de tantas recusas, Tessan arquitetou um plano sórdido para que Okiko se entregasse à ele. Certo dia, Tessan entregou aos cuidados de Okiko uma sacola com 9 moedas de ouro holandesas -mas dizendo que havia 10 moedas- para que as guardasse por um tempo. Passado alguns dias, Tessan pediu que a jovem devolvesse as "10" moedas.
A donzela, ao constatar que só havia 9 moedas, ficou desesperada e contou as moedas várias vezes para ver se não havia algum engano. Tessan se mostrou furioso com o "sumiço" de uma de suas moedas, mas disse que se ela o aceitasse como marido, o erro seria esquecido. Okiko pensou a respeito e decidiu que seria melhor morrer do que casar com seu Mestre. Tessan furioso com tal repúdio, agarrou a jovem e a jogou no poço de seu propriedade. Okiko morreu na hora.

Depois do ocorrido, todas as noites, o espectro de Okiko aparecia no poço com ar de tristeza, pegava a sacola de moedas e as contava... quando chegava até a nona moeda, o espectro suspirava e desaparecia. Tessan assistia aquela melancólica cena todas as noites, e torturado pelo remorso, pediu ajuda à um amigo para dar um fim àquela maldição.

Na noite seguinte, escondido entre os arbustos perto do poço, o amigo de Tessan esperou a jovem aparecer para dar fim ao sofrimento de sua alma. Quando o fantasma contou as moedas até o 9, o rapaz escondido gritou: ...10!!! O fantasma deu um suspiro de alívio e nunca mais apareceu.

Essa Lenda do século XVIII,  é uma das mais famosas do folclore japonês.


 




CARONA MALDITA

A única luz que podiam contar, era a inconstante luz da lua, que de tempos em tempos se escondia atrás das nuvens. Os dois jovens amigos andavam pela estrada de chão, estavam tentando atravessar o país pedindo carona, e estavam conseguindo. A última carona foi até Diamantina, agora seguiam a pé por uma estrada deserta que os levaria até Belo Horizonte, mas os jovens não conseguiram mais nenhuma carona desde que chegaram ao interior de Minas.


_ Esses caipiras da Roça são um bando de pão com frango! Gritou o mais jovem, filho de um Industrial Paulista.
_ Ôrra meu! Durante o dia, vários caminhões de leite, caminhonetes, carroças e até carros de boi passaram por nós, e ninguém parou! Agora a noite vai ser mais foda ainda! Constatou o amigo, também filho de um Industrial Paulista.
_ Povo do mato é muito "laranjão"! Só ficam "Janelando"! Resmungou o mancebo.
 

E eles continuaram a andar pela estrada escura e fedida de esterco de vaca. Tudo parecia normal, mas algo estranho, muito estranho estava para acontecer.


_ Você notou como a Lua está grande hoje? Perguntou o varão mais novo ao mais velho.
_ É lua cheia! Estamos no fim da quaresma! Semana Santa! Você viu as procissões em Diamantina?
_ Vi....esse povo da roça é muito "jagodes"! Reza o dia inteiro... sem falar nas superstições!
_Foda-se pra lá!
Mas de repente, uma luz que não era da lua veio de trás deles!
_ Está vindo um carro pela estrada! Empolgou-se o fidalgo.
_ Vamos pedir carona? Espero que pare! Estou morrendo de sono! Sugeriu o mais maduro.
_ É uma caminhonete velha! Tomara que tenha espaço atrás! Observou o rapaz mais jovem .
_Tomara que pare, senão estaremos fodidos! Cogitou o também rapaz, porém mais velho.
E os dois adolescentes estenderam seus dedos polegares e estamparam um sorriso em suas faces. Essa poderia ser a última chance! A caminhonete passava por eles agora.
_Ih meu! Parou! Vamos!!! Alegrou-se o jovem paulista.
Era uma Rural Azul 69 muito velha, na frente iam duas pessoas, um velho senhor e um garoto que parecia ser seu neto. O velho fez sinal para os dois pularem da parte traseira (que estava sem tampa) da velha Rural. Os jovens não pestanejaram, pularam na carroceria cheia de bosta de galinha. E o velho deu partida! 
_ Pronde ocês tão indo uai? Perguntou o ancião pela janelinha traseira aos guris.
_ Pra BH ! Responderam em coro.
_ Êê! Eu num vô té lá não, mas deixo ocês em Paraopeba! De lá, cês vão pá Belzonte! Avisou o octogenário.
 
 

Durante toda viagem, o velho conversava sem parar com os infantes caronas, mas o garotinho permanecera mudo e imóvel o tempo todo, parecia que nem piscava! Uma atitude insólita para um menino que nem tinha os pêlos pubianos. A noite estava muito escura, pois a lua, sonolenta, se encontrava em um leito de nuvens. Ás vezes os viajantes passavam por um ou outro botequim de beira de estrada, perto de alguma fazenda.


_ Ô meu! Está com fome? Estou afim de dois pastel e um Chopes! Perguntou o rapaz mais velho ao amigo.
_ Não, estou sem fome! Engoli um besouro à uns 5 minutos atrás! Respondeu contrariado o rapaz.
_ Você reparou como tem placas nos botequins e fazendas dizendo: "Temos Parapapum", "Parapapum Dia e Noite"...?
_ É! Deve ter gente que sai até a noite para comer ou beber ou trepar nesse tal de Parapapum....
A viagem estava tranqüila, com os viajantes conversando alegremente, com exceção do menino.
_Ô tio! Esse menino aí! É seu neto? Por quê ele fica quieto o tempo todo? Perguntou um dos caronas.
_ Não! Ele é o último rebento da minha muié! É o meu sétimo filho menino homem! Ele é quieto assim mesmo! Deve cê duenti!
_ Sétimo filho??? Ôrra!!! o senhor mete pra diabo! Disse o mais novo fidalgo.
_ Eu também sô o sétimo filho da minha mãe, muié do meu pai! O povo diz que nóisvirar lobisomem! Esse povo daqui é muito besta ! Isso é coisa do tinhoso, e eu minha muié somo muito religioso! Disse o ancião.
_Tem muitas lendas desse tipo aqui em Minas? Perguntou o donzel.
_Vije! E como tem sô! Inda mais agora, qui tamo no fim da quaresma, semana santa, hoje é quinta Feira da Paixão, lua cheia. Eu falo procês, se existe esse coisa ruim do lobisomem, é hoje que ele aparece! Falou o velho homem.

A lua cheia estava no zênite, e acabara de sair por detrás da lívidas nuvens da noite mineira. Nesse momento o garoto começou a se mexer, parecia que estava com soluço.


_ Que foi fio? Tá cum vontade de mijá? Perguntou o ancião.
O menino começava a balançar a cabeça e a babar! Estava tentando tirar as roupas enquanto gemia. O menino fechou os olhos e colocou as mãos na boca!
_ Para o carro!! Acho que o menino vai vomitar!! Gritou o natural do tietê.
_ Calma fio!! A primeira veiz é assim mesmo! Acalentou o velho.
_ Primeira vez o quê? Perguntaram em Coro.
_ Ara! Ocês prestaram atenção no que eu disse procês? Respondeu o velho, com uma voz estranha, muito estranha.
Os jovens paulistas teriam botado um ovo se fossem galináceos do sexo feminino, pois pela pequena janela que separava a cabina da Rural e a carroceria, eles notaram para o seu espanto que o rosto do velho estava completamente mudado, um par de olhos vermelhos encaravam os jovens, enquanto algo que parecia um focinho de um cão se projetava para fora da cabina. Pelos longos e negros e uma orelha pontiaguda apenas confirmaram o desespero dos jovens.
Os jovens, por uma fração de segundo, encararam aquele rosto hediondo enquanto o menino se contorcia ao lado do pai. Centésimos que foram suficientes para um braço e suas garras estatelarem o vidro da janela e agarrar o pescoço do rapaz mais velho. Uma onda de pânico cresceu entre os jovens, pois a Rural ainda em movimento os deixavam ainda mais confusos. Era questão de milésimos para o velho lupino esmagar os osso do pescoço do rapaz enquanto o outro, ainda paralisado de medo, estava a poucos centímetros do vidro.
Mas por capricho do destino, a caminhonete se encontrava sobre uma ponte, e bastou apenas um chute do garoto -que estava tremendo todo- no volante, para fazer com que a velha Rural fosse de encontro com um barranco, causando uma queda de 7 metros até o pequeno córrego que passava por baixo da ponte. Isso pegou todos de surpresa, o velho licantropo que começara a esmagar o pescoço do rapaz, só sentiu o que estava acontecendo quando foi arremessado pelo para brisa na primeira capotagem! Outras 4 capotagens deram por fim ao acidente, os rapazes que estavam na carroceria tiveram sorte, pois caíram sobre o lamaçal, amortecendo a queda, o mesmo não pode se dizer do bípede canino, pois ao ser arremessado para fora da velha Rural, seu corpo foi esmagado pela sua própria caminhonete, quebrando todos os seus ossos.
Os jovens estavam atordoados e cambaleando, com poucos ferimentos. Alguns instantes depois, conseguiram ver o que aconteceu, o lobisomem esmagado sob a Rural estava morto... mas e o garoto? Os jovens procuraram pelo garoto em volta do acidente, mas não encontraram nada. Estavam começando a ficar preocupados quando ouviram um gemido dentro da cabide da Rural, se aproximavam com muito cuidado, o rapaz mais jovem pegara uma enxada que estava com eles na carroceria e o mais velho, uma pá. Todas estavam caídas próximo à eles. Quando abriram a cabina, viram uma cena horrível!
O garoto estava no meio da transformação, uma figura híbrida de lobo e humano estava se contorcendo em meio de uma sopa de sangue, pois no acidente, a criatura ficou muito ferida, e com sua perna esta dobrada ao contrário, deixava a cena mais horrenda!
_ Ô Meu! Você está bem? Perguntaram em coro.
_ ARGH!!!!!!!!!!! Respondeu o garoto.
_ TUM! PLOFT! PUM! PLAFT! PLOING! TUMP! SPLASH! Responderam em coro.
A cena que se seguiu foi terrível, os dois jovens burgueses, tomados pela cólera ircúndia e ódio (ê redundância), começaram a destruir a criatura com golpes de enxadas e pás! O corpo do Lobiboy se tornara uma carne moída! Jatos de sangue espirravam a cada enxadada na barriga da monstro, os rapazes estavam completamente ensopados com o sangue da criatura. Essa carnificina durou alguns minutos. Quando não se podia mais separar o que era corpo, sangue, lama e terra, os dois rapazes pararam de malhar com os equipamentos agrícolas. Ficaram lá, respirando profundamente, com uma repugnante mistura de lama, suor e sangue sobre o corpo inteiro, olhando as duas criaturas mortas no brejo.
Os dois rapazes se olharam, subiram os barranco até a estrada e seguiram caminho para Belo Horizonte sob a luz da lua cheia.

LA FRONTERA

Esta é uma história verídica, nomes e datas foram mudados para resguardar a individualidade dos personagens.
O cenário da nossa fatídica história é o norte do México, na região de Tijuana, fronteira com os Estados Unidos. Todos os dias, milhares de mexicanos tentam enganar La Migra Americana, com uma esperança de uma vida melhor no "paraíso" norte-americano. Todos os dias, uma batalha sangrenta mancha de vermelho os milhares de quilômetros da fronteira entre o primeiro e o terceiro mundo.

Existem 3 personagem nesta guerra: 1º) Los Oficiais dela Migra Americana, que com seus rifles e suas câmeras de visão noturna, fazem tiro ao alvo com os sombreros dos nossos hermanos mexicanos, que tentam entrar em seu país. 2º) Los pobres mexicanos, que perdem todo seu sueldo de sua vida de trabajo para adentrar pela fronteira. 3º) Los Pinches Coyotes, que com uma promessa de conseguir um meio fácil de passar pela Migra Americana, cobram fortunas dos pobres diablos mexicanos.

Era o começo da noche em Tijuana, em um Bar chamado EL Patron,onde todos os coyotes ficavam esperando que alguma família aparecesse para pedir ajuda para cruzar la Frontera. Um dos mais pinche, era Juan Brujo (se pronuncia "RUAN BRURRO"), um hombre de 2 metros e 130 quilos de pura Tequila. Brujo era o mais famoso coyote de Tijuana. Todos diziam que ele já teria passado um time de futebol inteiro pela fronteira, e que La Migra nem supeitou.
De repente, 4 pobres almas entraram no bar, e seguiram em direção do Coyote Brujo.
_Usted que é o coyote Juan Brujo? Perguntou o homem de nome Pablo, que parecia ser o homem da família.
_ Si, soy yo!
_Yo tengo
4 pessoas para passar pela Migra, Eu, meu filho, meu irmão doente e minha velha madre. Quanto custa nos passar pela fronteira?
_10.000 pesos! Respondeu o coyote.
_ Para todos?
_ Non! Por cada Cabeza!
_ PINCHE COYOTE CABRÓN!!!!!! SU PADRE ÉS MARICÓN!!!! Gritou o jovem mexicano, filho de Pablo.
_ Fique quieto! Filho do Diablo! Gritou a Abuela com seu neto.
_ Tudo bem! Eu pago La féria. Concordou o patriarca mexicano.

Enquanto a negociação continuava entre o Brujo e Pablo, a abuela, o muchacho, e o hermano do padre esperavam no lado de fora. O pobre tio do menino era um doente mental, sofria de Mau de Parkinson e Síndrome de Dawn. Alguns minutos depois, Pablo sai do Bar El Patron e fala com seus familiares:
_Tudo acertado. Esta noche, perto da fronteira, vamos nos encontrar com o Coyote, e ele nos mostrará um lugar seguro para nós enanar La Migra Americana. E se tudo der certo, amanhã estaremos em Los Angeles!!!!!!

Na hora marcada, todos estavam no ponto combinado.
_Estão vendo aquela luz vermelha no alto do Morro? É La Migra. Estão esperando algum sombrero aparecer na fronteira para poder atirar!. Disse o esperiente coyote.
_ O que faremos Brujo?
_ Me sigam! Vou pular vocês em um lugar seguro....Mas cuidado! Mucho Cuidado!!!
E os 5 vultos rastejavam pelo deserto mexicano até o ponto escolhido por Juan Brujo.
_ Aqui está melhor! Cuidado com las Cabezas! La Migra tem Câmeras para noche! Disse o coyote enquanto ajudava o Louco a pular o muro de grade e arame. Depois foi a vez da velha. Com muita dificuldade, conseguiram fazer com a velha pulasse o gradil. Mas por sacanagem de destino, a velha senhora caiu no pé do louco varido!
_CABRÓN!!!!!!!!!! Gritou o pobre diabo!
Neste momento, uma sirene começou a berrar! Duas caminhonetes que estavam de vigia no morro, começaram a descer, enquanto Los Oficiais del Migra começavam a carregar seus rifles.
_ Corram!!!!! Retoños de Putas!!!!!!! Gritou o Coyote que começava a fugir!
_ Espere!!!!!!! Temos que tirar meu irmão e minha mãe dos Estados Unidos!!!!! Gritou o desperado Pablo.
Nesse momento, o jovem rapaz que se encontrava sobre o cercado, levou um tiro! Una Sopa de Sesos y Sangre escorria da cabeça do rapaz, que caiu alí mesmo.
_ PINCHES DE LA MIGRA!!!! Vocês mataram meu filho!!!!!!
_ Corra Cabrón!! La Migra aplastaron el Lelo!!!! Deixe a Abuela pra lá!!!! Gritou Brujo, que já sumira na escuridão.
Agora Pablo pode ver oq aconteceu: uma das caminhonetes esmagou o pobre louco, a sue velha mãe tentara correr para algum lugar seguro no meio do deserto.
_ La Migra asesinó tú Abuela en el desierto!!! Gritou Brujo.

O pobre homem não sabia o que fazer. Seu filho morrera com um tiro na cabeça, sua mãe estava perdida no deserto e seu irmão, estava debaixo de uma caminhonete, e o pior... o Coyote Brujo fugira do local com todo seu dinheiro!!!
La Migra estava atrás da velha. Ele escutava os oficiais gritando palavrões e risos sobre a desgraça de Pablo. Eles gritavam para ele voltar para sua casa, e que os Estados Unidos não era lugar para um cucaracho como ele!

Esta é uma história que se repete todos os dias nas fronteiras entre esses dois países. Que todos os hermanos de Zapata, desistam do "Sonho Americano"e procurem um "Sueño Mexicano"!!!!
VIVA ZAPATA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Glossário:

La Migra Americana: imigracão americana, responsável pelo patrulhamento da fronteira Mexico-Estados Unidos
Pinches: Cretinos, desgraçados
hermanos: irmãos
La féria: dinheiro, verba
muchacho: garoto, moleque
Cabrón: cafageste, puto
Maricón: homossexual, viado, pakinha
Abuela: avó, anciã
Coyote: pessoas que cobram para passar as pessoas pela fronteira ilegalmente
Noche: noite
Sesos: miolos
cucaracho: termo pejorativo dado aos mexicanos pelos americanos, o equivalente à "paraíbas" no Rio de Janeiro
Lelo: tolo, louco
Retoños: rebentos, filhos
asesinon: assassinou
aplastaron: atropelou
Sueño Mexicano: sonho mexicano

Senhora nada amistosa

Em uma daquelas noites chuvosas, na fazenda "Buritis" município de Brasília de Minas/MG, um caso muito estranho chamou a atenção dos moradores daquele enorme casarão.

Diziam que naquela noite, um barulho assustador vinha do curral onde estavam alguns bois para engorda. Preocupados com a situação, foram até a janela da sala para ver o que estava acontecendo. Para espanto e terror de todos, viram uma senhora, com uma vela nas mãos em meio aquela tempestade. E o mais curioso, é que a vela que ela trazia nas mãos estava acesa.

Na manha seguinte verificaram que todos os animais que estavam lá, tiveram seus olhos perfurados cruelmente por aquela criatura.

A ocorrência foi registrada no distrito policial daquele município, onde o caso foi arquivado sem solução.


O Frade Negro de Byron

  Conta-se que na Abadia de Newstead, no condado de Norttingham, Inglaterra, lar ancestral da pitoresca família Byron, era assombrada pelo fantasma de um frade malvado que se deliciava com infortúnios alheios.

    A Abadia serviu de mosteiro para os cônegos agostinianos durante quase quatrocentos anos. Mas no século XVI, irado com a oposição da Igreja Católica à anulação de sua união com Catarina de Aragão, Henrique VIII começou a confiscar os bens da Igreja e dividi-las entre alguns de seus nobres. A Abadia de Newstead coube aos Byron e ficou com a família pelos trezentos anos seguintes. O último Lord Byron a herdá-la foi ninguém menos que o dissoluto poeta romântico, George Gordon, que não só amava a propriedade como lá encontrou alimento para seus no mais notável de seus vários fantasmas: o Frade Negro.

    Ninguém sabe quem teria sido em vida, essa alma penada, mas alguns acreditam que sua sombra, encapuzada e de feições escuras, representava a praga da Igreja contra os usurpadores de suas Terras. Diz a Lenda que quando um membro da família morria, o monge fantasma fazia uma visita para se regozijar com a desgraça. Por outro lado, apresentava-se de cara pesarosa em ocasiões felizes. Uma aparição contrita era norma nos nascimentos e em alguns casamentos - mas não em todos. O Poeta Lord Byron asseverou ter visto o fantasma muito contente em seu próprio casamento com Annabella Milbanke, que ele qualificaria mais tarde como o acontecimento mais infeliz de toda sua vida. Em seu Don Juan, Byron faz alusão ao Frade Negro:

"Sobre o tálamo nupcial, dizem os rumores
Na noite das bodas de leve esvoaça;
Mas ao leito de morte de seus senhores
Não falha - para gozar a desgraça."


O LOBISOMEM DOS PAMPAS

Rosalvo Ruas, era um pequeno agricultor, morava com sua família do sul do Brasil, nos Pampas Gaúchos. O ano era de 1953; Brasília, a atual capital do Brasil, ainda não fora construída e ninguém ainda tinha ouvido em falar em Gilberto Gil e Caetano (bons tempos aqueles).
Era uma noite muito clara, pois a Lua cheia estava em seu auge. Durvalina, a fiel esposa de Rosalvo, estava fazendo um cozido, que pelo cheiro, parecia muito apetitoso. O casal tinha um belo filho, um varão de 13 anos que gozava de muita saúde, seu nome era Roneide. Durvalina se mostrava um pouco preocupada, pois já anoitecera e o rapaz ainda não tinha chegado para jantar.
Rosalvo, que além de faminto, estava também preocupado, resolveu sair à procura do guri que nunca se atrasara antes. Deixou o chimarrão no bule para não esfriar e foi procurar o moleque.
_ Bah Tchê! Vou procurar o guri. Disse o agricultor
_ Barbaridade! por onde anda esse guri? Pai, vai atrás do meu filho e trás ele de volta! Disse a dedicada esposa.

Assim que Rosalvo pôs os pés fora de casa, um uivo assustador fez com que sua espinha arrepiasse.
"OOOOOOUUUUUUUUUUUUOOOOOOOOOOUUUUUUUUUUU !!!!!!!!!!"
_ Que foi isso santo Deus do Céu? Gritou a mulher de dentro da casa enquanto fazia o "nome do pai".
_ Deve ser um lobo...mas aqui nos Pampas não tem lobo assim... Estranho, muito estranho. Rosalvo pensou em voz alta
Logo em seguida saiu de casa caminhando na direção do uivo. Ele trazia consigo uma foice. Cauteloso, o gaúcho foi procurando por algo estranho perto do galinheiro. As galinhas estavam fazendo muito barulho e pareciam assustadas; os animais do celeiro também estavam inquietos. Cheiroso, o bode, não parava de dar cabeçadas na porteira do curral.
Apesar da lua cheia, estava um pouco escuro, já que não tinha luz elétrica no Sítio. Rosalvo foi se aproximando do galinheiro, quando um vulto negro passa por trás dele. O gaúcho quase cospe o coração, tamanho foi a susto. Rosalvo se vira lentamente preparado para "sentar" a foice na tal figura quando percebe que o vulto não passa de uma criança.
_ Roneide!!! Seu guri filho de uma égua cega!!! Além de se atrasar, quase mata seu velho pai de susto!!! Gritou o pai bufando como um touro. Rosalvo leva o rapazinho pela orelha para casa e logo pôs-se a tomar seu chimarrão noite adentro.

Na manhã seguinte, o gaúcho vai até a Vila do Brejo Seco para conversar com os amigos e comprar alguns mantimentos.
_ Mas Bah Arlindo!!! Ouvi um uivo gelado como a chuva e o meu guri me deu um susto que quase botei os bofes pra fora! Contou Rosalvo ao dono do Empório Nossa Senhora de Fátima, um imigrante Paraguaio.
_ Mas como hombre de Deus? Tu tienes medo de un lobo? Deves ter borrado las bombachas!! Gargalhou o comerciante junto com os outros homens no Empório.
_Vocês podem rir a vontade, bando de Maricons! Só sei que se esse lobo voltar, vou enfiar um bala no meio dos olhos. Disse Rosalvo ao sair com as compras.
Rosalvo aproveitou para comprar cartuchos para sua 22 de 2 canos, que ele carinhosamente chamava de "Furiosa". Mais tarde, enquanto preparava a carroça para voltar ao seu sítio, um índio se aproximou de Rosalvo.
_Acho que isso não vai adiantar nada contra o dito cujo que tu vais encarar. Disse o índio com um Português melhor do que a média do lugar
_De que tu tá falando Índio Velho?
_Eu estou falando de Lobisomem!!! Disse o índio com um voz sombria
Mais uma vez o gaúcho sentiu um frio na espinha. Um pavor insólito tomou conta de sua mente ignorante.
_Cala tua boca velho imbecil! Eu não acredito nessas crendices de gente besta! Coyote velho! Ao dizer isso, subiu em sua carroça e voltou para casa.

Chegando em casa, Rosalvo não conseguia pensar em outra coisa. Ele se assustava com tudo, sombras, ruídos, luzes... até o sonoro peido do bode Cheiroso no curral, ao qual ele já havia acostumado, o assustava também.
_RRRaaça de bode duma figa!!! Eu ainda te castro com um facão!! Disse o irritado gaúcho.
Após o jantar, agoar mais calmo. Ele foi se deitar com a mulher; Roneide estava incumbido de trancar as porteiras e a casa. Rosalvo estava quase dormindo quando....
"OOOOOOUUUUUUUUUUUUOOOOOOOOOOUUUUUUUUUUU !!!!!!!!"
Rosaldo dá um pulo da cama já engatilhando a "Furiosa". Durvalina, completamente apavorada, se esconde debaixo da cama e começa a rezar um rosário. O gaúcho se dirigia em direção da porta dos fundos quando percebeu que o guri não estava em seu quarto.
_ Ai ai ai! Mulher!!!! O guri não esta em casa. Deve estar lá fora!! Gritou o fazendeiro enquanto saía com a "Furiosa" preparada. A mulher a essa altura já estava no terceira conta do rosário.
Ao chegar lá fora, havia um alvoroço sem precedentes no galinheiro, parecia que todas as galinhas cacarejavam ao mesmo tempo, uma balbúrdia! Rosalvo correu em direção do galinheiro atirando. Um vulto negro pula agilmente pela janela do galinheiro e corre em direção à plantação de mate e some na escuridão. Rosalvo chega ao galinherio e vê que quase todas as galinhas estavam mortas, degoladas. Agora Rosalvo procura desesperadamente por Roneide, correndo em volta da casa, quando de repente, dá de cara com uma figura baixa e escura. Rosalvo conseguiu se recuperar do susto e se preparava para atirar com sua espingarda quando ele reconhece o pequeno vulto. Era Roneide que estava completamente sujo de barro.
_ Roneide!!! Seu filho de uma porca duroq!!! Tu tas afim de matar seu velho pai de susto mesmo. Tu não ouvites o uivo do lobiso...ah...lobo e as galinhas gritando? Gritou o gaúcho gesticulando com a "Furiosa" na mão.
_ Não pai... eu não ouvi nada. eu caí no brejo quando fui fechar a porteira. Disse o rapaz, que agora estava assustado.
_Já pra dentro!!! Filho de uma cabra asmática! Gritou Rosalvo com o filho, muito mais com medo do que raiva.
O pobre gaúcho não conseguiu dormir a noite interia.

