121758722. Dom Álvaro Fernandes Minay de Castro Senhor de Castro Xerez
O primeiro a usar o apelido de Castro, foi Fidalgo, m.to vallerozo e destinto, de q. falla a Chronica do rei D.aff.o V, tomou Toledo e venceu hum Rey Mouro e lhe deo o d.o Rey em Terra, Castro Xerez e um Sollar daquelles que descendia.
121760256. Dom Rozendo Hermigues 1.o Senhor de Távora - TÍTULO TÁVORAS
He seu Sollar na Província de Entre Douro e Minho.
121781764. Dom Arnaldo de Baião TÍTULOS AZEVEDOS E BARRETOS
TÍTULO AZEVEDOS
Reconhecendo o d.o D.Arnaldo o pouco afeito do do Imperador seu irmão, por ouvir os bons sucessos do Rey de Leão contra os mouros da Espanha, passou acompanhado de criados seus a buscar terras de q. fosse Sr. e chegou a Galiza onde achou ao Rey D.Aff.o Magno III de Leão, sendo ainda vivo o Rey D.Ordonho seu pai antes do anno de 899, e asignou com os grandes do reyno hua doação q. se fes a Igreja de Compostella e de outras varias Igrejas a Sé de Coimbra; empregou-se logo a faser nas mesmas fronteiras guerra aos mouros entre os Rios Homem e Cavado e chegou a Villa de Barcelos e Ribeiros do Douro no concelho de Bayão.TÍTULO BARRETOS
Os Barretos tinha hum Sollar, junto a Vila de Viana em hua Torre junto a Barra da m.ma Villa q. as áreas do Mar cobrirão, e do nome Barra corupto se tirara o de Barreto.
121831504. Conde Dom Fafes Sarrazim de Lanhozo TÍTULOS TEIXEIRAS E FAFES
TÍTULO TEIXEIRAS
O Conde D.Fafes Sarrazim de Lanhozo é o primeiro donde descendem os Godinhos. Foi Rico Homem; morreu valorsamente diante do Rei D.Garcia de Portugal com o poder do Rei Sancho de Castela em Agoa de Mayas, junto de Coimbra.
121831840. Dom Diogo Oveques TÍTULO MEXIAS
TÍTULO MEXIAS - parágrafo 1.o
A origem desta família é controversa entre os genealogistas e antiquários, os melhores concordam em que é real e lhe dão princípio em Diogo Oveques Sr. da Torre e Solar de Mexia a quem fundara na sua 1.a parte, Liv.3, Cap.7, pag.356 Chama Cavalheiro do Sangue Real e inda que a sua ascendencia não seja contudo muito certa, nós a seguimos por nos parecer mais conforme e eis aqui como se fala desta família. Dizem uns que Gambabundo da nação Goda fora Rei do Reino de Messia, Província em Asia, que por ser fértil em Miessos se chama assim, que degenerou do messia, ou Mexia o que pouco difere, e é certo que outros apelidos que tem menos analogia do que este com a a origem que estes autores lhe dão, e dizem que tendo este Rei feito construir uma frota de muitos navios afim de não ter ociosos os Cavalheiros do seu Reino de seu pai, e tendo esta frota experimentado vários contratos de fortuna, veio por fim aportar no Reino da Galiza, onde por força de Armas, ou por vontade dos naturais depois se fez Sr. de uma grande parte desta Província que repartiu com os Cavalheiros que o acompanhavam e escolheu para si um vale que fica seis leguas da cidade de S.Tiago, donde edificou um Castelo a que pos o nome de Las Baxarqueras.
Outros dizem que vem desta família de um Cavalheiro muito poderoso e, principal, e o primeiro que em Galiza recebeu o batismo e confessou o verdadeiro Messias e se apelidou com este nome para perpétua memória, e de haver sido o primeiro que assim o fizesse.
Outros dizem que um Cavalheiro, irmão da Rainha Loba ou Lupa, ou como outros dizem S.Claudia Lupa é o tronco desta família, e que desta mesma família seria o glorioso S.Frutuoso, Arcebispo de Braga.
Outros finalmente que procede esta família de Esberianes Mexia (cuja opinião seguimos igualmente cpmo logo se verá), o qual no ano de 732 era Capitão General do Rei D.Pellayo, restaurador da Espanha, e seu sogro como logo se verá, e que este Cavalheiro fora Senhor de sessenta e sete lugares, e cono vilas nos Reinos de Leão, e Galiza e fundador com sua mulher do Convento da Ordem de S.Bento, junto a Melgar. Não referimos outras opiniões que há sobre esta parte porque os seus autores nelas nos não certificam da certeza e verdade delas e talvez seriam urdidas para nelas se mostrar mais erudição, do que a verdade que é a que se deve procurar. O certo é que não há dúvida que o apelido e Linhagem de Mexias é uma das mais antigas, e esclarecidas da Espanha, e por tal celebrado em todas as estórias e crônicas e escritores antigos como modernos; veja-se Menezes Linhagens de Espanha e Fernando Mexia no Nobiliário Cap.25, Liv.3, Pedro Mexia , Chor.Geral, Liv.4, Argote Bobl. de Andal., Liv. 2, Cap. 26 e 128, Fernão Ayres Mexia Linhagem de Espanha no de Mexias-Haro Liv.10, Cap.4 e outros.
Não nos devemos admirar da variedade de opiniões a respeito da origem desta família, porque isto é muito comum em todas as que tem esta antiguidade, e basta só isto para prova do lustre dela.O SOLAR - parágrafo 2.o
O Solar desta Il.ma família de Mexias, é a Torre de Mexia, no Reino de Galiza, distante seis léguas da cidade de S.Tiago, cujo Solar defenderam sempre os seus possuidorse a força de armas e sangue, perdida a Espanha no tempo do Rei D.Rodrigo contra os mouros; desta Torre ou Castela, veio o Sr.Diogo Ouveques que abaixo pomos no parag.3 N1, e é constante as esclarecidas alianças desta família e lustre que sempre teve, principalmente no Reino de Jaem onde há tantos séculos reside contraindo parentesco com outras de igual grandeza.
São suas armas: tres faixas azuis em campo de ouro e delas usào os Mexias de Portugal e de Castela e as mesmas se deram a Lopo Mexia, escrivão da Camara e do Tesouro e Feitoria da Casa da Índia, fidalgo da casa do Rei D.M.el, 16 de Nov. de 1507, o geral era chefe dos Mexias deste Reino de Portugal como se vê do dito Brazão que conservam em seu poder alguns dos seus descendentes do qual tratamos no parag.28 N14.
122830848. Dom Hermenegildo Guterres Conde de Tuy e Porto
Foi Fronteiro como seu pai, Conde de Tuy e do Porto, Senhor da Terra de Entre Douro e Minho the Agueda. Outros principia esta família deste modo: Pedro 30 Duque das astúrias e Cantábria e de sua mulher... . Vide nota (1) em Tomo 5/Tit.Barbosas/Pag.11/Parag.1/N9.