Poesia em foco
Desta
vez trago-vos muitas novidades, na secção:
"Na casa de meus amigos",
não deixem de visitar e de ver as boas novas clicando...
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Janela da Alma
A lua já vai alta,
razão pelo qual ladram os cães... lá fora. E são as mesmas árvores de sempre
e jardins pouco cuidados. Só mesmo as sombras diferem (hoje, por exemplo,
recebi, no meu quarto, a senhora angústia!),
no ziguezague dos fumos, que altivos se mostram, na sua saída intempestiva
das chaminés (quase diria ver-lhes uma ligeira provocação, enquanto ocupam
os espaços, sobranceiros ás águas do Tejo). Mas ah, que saudade pode ser
esta que já me atormenta? Não mais te verei, ó meu rio, tão querido? De
águas translúcidas, no dorso salpicado de estrelas, quem levas tu afinal,
nesse teu caudal de incertezas, que me dás a mostrar?
se não são tuas as águas e o choro tamanho, de quem as lágrimas que fazes
correr? Ai, meu Portugal, foi o amor, meu querido país, foi o amor, quem te
perdeu!
Jorge Humberto
(16/08/04) |