Na manhã seguinte, Rosalvo foi para Brejo Seco procurar o tal índio que profetizara sobre o tal lobisomem. Não precisou chegar na Vila, pois o velho índio estava sentado na beira da estrada, tomando chimarrão.
_ Índio velho!! Preciso de sua ajuda!!! Suplicou Rosalvo
_ Pois é... Prossegui o velho
_ O tal lobisomem sempre ataca em noites de lua cheia, e ele é muito perigoso, matou quase todas as minhas galinhas! O quê que eu faço???
_ O patrão precisa carregar a arma com balas de prata. Um tiro basta para mandar o cão danado para onde nunca deveia ter saído, o inferno!
Disse o índio em sussuro
O gaúcho já preparava para seguir o caminho da Vila quando o índio disse:
_ Patrão! Sou um velho índio Gaudério... muito velho... já vi de tudo nesse mundo de Deus... e posso lhe dizer que o Capeta ajudou a fazê-lo. Mais uma coisa Seu Rosalvo! O senhor já deve ter encontrado com o tal bicho quando em forma de gente, pelo menos uma vez. O senhor deve ter cuidado, e desconfiar de tudo e de todos!! Na dúvida, não pense, atire! Disse o velho dando um soco na palma da mão
_ Adeus meu bom Índio!! Espero um dia poder retribuir!!! Disse ao gaúcho enquato saía à galope.

"Como farei para matar esse demônio?" Pensava o gaúcho enquanto fazia alguns cartuchos usando um velho punhal de prata que tinha sido do seu avô na Guerra do Paraguai. Conseguiu fazer 3 cartuchos de prata para a sua "Furiosa".
Logo que anoiteceu, o gaúcho montou guarda na porta de casa esperando pela tal criatura peluda. Era lua cheia novamente. Roneide tinha ido ao Sítio vizinho para brincar com os amigos e voltaria antes de anoitecer. Mas ele ainda não voltara e o gaúcho estava muito preocupado. A lua estava mais redonda do que nunca, e o silêncio anormal daquela noite deixava o fazendeiro mais nervoso ainda.
_Bah! Será que o guri encontrou com o lobisomem no meio de caminho? Será que aquele cão dos inferno pegou meu filho?
Mas para quebrar o silêncio, um barulho interrompe as lucubrações de Rosalvo. Na plantação de Mate, mais uma vez, um vulto negro apareceu. O fazendeiro perparou a espingarda, a figura negra parecia que ia em sua direção. Rosalvo não quiz se fazer de rogado, e deu um tiro no meio daquilo que ela julgava ser a cabeça da criatura. O tiro foi certeiro, o corpo caiu no meio da folhagem. Rosalvo ficou eufórico e com um lampião, se aproximou do corpo para ver como era o tal bicho. Mas Rosalvo não consegui acreditar naquilo que via. A cena era tão chocante que o gaúcho macho quase desmaiou. Ajoelhou-se ao lado do corpo inerte e só consegui dar um grito.
_ NÃO!!!!!!!! Não pode ser!!!!!!!!!!
Rosalvo tinha descoberto que havia dado cabo da vida de Roneide, seu filho, com um tiro na cabeça.
_ Meu Deus!!!!! Matei o meu filho!!!!!! Era era o lobisomem!!!!! Gritava de desespero o pobre agricultor. Os animais do Sítio estavam muito assustados, o bode Cheiroso gritava e peidava sem parar.
Rosalvo pegou o corpo do menino e correu em direção de sua casa gritando desesperadamente pela esposa.
_ Durvalina!!!!!! Durvalina!!!! Apareça mulher dos infernos!!!!!!
Rosalvo deixou o menino e a "Furiosa" no terreiro dos fundos e entrou correndo pela porta da sala gritando pela mulher.
Mas as desgraças estavam apenas começando. Rosalvo encontrou sua esposa morta sobre a cama, havia sangue por todo o quarto, o corpo de Durvalina estava completamente destruído, parecia que estava pelo avesso. O pobre fazendeiro estava desesperado.
_ Barbaridade tchê!!!! Quanta desgraça!!!!! Meu guri matou a própria mãe!!! E eu matei meu filho!!!!! Que maldição caiu sobre min!!!!!
O gaucho colocava as mãos à cabeça quando um estrondo veio da cozinha. Rosalvo correu em direção do barulho para ver o que poderia ser agora. Quando chegou até a cozinha, Rosalvo que achava que já tinha visto de tudo, quase teve mais um ataque cardíaco. Uma figura gigantesca, de uns 2 metros e meio de altura estava quebrando a cozinha toda, a vil criatura se virou para Rosalvo. O mostro tinha pêlos negros e se assemelhava com um lobo de garras e dentes super afiados, babando absurdo e com olhos vermelhos de ódio e sede de sangue. Rosalvo, tomado pelo pânico, tentou fugir, mas foi atingido com um golpe que o arremessou pela janela da cozinha até o meio do terreiro. Rosalvo foi defenestrado a uma distância de uns 4 metros. A criatura começava a sair da cozinha, indo em direção dele. Rosalvo acreditou que aquele era o fim... Mas sentiu que caíra sobre a "Furiosa". Tudo depois foi uma questão de centésimos de segundo, a criatura deu um salto na direção de Rosalvo, que com muito esforço, conseguiu mirar a espingarda e puxar o gatilho.

A criatura caíra ao lado do gaúcho, o tiro atingiu o peito do Lobisomem. Rosalvo se eregiu completamente zonzo, se afastou da criatura que tremia enquanto dava gritos horríveis. Aos poucos, a criatura parou de se mexer, e os pelos começaram a sumir, o corpo a mudar. Rosalvo assistia tudo aquilo com um olhar de espanto e nojo. Rosalvo ficou mais assustado ainda quando viu que aquele corpo caído no chão, era conhecido, era o corpo do Índio velho Gaudério.
_ Bah!!! Mas o lobisomem era o próprio Índio???? Santa Maria!!!! Maldito índio, desgraçado!!!!!! Tu arruinastes minha vida!!!! Roneide... Durvalina... Nãoooooo!!!!!!!!
O gaúcho saiu correndo em direção ao campo, gritando pelos Pampas.

Faz tempo que o Sítio de Rosalvo Ruas esta abandonado. Ninguém vai até lá. Dizem que é mal assombrado e que até hoje, pode-se ouvir os lamentos do velho Rosalvo, uivando e correndo pelos Pampas gaúchos em noite de lua cheia, como um Lobisomem!!

A Pomba-Gira de Exú

Manolo era uma pessoa completamente cética. Para ele, todas as religiões não passavam de "crendice", e Manolo não fazia a menor questão de esconder seu desprezo pelas pessoas que acreditavam em coisas esotéricas e espirituais. Como todo bom italiano, Manolo era falante, fogoso e fanfarrão. Defendia fervorosamente que ele era o detentor da verdade absoluta e que qualquer opinião que não fosse a dele, deveria ser ignorada imediatamente (qualquer semelhança com o autor é mera coincidência). 

Certa noite, no "Bar do Seu Zequinha", Manolo e seus amigos entraram numa discussão séria.

Seria assunto para a noite inteira se Marilone, um dos amigos de Manolo, para dar fim àquela "briga", não desafiasse Manolo em uma aposta:

_Manolo!! Se o TUPI não subir para a segunda divisão, você vai até o Terreiro do Pai Tumé comigo assistir à uma sessão de Umbanda!! Disse Marilone peremptoriamente.
_Rá!! Cale-se patife!! É evidente que o TUPI subirá!! Seu cretino!! Você comerá tudo o que disse com as moelas de frango asquerosas que são servidas nesse Bar infecto!! Eu aceito o desafio!!
As outras pessoas que estavam na mesa, olharam assustadas para o italiano, que já estava roxo de cólera. 

Dito e feito, o TUPI perdeu dois jogos em casa e um fora, ficando em último lugar no "quadrangular decisivo". Manolo perdera a aposta.

_Sim! Eu sou um homem de palavra.  Eu irei com você. Falou o aborrecido Manolo.
_Mas você tem que me prometer que não ficará rindo ou atrapalhar a sessão. O Pai Tumé não gosta de falta de respeito dentro do seu Templo. Lembre-se que o  termo "Terreiro" é errado, pois Terreiro é para a Macumba, mas já virou costume o povo falar... Disse Marilone.
_Ah! Fala sério! Eu não prometo nada! Eu estou pouco me lixando se o tal macumbeiro gosta ou não de brincadeira! Pra mim esse negócio de pajelança é tudo uma grande palhaçada!!
_Pajelança não!!! Umbanda! Gritou Marilone.
_Rá!! É tudo a mesma coisa!! Macumba, Pajelança, Voodu, Candomblé, Umbanda, Quimbanda, Quitanda...
Os dois foram discutindo até o tal "Terreiro de Pai Tumé". 

Como o leitor deve saber, existe um sincretismo religioso muito grande entre as religiões afro-brasileiras. Práticas da Uganda, Macumba, Candomblé e Quimbanda, se misturam com o catolicismo e Espiritismo aparentemente sem nenhum critério, variando apenas de região para região. Portanto, não existe um dogma fixo para a realização das giras, podendo apresentar grandes diferenças de um Terreiro para outro.

Ao chegarem, os dois notaram uma aglomeração de pessoas próximas ao Terreiro.

A gira estava para começar.

_As giras ou sessões de Umbanda são realizadas uma vez por semana, cultua-se espíritos de uma determinada falange havendo portanto quatro sessões mensais. Falou Marilone ao incrédulo amigo.
_Como é que é? Perguntou Manolo com um interesse que surpreendeu até ele mesmo.
_Bem, é melhor você ver com os próprios olhos... 

Nesse momento, a cerimônia teve o seu início. A sessão começou com a defumação do Templo; médiuns se colocaram defronte ao altar principal. De um lado os homens, do outro as mulheres. Abaixo das imagens, entre as quais a de Cristo, a da Virgem Maria e a de São Jorge (isso surpreendeu Manolo), se postaram ao babalorixá (Pai-de-Santo): o "Pai Tumé", e a ialorixá (Mãe-de-Santo): Dona Dodora.

Efetuado o sermão introdutório, começou a cerimônia denominada bater cabeças. Sempre cantando pontos (cantigas) em louvor aos orixás, os médiuns "tacavam" a cabeça nos pés do Pai Tumé e da Mãe-de-Santo; estes, por seu turno, "tacavam" com a cabeça nos pés das imagens. Manolo quase teve uma acesso de riso, mas foi reprimido por Marilone.

_Fica quieto! Senão pode baixar um orixá em você!! Falou Marilone.
_Rá! Duvido! Disse Manolo que estava achando aquilo uma grande besteira. 

A seguir, ao som dos atabaques, os médiuns começaram a montar nos Cavalos-de-Santo (os fiéis que receberiam o orixás ficavam de quatro). Manolo não concordou com que "montassem" nele, pois ele era apenas um visitante e não queria bolar para o santo. Os médiuns traziam vestes muito brancas e guias ou colares característicos de seus orixás: em caso de baixar um caboclo (espírito de índio), o médium trará um cocar de penas e um charuto nos lábios; se descer um preto velho (espírito de escravo), o fiel usará chapéu de palha, cachimbo e bengala; se a entidade for Exú ou sua forma feminina, Pomba-Gira, teremos cigarro ou charuto, capa preta e vermelha e uma garrafa de aguardente.

_O que acontece quando uma dessas entidades baixam? Manolo perguntou ao amigo.
_Psiu! Fala baixo! Começam, a seguir, as consultas às entidades. Versam sobre saúde, dinheiro, trabalho, amor, essas coisas. A informação desejada é sempre complementada com a recomendação do uso de um banho de ervas, e da colocação de copos com água em vários lugares da casa do consulente, com o fito de ser afastado as mandingas ou mau olhado. Respondeu Marilone.
_E essa história de Encruzilhada? Para que serve? 
_Hi....... Não confunda as coisas! O Despacho de Exú na Encruzilhada se chama padê. Isso é coisa de Candomblé. Lá se oferece ao homem das encruzilhadas na segunda-feira uma galinha preta aberta no meio, transformada em "cabaça sacramental", cheia de ingredientes diversos que atuam como oferenda. Pode-se oferecer também uma grande sexta com um bode ou animais diversos, bonecas de pano chamadas de vulto crivada de alfinetes (não é Vodu Haitiano), farofa de azeite-de-dendê, garrafa de cachaça (aberta), charutos, velas vermelhas acesa, tiras de pano vermelho e moedas. Só se pode fazer em encruzilhadas macho (em forma de cruz) ou encruzilhadas fêmeas (em forma de T), com exceção das linhas de bonde ou trem, pois o ferro neutraliza o ato mágico!! 
_Porra!! Essa eu nem podia imaginar; Quanta besteira!!! Disse espantado Manolo.

Enquanto os atabaques faziam a festa, algo completamente inesperado aconteceu. Manolo começou a tremer, a balançar o corpo, a se contorcer pelo chão.

_Nossa Senhora! O abiã está bolando para o santo disse um dos médiuns ao ver o novato rolando no chão.
_Manolo!!! Você está recebendo santo???? Perguntou Marilone.
Burro!!! É Burro!!! Gritou a congregação.

Burro é o nome dado ao possuído quando incorporado por Exú.

_Pior!! É POMBA-GIRA!!!! Gritou Marilone. 

Um espanto tomou conta do Templo, já que é de vontade dos dirigentes da Umbanda que Exú seja suprimido das giras pois se trata de uma entidade muito travessa, que toma conta da cerimônia e fecha o altar dos orixás brancos. Quando a Pomba-Gira aparece, a cerimônia vira um pandemônio. Vale avisar que somente o Exú batizado baixa em Terreiro de Umbanda, os pagãos ou maus só aparecem nas Quimbandas ou Macumbas.

Manolo gritava e dançava quando começou a tirar a roupa com o ritmo dos atabaques. O Pai Tumé se levantou e se aproximou da Pomba-Gira.

compadre!! O quê que vosmicê quer pra voltar? Perguntou o Pai Tumé procurando tirar o doutor do corpo do abiã.
_Sai fora meu chapa!! Eu não quero voltar!! Gritou aquele que a pouco era Manolo, amigo de Marilone.
_Oxalá você se canse e vá embora!! Gritou o Pai Tumé.
_Eu quero um crioulo bem gostoso!! Um crioulo bem forte e sacudo!! Eu quero também um bode preto e uma garrafa de pinga!!! Gritou a Pomba-Gira.

A congregação ficou desesperada pois eles já esperavam por isso. Marilone ficou preocupado com Manolo, pois teve medo que o Pai Tumé quisesse que Manolo virasse para o santo, ou seja, ficar preso na criadeira com os cabelos completamente raspados.

_Pega o bode e a pinga! Isso só pode ser mandinga de Macumbeiro! Gritou o Pai Tumé para um dos pequenos cambonos (filhos-de-santo) enquanto pegava alguns ramos de arruda no altar principal.
_Rá! Seu velho preto duma figa!! Eu só volto quando quero!!! Sou Exú, filho de Ogum!!
_Cala boca seu caboclo velho! Gritou a mãe-de-santo!

Enquanto os fiéis faziam uma roda em torno da Pomba-Gira que não parava de dançar, os atabaques entravam em ritmo alucinante. O Pai Tumé temia perder o controle pois parte dos médiuns já acompanhavam a dança da entidade. Uma arruaça tomou conta do Templo. Os pontos cantados, as batucadase a dança envolviam o recinto como uma onda de misticismo característicos das sessões dos orixás. O Pai Tumé sinalizou para Marilone que corresse em direção à porta lateral do Templo e pegasse o copo de "água benta das almas" para jogar em Manolo, ou melhor, na Pomba-Gira. No momento em que a congregação inteira dançava em torno de Exú, dois filhos-de-santo seguraram a Pomba-Gira enquanto o Pai Tumé começou a lavar o possuído com as ervas, Marilone então o molhou com a água. A Pomba-Gira parou e caiu no chão quando viu o bode e a cachaça na mão do menino que entrara correndo no Terreiro. Um silêncio sepulcral reinou no Templo, os atabaques se calaram e a congregação ficou imóvel. Manolo começou a se levantar tonto e sem entender o que havia acontecido.

_Quê porra é essa?! O que esses mal acabados fizeram comigo?! Perguntou ao amigo quando viu que estava exausto, molhado e cheio de ramos de arruda no corpo.
_Você foi tomado por Exú! Uma Pomba-Gira baixou em você! Gritou Marilone.

Manolo nem teve tempo de absorver o que ouvira, pois uma sirene e luzes vermelhas anunciavam que a Polícia estava chegando. Foi uma correria para todos os lados, todos que estavam no Terreiro saíram pelo quintal pulando os muros e se embrenhando no matagal. Marilone, que já estava acostumado de correr da Polícia, pegou Manolo pelo braço e o arrastou pelo matagal. A Polícia assim que entrou no Terreiro encontraram apenas um bode preto comendo ervas de arruda.
Com certeza, algum vizinho sem respeito pela religião alheia confundira uma cerimônia religiosa com uma briga... santa ignorância...

Paredes de sangue

Uma mulher que morava em Minas Gerais, estava desesperada pois em sua casa sempre apareciam manchas de sangue pelos cômodos. As manchas eram sempre iguais e apareciam cada vez com mais freqüência.

Em uma noite que o marido dela foi trabalhar de plantão, ela com medo, de que fosse alguma pessoa engraçadinha querendo assustá-la, colocou ao dormir, um sofá, por dentro da porta de seu quarto, impedindo que alguém abrisse.

Mas quando ela acordou, lá estava a mancha de sangue por dentro da porta!

GARGALHADA SINISTRA

...Nos arredores de Juiz de Fora morava a família Mendonça. Uma família rica e famosa na cidade. Jussara, uma estudante de filosofia da UFJF,trabalhava esporadicamente como baby sitter para os Mendonça quando estes iam à alguma comemoração .Jussara tinha necessidade de cobrir seus gastos.

Certa noite, os Mendonça saíram para um coquetel e seus três filhos ficaram dormindo no andar superior da mansão, enquanto Jussara lia um livro na sala.O silencio era sepulcral. A noite estava escura, sem lua e muito fria. Jussara estava quase pegando no sono quando de repente...

...TRIMMMMM, TRIMMMM, TRIMMM, TRIMMM, ...

O telefone toca como um alarme. Jussara deu um salto do sofá e joga seu livro longe. Ela vai correndo ao alcance do telefone." Alô? " disse Jussara com sua voz rouca. A resposta que ela ouviu foi uma diabólica gargalhada:

...HAHAHA HAHAHA HAHAHA HAHAHA HAHAHA...

_MERDA!! Um trote! Como tem gente desocupada! revoltou-se Jussara."Será que foi o Tarcísio? Não; acho que ele não seria capaz..." indagou a rapariga.

Jussara, mais uma vez ,quase adormecendo, é acordada com o tocar do telefone.

...TRIMMMMM, TRIMMMM, TRIMMMM, TRIMMMM,...

Com receio ela foi até o telefone, ficou um tempo esperando mas achou melhor atende-lo, pois poderia ser os mendonça. Ledo engano, mais uma vez era aquela voz sinistra a gargalhar:

...HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA ...

Jussara inebriada pelo ódio gritou ao telefone.
_Sua hiena filha de uma puta...você come merda, fode uma vez por ano e ainda fica rindo da cara dos outros!!!! Ainda soltando fogo pelas ventas, Jussara bate o telefone com tanta violência, que quase quebra o aparelho.A estudante estava pensativa. A mansão ficava distante do centro e em um lugar muito deserto. Já com medo, ela decidiu ligar para a polícia.
_Alô? É do departamento de polícia? Perguntou Jussara com a voz meio trêmula.
_sim minha filha. E daqui sim; oquê você deseja?" Perguntou o tira com um ar enfadonho.
_Tem um engraçadinho me passando um trote e eu estou meio temerosa pois esta casa fica nun lugar meio sinistro... Disse a donzela quase chorando.

O policial pegou todas as informações necessárias e mandou uma rádio-patrulha rondar o local.Jussara se acalmou e foi até a cozinha beber um copo d`água. De volta na sala de estar, o telefone toca novamente e um frio polar sobe pela espinha de Jussara. Desta vez ela decide em não atender.

... TRIMMMM, TRIMMMM, TRIMMMM, TRIMMMM, ...

_Este cara já esta me enchendo a porra do saco!Pensou Jussara com os seus botões. Nem dois minutos depois, o telefone toca de novo.

...TRIMMMM, TRIMMM, TRIMMM, TRIMMM, ...

_Agora eu vou dar um basta nesta situação. Esporrou a garota pegando o fone do gancho furiosa."Aqui ou seu filho da pu..." ia dizendo Jussara quando a interrompe uma voz gritando a cem decibéis pelo telefone...
_Minha filha!!!!! Saia desta casa imediatamente. Aqui e da polícia ... nós identificamos a chamada e ela vem dai mesmo da outra linha. Fuja logo!!!

Jussara nem esperou o homem terminar e saiu correndo porta fora...

Mais tarde, a patrulha chega ao local e prende o perturbado mental no segundo andar, no quarto das crianças. O maluco tinha trucidado as três crianças e foi encontrado sodomisando a mais nova que tinha três anos. Jussara escapou por pouco. A cada telefonema era uma criança morta; ela seria a próxima. Mas depois, quem ouviria a próxima GARGALHADA SINISTRA ?

O VELHO MOE, UMA HISTÓRIA ESTRANHA, MUITO ESTRANHA

O VELHO MOE

O então chamado "velho Moe" era uma mulher idosa e caduca que morava em seu sítio perto do vilarejo de Brejo Seco. O leitor deve estar a se perguntar porque o "velho Moe" era assim chamado, já que era uma mulher? Ora ,se o leitor tivesse a conhecido teria achado que fosse homem por tal escrota que era.Em verdade vos digo que o "velho Moe" se chamava desde o batismo em um ritual de kinbanda: Rodenilda da Silva, mais tarde este nome seria mudado definitivamente para o "velho Moe".Vou contar-lhes uma história, que conta a vida, ou melhor, o desastre do "velho Moe".

Como já vos relatei, o "Velho Moe" morava em um sítio perto do Vilarejo de Brejo Seco. Não tente o leitor procurar este lugar no mapa pois nomes e lugares foram modificados (com exceção do "velho Moe") para que o escritor que vos escreve não tenha problemas com os odiosos advogados. Mas voltando à vaca fria ou melhor, à nossa história, ou melhor, à minha história, o "Velho Moe" era ezecrado pela população do lugar, em particular as crianças. O "velho Moe" era acusado de bruxaria do 71 e pedofilia pelas beatas e pelos críticos de arte do vilarejo. Mas isto não incomodava o "Velho Moe", ele até gostava, pois podia levar a sua desgraçada vida feliz.

O "Velho Moe" era dono de uma grande plantação de abóboras, plantação esta que lhe garantia sua subsistência e cobria seus gastos e caprichos.A vida do vilerejo era calma, com uma rotina desagradavelmente rotineira, falando um português claro, era um saco! Só tinha movimento no vilarejo quando havia um enterro ou quando o caminhão de sal chegava na cidade.O leitor deve estar se perguntando:
_"Esta porra de história começa ou não?
E eu vos respondo:
_Vai caramba! calma!

Certa noite, o "Velho Moe" estava andando pela sua plantação de abóboras, quando viu uma coisa inusitada. Um homem alto e uma mulher baixinha, ambos com uma lanterna na mão e sobretudo preto, passaram correndo pela plantação.Isto o intrigou um pouco, mas logo esqueceu o episódio e continuou andando. Quinze minutos mais tarde, o "Velho Moe" viu então uma coisa "realmente inusitada". Uma luz muito forte vindo do celeiro. O "Velho Moe" pegou seu facão em foi em direção ao celeiro, mas quando abriu a porta do celeiro, a luz desapareceu e tudo parecia normal.
_"Será que eu bebi demais?". Perguntou-se a si mesmo sem ajuda de ninguém.
_"Ou será que fumei um bagulho em vez da minha Santa MariJoana? É, foi isso!" E o "Velho Moe" foi para casa com a certeza de que foi uma alucinação psicotrópica qualquer, já que não era a primeira vez.

O outro dia foi o mais estranho de toda a História de Brejo Seco, o "Velho Moe" (tô de saco cheio de escrever "Velho Moe") quase teve um ataque quando viu que toda a sua plantação de abóboras havia sumido, escafedeu-se, ralô peito, rapô fora, zuô, deu pau...

O pânico deu lugar ao terror...Terror do que? do Tudo? do nada? o que é Terror? O "Velho Moe" não sabia o que fazer, ele correu por todo o seu sítio, procurou em cada canto, cada chiqueiro, cada córrego, cada gaveta, e nada de suas abóboras.
_"Onde estás abóbora? Onde estás tu? Cadê porra?! Questionava-se o "Velho Moe".

Só havia um lugar onde não procurara ainda... o CELEIRO, mas se não estavam nas gavetas, não estariam no celeiro, é improvável! Mas ao chegar no celeiro o "Velho Moe" viu uma coisa estranha, muito estranha: dezenas de corpos de crianças sem cabeça, todas!!!!!!!!

