Número 40 - 02 de dezembro de 2004

Poesia em foco

O POETA II

Em Amigos & Poetas, duas novas entradas:
A do colunista e professor de História, vate repentista, Paulo César Tamiazo e da poetisa, amiga e divulgadora de poesia, Tahyane Rangel. Acessem as letras: P & T e façam uma boa leitura.



Também atualizadas, a partir deste instante, estão as Colunas:
Devires, Vento Norte & Crônicas, de Paola Caumo, P@ulo Monti e José Alexandre Ramos, respectivamente. Brevemente poderão ainda contar com nova participação, de outra estimada Colunista, de O Poeta II, Vanderli Medeiros, no seu: Nos Re-versos da vida. Abram os nomes, dos autores...


Delírios Plurais, apresenta o tema Lua

Próximo Tema Quinzenal: Solidariedade
Manda-nos o teu poema até –
13/12/2004 para:
Correio Delirante:        



Visite

A A Festa da Poesia, abriu recentemente Coluna, no O Poeta II, que poderão observar no Menu (à vossa esquerda).
A intenção será a de, em 3 Itens: Duetos; A Mais de Uma Mão e em A Festa da Poesia, mostrar algumas de minhas participações, com demais poetas, nas vertentes acima referidas.
Visitem mais este espaço cheio de dignidade, respeito ao artista e amizade sem fronteiras, por ora apenas no Item: Duetos



Da *Produções Paola*


Há ainda a novidade, que vos é trazida pela Web Designer, em causa e onde esta oferece os seus préstimos, para a construção de sites pessoais, mostrando aliás alguns sites de sua autoria, bastando para isso que cliquem numa, de várias imagens representativas desses trabalhos, para que possam ver o (s) Site (s) na integra, daí retirando a vossa escolha. Tudo isto dentro de um profundo respeito, num trabalho em sintonia, com as partes interessadas e que passará
naturalmente pelo gosto pessoal, de cada um.
Contudo como tudo que tem o seu esforço – e onde existe a tal qualidade e o respeito, pelo desejo apresentado, por cada uma das pessoas interessadas, no ter agora também o seu Site Pessoal –, este deve ser renumerado, ainda que possa existir a flexibilidade necessária,
que vá de encontro às necessidades de cada um dos pretendentes, aos nossos serviços (da Paola, está claro).

Para mais Informações, sugiro que entrem directo na página, que serve de Mostra de Trabalho. Tirar as vossas ilações e ainda guardar os contactos, aí apresentados, para chegarem à fala com a Paola. AQUI

Bem hajam! E obrigado, pela vossa atenção! Espero servi-los bem.

Paola Caumo
 



Sites Pessoais no Valor de 300 reais.

Inclui:

Ponto 1 –
Páginas personalizadas – com imagens corridas, tabelas, música de fundo e outros efeitos mais... pequenas janelas, onde colocar anúncios e/ou frases pessoais –, para as vossas poesias.

Ponto 2 -
Menu

Ponto 3 -
Livro de Visitas

Ponto 4 -
Página para Links e para o Perfil.

(A inclusão ou não de Prémios, será debatida entre a pessoa interessada e com a Paola, para possíveis acertos nos preços.)


Ponto 5 -
Actualização de poesias, a cada 12 dias, ao custo de 35 reais, por página.

Ponto 6 -
Divulgação do Site, nos grupos Yahoo e nas Home Pages, minhas quer nas do Jorge Humberto:
 
na Abertura do Site, ao público, a Divulgação terá o tempo de uma semana e, a cada nova actualização, esta sempre ocorrerá no próprio dia.

 




Patetinha & Patetinha
Brevemente! Com o vosso "Informativo"
 









Proseando

Olá, a meus amigos, muito bom dia.

O que vão ler em baixo, meus amigos, não só mostra que, quando o Homem quer, o Homem pode, como também que parar de lutar, por um futuro mais saudável, para as nossas crianças, está fora de qualquer cogitação.
Esta Reunião Beneficente, é pois a nossa próxima luta, para conseguirmos comprar o outro Aparelho Auditivo (o 2°), para o Jorginho. Uma vez mais peço, em toda a minha humildade, a vossa ajuda e digna solidariedade, como provas já foram dadas, desse vosso mui honroso gesto, num passado bem recente, e que muito já ajudou ao menino Jorge.... mas... ainda falta um esforço mais. Obrigado, Jorge Humberto

Realizamos reunião no Restaurante Entre Amigos com a presença de:
. Najara, sócia do Restaurante Entre Amigos;
. Joana Darc, sócia do Restaurante Entre Amigos;
. Goretti Bassi, artista plástica;
. Zena Maciel, voluntária e madrinha do CENGENGI;
. Aliomar Galvão, ,sócio da GC Consultoria.

