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Por Gisele de São Carlos

 

Em primeiro lugar não vou dizer se acredito ou não em fantasma mas no entanto respeito muito, pois ja vi algumas vezes vultos e coisas estranhas, então respeito as pessoas que dizem que já viram.

Isso aconteceu há cinco anos atrás. Estava no 3º colegial e estudava a noite. A escola é bem no centro da cidade e como o último ônibus para meu bairro passava às 22:50h, não dava tempo para eu pegá-lo pois nossa saida era 22:55h.
Então ia a pé para casa, pensando na vida, a maioria das vezes sozinha, mas sempre em silêncio ouvindo todos barulhos que estavam em minha volta, pois minha mãe sempre me disse que quando eu tivesse que passar por alguma rua que fosse escura, sempre andar no meio da rua, pois se saisse algo de ambos os lados eu poderia ver claramente o que seria, então não tinha medo de andar sozinha.

Teve um palco livre no Caaso que é um local onde os alunos da Universidades se reunem e quem quiser cantar, tocar é à vontade. Eu e duas amigas saimos na hora do intervalo e fomos para lá. Ficamos vendo algumas bandas de garagem se apresentarem, não bebemos e nem comemos nada porque não conheciamos ninguém e também não tinhamos dinheiro.

Quando olho no relógio 23:35h aproximadamente, não havia onibus e ninguém para me acompanhar, tive que ir a pé. Me despedi de minhas amigas e fui para meu trajeto. Passei pelo centro, não havia ninguem pelas ruas. Aumentei meus passos. Só sentia meu coração acelerando onde nos dá a sensação que alguém está nos olhando. Quando estava chegando próximo ao viaduto do trem, parei na esquina para amarrar meu tênis. Estava agachada quando olhei para lado. Foi incrível, não sei explicar mas eu fiquei paralisada. Vi passar ao meu lado uma sombra em pé em cima de uma bicicleta (era uma sombra também) indo em direção a linha de trem, normal como se tivesse passeando. Neste momento não sentia minhas pernas como se estivesse toda adormecida. Com um nó na garganta, fiquei alguns segundos parada e quando dei por mim, comecei a correr sem olhar para trás. Só parei quando cheguei em frente de minha casa. Chorei tanto que parecia que aquele medo não passava de jeito nenhum.

No entanto só contei para minha melhor amiga, porque eu vi que acreditava em mim. Sei que outros iriam rir. E hoje não ando sozinha a noite, mas toda vez que passo ali fico pensando no que ocorreu. São coisas inexplicáveis, sem respostas para nossas perguntas. Agora vai saber o que realmente era e hoje a estação ferroviária está desativada, mas teve muitas mortes por ali principalmente de crianças que brincavam na linha e até mesmo de pessoas passavam todos os dias.

Agora se as pessoas acreditam ou não nessas coisas eu não sei, mas acredito que possam haver explicações, pois ainda me lembro do contorno do rosto e do cabelo.