O "Velho Moe" ficou "bolado", segundos depois ele viu uma luz muito forte (cor de abóbora) lá fora. O "Velho Moe" correu para ver o que era. Ao chegar lá fora ele viu uma coisa estranha, muito estranha: no lugar das abóboras, haviam dezenas de cabeças de criança na plantação.
_ De onde viram? Não tenho idéia! Perguntara-se estupidamente o "velho Moe", além de caduco, era burro!.

Neste exato momento, o "Velho Moe" viu uma coisa estranha, muito estranha: todos os habitantes de vila estavam invadindo o sítio, todos carregavam uma abóbora não mão e uma foice na outra e gritando palavras de ordem:
_" Lincha!!! Mata!!! Pisa!!! Estupra!!! Escalpelem o "Velho Moe" feles!!! Ele roubou nossas crianças e as trocou por abóboras!!! Quero $5 de volta ou então não troco!!!!! " (este grito veio do judeu dono do armarinho).

Mais incontrolável ficou a situação assim que o povo viu a plantação de cabeças decepadas. A população ensandecida se jogou em uma caçada furiosa atrás do "Velho Moe". O "Velho Moe"- que saco- foi finalmente capturado e levado para a praça do vilarejo onde seria queimado por bruxaria e falsidade ideológica (esta acusação foi feita por um advogado, claro). A população queria sangue, e teve.

No momento em que seria acesa a fogueira, aconteceu numa coisa estranha, muito estranha: uma luz muito forte (cor de burro quando foge) apareceu na praça. Todos ficaram cegos, menos o "Velho Moe" que já sofria de glaucoma. Quando a luz sumiu, não havia mais fogueira, nem mesmo o "Velho Moe", só um envelope no lugar onde ele estava,e havia uma carta dentro do envelope, e nela dizia dizia: "Não abra o envelope!!!!!!!".

Neste momento houve uma explosão tão grande que o vilarejo hoje se chama "Brejo Seco Mesmo".

Não se sabe realmente o que aconteceu com o "Velho Moe", alguns sobreviventes acham que ele voltou para o inferno de onde nunca deveria ter saído, outros acham que foram alienígenas fazendo experiências entre homem e hortifrutigranjeiros, outros não acharam nada entre os escombros e outros acham que isto é pura invenção do escritor.

Casa mal assombrada

O ano era 1944. Carlos que antes morava em Itaperuna - RJ, iria se mudar para Natividade, RJ. Estava a procura de uma casa e depois de algumas visitas, encontrou uma que seria ideal para acomodar sua família. Ao sair da casa, os vizinhos o alertaram de que ela era mal assombrada pelo espírito do antigo morador conhecido como "Manoel Açougueiro". Carlos que era metido a valentão ignorou os avisos dos futuros vizinhos e a família mudou-se na semana seguinte.

Depois de um mês instalados, a mãe e os filhos começaram a ouvir todas as noites, sem falta, às 22:00 horas em ponto, batidas na porta. Quando iam atender, não havia ninguém e o portão ficava sempre trancado com cadeado. Não havia tempo suficiente para alguém bater e pular o muro sem que ninguém percebesse. Carlos que sempre chegava após às 22:00 horas, não acreditava em tal estória.

Porém um dia, Carlos chegara mais cedo em casa e novamente às 22:00 horas bateram na porta. Carlos correu até a porta e não vendo ninguém por perto, gritou aos quatro cantos:

- "Manoel, é você? Se for você mesmo, apareça."

Para espanto de todos, nesta noite, à meia-noite o neném acordou chorando e Carlos ao entrar no quarto viu um cachorro branco dentro do berço. Ninguém na casa via o tal cachorro, mas Carlos insistia em tentar bater no cachorro com um cinto e acabava por acertar o bebê.

Apesar de toda a confusão da noite, Carlos ainda duvidava de que havia um fantasma na casa. No fim de semana, na sexta-feira, Carlos voltou a gritar aos quatro cantos da casa, fazendo dessa vez, um desafio ao tal fantasma.

- "Se tiver alguém aqui mesmo, que atire essas almofadas que estão na sala para o outro quarto."

De madrugada o filho mais velho da família, que também se chamava Carlos, acordou desesperado gritando que alguém havia atirado almofadas em sua cabeça enquanto dormia.

Carlos no dia seguinte, procurou o Monsenhor que providenciou a celebração de uma missa em intenção a alma de "Manoel, o Açougueiro". Desde aquela data, nunca mais ninguém ouviu batidas na porta da casa às 22:00 horas.

Casa mal assombrada

O ano era 1944. Carlos que antes morava em Itaperuna - RJ, iria se mudar para Natividade, RJ. Estava a procura de uma casa e depois de algumas visitas, encontrou uma que seria ideal para acomodar sua família. Ao sair da casa, os vizinhos o alertaram de que ela era mal assombrada pelo espírito do antigo morador conhecido como "Manoel Açougueiro". Carlos que era metido a valentão ignorou os avisos dos futuros vizinhos e a família mudou-se na semana seguinte.

Depois de um mês instalados, a mãe e os filhos começaram a ouvir todas as noites, sem falta, às 22:00 horas em ponto, batidas na porta. Quando iam atender, não havia ninguém e o portão ficava sempre trancado com cadeado. Não havia tempo suficiente para alguém bater e pular o muro sem que ninguém percebesse. Carlos que sempre chegava após às 22:00 horas, não acreditava em tal estória.

Porém um dia, Carlos chegara mais cedo em casa e novamente às 22:00 horas bateram na porta. Carlos correu até a porta e não vendo ninguém por perto, gritou aos quatro cantos:

- "Manoel, é você? Se for você mesmo, apareça."

Para espanto de todos, nesta noite, à meia-noite o neném acordou chorando e Carlos ao entrar no quarto viu um cachorro branco dentro do berço. Ninguém na casa via o tal cachorro, mas Carlos insistia em tentar bater no cachorro com um cinto e acabava por acertar o bebê.

Apesar de toda a confusão da noite, Carlos ainda duvidava de que havia um fantasma na casa. No fim de semana, na sexta-feira, Carlos voltou a gritar aos quatro cantos da casa, fazendo dessa vez, um desafio ao tal fantasma.

- "Se tiver alguém aqui mesmo, que atire essas almofadas que estão na sala para o outro quarto."

De madrugada o filho mais velho da família, que também se chamava Carlos, acordou desesperado gritando que alguém havia atirado almofadas em sua cabeça enquanto dormia.

Carlos no dia seguinte, procurou o Monsenhor que providenciou a celebração de uma missa em intenção a alma de "Manoel, o Açougueiro". Desde aquela data, nunca mais ninguém ouviu batidas na porta da casa às 22:00 horas.

A Subida 

No Brasil, no interior do estado de Minas Gerais, existe algo que dizem ser o "relógio para o fim do mundo". A origem de tal Lenda se encontra numa fazenda no distrito de Monte Verde. Essa fazenda , que remonta ao século XIX, no  período do Segundo Império,  foi uma das maiores produtoras de café da região e  tinha um grande número de escravos negros. Dentre as várias lendas da região, sempre envolvendo almas penadas dos escravos mortos pela crueldade de seus senhores, uma delas se destaca pelo seu modo sutil e aterrorizante.

O Senhor do Cafezal, que era um homem muito rico, possuía um belíssimo Casarão. O Casarão ficava no alto de um platô, dando um maior aspecto de imponência visto da estrada. Tinha dois andares, num total de 36 cômodos, um "pé direito" de 3 metros e uma varanda de vinte metros na frente do Casarão. Realmente era um símbolo de poder e riqueza. Mas para seu dono algo estava faltando. Na varanda havia uma grande parede lisa e branca, que para o fazendeiro, deveria ser ocupada por um afresco que desse mais beleza ao Casarão.

Mas não era uma tarefa fácil, pois havia poucos bons pintores de afrescos no Brasil Imperial e os poucos estavam com trabalhos no Rio de Janeiro, Salvador e Ouro Preto.

Certo dia, o feitor de escravos da fazenda disse ao senhor que um dos escravos era um ótimo pintor de afrescos no Haiti antes de ter sido trazido para o Brasil no começo do século. Interessado em saber que havia um artista em sua senzala, o Senhor mandou chamá-lo. A conversa não demorou mais do que dois minutos.

_Negro!! Quero que você pinte um afresco na varanda da Casa Grande...e que seja bem bonita.
O velho escravo assentiu com um baixar de cabeça.

_Pinte uma paisagem, ou uma cena agrícola... Você sabe o que é isso?
O escravo repetiu o movimento.

_Ótimo, agora saia!

Na manhã seguinte o fazendeiro viajou para o Rio de Janeiro e disse ao escravo que queria ver o afresco pronto quando chegasse de viagem. O velho tratou logo de começar seu trabalho.

O resultado foi maravilhoso. O escravo pintou com uma técnica barroco-impressionista (o termo não é meu) aquilo que apresentava uma mulher negra com uma trouxa de roupa na cabeça subindo a estrada que a levaria até um Casarão. Qualquer pessoa que olhasse com cuidado, perceberia que aquele lugar era a própria fazenda e dizem que aquela mulher era a própria esposa do escravo. Ela lavava as roupas da Casa Grande no rio e fazia aquele trajeto todos os dias.

Quando o senhor voltou alguns dias depois, uma onda de ódio tomou conta do fazendeiro.

_Como aquele negro desgraçado foi pintar uma negra fedida na varanda da minha casa???

Como retaliação de tal ato, o senhor mandou espancar até a morte o escravo pintor e sua musa inspiradora. Os dois morreram no tronco no meio do pátio da fazenda na frente de todos os outros.

O fazendeiro tomou a decisão de na manhã seguinte arrancar o desenho à marteladas. Mas na manhã seguinte o fazendeiro apareceu misteriosamente morto em sua cama, deixando todos amedrontados. Sua esposa e filhos, temendo que aquilo fosse uma maldição, mudaram-se para o Rio de Janeiro e nunca mais voltaram.

Mas o mais espetacular é que segundo as testemunhas que viveram todos os acontecimentos, o desenho na  parede é uma contagem até o final do mundo. O desenho original mostrava a mulher negra no começo da subida até o Casarão. Hoje, qualquer pessoa que visitar a fazenda, verá que a mulher se encontra um pouco acima da metade da subida.

Dizem que a mulher sobe um pouco a cada dia e só com intervalos muito grandes de tempo pode-se perceber a sua lenta subida. Hoje existem marcas com datas no desenho mostrando a progressão da escrava; assim que ela atingir o Casarão - dizem -  será o final do tempos. Os atuais donos da fazenda não moram no Casarão (que hoje está em ruínas) e evitam o local . Mas os colonos visitam o local sempre para rezar e pedir perdão à alma da mulher que morreu de maneira tão violenta.

O Aviso

Minha cunhada estava entrando no último mês de gravidez e viajou com minha sogra para o interior de Minas Gerais.

Fizeram uma parada no caminho e ao verem uma capela de Nossa Senhora Aparecida se dirigiram para lá para orar. O lugar era ermo, destas capelinhas de beira de estrada com uma bica.

Passados alguns minutos, das beiradas do altar da Santa começaram a subir espirais de fumaça branca que depois foram sendo puxadas de volta, desaparecendo como se tragadas pelo próprio altar. Elas ficaram assustadas e resolveram ir embora.

Em casa todos concordaram que devia ser alguma espécie de aviso.

O fato é que minha cunhada perdeu o bebê no momento do parto.

O Pirulito do Zorro

Entre uma tragada e outra, Neide olha para Emanoel deitado ao seu lado. Estavam em um quarto escuro, pequeno e úmido. Era mais um daqueles hotéis que não se cobra por dia, e sim por hora.
_Putz! Essa foi boa! Disse Neide ofegante.
_Hã? Ah! "ranrran"...Foi sim. Respondeu Emanoel olhando fixo para um ponto entre o canto mesa e o criado mudo.
_O que você quer dizer com esse "ranran"? Perguntou Neide ofendida.
_É! Foi bom! Emanoel respondeu apático.
_Seu calhorda!! Foi bom??? Eu quase morri!! Depois dessa de hoje eu mal posso me sentar!! Agora você tem o desplante de dizer apenas que "foi bom"? Gritou Neide.
_ Desculpa! É que eu estava distraído... Me deu uma vontade louca de comer alguma coisa...
_Agora eu sou "alguma coisa"??? Neide já estava ficando vermelha.
_Não é isso!! Tô cansado de comer a mesma coisa... Eu quero o "Pirulito do Zorro"!!!
Neide ficou catatônica por alguns segundos.
_O quê??? Você é gay??? Era só o que me faltava, uma "paka" na minha cama!!!
_Ô mulher besta!! O Pirulito do Zorro é aquele tablete de caramelo com coco. Explicou Emanoel.
_Aquele que se compra em qualquer botequim ou ponto de ônibus?
_É esse mesmo!!! Espera aí que eu vou dar uma saidinha e volto.
_Você vai sair às duas da madrugada para comprar um Pirulito do Zorro? Neide parecia não acreditar naquilo que ouvia.
_É isso aí! Tchau! Emanoel saiu do "suadouro" e fechou a porta.
_Já fui abandonada por um maço de cigarro, mas "Pirulito do Zorro" é a primeira vez!

Emanoel desceu as escadas e se aproximou do ancião que era uma espécie de "bombril" do Hotel (mil e uma utilidades) e perguntou:
_O senhor sabe onde eu consigo um Pirulito do Zorro agora à noite? Perguntou Emanoel.
_Ora essa!! Eu não sabia que era esse o nome agora... Bem, atrás do armazém ao lado tem uns mexicanos vendendo isso que o senhor quer. Respondeu o bom velhinho.
_Hã? Pode deixar, o senhor não entendeu bem o que eu quero. Mas obrigado mesmo assim! Emanoel saiu com um sobretudo preto, pois além do frio, estava chovendo um pouco.

As ruas estavam completamente vazias, a chuva era fraca mas era gelada como gelo e parecia cortar a carne como faca. Emanoel andou por um bom tempo e parou sob uma marquise e pensou a respeito. O seu desejo por um Pirulito do Zorro aumentava cada vez mais, estava começando a sentir dependência física, como se ele fosse um viciado em Crack. Emanoel tentava imaginar onde conseguiria achar um lugar aberto a essa hora, e que além disso, vendesse a tal guloseima. Descartou logo os pontos de ônibus, já que nesse horário praticamente não havia mais circulares e, portanto, os vendedores ambulantes estariam em casa. Ele só tinha uma saída: continuar a busca.

Emanoel encontrou quatro botequins abertos pela cidade; todos refúgios de bêbados, drogados e prostitutas. Mas a busca não rendeu frutos, pois ao mencionar aos balconistas o artigo de sua ânsia, teve vária decepções. No primeiro "inferninho" foi ignorado; no segundo foi confundido com um gay; no terceiro foi ameaçado com uma garrafa de cerveja e no quarto "pé de porco", foi questionado onde estaria a câmera de televisão, pois o barmam achou que se tratava de uma brincadeira de programa de auditório.

Emanoel estava ficando desesperado, estava começando a ver "miragens" no meio da rua. Em uma das visões, ele via nitidamente um homem andando com uma caixa de papelão na cabeça enquanto levava em sua mão quatro Pirulitos do Zorro e gritava com toda saúde: "Olha o Pirulito do Zorro dona Maria!!! Um é trinta, quatro paga um Real!! Chora neném que a mamãe compra e o papai paga!! É gostoso, é nutritivo e a criançada gosta!! Papai tá na merda, mamãe tá na zona e as crianças se divertem!! Olha o pirulito caramelado do Zorro!!"

Emanoel só pensava na saborosa sensação de sentir aquele gosto açucarado e caramelado em suas papilas gustativas, enquanto aqueles deliciosos "fiapos" de coco queimado arranhavam seu céu da boca. Ele estava ficando louco e já desistindo de sua busca pelo famigerado Pirulito do Zorro, voltava para a "casa de tolerância" onde Neide ainda o esperava, já que ele ainda não a pagara pela "prestação de serviço". Emanoel andara pela cidade durante horas e seus pés estavam lhe matando. Só agora ele notou que estava apenas de meia. No caminho de volta, Emanoel pensou em várias insanidades, dentre elas: arrombar a bomboniere "Mel na Chupeta" numa atitude desesperada pelo "Pirulito Perdido", mas a fadiga e a incapacidade de organizar seus pensamentos o impediram de tal torpesa. Já estava quase amanhecendo.

Quando se aproximava do "Hotel Monza" (era esse o nome do "suvaco de cobra"), Emanoel notou que estava passando atrás do tal armazém que o bom velhinho mencionou. Emanoel parou e ao olhar de soslaio, notou realmente que haviam três homens de aparência hispânica no meio da escuridão (não foi difícil reconhecer o grupo étnico dos rapazes na escuridão, já que estes usavam "sombreros").
_Que passa "miguelito"? Perguntou o mais gordo.
_Nada não...estou apenas me perguntando o que três mexicanos de sombrero estariam fazendo aqui a essa hora.
_Que foi gringo? Não gosta do modelito de nossotros? E além do mas, estamos laboriando!! Respondeu o mais velho.
_Vocês estão trabalhando? O que vocês fazem? Perguntou Emanoel que já estava começando a ficar irritado como "portunhol" dos imigrantes.
_Nossotros somos comerziantes, vendemos o que ustedes quieres. Respondeu o mais alto
_Não obrigado, não uso drogas. Disse isso enquanto pensava numa deliciosa barra de coco caramelado na ponta de uma palito de madeira.
_Pinche coyote cabron!!! Yo non viendo drogas!! Que pensas?? Meus hermaños e yo vendemos "Pirulito del Zorro"!!!! Respondeu o mais velho.
Emanoel mal podia acreditar naquilo que aquele "cucaracho" estava dizendo. Não era possível.
_É verdade??? Eu não acredito!! Andei a noite toda atrás do pirulito que estava ao lado do meu Hotel!!! Se aquele velho cretino não fosse tão..tão..velho! Eu teria acreditado nele... Ei!! Quero todos os pirulitos que vocês têm. Todos!!!! Eu pago o que vocês quiserem, mas me dêem eles agora!!!!. Disse Emanoel com os olhos arregalados e tremendo, quase babando.
_Xi hombre! Tengo que lhe dar una má notícia. Non temos mas, há poucos minutos um moleque chamado Chaves apereceu e comprou a nuestra última arroba de Pirulito del Zorro. Mas si lo señor quizeres, tengo um "Pirulito del Fofão", da Dizzioli, que es muy bueno!! Disse o mais gordo, mal sabendo ele que seriam suas últimas palavras (gritos não contam).

A cena que se seguiu não pode ser relatada na íntegra, tamanha foi a falta de desrespeito ao ser humano, a vida e ao seu criador. A selvageria foi tão grotesca e abominável, que o incidente causou uma séria crise diplomática entre Brasil e México, levando aos dois países a cancelarem todos os jogos de futebol entre as duas seleções. Comparado ao acontecido, um bombardeio de Napalm em uma creche seria apenas um mero acidente desagradável. Só podemos dizer que Emanoel ao ouvir aquilo, que seu precioso Pirulito do Zorro não existia mais naquele plano de existência, se jogou sobre "los três amigos" e começou a destrinchá-los com uma fúria tão louca, que foi difícil para os bombeiros separarem os corpos do asfalto. O mar de sangue que se formou nos fundos do armazém foi tão significativo, que o beco hoje é conhecido por "Chapolim Colorado".

Emanoel vive hoje em um hospital-presídio de segurança máxima onde recebe apenas uma dose diária de suco de tamarindo na veia.

P.S.: Neide se casou com o bom velhinho do Hotel a adotou o menino Chaves como seu filho.

Flores Anunciando a Morte

Conta-se que uma moça estava muito doente e teve que ser internada em um hospital. Desenganada pelos médicos, a família não queria que a moça soubesse que iria morrer. Todos seus amigos já sabiam. Menos ela. E para todo mundo que ela perguntava se ia morrer, a afirmação era negada.

Depois de muito receber visitas, ela pediu durante uma oração que lhe enviassem flores. Queria rosas brancas se fosse voltar para casa, rosas amarelas se fosse ficar mais um tempo no hospital e estivesse em estado grave, e rosas vermelhas se estivesse próxima sua morte.

Certa hora, bate a porta de seu quarto uma mulher e entrega a mãe da moça um maço de rosas vermelhas murchas e sem vida. A mulher se identifica como "mãe da Berenice". Nesse meio de tempo, a moça que estava dormindo acordou, e a mãe avisou pra ela que a mulher havia deixado o buquê de rosas, sem saber do pedido da filha feito em oração. Ela ficou com uma cara de espanto quando foi informada pela mãe que quem havia trazido as rosas era a mãe da Berenice. A única coisa que a moça conseguiu responder era que a mãe da Berenice estava morta há 10 anos. A moça morreu naquela mesma noite. No hospital ninguém viu a tal mulher entrando ou saindo.

O Baile

Era um sábado à noite... O baile iria começar às 23:00 hs. Todos chiques, bem arrumados, vestidos para uma noite de gala. Mulheres lindas, homens charmosos.

Richard tinha ido ao baile sozinho. Não tinha namorada, apesar de ser muito bonito. No baile conheceu uma moça muito bonita que estava sozinha e procurava alguém com quem dançar.

Richard dançou com ela a noite toda, e conversaram por muito tempo. Acabaram se apaixonando naquela noite, mas tudo só ficou na conversa e no romantismo. No final do baile, Richard prometeu que levaria a moça embora, mas de repente ela sumiu. Ele procurou-a por todo o salão por muito tempo. Como não encontrou, desistiu e foi embora.

No caminho para sua casa, ainda muito triste, ele passou em frente ao cemitério e viu a moça entrando lá. Desconfiou do que tinha visto... suspeitou que fosse o cansaço e que estivesse sonhando.

Quando Richard chegou em casa, ele não conseguia dormir, nem parava de pensar na cena que tinha visto da moça entrando no cemitério.

Quando amanheceu o dia, Richard não se conteve e foi ao cemitério. Estava vazio e ele não encontrou ninguém. Passando por um dos túmulos, ele encontrou a foto da garota, vestida como no baile. E lá estava registrado que ela tinha morrido há dez anos.

E um detalhe: Ninguém viu a moça com que Richard dançou a noite toda, a não ser ele.

Entrega Especial

O nosso natal de 1990 foi marcado por um fato terrível. Meu irmão de apenas 17 anos, que sempre foi tão amigo e companheiro, cheio de vida e planos para o futuro, brincando com uma arma calibre 32, que ele pensava que estivesse totalmente descarregada, disparou fatalmente contra seu ouvido direito, tendo morte cerebral imediata.

Alexandre era seu nome. Meu aniversário seria no dia 1º de janeiro e como ele viajaria com sua turma para o litoral capixaba, havia combinado com minha mãe que ele mandaria fazer uma faixa para colocar em minha rua e me mandaria um bouquet de flores. Mas ele não teve tempo...

Éramos muito unidos e eu sofri muito. Em poucos dias perdi mais de 8 quilos, me afastei do meu emprego e o mundo parecia ter desabado em minha cabeça. Faltava apenas um mês e alguns dias para o meu casamento... e ele, meu irmão querido não estava ali para compartilhar aquele momento tão feliz e importante em minha vida.

No dia 1º de janeiro, minha mãe e meu avô rodaram metade de Beagá em busca de um bouquet, e em nome do Alexandre, eles me deram lindas rosas brancas. Mas, no meu íntimo, sem querer ser mal agradecida, não me sentia feliz.

No dia seguinte fui me despedir de minha mãe e meu outro irmão que viajariam para o interior. No caminho um motoqueiro me pediu uma informação. Com medo, me afastei e respondi que não sabia. Sem tirar o capacete, ele me falou:

Menina, me mandaram aqui! Diziam que você precisaria de mim e me mandaram entregar essa flor... Seja feliz!

Ele me deu a flor singela, flor que não é comum aqui em Minas Gerais, e antes que eu pudesse agradecê-lo, ele foi embora e nem vi em que direção ele partiu.

Fiquei muito feliz, porque para mim, foi o último presente que o Alexandre mandou para mim.

A Casa Mal Assombrada

O ano era 1944. Carlos que antes morava em Itaperuna - RJ, iria se mudar para Natividade, RJ. Estava a procura de uma casa e depois de algumas visitas, encontrou uma que seria ideal para acomodar sua família. Ao sair da casa, os vizinhos o alertaram de que ela era mal assombrada pelo espírito do antigo morador conhecido como "Manoel Açougueiro". Carlos que era metido a valentão ignorou os avisos dos futuros vizinhos e a família mudou-se na semana seguinte.

Depois de um mês instalados, a mãe e os filhos começaram a ouvir todas as noites, sem falta, às 22:00 horas em ponto, batidas na porta. Quando iam atender, não havia ninguém e o portão ficava sempre trancado com cadeado. Não havia tempo suficiente para alguém bater e pular o muro sem que ninguém percebesse. Carlos que sempre chegava após às 22:00 horas, não acreditava em tal estória.

Porém um dia, Carlos chegara mais cedo em casa e novamente às 22:00 horas bateram na porta. Carlos correu até a porta e não vendo ninguém por perto, gritou aos quatro cantos:

Manoel, é você? Se for você mesmo, apareça.

Para espanto de todos, nesta noite, à meia-noite o neném acordou chorando e Carlos ao entrar no quarto viu um cachorro branco dentro do berço. Ninguém na casa via o tal cachorro, mas Carlos insistia em tentar bater no cachorro com um cinto e acabava por acertar o bebê.

Apesar de toda a confusão da noite, Carlos ainda duvidava de que havia um fantasma na casa. No fim de semana, na sexta-feira, Carlos voltou a gritar aos quatro cantos da casa, fazendo dessa vez, um desafio ao tal fantasma.

Se tiver alguém aqui mesmo, que atire essas almofadas que estão na sala para o outro quarto.