Tema da Reunião: Exposição de Artes Beneficente ao CENTRO FILANTRÓPICO BENEFICENTE DO BONGI - CENGENGI

Ficou decidido:
1. Realizar exposição de quadros da artista plástica GORETI BASSI e da Profa. de Artes Plásticas Maria Euda. Nas duas unidades do Restaurante (BV e Espinheiro)
2. A renda das obras vendidas será revertida ao CENBENGI.
3. Período de exposição terá início no dia 14.12.04. Embora não tenhamos definido o seu término, poderíamos considerar a data de 23.12.
4. Na abertura da exposição, marcada para as 20 h do dia 14.12, teremos um evento de lançamento com pequeno coquetel para os convidados. O evento será na unidade do Espinheiro.
5. Nesse evento, apresentaríamos imagens da CENBENGI e faríamos uma apresentação de sua história e os benefícios gerados para a comunidade. Público estimado: 100 pessoas, formado por convidados da Dra. Goreti Bassi, Zena Maciel e GC Consultoria.
6. O evento teria o recurso de imagens e som. Deveremos organizar um material adequado para a apresentação. A GC seria a organizadora dos convites, produção de som e imagem e cerimonial.
7. O Entre Amigos junto com a GC Consultoria conseguirá o patrocínio da bebida - Ambev é candidata. O Restaurante doará os salgadinhos e o serviço.
8. O evento contará com Assessoria de Imprensa da MID Comunicação.
Reuniões de trabalho a serem agendadas:
A. Convite de patrocínio: Entre Amigos e GC Consultoria.
B. Escolha das obras a serem expostas: Entre Amigos, Dra Goreti Bassi e Profa.Maria Euda.
C. Produção do evento: Mid Comunicação, GC Consultoria e Entre Amigos.
Visitem o Site do CENBENGI

Fraterno abraço com votos de sucesso a todos.
Aliomar Galvão
GC Consultoria & Marketing
Produzindo o seu sucesso/E-Mail
(81) 3467.1764 - 9102.0005

Janela da alma

A UMA MULHER CHAMADA RUTE

Ela não sabia nada da vida,
Fora mãe ainda uma criança,
Rute, uma simples rapariga,
Há muito perdera a esperança.

Dos homens que conhecera,
Nesta sua breve caminhada,
Apenas um a enternecera,
O mesmo que a olvidara.

Moça simples e de costumes,
Da aldeia que a viu nascer,
Partiu assim, por serras e cumes,
Certa manhã, num amanhecer.

E há cidade grande já chegando,
Com a menina pela mão,
A ambas foi-se deparando,
Uma estranha sensação.

Tudo era como num imenso desafio,
Dos prédios como gigantes,
Aos carros num rodopio,
Parando nos passos distantes,

Dos que passavam sem olhar,
Homens em louco frenesim
E animais a se desgarrar,
Nada ali parecia ter um fim,

E quanto mais elas caminhavam,
Quanto mais as saudades diziam,
Mais e mais, se embrenhavam,
Nesse grito que ao longe ouviam,

Do quarto escuro e sem cortinas,
Alugado na única das pousadas,
Aonde todas as coisas eram permitidas,
Da vileza às ratazanas nas escadas.

E foi assim que a manhã se realizou,
Por ruas estreitas e portas fechadas,
Rute, bem que se esforçou,
Mas de tantas oportunidades negadas,

Breve o sonho a fez temer:
Sem emprego e sem dinheiro,
Sem ter o que levar que comer,
Pensava na filha, o dia inteiro,

Esperando por ela no lúgubre quarto,
Na esperança que sua mãe viesse,
Trazer-lhe o que pôr no prato,
Por aconchego ou pura benesse.

Afligida por tamanha afronta,
Má mãe então ela se julgou,
E fazendo jura, pôs-se pronta,
Guardou a cruz e caminhou.

Desde então, velhos e relhos,
Por sua repulsa e farto engenho,
A quiseram assim, de joelhos,
Como no rosto o cenho,

De dias carregados de miséria,
E no corpo o transtorno,
Dos que, chamando-te de galdéria,
Eram o teu próprio e triste abandono.

E as noites sobrevinham aos dias,
Como os dias eram com as noites…
E nem o álcool nem as fantasias,
Calavam nunca a brutalidade do açoite.

E pensavas na tua pequenina!
E aceitando a ignóbil do homem,
Logo tornavas a fálica esquina,
Aonde todos os sonhos se consomem,

Na aturada omissão de quem passa,
Sem ter o que querer nem saber,
Na pressa descuidada, rumo a casa,
Passo apressado, que não quer ver.

Rute, uma simples rapariga,
Que fora mãe sem ser criança,
Sabia bem o que era a vida,
Por isso tentara a mudança,

Na esperança vã de um novo dia,
Tomando rumo que dar à filha,
Talvez mesmo um pouco de alegria,
Mas dos outros a partilha,

Foi só esse imenso desprezo,
Que rasga e prante e dói na alma,
E mais ainda que fogo imenso,
É lume brando, em doída calma.

Rute, morreu só, sem honra
Nem dos outros o respeito,
Mas nossa é a vil desonra,
Como dela em nós o despeito.

Jorge Humberto
(06/03/2004)

O Poeta II    Menu  Entrar no Grupo Escrever para o autor

Todos os Direitos Reservados - ©Copyright 2004 - Web Master e Design Paola Caumo