Número 45 - 16 de janeiro de 2005

Poesia em foco

O
"poesia em foco", desta semana, vai inteirinho para Paola Caumo. Não por parcialidade, tã pouco por se tratar, de quem se trata, mas pelo esforço, a inteligência, a capacidade de captar as coisas, daí partindo para a poesia, concreta, despida ou rude, no que essa palavra tem de puro, à qual eu vi, até chegar há sua fase adulta e assim, crescendo, conosco a seu lado, o processo prossegui. Mas ela não precisava de nada disso, estava tudo lá... Paola, posso dizê-lo, sempre teve esse mais "q". Errava amiúde por sentir-se obrigada, a terminar o verso, rimando. E era por isso que eu temia, aquando de suas participações em "Cirandas" e outros, apenas por recear sobremaneira um retrocesso, que já não podia parar.

Definitivamente, Paola, é hoje uma poetisa, que não pede meças a ninguém, embora a humildade de caráter, quiçá alguma ingenuidade - por acreditar em demasia nos outros -, "ainda" melindre sua capacidade excepcional. Mas isto é só o começo, meus amigos... Leiam ou releiam os últimos poemas da poetisa, (clicando) no seu nome, Paola.



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Jorge & Paola

Proseando

Olá, a meus amigos, muito bom dia.


Com a actualização de sábado, 8 de janeiro, de 2005/23:16
Fernanda Guimarães continua a dar provas da atenção, devida a cada um de seus amigos,poetas,
o que para mim é uma virtude, que gostaria aqui de salientar. Se entrarem no "De amor e saudades", para além de suas sábias palavras, sempre bem estruturadas,
como da comparência de outros poetas e de suas obras, também poderão ler dois poemas, de minha autoria. Obrigado, a ambas!


Jorge Humberto




Janela da alma


Saber que  me amas...

Tuas lágrimas sentidas,
que nem o sufoco calaram;
esse teu rosto, a fisionomia,
oh, como me atormentaram:
assim soubesses tu, um dia.

E quando, pela fissura da porta,
vinhas-me ver, no meu tremor,
de agonias mil, sussurrando da hora,
já tardia, leve breve um calor,
achegava-se a mim, sem demora

sossegando-me o coração.
de um mundo quase irracional:

terá alicerces d'reia, muita ilusão,
agora  do que nunca nos acusarão

é o facto  de sabermo-nos amar

Jorge Humberto
(13/01/05)



Uma Didática da Invenção
Manoel de Barros

do "O Livro das Ignorãnças" ed. Civilização Brasileira.

"I
Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com faca
b) 0 modo como as violetas preparam o dia para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega mais ternura que um rio que flui entre 2 lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
Etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios."

 

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