De madrugada o filho mais velho da família, que também se chamava Carlos, acordou desesperado gritando que alguém havia atirado almofadas em sua cabeça enquanto dormia.

Carlos no dia seguinte, procurou o Monsenhor que providenciou a celebração de uma missa em intenção a alma de "Manoel, o Açougueiro". Desde aquela data, nunca mais ninguém ouviu batidas na porta da casa às 22:00 horas.

Dormindo Com...

Aconteceu comigo em 1991. Eu fui com alguns amigos passar o fim de semana numa fazenda centenária em Cataguases-MG.

Ela era cheia de objetos antigos e estranhos, fotos de antepassados e cômodos que não eram abertos há anos.

Durante todo o dia molecamos com o nome do antigo coronel falecido, que havia sido o proprietário da fazenda e avô de um dos meus amigos. Qualquer ruído que ouvíamos, dizíamos logo: - Sai pra lá, Coronel! Olha o Coronel aí! - sempre em tom de galhofa. Quando foi anoitecendo, um ou outro fato esquisito acontecia de vez em quando, tipo ruídos sem explicação e lâmpadas que se apagavam e acendiam sozinhas. Até o pai dele, que mora lá, parecia assustado às vezes, e nos contou coisas que havia presenciado, uma delas o fato de volta e meia ouvir pela manhã ruídos de talheres e vozes na sala de jantar(que fica em frente aos quartos) e ao ir até lá não encontrar ninguém, nem nada sobre a mesa.

Pois bem. O pior veio quando fomos nos deitar. Fiquei num quarto com algumas amigas; trancamos a porta e elas imediatamente caíram em sono profundo. Isto foi por volta da meia-noite. De repente, a maçaneta da porta começou a ser balançada fortemente, como se alguém quisesse entrar. Meu cabelo ficou em pé e eu disparei a rezar. Só que a cada frase do Pai-Nosso que eu dizia, vozes me remedavam com zombaria. Eu tremia e suava como vara verde. Chamei minha amiga na cama ao lado mas ela não acordou. A sensação que eu tinha era de que o quarto estava cheio de presenças. Isto durou a madrugada inteira e somente quando o relógio antigo da sala soou 5 badaladas eu apaguei de exaustão. Fui a última a me levantar na manhã seguinte, e quando o pessoal me perguntou que cara era aquela eu narrei o acontecido. O meu amigo, que era o neto do Coronel nos contou então que aquilo já havia acontecido com outro amigo dele. Ele levantou pela manhã e o rapaz estava sentado no capô do carro, só esperando ele levantar para ir embora imediatamente. Não havia dormido a noite inteira e jurava nunca mais voltar lá. Eu também não.

Morto de Olhos Abertos

Em uma cidade do nordeste morreu um pai de família muito querido.

A viúva mandou chamar a única fotógrafa da cidade para tirar fotos do morto para poder colocar no cemitério.

A fotógrafa ao chegar ao velório viu o morto dentro do caixão e começou a fotografá-lo. Para seu espanto, toda vez que olhava pelo visor da máquina fotográfica via o morto olhando para ela com os olhos abertos. Quando tirava a máquina fotográfica de sua frente, olhava para o morto e o via com os olhos fechados. Várias fotos foram tiradas e, quando reveladas mostraram que realmente o morto a via com os olhos abertos.

As flores da morte

Conta-se que uma moça estava muito doente e teve que ser internada em um hospital. Desenganada pelos médicos, a família não queria que a moça soubesse que iria morrer. Todos seus amigos já sabiam. Menos ela. E para todo mundo que ela perguntava se ia morrer, a afirmação era negada.

Depois de muito receber visitas, ela pediu durante uma oração que lhe enviassem flores. Queria rosas brancas se fosse voltar para casa, rosas amarelas se fosse ficar mais um tempo no hospital e estivesse em estado grave, e rosas vermelhas se estivesse próxima sua morte.

Certa hora, bate a porta de seu quarto uma mulher e entrega a mãe da moça um maço de rosas vermelhas murchas e sem vida. A mulher se identifica como "mãe da Berenice". Nesse meio de tempo, a moça que estava dormindo acordou, e a mãe avisou pra ela que a mulher havia deixado o buquê de rosas, sem saber do pedido da filha feito em oração.

Ela ficou com uma cara de espanto quando foi informada pela mãe que quem havia trazido as rosas era a mãe da Berenice. A única coisa que a moça conseguiu responder era que a mãe da Berenice estava morta há 10 anos.

A moça morreu naquela mesma noite. No hospital ninguém viu a tal mulher entrando ou saindo

A Mensageira da Morte 

   Dizem que nas ruínas do Castelo de Berry Pomeroy, no sul da Inglaterra, existem vários fantasmas, entre eles o de uma bela jovem, condenada por sua própria crueldade. Chamava-se Margaret, filha de um dos primeiros Barões de Pomeroy. A jovem ficou grávida do próprio pai e estrangulou a criança ao nascer. Depois de morta, alega-se que seu fantasma pressagiava a morte de um Pomeroy ou de criados da casa.
    Entre os muito que dizem tê-la visto está Sir. Walter Farquhar, um eminente médico do final do século XVIII. Estava ele no Castelo cuidando da mulher enferma do administrador da família, quando viu de repente uma jovem belíssima parada á sua frente. Ela se virou e sumiu pelo corredor, em direção à escada. Ele a viu claramente, iluminada pela luz que vinha de um vitral, antes que desaparecesse num dos aposentos do andar superior.

    No dia seguinte, Sir. Walter perguntou ao administrador quem era a bela jovem que havia visto. Para imensa surpresa do médico, o homem se pôs a chorar, dizendo que a visita signifocava que sua mulher estava à morte. Aí contou que Margaret assassinara seu bebê no cômodo logo acima e que desde sua morte começara a anunciar as mortes no Castelo; ela já anunciara a do filho do administrador. O médico garantiu-lhe que sua mulher estava se recuperando e que não fazia sentido tal história. O homem ficou muito nervoso e mesmo com a certeza do médico de que ela estava fora de perigo, ela calmamente morreu na manhã seguinte.

Imagem e texto retirados da Coleção "Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril..

Os Artilheiros sem Repouso de Hollandía 

    Todas as batalhas da Segunda Guerra Mundial travadas no Pacífico Sul foram sangrentas, sombrias e impiedosas. E talvez para alguns o pesadelo ainda não tenha terminado. No final da década de 50, um repórter da BBC de Londres noticiou que havia uma casa de Kuala Sengalor, na Malásia, ocupada outrora por oficiais Japoneses, onde ainda se ouviam ecoar os passos de botas militares pesadas. Outras fontes informaram que pescadores da Ilha Filipina de Corregidor, ferozmente disputada, continuavam vendo patrulhas espectrais durante anos, após a Guerra. Até a Reuters, a respeitada agência de notícias britânica, deu ouvidos a uma história vinda da costa norte da Nova Guiné.

    Na primavera de 1944, o Porto de Hollandía foi palco de uma grande invasão aliada. A ilha, ocupada pelos japoneses, era um trampolim para as Filipinas e foi atacada pelas forças do General Douglas MacArthur. Pegos de surpresa e vencidos,os soldados japoneses fugiram para o leste e os aliados entraram na ilha.

    Os moradores locais disseram que alguns dos japoneses ficaram... pelo menos em espírito. Em 1956, a Reuters noticiou que os moradores de Hollandía  tinham pedido a membros de uma comissão japonesa para exorcizarem um canhão anti-aéreo abandonado da praia. Diariamente, à meia-noite, diziam eles, alguns fantasmas de soldados japoneses esqueléticos com capacetes enferrujados apareciam para manejar o velho canhão e ficavam de vigília esperando por um possível ataque aliado. Talvez, sugeriam eles, os monges budistas conseguissem apaziguar os espíritos enraivecidos. Não se sabe se essa cerimônia foi realizada, nem se as almas perturbadas encontraram descanso.
 

Carta Anônima

Após mais um dia normal de trabalho Ricardo volta para casa tranqüilo, passa no boteco de sempre, toma sua cervejinha e segue calmante seu caminho de casa. Chegando lá pega suas correspondências, o de sempre, contas, propagandas e etc. Só que desta vez algo chamou-lhe a atenção havia uma carta com somente seu nome nela escrito, seu Ricardo coçou a cabeça e curioso como ele só, tratou logo de abri-la, então:

_ Que estranho?

Após aberta veio a revelação, um frio mortal subiu por sua espinha, Ricardo não parava de tremer, era difícil acreditar no que acabara de ler:

_ “Em três dias acabarei com sua vida.”

Entrou em casa abalado, jantou quase nada e sem assistir o jornal foi tentar dormir um pouco para recompor-se de tamanho susto.


 No dia seguinte, saiu quase normalmente para trabalhar, desconfiado até mesmo de sua sombra, ficou meio que paranóico olhando para os lados e a cada barulho mais alto ele quase tinha um ataque. No final do dia para seu desespero novamente a mesma carta. Se ele já estava com medo agora ele esta apavorado. Tratou de ligar imediatamente para seu cunhado detetive e pediu para que as medidas necessárias fossem tomadas. Após seu cunhado saber tudo que se passava decidiu pedir para que uma patrulha vigiasse sua propriedade para que seu Ricardo pudesse dormir sossegado.


 Mais um dia começa e seu Ricardo sai para o trabalho... Curiosamente neste dia ele começou a demorar muito para retornar ao lar. Preocupados os guardas saíram em seu encalço em vão. Lá pelas tantas houve um barulho do quintal da casa, de repente:

PÁ TÁ PÁ!!! Três disparos rompem o silêncio da noite.


 Um corpo mascarado todo de preto é atingido e cai fulminado. Quando o cunhado de seu Ricardo retira a máscara, para surpresa de todos, seu Ricardo estava lá, deitado, gélido parecendo sorrir. Após uma revista em seus bolsos foi encontrado apenas um bilhete escrito a sangue:

“Obrigado”.

O Holandês Voador  

     No noite do dia 11 de julho de 1881, perto da Costa de Melbourne na Austrália, os vigias do castelo de proa do  HMS Inconstant anunciaram a aproximação de um barco a bombordo. Todos os 13 tripulantes, dentre eles os Oficiais foram até às amuradas para ver o recém-chegado.  De acordo com os diários de bordo de dois aspirantes reais que estavam a bordo, o príncipe George (depois Rei George V) da Inglaterra e seu irmão, príncipe Albert Victor, emanava do barco uma "estranha luminosidade vermelha como a de um navio fantasma todo iluminado". Seus "mastros, vergas e velas sobressaíam nitidamente". Todavia, instantes depois, "não havia nenhum vestígio de algum barco de verdade".

    As testemunhas achavam que haviam visto o Holandês Voador, o lendário navio fantasma que aterrorizou marinheiros durante séculos. A Lenda seria algo assim: apesar de todas as súplicas de sua tripulação, um Capitão Holandês insistiu em  atravessar o Cabo Horn (próximo ao Estreito de Drake) em meio a violente tempestade. Então o Espírito Santo apareceu, mas o satânico Capitão disparou sua pistola e amaldiçoou o Senhor. Por sua blasfêmia, Deus lhe rendeu uma maldição, o barco foi condenado a navegar por toda a eternidade, sem nunca poder parar em um porto. Desde então, os marinheiros dizem que um encontro com o Holandês Voador é um prenúncio de desastre.

    Assim foi para o HMS Inconstant. Os diários dos membros da família real registram que mais tarde, naquela mesma manhã, um  desventurado vigia caiu da trave do mastro principal e ficou "inteiramente despedaçado". E, ao chegar ao porto de destino, o Almirante do barco foi acometido de uma doença fatal. Mera coincidência ou será a Maldição do Holandês Voador?

O Mosteiro de Satanás

  1952, quinta feira, dia 23 de dezembro. Leonel sai de casa para passar o natal com a família no Rio de Janeiro. Nas estradas mineiras chovia como ele nunca tinha visto antes. Sozinho no carro Leonel sentiu um calafrio como se estivesse prestes a morrer. Na mesma hora ele parou o carro. Começou a sentir febre e a suar frio. Na estrada não passava um veículo e a chuva tinha apertado mais. Quase cego com a tempestade Leonel avista uma luminosidade não muito longe dali. Caminhando com dificuldade o pobre homem chega até o portão do que parecia ser um mosteiro franciscano . Ele bate na porta e grita por ajuda mas desmaia antes dela chegar.
Leonel acorda com muita dor de cabeça em um quarto escuro. Ele estava deitado numa cama simples e pela janela podia ver que a chuva não havia reduzido. Quando tentou levantar-se da cama a porta se abre e um homem alto vestido de monge entra no quarto. "Você deve deixar o mosteiro imediatamente." falou, com uma voz preocupada. "Estou doente, não podem me mandar embora deste jeito, por favor deixe-me ficar.", agonizou Leonel quase chorando. O monge não disse mais nada e se retirou do recinto. Preocupado em ter que ir embora Leonel se levanta e sai do quarto sorrateiramente. O lugar mais parecia um calabouço medieval. O coitado não sabia o que fazer. Por instinto Leonel  desce as escadas da masmorra. Uma voz o chama. Ela vem de uma cela, a porta está trancada e pela pequena grade um homem magro de cavanhaque conversa com Leonel. "Amigo, você precisa me ajudar. Esses monges me prenderam aqui e me torturam quase diariamente. E eles farão isso com você também se não fugirmos logo. Por fa..."Antes do sujeito concluir o monge alto grita com Leonel. "Saia daí!!!" agarrando-o pelo braço o monge arrasta o enfermo rapaz escada acima. O pobre Leonel não tinha forças para reagir e foi levado facilmente.
Já em uma sala gigantesca repleta de monges Leonel se vê como um réu sendo julgado. O franciscano que parecia o líder falou. "Rapaz, você deve ir embora imediatamente. Foi um erro nosso tê-lo deixado entrar aqui. Sabemos do seu estado de saúde mas não podemos deixá-lo ficar". Leonel mal ouviu o homem e desmaiou novamente. O infeliz viajante acorda mais uma vez na masmorra. A porta do quarto estava aberta e Leonel sai a procura do homem que estava preso no andar de baixo. Sem vigília, ele consegue chegar até a cela do magrelo. Mal se aproxima e Leonel é surpreendido com o sujeito na pequena grade já pedindo ajuda. “Por favor, me tire daqui. Eles vão nos torturar, eles são de uma seita maligna. São adoradores de Satanás.” Tremendo como uma vara verde em dia de chuva, Leonel corre atéum pequeno depósito em busca de uma ferramenta capaz de abrir a cela. Minutos depois ele retorna com um imenso pé de cabra. Com um pouco de esforço a porta é arrombada. O sujeito magro sai correndo da cela e rindo como se uma piada hilária tivesse acabada de ter sido contada. Sem saber do que se tratava, Leonel corre também, mas dá de cara com um monge de quase dois metros de altura. “ O que você acaba de fazer, maldito?!” Rugiu o franciscano. “Me solte! Me solte seu filho de Satanás!” Gritava Leonel tentando se soltar do agarrão  do monge. Com um olhar de temor e raiva o homem alto encara o pobre Leonel... “Você não sabe o que fez... sua vida está condenada agora. Você acaba de libertar o próprio Satanás. E ele fará de você o seu servo predileto. Sua alma será dele”. Logo após o monge ter terminado de falar Leonel dá um grito de pavor... seu último grito de pavor. Naquele instante o pobre e inocente viajante acaba de ter um fulminante ataque cardíaco que levou sua alma literalmente para  os quintos dos Infernos, ao lado do, agora, seu eterno mestre, Satanás.

O Pássaro Aziago 

    Sir James Oxebham, de Devon, estava alegríssimo - assim começa a história - e tinha bons motivos. No dia seguinte, seria celebrado o casamento de sua única filha, sua bela Margaret. Seria um dia perfeito. Margaret amava seu marido, um rapaz culto, de boa família e com dinheiro. Sir James adora também o rapaz e as duas famílias estavam muito satisfeitas e ansiosas para verem seus primogênitos embarcarem numa vaga de felicidade.
    No dia anterior ao do casamento, em uma recepção em sua casa, Sir James fazia um discurso expansivo, agradecendo aos hóspedes por terem aparecido quando, de repente, empalideceu. gaguejou e parou. Os convidados ficaram alarmados, porém ele acabou recobrando a presença de espírito. Prosseguiu, mas sem a jovialidade do início,concluindo rapidamente a fala. Depois do banquete, Sir James confidenciou a um antigo serviçal o motivo de seu desespero. Contou ele, que enquanto falava, viu aparecer do nada, um pássaro fantasmagórico de peito branco, dar várias várias voltas sobre a cabeça de Margaret antes de desaparecer novamente com um flash. O criado ficou mudo e lívido, pois sabia que maldição acompanhava a família Oxebham desde o século XVI . Sempre que um Oxebham se encontrava na iminência da morte, esse ser aparecia sobre a cabeça do condenado. Há gerações, esse pássaro era o Arauto da Morte na família. Apesar de não ter dito palavra com seu patrão, o serviçal podia ver os olhos de angústia e tristeza nele.
    Os temores do criado não eram infundados. No dia seguinte, assim que a Cerimônia de Casamento começou, um homem com uma adaga na mão, saído de trás de uma das tapeçarias do altar, investiu sobre a pobre Margaret e a matou com um golpe no coração. A moça caiu morta, com o vestido de noiva sujo de sangue aos pés do horrorizado noivo. O assassino, um pretendente recusado, matou-se em seguida com a mesma adaga ensangüentada.
 

A pedra bonita

"No termo do Pajeú, em Pernambuco... Este lugar foi, em 1837, teatro de cenas que reconduzem as sinistras solenidades religiosas dos Achantis. Um mameluco ou cafuz, um iluminado, ali congregou toda a população dos sítios convizinhos e, engripando-se à pedra, anunciava convicto, o próximo advento encantado do reino de D. Sebastião. Quebrada a pedra, a que subira, não a pancadas de marreta, mas pela a ação miraculosa do sangue das crianças, esparzido sobre ela em holocausto, o grande rei irromperia envolto de sua guarda fulgurante, castigando, inexorável, a humanidade ingrata, mas cumulando de riquezas os que houvessem contribuído para o desencanto.

Passou pelo sertão um frêmito de nevrose...

O transviado encontrara meio propício ao contágio de sua insânia. Em torno da ara monstruosa comprimiam-se as mães erguendo os filhos pequeninos e lutavam, procurando-lhes a primazia no sacrifício... O sangue espanava sobre a rocha jorrando, acumulando-se em torno; e afirmam os jornais do tempo, em cópia tal que, depois de desfeita aquela lúgubre falsa, era impossível a permanência no lugar inficionado."

 

Casa dos Rostos

Ao entrar em sua modesta cozinha em uma abafada tarde de agosto de 1971, Maria Gomez Pereira, uma dona de casa espanhola, espantou-se com o que lhe pareceu um rosto pintado no chão de cimento.

Estaria ela sonhando, ou com alucinações? Não, a estranha imagem que manchava o chão parecia de fato o esboço de uma pintura, um retrato.

Com o correr dos dias a imagem foi ganhando detalhes e a noticia do rosto misterioso espalhou-se com rapidez pela pequena aldeia de Belmez, perto de Cordoba, no sul da Espanha. Alarmados pela imagem inexplicável e incomodados com o crescente número de curiosos, os Pereira decidiram destruir o rosto; seis dias depois que este apareceu, o filho de Maria, Miguel, quebrou o chão a marretadas. Fizeram novo cimento e a vida dos Pereira voltou ao normal.

Mas não por muito tempo. Em uma semana, um novo rosto começou a se formar, no mesmo lugar do primeiro. Esse rosto, aparentemente de um homem de meia idade, era ainda mais detalhado. Primeiro apareceram os olhos, depois o nariz, os lábios e o queixo.

Já não havia como manter os curiosos a distância. Centenas de pessoas faziam fila fora da casa todos os dias, clamando para ver a "Casa dos Rostos". Chamaram a policia para controlar as multidões. Quando a noticia se espalhou, resolveu-se preservar a imagem. Os Pereira recortaram cuidadosamente o retrato e puseram em uma moldura, protegida com vidro, pendurando-o então ao lado da lareira.

Antes de consertar o chão os pesquisadores cavaram o local e acharam inúmeros ossos humanos, a quase três metros de profundidade. Acreditou-se que os rastos retratados no chão seriam dos mortos ali enterrados. Mas muitas pessoas não aceitaram essa explicação, pois a maior das casas da rua fora construída sobre um antigo cemitério, mas só a casa dos Pereira estava sendo afetada pelos rostos misteriosos.

Duas semanas depois que o chão da cozinha foi cimentado pela segunda vez, outra imagem apareceu. Um quarto rosto - de mulher - veio duas semanas depois.

Em volta deste ultimo apareceram vários rostos menores; os observadores contaram de nove a dezoito imagens.

Ao longo dos anos os rostos mudaram de formato, alguns foram se apagando. E então, no inicio dos anos oitenta, começaram a aparecer outros.

O que - ou quem - criou os rostos fantasmagóricos no chão daquela humilde casa? Pelo menos um dos pesquisadores sugeriu que as imagens seriam obra de algum membro da família Pereira. Mas alguns quimicos que examinaram o cimento declararam-se perplexos com o fenômeno. Cientistas, professores universitários, parapsicólogos, a policia, sacerdotes e outros analisaram minuciosamente a imagem no chão da cozinha de Maria Gomes Pereira, mas nada concluiram que explicasse a origem dos retratos.

 

Operação Somália

15 de janeiro de 1993, 11:27 p.m. o telefone toca na delegacia de El Passo, México. Uma mulher desesperada grita por socorro não dizendo coisa com coisa. O atendente tenta acalmá-la "Pera aí dona... a senhora encontrou o que ?!?"A mulher gritava escalafobeticamente que havia um corpo em seu quintal e ele estava seco como um maracujá de gaveta...

Algumas horas depois, já na casa da mulher, os policiais mexicanos investigavam a cena do crime. O corpo estava realmente seco, parecia com os famintos somalis. O investigador Sanchez, perito em crimes sem solução (pois não resolvera nenhum), constatou que não haviam pêlos na vítima. Teve gente pensando que era um doente terminal de câncer em tratamento de quimioterapia que acabara de se "suicidar-se a si mesmo"; mas Sanchez, perspicaz, discordava. Ele, desde o início, acreditava em um assassino serial, apesar deste ser o primeiro corpo encontrado com estas características. Já era tarde da noite e no México, assim como no Brasil, neguinho não trabalha até muito tarde e o povo se dispersou.

30de janeiro do mesmo ano, nenhum corpo mais foi encontrado. Sanchez já estava sendo ridicularizado na Delegacia por constatar brilhantemente que o caso Somália (como foi batizado pelo próprio Sanchez ) se tratava de um Serial Killer. Quando o riso era generalizado o telefone toca. Todos se calam imediatamente e Sanchez corre para atender pessoalmente a chamada. Mais um corpo é encontrado, desta vez em um bosque afastado da cidade. O departamento inteiro se cala quando Sanchez revela a todos a boa nova. Rindo como uma hiena ele faz aquele gesto característico com o dedo médio em riste apontando para todos na delegacia.
Desta vez o corpo era feminino, estava igualmente seco e sem pêlos, inclusive nos órgãos íntimos. Após exaustiva investigação Sanchez encontra o que ele diz ser uma pista. Na pele da infeliz mulher ele encontrou resquícios de cola plástica. Mais uma vez foi motivo de chacota. Indignado, Sanchez alega que vai resolver e grita "vocês vão ter que me engolir !!!"... A mente do pobre investigador trabalha mas não resolve nada . Um pouco de cola na pele da mulher era a sua única pista e dela teria que resolver algo pois sua reputação dependeria disso. Os dias iam se passando e nada. Nem crime nem pistas...

15 de janeiro de1998, 11:35 pm, cinco anos depois do início do desespero de Sanchez. O caso não foi resolvido e o velho lobo investigador foi demitido por pura incompetência. Passou fome frio e morava num barraco. Perambulava feito louco no bosque onde a última vítima foi encontrada procurando pistas em vão... Quando eram duas da madrugada ele vê um vulto nas árvores. Meio bêbado, ele corre para avaliar o que era. Com seu faro de detetive, percebe pegadas frescas no chão. Ele se abaixa para ver melhor e subitamente é atingido no crânio. Tudo se apaga. Horas depois, Sanchez se vê nu coberto por adesivos verdes e pendurado no teto de um salão. Apavorado e sem como reagir o velho investigador percebe que sua hora chegou. Uma figura estranha entra no salão. Ele é grande e obeso, se move vagarosamente em direção a Sanchez. Rindo, o elefante começa a falar..."Então você é o sujeito que estava atrás de mim? Humm ha ha ha ha ha...." e o gordo sai da sala e não volta mais... Sanchez passa fome e sede e descobre que os adesivos são na verdade Dermo Paches, aqueles adesivinhos para emagrecer vendidos nas redes de tv do mundo... agora sim o lobo detetive solucionou o caso mas quem irá parabenizá-lo?

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Eles podem acabar com você!

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15 de janeiro de 1993, 11:27 p.m. o telefone toca na delegacia de El Passo, México. Uma mulher desesperada grita por socorro não dizendo coisa com coisa. O atendente tenta acalmá-la "Pera aí dona... a senhora encontrou o que ?!?"A mulher gritava escalafobeticamente que havia um corpo em seu quintal e ele estava seco como um maracujá de gaveta...

Algumas horas depois, já na casa da mulher, os policiais mexicanos investigavam a cena do crime. O corpo estava realmente seco, parecia com os famintos somalis. O investigador Sanchez, perito em crimes sem solução (pois não resolvera nenhum), constatou que não haviam pêlos na vítima. Teve gente pensando que era um doente terminal de câncer em tratamento de quimioterapia que acabara de se "suicidar-se a si mesmo"; mas Sanchez, perspicaz, discordava. Ele, desde o início, acreditava em um assassino serial, apesar deste ser o primeiro corpo encontrado com estas características. Já era tarde da noite e no México, assim como no Brasil, neguinho não trabalha até muito tarde e o povo se dispersou.

