Granívoros

 

Azulão
Cyanocompsa brissonii 

 

Distribuição: Do Nordeste até o Sul, Goiás e Mato Grosso.

Postura: 2 a 3 ovos.

Habitat: Matas não muito densas.

Incubação: 13 dias.

Fêmeas e jovens: As fêmeas e os jovens são marrons.

Comportamento e  reprodução: reproduzem  bem  em  cativeiro. Territorialistas, deve  permanecer  apenas  um  casal  por recinto: gaiolas duplas  de 140 cm de comprimento   X 40 cm  de  altura  e  30 cm de profundidade. São excelentes cantores, bastante  procurados  como pássaros de gaiola.

Outras Formas: Na  região  Amazônica  ocorre  uma  espécie  um pouco mais   escura  e com bico ligeiramente mais fino, que apresenta fêmeas e jovens marrons de tom bem escuro.

Tipo de ninho: Em forma de taça. Aceitam perfeitamente  ninhos de corda de 10 cm de diâmetro.

Tamanho: 15,5 cm.

Anel: 3 mm.

 

    Azulão - Macho e Fêmea

 

 

Canário da Terra
Sicalis flaveola brasiliensis

 

Distribuição: Ocorre  em praticamente  todo o Brasil, exceto na Amazônia. 

Postura: 3 a 5 ovos.

Habitat: Campos, perto de habitações.

Incubação: 13 dias.

Fêmeas e jovens: Não tem  a  coroa; o  dorso  é  estriado  de  marrom  e  o  peito  e o  abdome são amarelo-esverdeados.

Comportamento  e  reprodução: Territorialistas,  deve permanecer apenas um casal por recinto. Reproduzem em gaiolas de 70 cm X 40 cm X 30 cm.

Tipo de ninho: Caixa de madeira de 15 cm de lado. 

Tamanho: 13,5 cm.

Anel:  3,0 mm. 

    Canário da Terra

 

 

Coleirinha -  Sporophila caerulescens 
Coleiro Baiano -  Sporophila nigricollis

 

Distribuição: Sporophila caerulescens: Ocorre  em   praticamente   todo o Brasil,  menos   nas   regiões   Amazônica   e   Nordeste;   Sporophila nigricollis: Praticamente  em todo o Brasil.

Postura: 2 a 3 ovos.

Habitat: Campos aberto, capinzais.

Incubação: 13  dias.

Fêmeas e jovens: As  fêmeas  e os jovens são pardos como os dos Caboclinhos.

Comportamento e reprodução: Embora seja muito popular no Brasil, o Coleirinha é muito pouco criado em cativeiro. A reprodução é mais  fácil  em viveiros arborizados.

Tipo de ninho: Em forma  de taça. Aceitam  ninhos de corda de  8,5  cm de diâmetro. 

Tamanho: 11 cm.

Anel:  2,5 mm. 

       Coleiro Baiano e Coleirinha

 

Curió
 Oryzoborus angolensis

 

Distribuição: Ocorre em todas as regiões do Brasil, mas é bastante raro em vários Estados. 

Postura: 2 a 3 ovos.

Habitat: Vive em matas, especialmente próximo a brejos.

Incubação: 13  dias.

Fêmeas e jovens: As fêmeas  e  os jovens são marrons.

Comportamento  e reprodução:  Territorialista, deve permanecer apenas um casal  por recinto. Reproduzem com  facilidade  em  gaiolas  de  70  cm  de  comprimento  X  40 cm de altura X 30 cm de profundidade.

Tipo de ninho: Em forma de taça. Aceitam  ninhos de corda de 8,5 cm. 

Tamanho: 13 cm.

Anel:  2,8 mm. 

     Curió

 

 

Tico tico
Zonotrichia caoensis

 

Distribuição: Ocorre em todo o Brasil menos na Floresta amazônica. 

Postura: 3 a 5 ovos.

Habitat: Campos,  campos  de cultura, perto de habitações, cidades.

Incubação: 13  dias.

Fêmeas e jovens: Macho  e  fêmea são muito parecidos, mas o canto do macho é  mais  alto  e mais prolongado; além  disso,  quando  um  casal está junto, geralmente só macho levanta o  topete. O jovem não tem as marcações bem definidas na cabeça.

