PROCURA

 

 

                       

Ouvi falar que o amor existe.

                       

Amor de mãe, amor de pai, amor de irmão, amor à família.

                        

Mas eu cresci. A inquietação em meu peito também.  Busco outro tipo de amor, outra roupagem. 

                        

Ah! O amor dos poetas que se espedaçam, se martirizam na procura  - quase nunca correspondidos - mas quando atendidos por Vênus, a eternidade é só um começo...

                       

É esse amor, essa intensidade, que procuro. Quem sabe a sorte me favorece?

                       

Estou, lamentavelmente, muito inteiro, muito sereno, carente de tempestades que revolvam o lógico, o singular, o individual.

                       

Casablanca como faço para aí chegar?

                       

Às moças quero perguntar, mas estão muito desinformadas. Que faço?

                        

Não quero ir embora, antes de “sofrer” e provar o delírio da fissão das almas.

                       

Pela metodologia da observação, percebo comumente que homens e mulheres após a dança, o cerimonial do acasalamento, perdem o encanto da magia, torna-se a realidade real demais e, mais que depressa, buscam outras danças, outros cerimoniais, para saciar o vício da alma pecadora. Mas, quase sempre, sonham com a festa anterior.

                        

Mormente os que procuram o amor buscando sinais exteriores - escapulam? - que particularmente agradam,  fazem tremenda confusão, pois terá o amor olhos verdes, pretos, castanhos,...? Será o amor branco, negro, amarelo, vermelho, ...? Terá o amor dentes perfeitos, marfins? Terá o amor  cabelos longos, curtos, crespos, lisos,...? Terá o amor saldo positivo, aliás, bem positivo, na conta bancária? Terá o amor um automóvel zero quilômetro? Terá o amor uma boa colocação profissional? Terá o amor uma família com sobrenome de destaque na sociedade? Será o amor um chaveiro bonitinho pra desfilar? E os atributos físicos do amor, terão as medidas prediletas?

                       

Do pouco que sei sobre o amor, desse roteiro me recuso. Desvio-me para o caminho mais longo: o dos interiores.

                       

Ainda, na metodologia da observação, percebi em alguns casais um brilho peculiar ao caminharem de mãos dadas, conspirando carinhosamente. Estão em processo de fissão - dividem o núcleo expandindo grande energia.

                       

Sim, o amor existe!

                       

As questões do amor se processam principalmente nos interiores, observo.

                        

Onde está você agora?

                       

Onde está você, minha estrela múltipla?

                       

Acho que preciso menos de método, menos fisicismo e mais sentimentos.

                       

Sentimentos, simplesmente.

 



 

 

 
Ateliê da Alma
Direitos Autorais Reservados: Nilton Bustamante

 

Acervo de todos os Registros 
no Livro de Visitas, 
assim como 
das mensagens recebidas dos amigos.

 

Site desenvolvido por:
Márcia Posthuma
Página atualizada em: 14/11/2003
Designer:
Todo conteúdo destas páginas são protegidos 
por Leis de Direitos Autorais e não podem ser usados para qualquer propósito, 
sem autorização por escrita do responsável.

 Counter