30de janeiro do mesmo ano, nenhum corpo mais foi encontrado. Sanchez já estava sendo ridicularizado na Delegacia por constatar brilhantemente que o caso Somália (como foi batizado pelo próprio Sanchez ) se tratava de um Serial Killer. Quando o riso era generalizado o telefone toca. Todos se calam imediatamente e Sanchez corre para atender pessoalmente a chamada. Mais um corpo é encontrado, desta vez em um bosque afastado da cidade. O departamento inteiro se cala quando Sanchez revela a todos a boa nova. Rindo como uma hiena ele faz aquele gesto característico com o dedo médio em riste apontando para todos na delegacia.
Desta vez o corpo era feminino, estava igualmente seco e sem pêlos, inclusive nos órgãos íntimos. Após exaustiva investigação Sanchez encontra o que ele diz ser uma pista. Na pele da infeliz mulher ele encontrou resquícios de cola plástica. Mais uma vez foi motivo de chacota. Indignado, Sanchez alega que vai resolver e grita "vocês vão ter que me engolir !!!"... A mente do pobre investigador trabalha mas não resolve nada . Um pouco de cola na pele da mulher era a sua única pista e dela teria que resolver algo pois sua reputação dependeria disso. Os dias iam se passando e nada. Nem crime nem pistas...

15 de janeiro de1998, 11:35 pm, cinco anos depois do início do desespero de Sanchez. O caso não foi resolvido e o velho lobo investigador foi demitido por pura incompetência. Passou fome frio e morava num barraco. Perambulava feito louco no bosque onde a última vítima foi encontrada procurando pistas em vão... Quando eram duas da madrugada ele vê um vulto nas árvores. Meio bêbado, ele corre para avaliar o que era. Com seu faro de detetive, percebe pegadas frescas no chão. Ele se abaixa para ver melhor e subitamente é atingido no crânio. Tudo se apaga. Horas depois, Sanchez se vê nu coberto por adesivos verdes e pendurado no teto de um salão. Apavorado e sem como reagir o velho investigador percebe que sua hora chegou. Uma figura estranha entra no salão. Ele é grande e obeso, se move vagarosamente em direção a Sanchez. Rindo, o elefante começa a falar..."Então você é o sujeito que estava atrás de mim? Humm ha ha ha ha ha...." e o gordo sai da sala e não volta mais... Sanchez passa fome e sede e descobre que os adesivos são na verdade Dermo Paches, aqueles adesivinhos para emagrecer vendidos nas redes de tv do mundo... agora sim o lobo detetive solucionou o caso mas quem irá parabenizá-lo?

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O Último Vampiro

Em meio a uma atmosfera lúgubre, tisna e úmida, um grande esquife se abre quebrando uma inércia de centenas de anos. O Conde Dracul, ou apenas Drácula, desperta de seu torpor secular para reinar novamente sobre as criaturas da noite. Sua majestade se mostra mais uma vez entre seus vis súditos. Uma onda cataclísmica de dor e ódio toma conta de seu ser e expande para todo o universo anunciando que o Filho das Trevas, o Príncipe das Lamúrias, aquele que zomba de Deus e cospe na bondade está de volta. Seu poder ilimitado, subordinado apenas pela sua mórbida e cruel vontade, se prepara para Principado das Trevas que estaria para recomeçar... Será mesmo?
O Conde Drácula observa seu calabouço que serviu de esconderijo e proteção por vários séculos. O Conde despertara depois de um revigorante sono de séculos para novamente exercer seu encargo. "Como será que o mundo está agora depois de todos esse anos?" Se perguntara com certa excitação. O Conde mal podia esperar para conhecer seu novo Reino.

Assim que a noite se firmou, o Conde se dirigiu até a sacada da antiga torre em que morava.
_O que será aquela luz no horizonte? Por um momento pensei que seria o Sol que estava a sair. Será um grande incêndio na cidade por detrás das montanhas? Tenho que ver com meus próprios olhos!!
O Conde decidiu ir andando pela estrada para conhecer melhor seus novos domínios. Ao chegar na estrada, algo lhe fez excitar. Uma espécie de manta negra cobria a estrada. O que seria aquilo? Haviam duas listras paralelas pintadas de amarelo no centro e outras brancas na borda. O chão parecia ser formado por pequenas pedras negras compactadas, era quente o tal pavimento. Ao se abaixar para melhor ver aquele estranho material, foi surpreendido por uma luz branca que passou ao seu lado em grande velocidade acompanhada de um barulho completamente estranho. A luz gritou:
_Ô seu palhaço!!! Quer morrer??? Sai do meio da estrada!!! A luz que agora era composta por dois pontos vermelhos, sumiu ao longe.
_Aquilo foi um demônio de luz??? Ele me chamou de palhaço?? Que audácia daquele elementalzinho menor!! Disse o indignado Conde.
O Conde começou a andar pela borda da estrada e olhou para mais uma luz que vinha ao longe passando por ele como um raio. O Conde pensou ter visto um homem dentro da luz. O velho Drácula ficou confuso. Nunca vira algo assim. Mais uma vinha pela estrada, o Conde se portou no centro da estrada, estendeu os braços e gritou:
_Eu! O Príncipe das Trevas! Ordeno que pare!!!
O luz emitiu um som agudo e parou. Uma cabeça de um jovem humano apareceu no meio da luminosidade estranha e disse:
_Quolé coroa?? Pirou?? Que roupa estranha!! Tá afim de uma carona? Sobe aí!! Disse o rapaz enquanto abria a porta direita do veículo.
O Conde hesitou um pouco, não entendeu direito aquele estranho dialeto, mas se dirigiu até o carro e entrou.
_O que é isso? Uma carruagem sem cavalos? Perguntou o confuso Conde.
_Isso é um Mustang 73!! O que andou cheirando coroa? Tá indo pra cidade? Te levo lá.
_Sim! Para a cidade!! Apontava peremptoriamente para as luzes detrás das montanhas quando foi surpreendido pelo solavanco do carro que arrancava com toda velocidade, "cantando" os pneus.

O veículo se dirigia pela estrada durante a noite enquanto cruzava com outros que vinham em sentido contrário. O Conde ainda não se acostumara com aquela situação, e ainda se contraía e fechava os olhos toda vez que uma luz se aproximava. O Conde olhou para o rapaz ao seu lado. Era um jovem meio esquisito (pelo menos para ele). Tinha a cabeça raspada; usava um colete de couro com várias insígnias e pedaços de metal e correntes; tinha um bracelete com pontas afiadas. Havia argola que balançava em seu nariz. Usava uma calça de couro com os mesmos tipos de penduricalhos do resto do corpo. O Conde imaginou que se tratasse de algum bárbaro vindo da bacia do Eufrates ou do baixo Nilo.
_E aí velho? Você não está indo para uma daquelas festas de viados não né? Perguntou o rapaz.
_Não entendi sua pergunta meu jovem... Disse com polidez o Conde.
_Você sabe! Aquela festas de vampiros...aquelas dos "chupadores"... Essa sua roupa.... Disse o rapaz que exalava uma bafo etílico.
_Vampiros??? Você conhece alguma coisa sobre Vampiros?? Perguntou o Conde Drácula com assombro.
_Claro!!! Hoje em dia é cheio de Vampiros para todos os lados!! Reuniões, festas, convenções... É moda ser viado hoje em dia.
O Conde não entendia direito aquilo que o rapaz lhe dizia com escárnio. Será possível isso que ele ouvira? Os Vampiros vivem junto com os homens e são desprezados ?
_O que é "viado"? Perguntou o Conde.
_Ô coroa!! Onde você esteve nesses últimos séculos? Dormindo? Viado, ou veado, é "paka", "frutinha", "boiola", "bicha", "provador de vara", "eskentapau"... essas coisa!
_Você quer dizer....hã...Sodomitas?? Pederastas?? "Aqueles que vão contra a natureza"?? Perguntou o Conde com medo de ouvir a resposta.
_Sodomita???? Hã... Agora eu me lembro da Bíblia... Sodoma e Gomorra... Sim!!! É isso!!! Os Vampiros de hoje são Sodomitas!!! Disse o rapaz enquanto soltava um suspiro etílico vindo da região do umbigo.

O velho Conde Drácula ficou paralizado na cadeira do carro, com olhar petrificado. Ele não podia acreditar naquilo que ouvira. Era a desgraça da categoria!! Os Vampiros eram as criaturas mais excepcionais do mundo. Tinham poder, graça, honra, classe, domínio... Agora eles se transformaram num bando de delinqüentes que se entregavam aos prazeres mundanos dos mortais.
_Você tem certeza??? Todos??? Perguntou o Conde que agora estava mais branco do que nunca.
_Bem...todos não, mas a maioria sim!! E alguns não são, mas gostariam, e como!! É um tal chupa pescocinho daqui, pega no pulso e suga dali. Já viu ou leu alguns desses filmes ou livros onde os Vampiros choram quando matam uma vítima?? Ficam arrependidos; fazem cara de tesão quando chupam o sangue, ficam babando como um drogado na beirada da privada, com maquiagem borrada... Aí vem outro Vampiro e o abraça, choram juntos, se lembram de quando foram bulinados pelo padrasto enquando ainda eram jovens humanos ... Bichice pura!! Usam cabelos longos caídos no rosto, brinquinhos de prata na orelha. fazem cara de tristes e amargurados. Anda pela noite atrás de um rapazinho belo e indefeso para começar com a viadagem!!! Disse o rapaz enquanto lançava pedaços do pulmão envoltos em perdigotos no painel do carro.
_Mas quando começou isso tudo??? Peguntou Conde com dificuldade de falar.
_Não tem tanto tempo assim... Acho que começou entre os anos 60 e 80 com uns filmes pornográficos: "Dracula Sucks", "Dracula and the Boys", "Gayracula", "Love Bite"... Mas ficou famoso mesmo depois que uma lésbica chamada Anne Rice começou a escrever histórias de Vampiros. A comunidade gay entrou em polvorosa, foi um delíro só. Daí foi questão de tempo para começar a aparecer mais filmes, revistas, livros, campanhas publicitárias, bares temáticos, boites "clubers", jogos... Existem algumas exceções, mas são poucas, infelizmente não existem mais Vampiros como Christopher Lee, Bela Lugosi, John Carradine... esses eram machos!!!. Como eu sei de tudo isso? Pô vei! Eu sempre adorei histórias de Vampiros, sempre achei o máximo, mas assim que começou a pederastia... Disse o rapaz com pesar.
_Então não exite mais espaço para vampiros como eu...hã..., digo, Vampiros como antigamente? Perguntou o velho Conde Drácula com as sombrancelhas apertadas.
_Falando sério? Meu tio... Acho que não!!
_Pare!! Disse o Conde.
_Quê isso véi? Vai ficar no meio da estrada? De noite? Perguntou admirado o rapaz.
_Eu não vou mais para a cidade, vou voltar. Não tenho nada o que fazer lá. Acho que vou voltar a dormir e quem sabe acordar daqui uns 300 anos... O Conde descia do carro enquanto falava com o rapaz.

O rapaz ficou olhando para aquela figura cabisbaixa, que andava com passos lentos e sôfregos. A capa preta sumia na escuridão lentamente. De repente o vulto se transformou em fumaça, e no meio dela, surgiu voando um grande morcego que seguiu em direção a antiga Torre, sua morada. O rapaz olhou com espanto para aquilo, mas depois ficou sério, entrou no carro e deu partida.
_Acho que bebi demais... Ora!! Não existe mais Vampiros com aquele...Infelizmente!


Vodú

Autor: Zé do Caixão

Um garoto de mentalidade irrequieta, assim era Jairo. Seus 13 anos pareciam ter sido dedicados a caça de problemas. Na vizinhança, na escola, todos o conheciam e ao pressentirem sua presença preparavam-se: algo com certeza ia ocorrer. Uma característica, no entanto, contrastava com a grande atividade mostrada pelo garoto: era fanático por livros, na linguagem dos amigos, um"rato"de biblioteca. Realmente era capaz de ficar horas folheando velhos manuais de reconhecimento de borboletas, enormes atlas antigos ou qualquer coisa que chama-se sua atenção. Era um verdadeiro alívio para os pais saberem que Jairo havia ido para biblioteca.
O que ninguém havia percebido, no entanto, é que muitas de suas idéias com as piores conseqüências havia saído justamente daquele amontoado de saber. Chegara a montar um para-raio improvisado no barracão do quintal, utilizando velhas pontas de ferro. E, por incrível que possa parecer, o projeto funcionou. Isto é, ao menos metade, pois Jairo esquecera o aterramento. Havia sido pura sorte que durante a tempestade, alguns dias depois não houvesse alguém no local, literalmente destruído.
Agora Jairo tinha achado algo mais interessante, que fugia de qualquer ciência: um livro, na verdade um maço de folhas a cerca do vudú caribenho. Imergiu naquele mundo de zumbis e bonecos que representavam pessoas. Fantasiou a possibilidade de ser realmente verdade. Não cogitou por muito tempo; partiu para a prática.
Hábil, costurou dois bonecos. Conforme o livro os mesmos deveriam ter algo da pessoa a quem representariam. Conseguiu uma mecha de cabelo da irmã, enquanto ela dormia, e terminou o primeiro boneco. Enquanto dava os retoques no segundo boneco, pensava na segunda vítima. Distraído, acabou perfurando o dedo com a agulha e resolveu terminar por então. Testaria o boneco já pronto, e se não funcionasse ,deixaria o risco de transformar sua mão em almofada para agulhas. Recitou as preces do livro e foi procurar Marina, a irmã mais velha que tanto implicava com ele. Escondido, pegou a enorme agulha e tocou a perna do boneco; a irmã imediatamente olhou para a própria perna, assustada. Jairo percebeu, e enfiou a agulha, fazendo com que a moça gritasse de dor. A mãe acudiu, mas não encontrava nada que pudesse causar tanta dor a filha. Jairo segurava-se para não rir. Na verdade ficara um tanto assustado, pois ,realmente, não queria machucá-la. Mas a imaginar que poderia usar o segundo boneco para representar o namorado de Marina e trabalhar com os dois juntos, não conseguia conter o riso.
Saindo de seu esconderijo, sentiu uma forte fisgada no braço, como se um prego tivesse ali entrado. Nada havia. Na perna uma dor ainda mais forte. Era como se estivesse sendo dilacerado. Seu corpo começava a sacudir ,sem controle. A mãe e a irmã ficaram estáticas, chocadas. Jairo consegue ainda raciocinar e corre para o quarto. Era o outro boneco. Tinha seu sangue, do ferimento da agulha. O boneco que sobrara, era ele. Mais não havia mais tempo. Nero, seu pastor alemão havia descoberto o brinquedo e o destroçava, sem perceber seu dono partindo-se a cada dentada.


O Jardim de Samuel

Não queria ficar mais um minuto perto daquela mulher que dormia com a perna esquerda sobre a sua. O cheiro que ela exalava estava lhe causando náusea e os hematomas por todo o corpo lhe diziam que ela sofreu muito. O odor do suor e da vagina que Samuel sentia lhe davam a terrível impressão de que ela havia gozado. Samuel não lembrava mais o nome dela, mas não era isso que importava. Ela já havia lhe dado o prazer de que ele precisava e agora tudo o que ele precisava fazer era livrar-se dela.

Foi fácil para Samuel enterrar seus dedos finos entre as cartilagens tireóidea e a cricóide daquela mulher que dormia exausta após obedecer aos bizarros jogos propostos por ele naquela noite. Os olhos quase cinza, um pouco esverdeados, projetavam-se das órbitas e viram pela última vez aquele homem alvadio, rostos sem marcas de tempo e olhos trevosos encobertos por longos fios castanhos esmagando seu pescoço com as mãos. Sua visão se turvou e seus olhos se apagaram.

Delicadamente, Samuel pegou nos braços e o levou para o jardim. Fez a cova mais profunda que conseguiu, atirou lá o cadáver e o cobriu com terra, areia e terra novamente. Reimplantou as flores que habilitavam o canteiro anteriormente. Regou o jardim e entrou de volta na casa.

Na bolsa de couro que estava jogada no chão, ele encontrou um documento de identidade com o nome verdadeiro. Ela havia dito que se chamava Lara. Achou também a agenda.

Do outro lado da cidade, Marcelo olhava o relógio, apreensivo. Silvia saíra no dia anterior e ele tinha medo do que poderia ter feito ou dito depois de tudo o que havia bebido. A dor de cabeça não o deixava lembrar, mas sabia que havia revelado a Silvia muito mais do que qualquer um jamais soube ao seu respeito. Sua boca sangrava, ou era o vinho? No espelho do banheiro eles tinham a mesma cor e a partir daquele momento, tinham o mesmo gosto. Agora era Marcelo Werweijen quem decidia por ele. Estava possuído por si mesmo. Bebeu o vinho que restava na garrafa e saiu. Seu carro em alta velocidade derrubou um entregador de flores que vinha de bicicleta em sentido contrário. Estacionou na calçada e, acotoveladondo uma pequena multidão que se espremia na porta da boate, entrou na He'll.

Samuel lavou as mãos sujas de terra e morte e começou a arrumar a cama para sua próxima presa. Não lhe chegavam à consciência os motivos ou as repercussões do seu estranho hábito. Fazia por instinto e prazer. Devolvia ao mundo o que recebia por sua condição de aberração. Guardou a bolsa da mulher no seu guarda-roupa para queimá-la mais tarde. Tomou um longo banho e saiu. Enquanto vagava sem ruma pela cidade, Samuel recordava como conhecera aquela mulher há mais ou manos vinte e quatro horas atrás.

********

Samuel já estava há algum tempo sentado no balcão da He'll. Entediado, resolveu comprar algumas gramas da cocaína vendida no banheiro. Cheirou um pouco ali mesmo e guardou o resto em seu Armani. Foi até o centro da pista e deixou que aquela música ensurdecedora empurrasse seu corpo. Enquanto dançava, foi surpreendido por uma mulher que o beijou com violência, tirando sangue do seu lábio inferior. Como num reflexo, ele puxou os cabelos avermelhados daquela mulher e mordeu seu pescoço com força suficiente para fazê-la gritar de dor. Saíram juntos da boate e foram para a casa de Samuel. No caminho, ela havia dito que seu nome era Lara. Seus olhos estavam inchados como se tivessem chorado muito. Samuel parece que se deixou guiar pelo carro, como se este fosse dotado de vida própria e conhecesse os pensamentos do seu dono.

********

Várias doses depois, Marcelo e seu novo dono. Marcelo Werweijen, uma nova personalidade -talvez a verdadeira-, dançavam pela primeira vez. Sentia alívio por não encontrar a mulher que o abandonara no dia anterior. Na verdade, era pouco provável que ela o reconhecesse agora. Como num transe, ele era agitado pela música que o atroava e ao mesmo tempo libertava.

Marcelo dançava de olhos fechados quando, de repente, sentiu uma mordida profunda e dolorida no pescoço. Um homem claro com olhos trevosos e longos cabelo castanhos lhe sugava os lábios, a língua, o pescoço. Marcelo se surpreendeu menos com a cena do que com a sua reação. Samuel continuava a sorver a saliva, o suor e os sabores que extraía de sua futura refeição. Quero seu sangue, disse, e pôde ver os dentes do sorriso de Marcelo. A fúria do desejo dos dois continha a promessa do que viveriam em seguida. Seguiam para a casa de Samuel, onde o leito estava preparado para mais uma noite de mórbido prazer. Mais tarde, ambos descobririam que aquela noite seria única e, talvez, a última.

As horas seguintes foram preenchidas com o prazer doentio e brutal de dois corpos que se rompiam em força e rancor. Samuel e Marcelo odiavam a si mesmos e se viam refletidos um no outro. Fizeram ódio naquela noite. Instinto era a palavra que vinha à cabeça de Samuel para ocultar como seu inconsciente o fazia reagir. Auto-destruição era a palavra que fugia da visão de Marcelo, talvez por este estar totalmente mergulhado nela. Duas nuvens carregadas... duas placas continentais... duas massas de ar... duas torrentes marítimas... de igual força e potência. Um contra o outro, trovões, relâmpagos, raios. sismo, erupção. ventania, vendaval, furacão, redemoinhos, ondas, inundação... destruição. Os dois caíram em sono de profunda lassidão.

Não se pode dizer quanto tempo depois, Marcelo despertou. Sentindo seus músculos dolentes, levantou-se e foi até a janela, de onde pôde avistar o maravilhoso jardim de Samuel. Ao olhar para aquelas flores, foi subitamente invadido pela lembrança de Silvia. Uma bruma gélida subia do jardim até a sacada do quarto e arrepiou seu corpo. Saiu da sacada e foi até o banheiro, onde tomou uma ducha quente. Voltou ao quarto, onde Samuel continuava imerso em sono profundo. Abriu o guarda-roupa, à procura de uma toalha, quando se deparou com um objeto familiar. Intrigado, pegou a bolsa de couro que estava jogada em meio às roupas e confirmou sua suspeita de que aquela era a bolsa de Silivia. Revirou os documentos e a agenda. Na página correspondente ao dia em que estiveram juntos pela última vez, Silvia havia escrito a respeito do espancamento que sofreu de Marcelo.

Samuel acordou num sobressalto com os gritos de Marcelo, que, sentado sobre seu ventre, perguntava sobre a bolsa, com as mãos apoiadas em seu pescoço. Samuel livrou-se daquela situação de rendição com um golpe e pôde ver, no corpo de Marcelo e no seu, marcas de violência.

Marcelo mostrou a Samuel os objetos de Silvia.
_O que é isso está fazendo aqui? Onde está Silvia?
_Então você é o namorado tão delicado e amável de Silvia? Que ironia... Samuel agora sabia quem estava em sua cama.
_Você vai falar... Marcelo ameaçou com força.
_Essa pergunta é remorso pelo que você fez, ou é preocupação de que ela ainda estaja por perto?
_Eu não sei o que fiz com ela Tudo que me lembro é que ela me disse que estava esperando um filho meu e... Marcelo se desesperou.
_...e aí você a espancou até ela conseguir fugir. É isso que está escrito naquela agenda. Não foi isso? Samuel matinha-se frio, inalterado.

Marcelo se calou. Não se lembrava de ter batido em Silivia. Foi em direção à janela e ficou contemplando o jardim, atônito, assombrado com sua atitude. Da cama onde estava deitado, Samuel podia ver o corpo de Marcelo na sacada, iluminado apenas por uma fraca luz de uma lua cheia, porém absconsa entre nuvens pálidas.
_Eu não quero um filho. Ela estava tão feliz com a notícia... escolheu até um nome para a criança: Lara. Mas eu não quero uma filha... não quero Silvia... não quero mais... eu já não sei de mais nada... Marcelo mantinha seu olhar, aturido, em direção à névoa do jardim.

Samuel levantou-se da cama e foi até a sacada. Pôs a mão no ombro de Marcelo. Reconhecia-se nele.
_Onde ela está? Marcelo perguntou sem tirar os olhos das flores.
_Você está olhando agora para ela... quer dizer, elas.

Marcelo ficou alguns instantes sem entender. Olhou fixamente para Samuel, que fitava o jardim lá embaixo. Finalmente compreendeu. Não sentiu nada por Silivia. Sentiu medo de Samuel, mas viu que agora era diferente. Abraçaram-se e voltaram para a cama. Marcelo estava aliviado por ter terminado tudo e adormeceu nos braços de Samuel.

********

Samuel via-se em Marcelo. Não se sentia mais apenas uma aberração. Deus errou mais de uma vez, pois criou alguém semelhante a Samuel. Ninguém é infalível, nem Deus, pensou. Mas duas forças tão similares e tão equivalentes acabariam se destruindo uma à outra. Mas Samuel sentia algo diferente em relação a Marcelo. Aquele homem deitado ali ao seu lado não lhe parecia mais uma das suas vítimas, raciocinou. Mas este pensamento não o impediu de enterrar seus dedos finos no pescoço de Marcelo, que viu pela última vez os olhos trevosos de seu amante antes de deitar para sempre ao lado de Silvia e Lara, no jardim de Samuel.


TESOURO MACABRO

A história que contarei a seguir é sobre dois amigos de infância, Pablo e José. Os dois eram mexicanos e andarilhavam em direção de San Juan, um pequeno vilarejo na província de Chiapas.

Estava chovendo muito e os cavalos já estavam inquietos. Pablo observara uma caverna em meio às árvores e exclamou: "Veja José, uma gruta seca. Vamos usá-la como abrigo até a chuva passar." José não titubeou e seguiu seu amigo até a tal gruta. Lá dentro, os dois se abrigaram e acomodaram os cavalos. A caverna era gelada e José sentiu um calafrio que percorreu sua espinha. "Vamos sair daqui Pablo, esta caverna me dá arrepios." Balbuciou José tremendo de frio e medo. "Bobagem! Lá fora podemos até morrer naquele temporal. Aqui nós estamos secos e seguros."Retrucou Pablo.

A chuva não dava nem um sinal de cessar. José estava impaciente e Pablo curioso com a caverna. "Vamos lá para o fundo, estaremos mais seguros lá." Entusiasmou-se Pablo. "Estas louco homem, podemos nos perder naquela escuridão." Protestou José. "Covarde! Vamos lá, seja homem pelo menos uma vez nessa sua vida." Ameaçou Pablo com um sorriso sarcástico. Mesmo temendo pela sua própria vida, José segue o amigo até o fundo da caverna. Pablo, indo na frente, acende um fósforo e se surpreende com o que vê. Jogado ao chão, milhares de moedas de ouro e prata e até algumas jóias que refletiam a luz do fósforo. Junto delas, um esqueleto humano. Pablo dá uma gargalhada e grita."Estamos ricos José, ou melhor, estou rico José!" Virando-se imediatamente para o amigo e apontando a garrucha diretamente para a testa dele. Pablo dá um sorriso e vê o pavor do amigo que suplica."Não Pablo, pelo amor de Deus... nós somos amig...." E um estrondo interrompe a voz de José. Com um tiro certeiro, Pablo espalha os miolos do amigo no chão... "He, he, he...agora o ouro é só meu, todo meu." Recolhendo o tesouro e colocando-o num saco, Pablo já vai até pensando no que fazer com o dinheiro.

