A Poesia Continua

                                                     
Número 82 - 07 de Agosto de 2007
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Poesia em foco


Desta vez trago-vos muitas novidades, na secção:
"Na casa de meus amigos",

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Janela da Alma



A lua já vai alta, razão pelo qual ladram os cães... lá fora. E são as mesmas árvores de sempre e jardins pouco cuidados. Só mesmo as sombras diferem (hoje, por exemplo, recebi, no meu quarto, a senhora angústia!),
no ziguezague dos fumos, que altivos se mostram, na sua saída intempestiva das chaminés (quase diria ver-lhes uma ligeira provocação, enquanto ocupam os espaços, sobranceiros ás águas do Tejo). Mas ah, que saudade pode ser esta que já me atormenta? Não mais te verei, ó meu rio, tão querido? De águas translúcidas, no dorso salpicado de estrelas, quem levas tu afinal, nesse teu caudal de incertezas, que me dás a mostrar?
se não são tuas as águas e o choro tamanho, de quem as lágrimas que fazes correr? Ai, meu Portugal, foi o amor, meu querido país, foi o amor, quem te perdeu!

Jorge Humberto
(16/08/04)



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