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Por NaT RoX™_ltda 15 de janeiro de 2005

Quando nos mudamos pra esta casa, eu e minha mãe, não nos sentimos muito bem. Talvez pela saída forçada da casa anterior. Moramos lá nossa vida toda, mas lá tinha sido onde minha meia irmã, meu avô e meu pai morreram.

Minha meia irmã porque tinha paralisia cerebral, meu avô, sinceramente não sei do que morreu, e meu pai de câncer no pulmão, por causa dos malditos cigarros. Acho que foram no mínimo um ano de diferença entre as mortes. Sendo assim, quisemos mais que depressa sair daquela casa, começar vida nova, mas não tinhamos forças para abandonar tantas lembranças. O empurrão final foi uma tentativa de assalto, poucos meses depois da morte de meu pai. Depois daquilo fomos embora mesmo, seria bom pra nós, porque além da antiga casa ser em um local muito afastado da cidade, já estava muito velha. Bem, deixando de lado a casa de antes, quero falar sobre a casa para que nos mudamos, e que estamos até hoje. Como já havia falado, eu e minha mãe não nos sentimos muito à vontade com esta casa de primeira. Minha mãe a achava escura e até um pouco tétrica. Resolvemos reformá-la. Durante este tempo, ficamos na casa de minha tia, que nos acolheu muito bem o tempo todo. Apesar de na minha cabeça eu não querer mudar, sabia que seria pra melhor.
Quando finalmente a reforma ficou pronta, nos mudamos para a nova casa. Nos dois primeiros anos, não vou negar, mudei minha visão sobre a casa, e fiquei muito mais feliz aqui. Mas os problemas começaram na segunda reforma, em que resolvemos permanecer em casa. Durante a reforma não tivemos problemas a não ser algumas coisas quebradas, e muita poeira.

Quando a casa ficou completamente pronta, e pude voltar ao meu quarto, começei a notar algumas coisas estranhas. Toda vez que eu saia do quarto para ir á cozinha, tinha que passar por um corredor que passava pela sala. Nunca vou me esquecer uma época, em que todo dia que eu saia do quarto e virava para o corredor, estava lá, um vulto pequeno, todo preto, parecendo ser de uma criança. No começo ficava com medo e voltava para o quarto, mas depois a curiosidade foi maior, e resolvi ir até o vulto da criança. Foi sem dúvida uma das maiores experiências da minha vida.

À medida que fui me proximando, o vulto foi ficando mais visível. Distingui um garotinho em meio á escuridão, me fitava com receio. Não sabia o que fazer, estava chocada. Num reflexo, estendi a mão até o vulto, fazendo mensão de tocá-lo. O garotinho se abaixou e colocou as mão na cabeça, como se protegesse o rosto, depois disso sumiu. Voltei pro quarto e lá fiquei até o outro dia. Nesse mesmo dia, eu e minha mãe estávamos indo de carro para minha tia, já que ela mora em outra cidade. Eu ainda estava assutada, e minha mãe me perguntou o que eu tinha, contei o que havia acontecido, e repeti o movimento que o garotinho havia feito. Minha mãe parou o carro e me olhou, estava mais assustada que eu. Perguntei o que tinha acontecido, e ela me falou que a mãe de uma amiga minha, que é muito amiga de minha mãe, havia dito que viu um garotinho que fazia este movimento, na casa da mãe dela, que fica a duas casa da nossa. Fiquei atordoada, como poderia isso? Depois disso, minha mãe afirma ver um vulto branco, de uma mulher, também na sala, e diz também já ter visto o garotinho.
Já os vi muitas vezes também, porém, uma só vez em que eu os vi os dois estavam juntos. Sempre que os vejo, tento achar que é impressão, porque normalmente os vejo de longe, mas já me convenci de que não é. Á muito tempo não vejo nada, nem minha mãe. E, sinceramente, não sei se os quero ver novamente.