Como prova de que exerce a plena jurisdição sobre as terras da região, o coronel Albuquerque, prefeito de Curitibanos, cria o Distrito de Paz e Policial de Canoinhas e nomeia o mesmo Roberto Elke como subcomissário. O indicado aceita a designação.
Decorridos nove anos desde a sua fundação, a vila conta apenas com 60 casas e magras centenas de habitantes. Mesmo assim, e antes que o Paraná tome a decisão, com a Lei 907, de 12 de setembro de 1911, Santa Catarina transforma o distrito em município. O major Tomaz Vieira é designado como o primeiro superintendente.
A criação do município de Canoinhas desencadeia uma série de protestos do Paraná. Isto porque, por uma lei paranaense, o território do município de Rio Negro incluía toda a área do novo município de Santa Catarina. Ao sul, os limites de Rio Negro iam até Lages. Mais tarde se contentaram em chegar só até Curitibanos, nos campos da Estiva.
Anos depois, por
sugestão de Oswaldo Rodrigues Cabral, a cidade Santa Cruz de
Canoinhas inscreve em seu brasão o lema “Catharinensis semper”.
De fato, “sempre catarinense”. Mas ela deverá pagar um alto
preço de angústias e mortes durante toda a Guerra do
Contestado.
Pesquisa: Luis Augusto dos Santos (Bodinho)
Igreja Matriz Cristo Rei de Canoinhas, decorada para o Natal
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Canoinhas situa-se no planalto norte do Estado de
Santa Catarina. O município desenvolveu-se a partir da chegada de
imigrantes alemães, poloneses, ucranianos, italianos e
sírios-libaneses e a primeira atividade economica foi o
extrativismo da madeira e da erva-mate.
A região foi palco de um dos maiores e mais sangrentos conflitos armados ocorridos no sul do país, a Guerra do Contestado, que se desenrolou no período de 1912 a 1916, conflito este desconhecido pela maior parte das pessoas, apesar de haver vitimado cerca de 20 mil combatentes, entre caboclos da região e soldados do exército do Paraná e Santa Catarina, e do envolvimento de diversos municípios vizinhos na disputa de terras, inflamados por um poderoso fanatismo religioso. |
| As Origens do Município
Fundado por Francisco de Paula Pereira,
no final do século passado, o município de Canoinhas
conquistou sua emancipação em 12 de setembro de 1911,
desmembrando-se de Curitibanos. Seu nome, a princípio, era
"Santa Cruz de Canoinhas".
Situa-se às margens do rio
Canoinhas e conta com uma área de cerca de 1.400 km²,
estando a 765 metros de altitude, num dos mais belos panoramas de todo o
planalto.
Em seus primórdios Canoinhas
cresceu rapidamente, dada a existência da erva-mate nativa, uma
fonte de enriquecimento acentuado, já que o produto era
comercializado sem dificuldades. Foi em razão deste
comércio que Canoinhas se desenvolveu, hoje possuindo uma
população de 49 mil habitantes.
A agricultura local produz principalmente feijão, trigo, milho, batata e fumo. O incremento da produção se faz sentir pelos migrantes que aqui se radicaram, pelo solo fértil que encontraram e pela forte participação da agroindústria na economia local. |
O hábito do chimarrão remonta aos primeiros colonizadores |
Meio de transporte utilizado
pelos primeiros colonizadores no princípio deste século
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| Antigo centro de Canoinhas. As construção eram de madeira, material abundante na região. Ainda hoje pode-se encontrar esses magníficos prédios nas localidades mais rurais, resistindo ao tempo, graças à insuperável qualidade da madeira nativa. | ||
Dados Sócio-Econômicos
Canoinhas possui diversas escolas de 1º e 2º graus, além de contar com um Campus da Universidade do Contestado, que oferece cursos de graduação em Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Tecnólogo em Processamento de Dados, Pedagogia, Serviço Social e Engenharia Florestal.
A economia da região esté
coberta pelos estabelecimentos creditícios aqui implantados:
Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Estado de Santa
Catarina, BRADESCO, Itaú, Bamerindus, Maxinvest e CREDICANOINHAS,
que atendem e amparam o desenvolvimento regional.