O tempo passa e a chuva também. Com o tesouro devidamente embalado, Pablo sai da caverna sorrindo e gozando do cadáver do amigo."Pena que você não poderá se divertir com este dinheiro companheiro." Pablo coloca o saco com o tesouro no lombo do cavalo e ruma para o vilarejo. Chegando lá, ele vai diretamente para uma pensão contabilizar o seu achado. Euforicamente, Pablo sobe para o seu quarto mal podendo conter sua alegria. Já no quarto, o homem tranca a porta e joga o saco no chão. Ao abri-lo, Pablo depara-se com uma cena inesperada e pavorosa. "Não, não pode ser !!!" Agoniza o coitado. Ao invés do tesouro, ele encontrou o cadáver rígido de seu amigo José.


O VINHO DO TINHOSO

Era uma noite estranha, muito estranha. Parecia que o mundo caía sobre o pobre Vilarejo de Hidown, uma tempestade castigava as pequenas casas e ruas do lugar. Todos estavam em casa, ninguém se atreveria sair sob um dilúvio daqueles. Só se notava uma pequena movimentação em um único lugar. Apenas 5 pessoas estavam na Cantina, o velho dono do lugar Sr. Gordon, uma prostituta barata Regina Marcha-ré, os 2 irmãos Brotheer e o Leiteiro da cidade, o Sr. Milk Wilson.
Todos estavam bebendo e conversando frivolidades, papo de bêbado:
_ Você acha que o universo é uma expansão constante como enunciou Hubble ou segue uma variação volumétrica pulsante? Perguntou o velho Sr. Gordon
_ Se analisarmos a variação da temperatura do espaço desde o Big-Bang, notaremos que a temperatura esta diminuindo, hoje se encontra pouco acima do zero absoluto (uns 2 graus), talvez quando atingir o zero, toda a matéria se contraia novamente até atingir temperaturas e pressões monumentais para um novo Big-Bang. Respondeu o humilde fazendeiro Mano Brotheer.

Como o leitor pôde perceber, é só mais uma conversa sem sentido, entre bêbados, que se ouve todos os dias nos Bares do Mundo. A conversa informal seguiu amistosamente enquanto todos esperavam a tempestade terminar.

De repente!! Não mais que de repente, a porta do "Boteco" se abre num estrondo! Todos no bar olham assustados para a porta. Uma corrente de vento,chuva e relâmpagos revela um homem, alto, forte, usando uma roupa completamente negra e chapéu. Logo entra na "birosca", mal se consegue ver o rosto do forasteiro que carregava sobre o ombro, um grande barril.
Todos ficaram paralisados ao ver a figura negra na porta do Bar. O homem se aproximou lentamente do balcão, todos se afastaram, quando colocou o grande barril no balcão e disse:
_ O Senhor é o dono deste estabelecimento comercial? Tenho algo para mostrar-lhe. Disse o homem de preto simultaneamente com um relâmpago.
O Senhor Gordon engoliu em seco e só conseguiu dizer:
_S..so...sou.
Nesse momento, Mano Brotheer colocou sua mão na cintura, no local onde sempre carregava seu revólver, ele era um homem pacífico, mas tomara o hábito de andar armado desde os tempos de seus avós.
_ Pode ficar tranqüilo Sr. Brotheer, eu vim em paz! Disse o homem sem olhar para o Agricultor, que tirou a mão da cintura em um espasmo.
_Como sabe meu nome???? Eu te conheço???? Perguntou irritado o trabalhador rural.
Sem responder à pergunta, o homem de preto apenas disse ao Sr. Gordon.
_ Tenho nesse Barril, um excelente vinho. É um vinho que o senhor jamais encontrará igual, nesse mundo. Estou querendo lhe vender.
_ Por que diabos, um homem sairia nessa chuva pelas estradas para vender vinho? Perguntou a Prostituta Regina Marcha-ré.
_ Meu Senhor, eu não o conheço e não preciso de vinho algum. Tenho uma grande e ótima adega aqui na Taberna. Disse o dono da espelunca.
_ Estou disposto a dar-lhe este barril de graça para o Senhor e seus convidados provarem. Se não gostarem, eu não cobro nada, mas se gostarem, farei meu preço. De acordo?
Palavras mágicas... "de graça, até ônibus errado"... O Senhor Gordon ao ouvir isso, aceitou de bom grado o Barril e começou a abrir-lo com um pé de cabra. O homem de preto sentou num canto afastado do bar enquanto todos formavam uma roda entorno do Barril, todos ansiosos por um vinho grátis.

Eles bebiam feitos perus em véspera de natal, o Sr. Leiterio já havia bebido 5 canecas grandes, os irmãos Brotheer faziam disputas sobre o maior gole. Todos estavam enchendo a cara, o vinho era delicioso. O homem de preto só acompanhava a cena de longe, com um pequenino sorriso no canto da boca.
_ O Senhor não vai beber nada? Perguntou Irmão Brotheer ao forasteiro.
_ Eu não bebo... vinho.
Todos estavam falando alto, rindo, contando piadas e histórias. Tudo parecia normal, mas....

De repente os dois irmãos estavam discutindo alto, não se sabia o motivo, mas seja qual for, estava esquentando.
_Calma gente... Vamos beber mais um pouco! Alegria! Disse o leiteiro.
_Fica na sua!!!!! Seu desgraçado, filho de uma vaca!! Gritou o mais velho.
_ Não venha com grosseria! Seu caipira comedor de capim, cretino!! Respondeu o Leiteiro.
_Parem de brigar!! Disse o Sr. Gordon.
Mas nesse momento começou a tragédia. O mais novo Brotheer sacou do revólver que também carregava e disparou dois tiro à queima roupa na boca do Sr. Gordon, que caiu com a cabeça espatifada e miolos voando para todos os lados.
_ Cala o lixo dessa boca, seu velho patife!! Gritou o jovem assassino.
Ao ver isso, Regina Marcha-ré, que estava ao lado do Sr. Gordon, pegou a escopeta de dois canos que o velho Sr. Gordon mantinha debaixo do balcão e disparou um tiro no peito de fazendeiro. O tiro o arremessou ao outro lado do bar, uma chuva de sangue cobriu todos que estavam em volta.
_ O que você tem contra putas? Seu filho de uma! Gritou a mundana um pouco antes de ter seus olhos perfurados por uma garrafa que o irmão mais velho do morto a havia jogado.
_Caçarola! Você me cegou! Gritou a meretriz ao fazendeiro que se preparava para dar um tiro na assassina de seu irmão. Mas o leiteiro foi mais rápido, agarrou a cabeça do fazendeiro e a segurou na máquina de cortar mortadelas em fatias que estava no balcão. O fazendeiro tentava se soltar do leiteiro enquanto vociferava encolerizado.
_ Me larga!! Eu vou matar essa vadia!
SLEPT! O leiteiro ligou a máquina de lâminas circulares, e a tampa do crânio do agricultor caiu no chão.
_ Ai!! Seu desgraçado!! Vou te matar!! gritou o fazendeiro Brotheer ao ver seu escalpo no chão.
SPLOFT! As lâminas alcançaram os miolos do homem. que tremia enquanto o leiteiro o segurava com toda a sua força.
Regina Marcha-ré, que se contorcia de dor e não via o que estava acontecendo, pois metade de uma garrafa foi alojada no seu olho direito, começou a dar tiros pra todos os lados com a escopeta que ainda segurava na mão. Infelizmente, um tiro acertou na perna do Sr. Leiteiro, que ao tentar se segurar na caixa registradora para não cair, acabou arrastando-a para a beirada do balcão, fazendo com que ela caísse em sua cabeça, funcionando como um quebra nozes. A caixa registradora que era feita de cobre, reduziu a cabeça do Sr. Milk Wilson em uma pasta de sangue e miolos.

O forasteiro assistiu tudo aquilo, sem demonstrar uma ponta sequer de espanto. Ficou sentado assistindo aquela cena que não durou mais do que alguns segundos. Agora, apenas a mulher estava viva, caída num canto atrás do Balcão. Ele se aproximou da pobre mulher e disse:
_Gostaram do Vinho?
_Seu filho do demônio! O quê tinha naquele vinho?? Gritou a sodomita.
_ Eu não sou filho do demônio. Eu sou o próprio Carcará, hahahahaha!!! Uma risada demoníaca foi ouvida à quilômetros de distância
_ Não!!!!!!!!!!!! ARGH!!!!!!!!! Gritou de desespero a mulher que morreu logo depois, pois o resto da cerveja que ainda estava na garrafa, começou a escorrer para dentro da cabeça.

O Homem de preto olhava os cinco corpos espalhados pela Taberna, que agora estava tingida de sangue por todos os lados.
_Cinco almas podres em troco de um bom Vinho do Tinhoso... acho que valeu a pena! Disse o homem de preto ao sair da Taverna no meio da noite levando o barril vazio.

Vulto na Ponte

No subúrbio pobre da cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, existe uma vila de miseráveis que se formou ao longo da linha do trem. Essa comunidade vive em condições bizarras ocupando ilegalmente um terreno da prefeitura. Um amontoado de casebres foram construídos no fundo de pequena ravina que é cortada pela linha férrea. Assim sendo, as casas ficam espremidas entre as paredes do terreno e a linha. É  impressionante ver um trem de 4 locomotivas e centenas de vagões de minério passar à 1 metro das portas das casas.

Obviamente, dezenas de acidentes envolvendo principalmente crianças, já marcaram de sangue as paredes dos barracos. Num episódio  documentado pela TV local, vê-se um carro da prefeitura -que havia ido até a vila para prestar alguma assistência humanitária-, dar marcha ré desesperadamente pela via principal da vila  para não ser esmagado pelo mostro de metal que apitava freneticamente.

Mas por mais estranho que seja para a grande parte da população morar num lugar tão insalubre, as pessoas do local se recusam a sair de onde foram enterrados seus mortos.

Uma dessas pessoas, conhecida como Dona Chepa, viu sua filha Matilde e seu neto serem literalmente partidos no meio depois de terem sido atropelados pelo trem. Ao se preparar para sair de casa, Matilde e seu filho (um bebê colo) ouviram o barulho do trem se aproximando. Não disposta à esperar alguns minutos para atravessar a vila, decidiu sair correndo com a criança no colo. Uma tentativa estúpida que acabou se transformando em tragédia ao tropeçar no pano de chão que estava na porta, fazendo mãe e filho a caírem exatamente no meio o trilho.

Dona Chepa, que estava na cozinha, viu tudo e ficou louca depois do acidente e passou a viver da caridade dos vizinhos. Não tendo pra onde ir e se recusando a ir para qualquer instituição de assistência, a velha anciã que ficara com a saúde física também muito debilitada, acabou por ter o mesmo fim da filha e do neto na linha férrea numa sexta feira noite, durante o  verão.

Não se sabe até hoje se foi mais algum infeliz acidente ou se foi suicídio. Mas essa história de morte e tristeza acabou alimentando mais um daqueles casos folclóricos característicos das comunidades mais simples.

Dizem que toda sexta feira à noite, durante o verão, na ponte férrea que fica logo após a ravina, um vulto de uma velha senhora fica sentado cantando uma triste ladainha até a chegada infalível do trem.



A Carona

Uma vez em uma certa estrada muito perigosa, em uma noite muito chuvosa um caminhoneiro já perto do seu destino, vê uma mulher com uma capa de chuva amarela pedindo carona.

Sensibilizado com o sofrimento da mulher, resolve ajuda-la:

Para onde a senhora esta indo ?

Minha casa fica na beira da estrada a uns 3 quilômetros daqui... vim até a casa de uns amigos aqui, e preciso voltar para casa, mesmo embaixo dessa chuva toda, pois minha mãe deve estar muito preocupada. Pode me dar uma carona ?

Claro pode subir.

Era uma moça muito bonita e simpática. Ela tirou a capa de chuva e começou a conversar com o motorista animadamente, e ele sentiu até um carinho por ela pois ela era muito espontânea e de bem com a vida.

Chegando ao local indicado pela moça, ela agradeceu o motorista , deu-lhe um beijo no rosto e despediu-se. Logo ao sair, o motorista reparou que ela havia esquecido a capa de chuva no caminhão, e como estava perto resolveu voltar para devolvê-la a moça.

Bateu à porta da casa, e viu sair uma senhora de uns 60 anos mais ou menos.

Boa noite minha senhora, eu dei uma carona para a Ana, e ela acabou esquecendo essa capa no meu caminhão, poderia entregar a ela por gentileza ?

Com lágrimas nos olhos a senhora responde:

Por favor meu senhor, não brinque com essas coisas... a minha filha Ana morreu há 5 anos atrás atropelada numa noite muito chuvosa igual a essa, quando tentava voltar para casa, não brinque moço... não brinque!

Acidente na Estrada

Uma família estava voltando de suas férias à noite quando viram uma mulher pedindo ajuda no acostamento. Pararam para ver o que estava acontecendo.

A mulher disse que um acidente havia acontecido e que seus filhos estavam gravemente feridos. A família então continuou com a viagem, prometendo que parariam no local do acidente.

Assim feito. Mas, ao retirarem os feridos, constataram que a motorista, já morta, era a mesma mulher que pediu ajuda para eles.


O Melhor Amigo do Homem

No interior de Minas contam uma história de um sujeito que perdeu-se em uma mata. ficou vagando por dias, sem água ou comida. Todo maltrapilho e à beira da morte viu de longe em uma clareira um cão que latia para ele. Por um momento pensou que fosse uma alucinação causada pelo seu estado debilitado. Chegando mais perto, pode ver que se tratava de um cão de verdade que se afastava a passos lentos cada vez que o sujeito se aproximava.

Pensou então com ele: "Se há um cachorro aqui, devo estar perto de alguma habitação. Alguém deve morar por perto. Vou segui-lo."

Andou na direção do animal, que se afastava como que mostrando um caminho para o homem. Após alguns horas o sujeito pode ver uma pequena casinha mal construída, feita de barro e palha, onde um casal sentado à porta, conversava sobre amenidades.

Feliz e desesperado, o homem correu na direção dos dois moradores, sentindo-se salvo.

Assustados, os dois receberam o homem tentando entender o que havia se passado. Depois de beber um pouco d'água e se recuperar, o sujeito contou a história, falando do cachorro que o havia guiado pela mata até o local onde estava agora.

Entreolhando-se, os dois moradores desconfiaram da história, dizendo que não havia nenhum cachorro pelas redondezas. Ele, então, se propôs a levar os dois céticos ao local onde havia visto o cachorro pela primeira vez.

Ao chegar lá, nada viram a não ser uma cruz sobre uma cova rasa, que o morador informou tratar-se do túmulo do filho, que havia sido assassinado por uma matilha de lobos.

A Viagem

Uma pessoa que tinha casa de praia em Rio das Ostras (Região dos lagos do estado do Rio de Janeiro), e desde criança, acostumava levar parentes para passar as férias lá, dentre eles, os avós, que gostavam muito do local, pelo fato de ser muito tranqüilo.

Os anos se passaram, os avós morreram quando tinha 15 anos, porém a casa sempre esteve disponível para qualquer parente dele que desejasse utilizá-la. A pessoa, até então tinha completado 20 anos e tinha decidido viajar para lá com a sua namorada , para passar o dia dos namorados juntinhos e sozinhos na casa (seria o final de semana perfeito para um casal que se gostava muito). No dia em que chegaram (sexta-feira), nada de estranho aconteceu, a não ser pelo fato de estarem demasiadamente cansados da viagem, e do sexo não ter sido lá tão bom, como era de costume.

Dormiram normalmente sem serem perturbados por nada. Porém foi na madrugada de Sábado para Domingo que algo muito estranho que até hoje não sai dos pensamentos deles, aconteceu.

Estava eu deitado de lado na cama dos meus pais com a minha namorada (que já estava no décimo sono). De alguma forma, eu não conseguia dormir, porém achei injusto perturbar o sono de minha companheira, e resolvi me virar de costas para ela (para deixar a tentação de lado), e fiquei olhando para a janela, mesmo deitado, para ver se começava a clarear. Foi quando eu comecei a ouvir passos na varanda, passos estes eram fortes e emitiam sons de tamanco, então eu pensei:

Devem estar tentando entrar aqui em casa, mas ao mesmo tempo percebi que ladrões não costumam usar tamancos.

No meio da indecisão de levantar ou não para pegar a espingarda na cozinha, meus pensamentos foram cortados por um barulho semelhante a um ventilador velho que nós temos dentro de casa e guardamos ao lado da cama de meus pais.

Este ventilador é uma lembrança de meu avô, que consertava quando dava defeito, e que desde seu falecimento não havia mais pifado.

Bem, o barulho vinha da área de serviço e ecoava por toda a casa. Ele começou a aumentar e eu percebi que aos poucos ele se aproximava do quarto onde eu estava. Passou pela Copa, Cozinha, Corredor, passou direto pelo meu quarto e pelo quarto de minha irmã (ambos desocupados), e entrou no quarto de meus pais onde estava eu e minha namorada. Minha primeira atitude foi ficar parado para saber o que aconteceria, pois eu estava de costas para a porta, e não via nada, apenas escutava.

Quando me dei conta de que o troço tinha parado de frente para minha namorada, exatamente atrás de mim, tentei me virar para puxá-la para junto de mim.

Ao tentar fazer isso, me dei conta de que todos os músculos de meu corpo estavam paralisados. Meus braços não tinham forças para serem levantados, minhas pernas não se arrastavam nem a ponto de encostar em minha namorada, então entrei em pânico e tentei mover minha cabeça ao máximo para onde supostamente estaria a coisa. Meu pescoço estava duro como pedra, porém ao forçar os olhos, notei que uma sombra negra encobria o quarto. Tentei gritar como último recurso e inúmeras vezes, e apenas ar saiu de minha boca; nem um som sequer consegui emitir por diversas vezes.

Foi quando eu já desesperado, reuni as últimas forças e esperanças e soltei um berro, que em condições normais poderia ferir profundamente minha garganta, porém nas condições em que me encontrava, não saiu mais alto do que uma tosse.

Na mesma hora tudo desapareceu e eu pude puxar minha namorada para junto de mim, abraçando-a e contando tudo o que tinha ocorrido nos minutos anteriores.

Ela ficou meio assustada, mas me pareceu que não acreditou muito em minha estória. No dia seguinte, fui na casa de diversos amigos contar tudo e saber se aquilo tinha alguma explicação lógica. Por inúmeras vezes repeti a estória sem transparecer medo nenhum, tanto que ao anoitecer, fomos para a casa e eu pedi para dormir do lado da cama onde a coisa tinha parado. Eu queria ver aquilo de qualquer maneira, porém, para minha decepção, a noite transcorreu com muita calma e nada de estranho aconteceu.

Voltamos para o Rio de Janeiro e eu fui contar para meus pais, da mesma forma que tinha feito com meus amigos, porém dessa vez, ao terminar de relatar tudo, comecei a chorar compulsivamente e não conseguia parar, minha mente foi tomada por tamanha tristeza, e meu rosto debulhou-se em lágrimas. De início não entendi o porquê daquilo, porém me dei conta de duas coisas mais tarde:

1- Minha avó adorava andar de tamanco;

2- Meu avô adorava aquele ventilador;

3- São meus avós por parte de pai;

Daí pensei: Por que não eles?

Sim. Até hoje prefiro acreditar que tudo o que aconteceu pode ter sido em conseqüência deles. Pode ter sido por isso que eu não fiquei com tanto medo no dia seguinte. E ao cair em prantos na frente de meu pai (filho dos supostos fantasmas tive certeza quase que absoluta).

Meu pai, um pouco impressionado com o ocorrido, disse que mandaria rezar uma missa em nome de seus pais, e por diversas vezes conversou com minha tia sobre isso.

Hoje é 24/02/1999 e venho de um carnaval maravilhoso em Rio das Ostras, onde fomos: Eu, minha namorada atual, meu pai, minha mãe, minha irmã e meu pobre cunhado que acordou uma manhã todo sem graça, perguntando pra todo mundo: "Quem foi que deu um tapa na minha mão ontem de noite ?". Como não obteve resposta alguma de ninguém, resolveu dormir no mesmo quarto que eu o restante dos dias.

Eu não sei mais o que pensar, e digo que estou aberto a sugestões e explicações para o ocorrido.

Esporas

Este causo foi contado pela minha avó. Minha avó mora em Porto Alegre,e tinha uma vizinha que era muito amiga dela.

Um dia essa vizinha ( tinha uns 45 anos ) que já estava cansada de morar na cidade e decidiu morar no interior do Rio Grande do Sul. Ela arrumou uma casinha muito bonitinha, era de um gaúcho tradicional que havia desaparecido e então a família dele decidiu vender a casa. Nisso ela viu a casa toda, adorou ...e se mudou definitivamente. Ela morava sozinha.

Ate que feliz com sua casa ( ela dormia no quarto de cima ), começou a escutar passos na escada...passos de um sapato diferente...como se fosse um chocalho e percebia que esse barulho se aproximava...e quando o sentia muito próximo, acendia correndo a luz do abajur que ela tinha em seu criado mudo e com isso o barulho desaparecia. E as noites foram passando e sempre a mesma coisa ... mas ela não ligava, como não estava a fazendo nenhum mal...

Bom, ate que um dia ela estava fazendo uma "senhora " faxina na casa e foi mover um armário (que veio junto com a casa quando ela comprou) e embaixo dele havia uma porta, para entrar abaixo do chão, ou podemos dizer um porão, algo parecido. Nisso ela decidiu abrir... só que estava muito escuro...então ela ficou com medo, e chamou os vizinhos para irem junto com ela.

Os vizinhos levaram lanternas e tudo que pudesse ajudar , então eles desceram as escadas e ao acenderem as lanternas, havia um senhor enforcado com roupas gaúchas ...e a amiga da minha avo, que ficou apavorada, olhou direto para os pés dele...e para a surpresa dela, ele estava usando botas com esporas.

Mansão Assombrada

Há cerca de 12 anos,numa pequena cidade do interior terra de minha falecida avó, aconteceu algo muito estranho...

Minha querida avozinha, que Deus a tenha, possuía um irmão também já falecido que era muito ligado as criações que possuía em sua fazenda, entre elas uma lhe despertava tremendo interesse. Esse animal era um jumento grande de crina muito sedosa, o qual ele cuidava com muito carinho.

Acontece que devido a uma parada cardíaca minha avó teve seu irmão falecido, e na noite dessa perda escutava-se o jumento, que havia fugido, relinchar pelos pastos da propriedade.

Num certo momento, quando todos prestavam suas últimas homenagens, o jumento entrou a relinchar pelos degraus da escada que levava a ante-sala e foi subindo em direção ao encontro do corpo. Todos que estavam ali presentes dizem que o animal tinha os olhos em brasa e uma respiração ofegante como se estivesse possuído por um espírito agonizante. Após ter visto deitado no caixão o meu tio-avô, o animal saiu em disparada, e nunca mais foi visto.....

A Volta do Pai

Havia uma menina que gostava muito do seu pai. Ela o idolatrava. Certo dia, as vésperas do seu aniversário de quinze anos, seu pai faleceu, deixando-a profundamente triste.

O tempo passou e a menina transformou-se em uma bela moça que sempre tinha em mente a lembrança da imagem do pai. Conheceu um jovem, casou-se e ficou grávida.

Sentiu os sinais do parto e se dirigiu para o hospital a fim de dar a luz ao seu primeiro filho. Os médicos a atenderam e ao olhar pela primeira vez, seu filho que acabara de nascer, percebeu, com lágrimas nos olhos, que ele tinha a fisionomia do seu falecido pai.

Entre todo esse clima de emoção, um fato ficou marcado : seu filho que acabara de nascer, abriu os olhos e disse "Não chores minha filha, estou de novo ao seu lado."

A Sombra Ruiva

     A Irlanda é cheia  de lendas sobre a banshee, criatura lacrimosa cujas visitas anunciam mortes. Seu nome, em Celta, é bansidhe - fada - embora muitos digam seja um espírito, ora bondosos ora malévolos. Essas aparições estão ligadas por lendas centenárias às grandes casas da Irlanda, cujos infortúnios ficam registrados nos gritos lamuriantes ou nas risadas demoníacas do espírito.
    Existem vários relatos corroborando essas Lendas, mas talvez o mais impressionante ocorreu no século XVII na Irlanda, na residência dos O'Brien. Certa noite, Lady Ann Honora O'Brien foi acordada por numa noite por uma voz suave. Olhou pela janela e viu uma mulher que parecia flutuar bem em frente à vidraça. O corpo do fantasma se perdia na bruma, mas seu rosto, delineado pela Lua, estava claro - pálida, de olhos verdes, linda e uma farta cabeleira ruiva. A aparição gemeu três vezes, suspirou e sumiu.
    Aquela imagem fascinou e amedrontou a jovem Ann, mas pensando que fosse apenas um sonho, dormiu novamente. Na manhã seguinte, Lady Ann encontrou sua família em prantos... seu irmão mais jovem havia morrido durante a noite. Sem saber o que fazer, a jovem contou aos pais sobre a visão que tivera na noite anterior. Aquilo não alertou ninguém, pois os mais velhos sabiam que sempre que um O'Brien morria, uma jovem ruiva que morrera no castelo e fora enterrada no jardim - logo abaixo da janela de Lady Ann - aparecia para um membro da família e chorava pelo parente morto.   