Comportamento e reprodução: Canto bastante conhecido e melodioso. O canto noturno é diferente e mais curto. Em gaiola  costumam abandonar os ovos  ou filhotes, que precisariam ser passados  para  a  ama-seca.  Reproduzem melhor em viveiros  arborizados.  Na natureza são freqüentemente parasitados pelo Chupim. 

Tipo de ninho: Em forma de taça. Aceitam perfeitamente ninhos de corda 10 cm de diâmetro. 

Tamanho: 13,5 cm. 

Anel: 3 mm.

    Tico tico

 

 

Tiziu
Volatinia jacarina

 

Distribuição: Ocorre em todas as regiões do Brasil.

Postura: 2 a 3 ovos.

Habitat: Campos, campos cultivados, beira dos brejos, perto de habitações.

Incubação: 12 a 13 dias.

Fêmeas e jovens: Os jovens apresentam coloração bastante semelhante à das fêmeas.

Comportamento e  reprodução: Como se trata de pássaros territorialistas, deve permanecer apenas uma casal por recinto. Reproduzem com facilidade em gaiolas de 70 cm de comprimento X 40 cm de altura X 30 cm de profundidade. Depois da época de reprodução os machos perdem a cor preta, ficando muito semelhante às fêmeas. 

Tipo de ninho: Em forma de taça. Aceitam perfeitamente  ninhos de corda de 8,5 cm de diâmetro.

Tamanho: 11,5 cm.

Anel: 2,2 mm

   Tiziu - Macho e Fêmea

 

 

Trinca Ferro 
Sallator similis 

 

Distribuição: Da Bahia ao Rio Grande do Sul.

Postura: 2 a 3 ovos.

Habitat: Matas, especialmente a orla.

Incubação: 13 a 14 dias.

Fêmeas e jovens: Não há dimorfismo sexual. As  fêmeas  também cantam e os jovens são iguais aos adultos.

Comportamento e  reprodução: São bastante agressivos e territorialistas. Deve ser deixado  apenas um casal por  recinto. Pode- se tentar a reprodução  em viveirinhos de 90 cm de comprimento  X  54 de  profundidade,  ou  viveiros arborizados.  Por  não  existir diferença entre machos  e fêmeas,  devido à agressividade, o acasalamento deve ser feito com muito cuidado.

Outras formas: No  Brasil   existem   cerca   de  onze   formas   do  gênero Saltador, todas  relativamente parecidas. Apenas uma das espécies - Saltador atricollis, conhecida  por Bico de Latão ou Bico de Pimenta - é  bem  diferente, pois uma máscara preta desce  até a garganta, e o bico é laranja bem carregado. 

Tipo de ninho: Em forma de taça. Aceitam perfeitamente ninhos de corda 12 cm de diâmetro. 

Tamanho: 20 cm 

Anel: 3,5 mm

    Trinca Ferro

 

 

Bicudo
Oryzoborus crassirostris maximilani  

 

Distribuição: Mato  Grosso, Goiás, Bahia, Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro. Hoje é bastante raro na maioria desses Estados.

Postura: 2 a 3 ovos.

Habitat: Beira de   mata   e   bosques,   brejos. Aparece em plantações, especialmente de arroz.

Incubação: 13 dias.

Fêmeas e jovens: As fêmeas e os  jovens  são inteiramente marrons. Fêmeas velhas costumam ter pintas pretas no peito ou na cabeça. 

Comportamento e reprodução:    Tem       sido criado muito bem em cativeiro, especialmente  em viveiros de pelo menos 90 cm de comprimento  X    1 m de altura x 54 cm de profundidade.

Outras Formas: Da região Amazônica  até o Maranhão ocorre o Oryzoborus crassirostris crassirostris, uma espécie menor,  de 14,5 cm.  Em Mato  Grosso  tem    aparecido uma espécie bem maior, com 18 cm,  que pode tratar-se do Oryzoborus crassirostris gigantirostris.

Tipo de ninho: Em forma de taça. 

Tamanho: 16 cm.

Anel:  Oryzoborus   c. crassirostris:  3,0  mm  
         
Oryzoborus   c. maximilani:    3,2 mm 
   
      Oryzoborus   c. gigantirostris: 3,2 mm

   Bicudo - Macho e Fêmea

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