Imagem e texto retirados da Coleção "Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril..

Assombração

Todos da cidade tinham medo de passar pela porteira depois da 22 horas por causa da assombração, eles davam voltas de até 2 Km para não passar por ela.

Até que um dia quando todos estavam no bar jogando sinuca e bebendo cachaça eles distraíram da hora e um velho de + ou - 50 anos, tinha que passar pela porteira. Na Hora em que o pessoal saiu do bar o velho estava muito bêbado e decidiu passar pela porteira, pois ele estava confiando na sua "peixera" e na sua "garrucha", mas todos o avisavam da assombração mas ele não tinha medo. O velho foi assim mesmo.

Quando chegou perto da porteira o homem viu a assombração e disse "Dona Assombração eu quero passar, eu não mexo com a senhora e você não mexe comigo" e foi. Quando abriu a porteira a assombração estava do lado da porteira no alto de um barranco e pulou sobre o velho, os dois rolaram no chão e o homem enfiou a "peixeira" na assombração e saiu correndo até chegar em casa.

No outro dia toda a cidade foi lá ver a assombração e viram que era apenas um Tamanduá Bandeira que estava comendo formigas em um cumpizeiro e se assustou com o velho e o atacou, assim todos desvendaram o mistério

Assombração

Todos da cidade tinham medo de passar pela porteira depois da 22 horas por causa da assombração, eles davam voltas de até 2 Km para não passar por ela.

Até que um dia quando todos estavam no bar jogando sinuca e bebendo cachaça eles distraíram da hora e um velho de + ou - 50 anos, tinha que passar pela porteira. Na Hora em que o pessoal saiu do bar o velho estava muito bêbado e decidiu passar pela porteira, pois ele estava confiando na sua "peixera" e na sua "garrucha", mas todos o avisavam da assombração mas ele não tinha medo. O velho foi assim mesmo.

Quando chegou perto da porteira o homem viu a assombração e disse "Dona Assombração eu quero passar, eu não mexo com a senhora e você não mexe comigo" e foi. Quando abriu a porteira a assombração estava do lado da porteira no alto de um barranco e pulou sobre o velho, os dois rolaram no chão e o homem enfiou a "peixeira" na assombração e saiu correndo até chegar em casa.

No outro dia toda a cidade foi lá ver a assombração e viram que era apenas um Tamanduá Bandeira que estava comendo formigas em um cumpizeiro e se assustou com o velho e o atacou, assim todos desvendaram o mistério

Difícil de enterrar

Minha avó sempre me conta que por volta de 1912 quando ela chegou aqui no Brasil vinda de Portugal, uma prima dela estava grávida de gêmeos. Tudo correu bem no parto, mas durante os anos que se passaram algumas coisas foram notadas pela família: uma das crianças era um santinho e o outro um capeta, mas todos pensaram que era coisa do crescimento. A prima de minha avó então abriu uma mercearia que com o tempo foi se transformando em uma excelente fonte de renda. Ela comprou terrenos, casas e tinha tudo do bom e do melhor.

25 anos se passaram e em 1937 um dos filhos pediu a mãe (prima de minha avó) dinheiro para viver sua própria vida. A mãe então relutou mas resolveu dar a parte da herança que cabia a esse filho. Esse filho foi então viver a vida pelo mundo.

Cerca de dois anos depois ele retorna com uma cara de transtornado pedindo mais dinheiro, a mãe então diz a ele que não vai lhe dar nada. Ele revoltado diz a mãe que se ela não lhe der o que ele pede ira matá-la. Ela dá resposta negativa. Ele então saca uma arma de sua cintura para atirar na mãe, mas no momento em que ele puxa a arma ela dispara e o tiro pega naquela veia da coxa que se for cortada já era (não sei bem o nome da veia), e ele morre ali mesmo na frente da mãe.

Os preparativos para o enterro são feitos e naquela época ainda se tirava medida dos corpos para fazer o caixão. Tiraram a medida e quando foram colocar o corpo no caixão, não dava mais, o corpo tinha inchado, tiraram então a segunda medida e de novo o fato se repetiu, o corpo inchara mais um pouco e não entrava no caixão. Este fato se repetiu por umas quatro vezes, até que o padre local ficou sabendo da história e foi fazer uma averiguação. Após muitas rezas e estudos sobre o fato descobriu-se que o corpo só poderia ser enterrado se ele (o morto) obtivesse o perdão da mãe (prima da minha avó). O padre então conversou com a mãe e ela após relutar muito resolveu dar o perdão... e foi aí que aconteceu o mais estranho, o corpo foi enterrado no primeiro caixão feito para o enterro.

O fato aconteceu há mais de sessenta anos atrás, mas há quem diga em São Cristóvão (bairro do Rio de Janeiro) que até hoje no local onde funcionava a funerária onde foram feitos os caixões, hoje em dia uma fábrica, podem-se ouvir berros durante a madrugada com as seguintes palavras:

"Mãe eu quero mais dinheiro, ou a senhora me dá mais dinheiro ou então eu te mato !!!!"

Os Profanadores de Jazigos Perpétuos

No meio de uma noite escura e fria de Julho, um jovem ariano chamado Fritz se adentrava furtivamente pelas sombras do quintal de seu amigo, também ariano, Chukrutz.
_Chuckrutz!Chuckrutz! Toc, toc, toc, Anda sua moleza! Fritz sussurrava enquanto batia na janela.
_O que você quer?? Perguntou o enfadonho Chuckrutz.
_Seu puto!! Esqueceu do que combinamos hoje durante a tarde??
_Mas hoje?? Está passando um filme de Presidiária de Mulheres, e você sabe que.... Disse Chuckrutz com ar desolado.
_Presidiária de Mulheres??? Puxa.... Hesitou o jovem Fritz. Esqueça isso, vamos hoje!! Só pode ser hoje!!!
_Tá bom, que saco! Espera que eu vou deixar pra gravar o filme.

Alguns minutos depois, os dois jovens estavam no porão da residência de Fritz.
_Não esqueça a pá e o pé-de-cabra. Disse Fritz enquanto pegava uma picareta.
_Tá bom! Pô, o filme estava tão interessante... A mocinha bonitinha foi presa injustamente e as vilãs eram uma presidiária e uma sargento que pareciam jogadores de futebol americano. Lamentou Chuckrutz.
_Esqueça esse filme!!!Você botou pra gravar né? Perguntou Fritz enquanto saía do porão com a picareta.
_Sim... Só que vai gravar as propagandas também...

Meia hora depois, os jovens estavam espiando pela janela da casa do Sr. Madruga, zelador do Cemitério Municipal.
_E agora Fritz? O velho tá acordado e vendo televisão.
_Psiu!! Você vai lá e amarra ele.
_O quê?? E como eu vou fazer isso?
_Se vira! Eu tenho que pensar em tudo??
_Putz! Ele tá vendo o filme. Observou o ariano Chuckrutz.
_Já disse pra você esquecer esse filme! Espera aí! Disse Fritz enquanto começava a se levantar, agora com a pá na mão.

Alguns minutos depois, Fritz estava acabando de colocar o velho num pequenino armário.
_Será que você matou o velho? Perguntou Chuckrutz com os olhos fixos na TV.
_Não. Foi uma pancadina de leve. Disse Fritz enquanto fechava a porta do armário.
_A pá não achou. Ela ficou empenada. Disse Chuckrutz examinando o tal objeto.
_Vamos logo, não temos muito tempo... e desligue essa TV!!

Alguns minutos mais tarde, os jovens se encontravam parados em frente ao Jazigo Perpétuo da família Einsemberg.
_É aqui mesmo? Você viu como tem gente morta com nome de Jazigo aqui nesse Cemitério? Perguntou Chuckrutz.
_Mas você é burro hein? É aqui mesmo... Foi aqui que aquele Judeu asqueroso, podre, nojento, odioso e pão-duro foi enterrado hoje. Disse Fritz com uma cara de nojo e ódio.
_É!!!
_Vamos logo!!! Comece a cavar aí que eu começo aqui, mas em silêncio, alguém pode nos ouvir!!
_O que é que nós estamos procurando mesmo?
_Seu asno asmático!! Você não lembra da boca desse Judeu nojento? Os 4 dentes dianteiros eram de ouro!! Ele não vai precisar deles agora que está no inferno.
_É!! Esses Judeus porcos que se esgueiram nas sombras para a roubar raça superior, ou seja, nós!
_Hã... Chuckrutz... Cala a boca e cave!

Mais tarde, os dois jovens, molhados de suor se entreolhavam.
_Anda Chuckrutz, abre o caixão com o pé-de-cabra.
_Tudo eu!! Vá você!!
_Não grite sua anta loira! Você tá parecendo um judeu viado.
_Sem apelar!! Deixa que eu vou então. Disse Chuckrutz enquanto entrava no esquife semita com o pé-de-cabra.

Alguns minutou depois, os jovens trocavam ofensas.
_Como não tem dente nenhum?? Seu idiota! Ele tinha 4 dentes de ouro!
_Venha aqui e veja Fritz. Ele tá banguela. A culpa é sua!
_Filho duma égua vesga!! Até morto esse judeu passa a perna na gente.
_O que nós vamos fazer agora? Tivemos esse trabalho à toa, e ainda perdi o filme.
_Vamos ter que fugir daqui agora antes que alguém nos veja.

Depois de alguns metros do jazigo do judeu morto, Chuckrutz viu alguma coisa.
_Fritz!! Tá vindo alguém, lá no fundo. Parece duas pessoas e estão vindo pra cá. Sussurrou Chuckrutz
_Xi!!! Vamos nos esconder atrás daquela lápide e esperar eles passarem.

Instantes depois, os jovens loiros estavam "bolados" com o que viam.
_Fritz...aqueles dois não são os sobrinhos do famigerado judeu?
_Sim, e eles estão carregando pás e picaretas! Sujeitos asquerosos, estão roubando o próprio tio!
_É, mas olhe a cara deles. Eles devem estar confusos também. Encontraram o caixão do tio aberto. Eles devem estar atrás dos dentes também.
_Psiu!! Seu repolho seco! Fala baixo. Veja, eles estão discutindo também. Acho que eles vão embora.
_Olha a cara deles...hehehehe... Estão putos da vida. Alguém chegou antes deles...hehehehe.
_Chukrutz... Cala a boca... Chegaram antes de nós também!

Passados alguns minutos, Fritz e Chükrutz tomam uma decisão.
_Chuckrutz, eles já foram. Vamos também.
_Mais que merda, perdi o filme à toa.
_Vamos pra sua casa e ver a gravação.
_Ok. Apesar de tudo a noite não foi tão perdida assim, vimos dois judeus ficarem putos.

Assim que os dois jovens entravam na névoa na madrugada, e seus vultos eram apenas dias manchas plúbeas num mar de escuridão, algo sinistro acontecia no túmulo do judeu. O corpo que até então permanecia inerte, abriu os olhos, se levantou ao estilo "Conde Drácula" e colocou a mão esquerda no bolso do paletó negro com movimentos lentos e firmes. Dele retirou 4 pequenas peças douradas e os levou em direção a boca. Instantes depois, o cadáver estava com os 4 dentes de ouro no local onde estiveram por mais de 45 anos. Feito isso, o ser do além deitou novamente em seu jazigo e com uma das mão, fechou o caixão sobre si mesmo. A cena ficou num completo silêncio por 10 segundos e só foi quebrada com uma frase vinda do caixão:
_Nem morto!!

O Braço Decepado

     Segundo a Lenda, um dos ramos do clã MacKenzie, da Escócia, é assombrado pelo espectro de um braço que se manifestava apenas em circunstância muito sombrias. Sua aparição sempre marca a morte iminente de um membro da família.

    O Fantasma tem sido visto mesmo agora, no século XX. Certa vez, o braço supostamente se materializou na parede de um Cinema, com um dos MacKenzie presente na platéia... Esse morreria atropelado na saída do Cinema. Em outra ocasião, conta-se que o braço apareceu, para uma jovem família que saía de seu quarto pela manhã. Ao escutar um barulho, ela voltou-se e viu que um candelabro de prata - uma peça sólida e pesada - tinha de alguma forma caído de uma cômoda. A jovem curvou-se para pegá-lo, intrigada com o que poderia ter provocado a queda do objeto. De repente, viu saindo da parede um braço, muito alvo, que sumia de novo na altura do cotovelo. A mão, delgada, tinha dedos afilados e unhas amendoadas, e era obviamente de uma mulher. Essa mão empurrara o candelabro e sumira diante dos olhos da moça. Sabendo que aquela mão fantasma desempenhava o papel de mensageiro da morte na família, temeu pela mãe, que estava muito doente. Sua apreensão, era porém infundada; a mãe se recuperou. Mas poucos dias depois, a moça ao se abaixar perto da cômoda para pegar um sapato, o mesmo candelabro caiu novamente, mas dessa vez atingindo a cabeça da jovem e causando sua morte instantânea.
 

Imagem e texto retirados da Coleção "Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril..

 

O Soldado de Galípoli 

   As montanhas da península de Gelibolu, ou Galípoli, na Turquia, ainda estava escalavradas pelas trincheiras individuais da Primeira Guerra Mundial quando Leon Weeks chegou lá, no começo da década de 50. O arqueólogo norte-americano esperava encontrar relíquias da desastrosa campanha aliada de 1915-16... mas encontrou muito mais.

    Uma noite, fumando um cigarro em frente à barraca, viu um homem descendo o morro vizinho. O vulto puxava um burro, cujo fardo desajeitado bem parecia um corpo. Weeks foi atrás, chamando o homem  em voz alta, mas eles desapareceram na rochas antes que pudesse alcançá-los. Na noite seguinte, o arqueólogo viu-os de novo, de modo mais claro. e pôde até distinguir o brilho das botas de couro no fardo que o burro levava, o homem que puxava estava vestido como um soldado. Essas imagens estavam deixando Weeks muito confuso, pois tal situação não fazia sentido. Noite após noite os dois apareciam, mas Weeks nunca conseguia alcançá-los. Teve que deixar a região sem resolver o mistério.

    Em 1968, por acaso Weeks teve a oportunidade de ver a coleção de selos de um amigo britânico. Ali, entre os selos comemorativos australianos, topou com uma cena familiar. Um homem puxando um burro que levava um ferido. O selo, explicou o amigo, fora lançado em 1965 em homenagem ao heroísmo do soldado raso John Simpson Kirkpatrick, um soldado inglês que servira como padioleiro na campanha de Galíopi. John e seu burro eram figuras conhecidas entre os soldados e oficiais, pois haviam salvado centenas de feridos em Galíopi, até ser morto por estilhaços, em maio de 1915. Os registros mostram que fora enterrado entre as rochas de Galíopi. 

Imagem e texto retirados da Coleção "Mistérios do Desconhecido" da Ed. Abril..

A Triste Trajetória de Léo Peidão

Léo Peidão começou a deixar a sua "marca negra" nesse mundo antes mesmo de nascer. No ato da concepção, o pai de Léo Peidão, no alge do ato sexual, começou a gritar o nome de sua amante: Marieta Fim-de-Noite. É claro que a sua mãe (não a sua, a do Léo), ficou muito magoada com o evento, mas como era uma mulher humilde e submissa ao marido, ficou em silêncio, amaldiçoando a futura cria que poderia ser fruto daquele momento. A merda estava feita!!

No dia de seu nascimento, vários fatos marcaram aquela trágica data. A mãe de Léo Peidão morreu durante o parto. Ela sofria de uma prisão de ventre que durava 9 meses (terminara exatamente naquele momento). Léo Peidão nasceu numa pequena cidade do estado do Rio, numa sexta-feira treze, em agosto. Reza a lenda que Léo Peidão nasceu pelo pé esquerdo, e que estava rindo quando foi retirado da mãe morta. É claro que isso não passa de lenda, pois isso seria o suficiente para acusar o menino de "Filho do Tinhoso", ou "Anticristo", ou "Rebento do Capeta"... e atirá-lo ao rio

O menino cresceu forte e sadio, apesar de todas a mazelas que atingiram a família desde a sua chegada. O irmão mais velho foi atropelado pelo caminhão de leite quando foi pegar o bebê (Léo Peidão com 2 anos) que atravessara a rua sozinho num momento de descuido. Depois que Léo Peidão (com 8 anos) abrira as porteiras da fazenda do patrão de seu pai, fazendo com que o gado morresse afogado na "Grande Enchente de 82", seu pai nunca mais conseguiu um emprego fixo em uma fazenda. As irmãs de Léo se tornaram prostitutas em uma cidade grande depois que seus noivos (rapazes bons e de família) morreram ao cair com a carroça no rio. Dizem que os cavalos se assustaram quando Léo Peidão (então com 12 anos) caíra de um pé de manga que ficava na beirada da estrada (Léo não sofrera nenhum arranhão). O avô materno morrera asfixiado quando Léo Peidão (com 13 anos) levara sua máscara de nebulização para escola a fim de mostrar à professora (posso imaginar o pobre velho agonizando com a última gota de ar que tinha em seus pulmões: "d...d...devolve moleque desgraçado!!!"). A amante de seu pai, Marieta Fim-de-Noite, transformou-se em Irmã Beneditina, depois de ver a imagem de Jesus Cristo mexer no altar da Matriz (na verdade, Léo Peidão, então com 15 anos, escondera atrás da imagem ao fugir do padre após ter deixado as hóstias da missa caírem no galinheiro).
Como o leitor pôde ver, o rapaz continha alguma coisa que atraía desgraças à sua família e aos amigos.

O menino cresceu solitário. A única namorada, uma bela moçoila, morreu em virtude de uma febre fulminante que a pegou ao ficar sob uma chuva com Léo Peidão (o guarda-chuva dele emperrou). O pai de Léo Peidão morreu de alívio (literalmente) quando seu filho decidiu tentar a sorte no Rio de Janeiro ao completar a maior idade. A cidade inteira foi até o ponto do ônibus para ter certeza de que ele iria realmente embora.

Depois de 3 pneus furados e uma égua atropelada; finalmente o ônibus chegou ao Rio de Janeiro. O rapaz ficou maravilhado com a grandiosidade da cidade, com as praias, as pessoas, os carros, os prédios, as favelas, o lixo... Depois de apenas quinze minutos no Rio, foi assaltado. Mas a "estrela negra" de Léo brilhou mais uma vez, quando os pobres delinqüentes fugiam com suas malas, parte de uma obra desmoronou sobre os meliantes, esmagando-os na hora. Léo Peidão pôde assim reaver seus pertences.

Imagine o egrégio leitor: um rapaz humilde, ingênuo, pobre e com um "encosto" deste no caos que é o Rio de Janeiro. Vagou durante horas pelas ruas da "Cidade Maravilhosa" (quem disse isso estava em um avião) até chegar na famigerada Praça 15.

Qualquer pessoa que conheça a Praça 15, sabe que, principalmente a noite, não se trata de uma lugar aconselhável para uma reunião de família, muito menos para se formar uma. Léo Peidão procurou muito entre Cabarés, Botequins, Boites e "Suadouros", um Hotel para repousar. Existe vários estabelecimentos na região que não podem ser considerados hotéis; não por pessoas de visão curta como nós. São hotéis que prezam amizade sem compromisso, o encargos não são diários, e sim horários. Esses hotéis possuem uma pastoral que prega a relação íntima entre homens e mulheres com mulheres e homens com outros homens, todos de uma vez ou fazendo fila, um atrás do outro...essas coisas!

Léo Peidão, que era muito religioso, escolheu um hotel pelo belo nome Bíblico: "Madalena de Sodoma". Ao adentrar pelo Saguão do Hotel, Léo Peidão levou um choque. Toda a escória da sociedade estava presente ao saguão: prostitutas, traficantes, ladrões, cafetinas, estelionatários, advogados, músicos de Reagge, fanáticos religiosos, despachantes, escritores de contos de terror e políticos. Léo Peidão tentou ignorar aquele ambiente e se dirigiu ao balcão.
Um imigrante coreano, que parecia ser o dono do Mafuá lhe atendeu com um sotaque carregado:
_Pagamento adiantado! Disse o coreano.
_Tudo bem meu bom homem! Onde assino? Léo disse com benevolência.
_Aqui! O coreano que se chamava Li Bo Tei apontou com o dedo na linha pontilhada do grande livro de registros do Hotel Madalena Sodoma.

Mas ao assinar o documento, a "estrela negra" de Léo Peidão fudeu novamente.
Um enxame de policiais civis entraram no "sovaco de cobra" atirando e perguntando depois. Foi uma balbúrdia, um pandemônio. Pessoas correndo e gritando por todos os lados, alguns traficantes e advogados revidaram os tiros, a polícia subia as escadas atirando em tudo que se movia, o cacete "descia" sem cerimônia, uma freira que estava no saguão tentando converter algumas das "funcionárias" do hotel levou um tiro de escopeta da nunca. Cenas de violência e morte por todos os lados. Um traficante teve sua parte inferior da unha perfurada por uma frepa de madeira. Léo Peidão só teve tempo de pular o balcão e se esconder com o coreano. Não demorou muito para tudo se acalmar. Logo todos foram levados para a delegacia (alguns para o IML), inclusive o pobre Léo Peidão.

Léo Peidão estava desolado. Estava no Rio a apenas algumas horas e já assistira várias cenas de violência explícita. E agora estava a caminho da Delegacia...O que o seu pai diria disso? Com certeza diria: "Coitados dos Policiais".

No Distrito Policial, Léo Peidão conheceu um homem que julgava existir apenas nos livros de terror. O Delegado Lobinho Quiquito se aproximou da torpe que chegava e disse:
_Caralha!!! O que esse ralé está fazendo aqui no meu Distrito?
_Doutor Delegado, nós não fizemos nada!! Disse uma das mundanas.
_Lúcio!!! Lúcio!!! Tira esse pessoal daqui!!! Leva todo mundo pra gaiola!!! Afinal? Quem senta na cadeira que gira aqui??? Eu!!!!!
_Mas seu Quiquito!!! Tentou argumentar o coreano dono do Hotel.
_Caceta!!! Cale-se, senão serei Brutal, Bruno Brutal com você!! Vociferou o Delegado.

Léo Peidão assistiu aquilo tudo com muita tristeza. Não quis se meter em mais nenhuma encrenca e foi pacificamente para o xadrez. Mas o encauto Delegado Lobinho Bananinha (outro apelido) não poderia imaginar que estaria assinando sua sentença.
Assim que Léo Peidão pisou na sela, uma bomba explodiu em uma das selas!!! Era uma rebelião de presos (mais uma) que estava sendo preparada a vários meses e que escolheram aquele exato momento para começar. Vários corpos de policias foram despedaçados com a explosão. Na confusão, muitos presos agarraram os guardas e começou o tiroteio. Outro inferno começara!! Pessoas que passavam na rua entraram correndo para dentro da Delegacia para participar da carnificina. Tiros, bombas de gás, cassetetes, mordida na orelha!! Tudo valia. Algumas viaturas da polícia chegaram e começaram a atirar. As cenas seguintes ultrapassaram o limite da violência. O Carandiru perto daquilo que virou o Distrito Policial do Delegado Quiquito, pareceu com uma colônia de férias. Pilhas de mortos e feridos eram arremessados pelas janelas.No meio da confusão, Léo Peidão fugiu. O pobre coreano Li Bo Tei foi confundido com um cadáver e foi defenestrado do 3º andar (agora sim era um cadáver). O Delegado Baby conseguiu fugir vestido de mulher pela portas dos fundos. Só com a chegada do Esquadrão de Extermínio da Polícia Militar, a rebelião foi contida.

Léo Peidão sabia que todas aquelas desgraças eram frutos de seu "encosto". Léo Peidão (que recebeu esse apelido depois de matar involuntariamente um homem em um elevador, ao qual ficaram presos juntos), resolvido a dar um basta nessa loucura, cansado de levar desgraça e sofrimento à todos que cruzam seu caminho, resolveu fugir para o interior de Minas Gerais. Mudou de nome (o "P" de Peidão permanece), mudou de cara com uma plástica (o cirurgião morreu de câncer) e resolveu levar uma vida incógnita como escritor de história imbecis na Internet.

Os ruídos da morte

Extraído do Livro chamado: "O Livro dos Fenômenos Estranhos" de Charles Berlitz

"Os habitantes das ilhas Samoa acreditam que, quando a morte se aproxima, pancadas secas paranormais são ouvidas na casa da vítima.

Esse estranho fenômeno já foi chamado de ruídos da morte, e sua existência representa mais do que mero folclore.

Genevieve B. Miller, por exemplo, sempre ouviu esses estranhos ruídos, principalmente na infância. As pancadas ocorreram durante o verão de 1924 em Woronoco, Massachusetts, quando sua irmã, Stephanie, ficou acamada com uma doença misteriosa.

Enquanto a menina permanecia na cama, ruídos estranhos, semelhantes a batidas feitas com os dedos, ecoavam pela casa. Eles soavam de três em três, sendo que o primeiro era mais longo do que os outro dois.

Certa vez, o pai de sra. Miller ficou tão irritado com os ruídos que arrancou todas as cortinas das janelas da casa, culpando-as por aquele barulho infernal. Contudo, essa demonstração de nervosismo de pouco adiantou para terminar com aquele sofrimento.

No dia 4 de outubro, já se sabia que Stephanie estava morrendo. Quando o médico chegou, ele também ouviu as pancadas estranhas.

- O que é isso? - perguntou, voltando-se para tentar descobrir a fonte do barulho.

Quando se virou novamente para a pequena paciente, ela pronunciou suas últimas palavras e morreu. As pancadas diminuíram a atividade após a morte de Stephanie, porém nunca chegaram a parar de todo. Elas voltaram, ocasionalmente, quando a família se mudou para uma casa nova.

Então, em 1928, o irmão de Stephanie morreu afogado quando a superfíc ie congelada de um rio, sobre a qual caminhava, quebrou-se. A partir dessa época, os ruídos da morte nunca mais foram ouvidos."

S.O.S (Save Our Souls)

Era começo de madrugada na subida da serra de Petrópolis e o carro seguia lentamente pelas curvas fechadas e beiradas dos vários abismos desse trecho da BR-040 que liga a Capital do Brasil ao Rio de Janeiro. Metade da visão que Jeremias tinha era negra, representada pelo asfalto frio e liso e a outra metade era cinza claro representada pelo nevoeiro e a chuva fina iluminada pelos poderoso faróis de sua caminhonete F-1000.

A viagem era solitária. Jeremias voltava do Rio de Janeiro para Juiz de Fora e não querendo passar mais nenhum dia longe de casa, pegou a estrada logo depois do jantar de negócios que o reteve até as 00 horas. A vigem estava atrasada devido ao cansaço de Jeremias e pelas condições de viagem. Seus olhos não desviavam os olhas da estrada pois qualquer descuido poderia ser fatal. Seu rádio estava mudo, talvez pelo mal tempo ou talvez por causas das montanhas da região. Jeremias tentava relaxar cantando uma pequena canção dessas que todos conhecemos. Ele já tinha feito essa viagem centenas de vezes e em condições piores, mas dessa vez algo estava estranho. Parecia que sua adrenalina estava pronta para explodir e que a qualquer momento iria acontecer alguma coisa.

Mesmo sentindo que algo de estranho estava para acontecer, seu coração quase parou quando viu no meio da estrada um vulto branco de formato humano com os braços abertos acenando vigorosamente. Jeremias experimentou um sentimento de pânico com a imagem mas logo viu que se tratava de alguém pedindo ajuda. Jeremias diminuiu a velocidade do carro e viu com detalhes o vulto assim que ele entrou na área iluminada pelos faróis.

A visão foi assustadora. Era uma mulher em trajes brancos e longos. Sua face demonstrava terror e desespero. Seus cabelos terrivelmente desarrumados, sua face pálida como leite a e olhos arregalados eram mais notáveis que as grande manchas de sangue que estavam pelo corpo e na cabeça. A mulher gritava por socorro sem parar. Jeremias ficou paralisado por alguns instantes quando viu aquele quadro tão assustador mas conseguiu respirar fundo e abaixou o vidro do carro. A mulher se arrastava pela lateral do carro gritando e chorando, mas sem conseguir organizar suas palavras. Ela estava em estado de choque.

Jeremias também estava em choque. A mulher parecia um fantasma. Nunca vira uma pessoas em estado tão deplorável. Ele ligou as luzes de alerta da caminhonete e saiu com uma lanterna. A mulher não olhava em seu rosto mas colocava as mãos na cabeça e gritava sem cessar. Jeremias tentava falar com a mulher mas não conseguia resposta. Olhou em volta e reparou numa parte da proteção lateral da estrada completamente destruída. Também conseguiu ver marcas de pneu indo em direção ao local e mato amassado. Jeremias compreendeu no mesmo instante que ali alguém acabar de sofrer um terrível acidente. Correu até a curva e viu no meio da grota que se formava duas pequenas luzes que logo notou serem da traseira de um carro e um grande clarão mais ao fundo do matagal pois os faróis dianteiros também estavam acesos. Se aproximou um pouco no meio da mata e apesar da escuridão, pode notar que um Monza estava com as rodas para cima e bastante danificado.

Quando Jeremias olhou para a parte que seria a cabine do Monza, um calafrio percorreu todo o seu corpo e seria impossível relatar em palavras o pavor e o espanto que Jeremias sentiu quando viu que um segundo corpo de mulher estava dentro no carro destruído. Mas o mais pavoroso de tudo foi constatar que aquele corpo era exatamente o mesmo que estava ao seu lado pedindo ajuda.

Juntos na vida e na morte

Aconteceu na cidade de Franca em 1991:

Anna e Mark eram um casal jovem e muito feliz, um dia como todo casal eles tiveram uma discussão "braba", então Anna pegou seu Walkman, sua fita mais barulhenta e saiu pela cidade, que era muito pequena, Mark pegou seu carro novo (mais tarde eu fiquei sabendo que esse foi o motivo da discussão) e saiu correndo pelas ruas.

Algum tempo depois Anna (cabisbaixa, e toda deprimida) estava chegando à um pequeno cruzamento, muito pouco movimentado, quando sua musica preferida tocou ela aumentou o volume ao máximo e andou mais depressa.

Ao chegar na "esquina fatídica" Mark corria sem saber, ao seu encontro. Ele tinha tomado um porre, e ao avistar alguém em sua frente, ele, sem sucesso, tenta desviar de Anna, e acaba num poste. align="justify" style="font-weight: bold;"><font color="#ffffff"

As vozes inexplicáveis

Transportando Tropas em outubro de 1942, o transatlântico Queen Mary ziguezaveava para despistar os submarinos inimigos quando colidiu com um cruzador da escolta.

O enorme navio de 84 mil toneladas cortou ao meio o "Curaçao" de apenas 4.200 toneladas, lançando cerca de trezentos marujos nas águas geladas... pobres infelizes.

Mais de quarenta anos depois, quando o navio já estava ancorado como atração turística em Long Beach (Califórnia). O Carpinteiro Jonh Smith relatou ter ouvido vozes e barulho de água, enquanto trabalhava no porão do navio, na proa. Exatamente a parte que passara através do cruzador cortando-o ao meio. Segundo Smith, ele desconhecia de tal acidente ocorrido durante a guerra ao ouvir os barulhos pela primeira vez.

Aos desconfiados que estejam lendo isto. Willian G. Roll, o famoso parapsicólogo, examinou o navio em 1988. No compartimento da proa ele ouviu vozes que não pode explicar. Um gravador que tivera deixado a noite, captou vozes e um estranho "ruído de água corrente". Roll não comparou tal efeito a tal tragédia, mas até hoje o caso continua insolúvel e as vozes e os "ruídos" continuam a assombrar o estranho navio.


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Fome de Amor

Nádia era uma artista. Amava desmesuradamente sua vida e esta se resumia a um nome: Walterci. Eles se conheceram há mais ou menos sete anos, num concurso de culinária patrocinado pela empresa de farináceos "Bolo Fofo". Casaram-se dois meses depois da entrega do prêmio, onde Walterci entregou a Nádia uma batedeira último modelo, presente destinado ao primeiro lugar.

Formavam um casal apaixonado e levavam uma vida recheada de aromas e sabores refinados. Durante os doces sete anos, Nádia aprimorava sua culinária, refinando os gostos e apurando seu dom. Walterci, por sua vez, tornara-se um verdadeiro gourmet. Tiveram um filho, Waltercizinho, que era testemunha das delícias de Nádia e do amor do casal.

De tão doce chega-se ao amargo. O amor de Walterci por Nádia parece ter perecido, não se pode definir exatamente quando ele se saciou. Walterci não sentia mais o amor de Nádia em seus pratos, a comida lhe parecia insossa. Sua mulher, desesperada, não sabia mais onde tirar receitas para recuperar o apetite do ex-glutão.

No dia do aniversário do filho do casal, Nádia teve a idéia que poderia salvar o seu casamento. Joana, tia do menino, disse uma frase iluminada ao olhar seu sobrinho soprando a vela de cinco anos que afundava no marshmellow:

_Mas como o Waltercizinho é fofinho!!

No dia seguinte, Walterci provou a mais sublime especiaria já preparada por Nádia. A cada pedaço daquela carne dourada, reacendia a chama do amor. Cada garfada daquele assado reafirmava que Nádia era a mulher de sua vida. A partir daquele banquete, eles se amaram eternamente e em seu amor não cabia mais ninguém. Eram apenas duas bocas sorvendo as delícias do ser humano.


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A loira do banheiro

Esta historia é muito contada em escolas da rede pública na cidade de São Paulo. Sua fama é muito grande entre os alunos.

Uma garota muito bonita de cabelos loiros com aproximadamente 15 anos sempre planejava maneiras de matar aula. Uma delas era ficar ao banheiro da escola esperando o tempo passar.

Porém um dia, um acidente terrível aconteceu. A loira escorregou no piso molhado do banheiro e bateu sua cabeça no chão. Ficou em coma e pouco tempo depois veio a morrer.

Mesmo sem a permissão dos pais, os médicos fizeram autópsia na menina para saber a causa de sua morte.

A menina não se conformou com seu fim trágico e prematuro. Sua alma não quis descansar em paz e passou a assombrar os banheiros das escolas. Muitos alunos juram ter visto a famosa loira do banheiro, pálida e com algodão no nariz para evitar que o sangue escorra.

O Cavaleiro sem Cabeça

       Na Escócia, os membros do Clã MacLaine, do distrito de Lochbuie, evitam a todo custo andar  pela estrada da região durante a noite. Eles temem encontrar um dito "cavalo espectral"  conduzido por um cavaleiro negro sem cabeça, e ouvir seu tropel de cascos brilhantes e o tinir sinistros de rédeas. Dizem os moradores do local que esse cavaleiro anuncia mortes iminentes.
    O nome do cavaleiro é Ewen, que era filho e herdeiro do Chefe do clã MacLaine. Mas a inveja e ódio que sentia pelo pai, fez com que os dois caíssem em desgraça, e resolvessem as diferenças no Campo de Batalha de Lochbuie. Em 1538, os dois exércitos se encontraram e o filho acabou decapitado com um golpe de machado desferido por um dos seguidores de seu pai. Desde então, até hoje, muitas testemunhas afirmam ter visto e/ou ouvido Ewen, sem cabeça,  em seu corcel negro, cavalgando para colher as almas dos Campos de Batalha.
    Reza a lenda também que esse mensageiro da morte teria tido um presságio dele próprio. Na noite anterior ao conflito, Ewen teve um encontro com a Fada Lavadeira (uma figura folclórica escocesa aparentada com a Bansidhe Irlandesa e a Bruxa da Baba Galesa). Na véspera dos combates, era sua lúgubre função lavar as roupas dos guerreiros que morreriam no combate.
Ewen caminhava ao longo de um riacho quando viu a velha agachada à beira d'água, enxaguando uma pilha de camisas manchadas de sangue. Ele perguntou a ela se sua camisa estaria entre elas, e a resposta foi afirmativa. Ewen caindo no desespero, perguntou a velha se haveria algum jeito de reverter aquele prognóstico macabro. A velha  disse que ele estaria livre da maldição se sua esposa, sem ser avisada, servisse manteiga para ele ao amanhecer. Mas a sorte não sorriu à Ewen, pois sua amável esposa não serviu manteiga na manhã seguinte. O infeliz mastigou estoicamente seu pão seco, rumando posteriormente para a batalha, sabendo que não retornaria.

Os Espectros de Glamis

Segundo a Lenda, a família Bowes Lyons, condes de Strathmore, é marcada por uma triste sina: muitos de seus mortos não tiveram o descanso eterno, e ainda vagam por suas Terras e Castelos. Seu lar ancestral, no condado de Angus, Escócia, � o soturno Castelo de Glamis, um edifício ameaçador que Shakespeare escolheu como cenário para Macbeth. De fato, o Rei escocês Malcon II foi morto a punhaladas em Glamis, no século XI, e consta que até hoje seu sangue ainda mancha o chão de um dos incontáveis aposentos do Castelo. Entre os muitos fantasmas de Glamis.  encontram-se uma senhora de cinza que dizem ter sido morta quando caiu na grande lareira do Salão Principal durante um Baile, um garotinho negro que foi espancado até a morte por seu então patrão e um  Conde de Strathmore que supostamente teria perdido sua alma ao Diabo durante um jogo de cartas. Também se acredita que mora no Castelo uma sombra de uma criança terrivelmente deformada, trancafiada pela família num aposento secreto.  

A MALDI��O DA VICENTE PIRES

Rio de Janeiro - Brasil, noite de 8 de julho de 1928. Ningu�m passava pela Rua Vicente Pires, principalmente � noite. Diziam que ela era amaldi�oada, mas eu n�o acreditei, precisava de um lugar para ficar, pelo menos por aquela noite.
A rua era cercada por velhos sobrados abandonados escuros e sujos, muito sujos. nem as prostitutas e gatunos moravam mais ali. Mas a fome e o frio eram maiores que o medo, maiores que o pavor de passar a noite num lugar tenebroso como aquele. As sombras pareciam sinistramente vivas, minha mente confusa n�o sabia o que pensar. Mas uma em especial me chamou aten��o, fui em sua dire��o. Acabei chegando num sobrado caindo ao peda�os que estava com a porta escancarada. Minhas pernas tremiam, n�o era por causa da Cacha�a Sangue do Dem�nio que eu havia tomado no Bar do Seu Zequinha, era medo mesmo! Havia teias de aranha por todo o lugar, sem falar no cheiro de mofo, parecia abandonado h� anos. Mas algo estranho, muito estranho aconteceu.

Uma luz de vela brilhava num aposento ao lado, fiquei hipnotizado e foi em dire��o daquela luz. Ao chegar ao aposento, tamanho foi o susto, que se eu fosse uma mulher, um rebento ali teria se formado!!! Havia uma mulher sentada numa cadeira empoeirada com uma caixa ao seu lado. Ela era feia, vestia uma camisola verde claro (meio azul piscina) como aquelas usadas em hospital (americano, claro). Fiquei mais surpreso ainda quando ela me chamou pelo nome:"Belmiro! Ser� que voc� pode ma ajudar?" A voz era esgani�ada e sombria. Contive meu temor."N�o tenha medo Sr. Belmiro. Eu sei que o senhor precisa de dinheiro... eu pago bem ao senhor se me ajudar com esta caixa. Eu j� cansei de pedir, mas ningu�m me ajuda" disse a figura.

Essa seria minha chance de comer algo decente (as moelas que comia no Seu Zequinha n�o eram consideradas descentes). Todo o medo que existia passou no momento que ela disse que me pagaria (de gra�a at� �nibus errado). N�o pestanejei e aceitei automaticamente, nem quis saber o que tinha na caixa. Somente perguntei para onde eu deveria lev�-la. Ela me deu o "cascalho", o qual nem contei e enfiei-o no bolso, certificando que o mesmo n�o estava furado. J� com o endere�o em mente, calculei que levaria menos de 15 minutos. Seria o dinheiro mais f�cil da minha vida.

A mulher estava logo atr�s de mim, pois iria me ensinar o caminho. No in�cio n�o notei nada de errado, mas de repente, comecei a sentir um cheiro estranho, muito estranho, vindo da caixa...um cheiro de morte!!!!!
A mulher continuava falando, mas n�o via mais a sombra dela no ch�o. Nesse momento, eu olhei de soslaio para onde ela deveria estar, mas n�o estava! Comecei a ficar com medo. Parei um instante e pensei em abrir a caixa, mas fui interrompido pela voz da mulher: "Ei!!!!...N�o abra a caixa!!! O senhor ter� que ir at� o fim!!! J� que paguei adiantado pelo servi�o!!!!" O pavor tomou conta de mim, minha mente confusa, n�o sabia o que fazer. N�o sabia de onde vinha a famigerada voz. Imaginei que vinhiesse da caixa, mas n�o quis arriscar. "N�o para Seu Belmiro!! Eu quero chegar logo!!!!" Agora eu n�o tive d�vidas. A voz vinha realmente da caixa!!!!
"Que porra � eeeeeessa!!!"pensei comigo mesmo. Pensei em atir�-la no bueiro mais pr�ximo, mas n�o consegui tir�-la da minha m�o, parecia colada! Tentei de todo jeito me livrar daquela artefato do capeta, mas acabei levando-o ao tal destino.

Depois de penosos 20 minutos, cheguei numa bela casa. Um homem bem apanhado me atendeu, deixei a caixa na ch�o. O individuo, meio sem saber o que fazer, pegou a caixa e come�ou a abrir-la, n�o ag�entei a curiosidade e dei uma olhada para dentro dela.
Assim que ele abriu, o fundo se rompeu e um monte de ossos velhos, sangue e carne em decomposi��o esparramou-se pelo assoalho da casa. A cabe�a da mulher rolou pela sala de visitas, e novamente sua voz repugnante ecoou: "Eu voltei para voc� meu querido!!!! Hahahahahaha!!!!!" O Homem, tomado pelo p�nico, teve um "piripaque" e desmaiou, batendo a cabe�a na quina da mesa, abrindo uma grande ferida por onde come�ou a sair sangue. Por pouco eu tamb�m n�o fui "pro saco", mas consegui me manter acordado e antes de dar o fora dali com a dinheiro, chamei uma ambul�ncia e a pol�cia.

S� mais tarde descobri que o homem, um tal de Sr. Bonilha, envenenara sua esposa h� anos e escondera o cad�ver naquele sobrado abandonado. E eu servi de "Mensageiro do C�o", levando aquela encomenda macabra para o antigo "dono". N�o consegui dormir por dias e sai da cidade rumo � Juiz de Fora (uma cidadezinha fedida do interior do Estado de Minas Gerais). Nunca mais voltei � Rua Vicente Pires...mas ouvi dizer que o velho sobrado ainda existe, mas agora sob o signo dos Malditos: "CASA ASSOMBRADA".

A Enfermeira Misteriosa

Todos os dias a conversa no vesti�rio era a mesma... a tal enfermeira que aparecia a noite para cuidar dos doentes. Eu ria muito e sempre desacreditei nesta est�ria, achando que isto era mais um dos "causos" que se contam no hospital. As vezes na minha visita di�ria aos doentes, algum paciente falava como era meiga e prestativa aquela enfermeira idosa que passou a noite l�. Achava meio estranho, pois n�o t�nhamos nenhuma funcion�ria com a descri��o dada pelos pacientes, mas at� a�, a noite todos os gatos s�o pardos, pensava eu.

Um dia, no mesmo vesti�rio, exclamei aos quatro ventos: "eu n�o acredito! Se tiver esta tal enfermeira s� vou acreditar nela se ela aparecer na minha frente"... e fui para casa.

Pela manh�, adentrei a enfermaria, brincando com a colega que estava atr�s do balc�o do posto de enfermagem, usando aquela toquinha tradicional (que hoje j� n�o usamos mais), mas a mesma n�o falava nada comigo. Brinquei novamente: "o colega! t� dormindo!... vamos acordando, j� cheguei para render o plant�o"... mas nada dela conversar comigo. De repente minha colega saiu do quarto e me respondeu:

Voc� est� maluca? T� falando sozinha? eu respondi convicta:

Eu n�o � a colega que deu plant�o com voc�?

Que colega? Quem me dera tivesse algu�m para me ajudar?

A que... (apontei para um balc�o vazio)... estava.... ali! respondi espantada.

Depois voc� diz que dormiu bem...deve ser a enfermeira fantasma. riu a mesma.

Bom, que ela estava l�, estava, juro!... Se foi a enfermeira fantasma, ela deve ter perdido o hor�rio de sair para me esperar, teimosa, quis me mostrar que ela existia sim!

As Visitas do Falecido

Eu tinha um tio que faleceu h� alguns anos atr�s. Ele estava separado da minha tia, eles tinham 3 filhos, mas ela j� tinha outro marido.

Ele faleceu de doen�a misteriosa. No vel�rio estava toda a fam�lia, inclusive minha tia. O enterro demorou, estava marcado para as 14:30 e ele foi enterrado as 16:30, foram todos ao enterro, menos minha av�, que estava muito resfriada.

Aparentemente ele morreu pela manh�, mas minha av� disse que ele esteve ao lado da cama dela por volta das 15:00, pedindo para ela cuidar dos filhos dele.

Ela perguntou assustada o que ele estava fazendo ali, o que tinha acontecido, talvez passou pela cabe�a dela que havia tido algum engano ou uma brincadeira de mal gosto.

Ela levantou rapidamente, e foi atr�s dele que havia ido para o outro c�modo e chegando l�, n�o havia nada. Logo que n�s chegamos do enterro, minha av� contou para todos o que havia acontecido.

Ningu�m acreditou, mas logo ap�s, entrou correndo minha tia que morava n�o muito longe de nossa casa. Ela entrou apavorada, chorando, dizendo que o marido dela havia dito que meu tio tinha sa�do de l�, n�o fazia muito tempo, o marido de minha tia perguntou como ele estava, pois ficou sem entender nada, pois a esposa tinha ido enterrar o ex-marido e ele estava ali, diante dele.

Ele deu um beijo em cada filho e disse pro marido de minha tia que agora estava tudo bem com ele.

As Visitas do Falecido

Eu tinha um tio que faleceu h� alguns anos atr�s. Ele estava separado da minha tia, eles tinham 3 filhos, mas ela j� tinha outro marido.

Ele faleceu de doen�a misteriosa. No vel�rio estava toda a fam�lia, inclusive minha tia. O enterro demorou, estava marcado para as 14:30 e ele foi enterrado as 16:30, foram todos ao enterro, menos minha av�, que estava muito resfriada.

Aparentemente ele morreu pela manh�, mas minha av� disse que ele esteve ao lado da cama dela por volta das 15:00, pedindo para ela cuidar dos filhos dele.

Ela perguntou assustada o que ele estava fazendo ali, o que tinha acontecido, talvez passou pela cabe�a dela que havia tido algum engano ou uma brincadeira de mal gosto.

Ela levantou rapidamente, e foi atr�s dele que havia ido para o outro c�modo e chegando l�, n�o havia nada. Logo que n�s chegamos do enterro, minha av� contou para todos o que havia acontecido.

Ningu�m acreditou, mas logo ap�s, entrou correndo minha tia que morava n�o muito longe de nossa casa. Ela entrou apavorada, chorando, dizendo que o marido dela havia dito que meu tio tinha sa�do de l�, n�o fazia muito tempo, o marido de minha tia perguntou como ele estava, pois ficou sem entender nada, pois a esposa tinha ido enterrar o ex-marido e ele estava ali, diante dele.

Ele deu um beijo em cada filho e disse pro marido de minha tia que agora estava tudo bem com ele.

O M�dico e o Menino

Numa cidade do interior, havia um m�dico totalmente c�tico. N�o tinha religi�o, nem acreditava em Deus. Gra�as a Deus, para ele era uma express�o que n�o existia. Ele achava que, se conseguia salvar pessoas era por causa dele pr�prio e dos rem�dios, enfim, da medicina.

Como era o �nico m�dico daquela cidadezinha, numa noite chuvosa ele escutou algu�m batendo em sua porta. Foi verificar. Era um menino que morava numa fazenda n�o muito longe dali. O menino vinha pedir socorro para a m�e que estava doente, v�tima de uma virose que atacava a regi�o. O menino estava todo molhado. Ent�o o m�dico lhe ofereceu ch� quente e uma toalha para se secar e logo em seguida os dois seguiram de carro at� a fazenda.

Ao chegar na humilde casa do garoto, o m�dico percebeu que se a m�e n�o recebesse cuidados m�dicos, morreria ali. N�o havia muitos recursos na casa e enquanto o m�dico cuidava da m�e, o menino ajudava-o. Depois de um tempo o menino foi para um outro c�modo da casa e a m�e dele acordou.

Quando ela reconheceu o m�dico, ficou agradecendo-o por ter ido at� l� e salvado a vida dela. Ela perguntou ao m�dico como ele havia chegado at� a casa dela, sendo que n�o havia meios de irem avis�-lo. Ele respondeu que tinha sido o filho dela que tinha ido at� a casa dele para avisar sobre ela.

A m�e espantada respondeu: Mas doutor, meu filho j� est� morto h� 3 dias... O m�dico olhou por uma janela e constatou que, em cima da cama, num quarto ao lado que estava a m�e, l� estava o menino. E morto.

Fotografia Nupcial

Meus caros amigos, esta hist�ria muito "estranha" aconteceu na cidade de Ibitinga - SP , e quem tiver d�vidas sobre o que aconteceu pode ir at� l� e verificar com os moradores.

Um senhor que chamarei de Jos� era casado com uma mulher que chamarei de Maria , em uma de suas escapadas para farrear com os amigos ele conheceu outra mulher a qual chamarei de Ana, ele se conheceram em uma festa de uma fazenda da regi�o e come�aram um romance, Ana n�o sabia da exist�ncia de Maria na vida de Jos�, ela nunca comentou nada.

O tempo foi passando e Jos� e Ana foram ficado mais apaixonados um pelo outro, Ana ent�o disse que queria se casar com Jos� o mais r�pido. Jos� ficou desesperado e n�o sabia o que fazer pois j� era casado com Maria, foi ent�o que em um momento de loucura teve aquela id�ia diab�lica, mataria Maria, sua verdadeira esposa, e se casaria com Ana.

Jos� planejou tudo muito bem e executou seu plano sinistro, levou Maria para um passeio noturno e no meio de um canavial ele a matou a golpes de fac�o, o que Jos� n�o sabia e que Maria estava gr�vida e ela implorava para que ele n�o fizesse aquilo pois ela esperava um filho dele, mas Jos� estava transtornado e n�o escutava nada, s� queria saber de acabar com tudo logo.

Enfim o tempo passou Jos� disse para as pessoas que conheciam Maria que ela havia descobrindo que ele a havia tra�do e ent�o resolveu voltar para a casa de sua m�e em Pernambuco, sendo assim ningu�m comentou muito o sumi�o de Maria. Passou-se o tempo e Jos� armou seu casamento com Ana que estava feliz da vida.

Fizeram uma festa de arromba em um sitio da regi�o, quase metade da cidade estava na festa que estava muito bonita. Foi realizado o casamento ali mesmo no sitio e foi contratado um fotografo para registra o acontecimento.

Meus amigos at� agora nada de muito estranho nesta historia, mas o "Estranho" vem agora. "Todas as fotos" tiradas no casamento em que deveria aparecer Jos� e Ana juntos apareceu Jos� e Maria com uma crian�a no colo.