Tipos de Gaiolas
Em princípio, as gaiolas deveriam ser mais compridas do que altas,
permitindo um maior espaço para vôo. Os recintos muito altos e estreitos não
são adequados, pois neles os pássaros mais pulam do que voam, fazem pouco
exercício e logo começam a ficar gordos.
As melhores gaiolas são feitas totalmente de arame soldado, pois são fáceis
de limpar, higiênicas e dificultam a proliferação de piolhos (os únicos
“esconderijos” para eles são as molas das portas e os poleiros).
O maior inconveniente de uma gaiola de madeira é que em toda ela existem
lugares para ácaros e a desinfestação é muito mais trabalhosa.
A bandeja de fundo das gaiolas deve ser de chapa galvanizada, pois dura mais
e possibilita uma limpeza mais rigorosa do que as de madeira, que depois de
algumas lavadas começam a apodrecer.
Antes de colocar qualquer pássaro numa gaiola, verifique cuidadosamente os
vãos: se houver algum fio torto ou buraco é certo que o pássaro irá escapar
antes que você perceba.
Existem gaiolas especiais para os diversos tipos de pássaros. Aves canoras,
como o Curió e o Bicudo, geralmente são colocadas em gaiolas de madeira do
tipo “piracicaba”. Para pássaros maiores, como o Sabia, o Pássaro-preto e
o Corrupião é usado um tipo de gaiola maior, conhecido pelo nome genérico de
“gaiola para sabiá” . Existem também gaiolas próprias para papagaios e
para canários (este último tipo é conhecido como “gaiola argentina” e tem
63 cm de comprimento, 32 cm de altura e 27 cm de fundo).
Dependendo muito mais da utilização do que do tamanho, as gaiolas recebem
nomes especiais: de adorno, avoadeiras e de criação.
Especialmente quando usadas para pássaros canoros brasileiros, como o Curió,
o Bicudo, o Azulão etc., essas gaiolas geralmente não são dispostas em
lugares fixos.
Durante
o dia é costume colocá-las num lugar mais alto, fora de casa, geralmente
debaixo de um beiral, para que os pássaros cantem e tomem sol. Para que unia
ave não veja a outra colocam-se divisórias na parte externa da gaiola ou na
parede, entre um prego e outro. De noite as gaiolas são geralmente recolhidas
para algum lugar fechado em que fiquem protegidas do tempo e de predadores como
corujas, gambás e ratos. Não é bom colocar as gaiolas muito próximas do
teto, pois, se o local não tiver boa circulação de ar, os pássaros respirarão
ar saturado. As gaiolas também não devem ser aceitar na cozinha (pode haver
vazamento de gás ou excesso de calor), no banheiro (há excesso de umidade), em
lugares em que se fazem as refeições ou em quartos de dormir, pois, por mais
saudáveis que estejam, as aves podem transmitir doenças ao homem.
Qualquer pássaro precisa de
exercícios, principalmente se for filhote. Por isso, logo que as aves são
separadas dos pais devem ir para gaiolas amplas, que lhes permitam voar o máximo
possível. Qualquer gaiola com 1 m ou mais de comprimento serve muito bem como
avoadeira. Mas há gaiolas especiais para essa finalidade, que têm encaixes
para serem colocadas uma em cima da outra.
Em geral essas gaiolas seguem o seguinte padrão: 1 m de comprimento, 37 cm
de altura e 51 cm de fundo.
A tendência é colocar o maior número possível de poleiros numa gaiola, o
que é errado, pois já vimos que os pássaros precisam de exercício. Coloque
no máximo três poleiros em cada gaiola.
Os poleiros devem estar o mais distante possível um do outro, mas não
perto das paredes laterais, para que os pássaros não se raspem no comedouro ou
nas grades, estragando sua plumagem. De maneira alguma as banheiras, bebedouros
ou comedouros devem ficar debaixo de qualquer poleiro: muitas doenças são
transmitidas pelas fezes.
Na natureza, as aves pousam cm galhos dos mais diversos diâmetros. Por
isso, alguns criadores costumam colocar poleiros de medidas diferentes nas
gaiolas. Os poleiros ideais, na verdade, são aqueles em que o pássaro descansa
naturalmente, sem ter de se agarrar forte ou de ficar com os dedos muito
abertos.
As gaiolas de criação e avoadeiras devem ter apenas dois poleiros. Como a
cúpula é realizada no poleiro mais alto, este não pode ser colocado na altura
do último arame horizontal, pois fica muito próximo do teto e não deixa espaço
suficiente para o macho cobrir a fêmea.
Antes de colocar os poleiros, é bom verificar se eles não têm farpas ou
qualquer outro defeito que possa machucar os pés dos pássaros. Quando
estiverem sujos, devem ser retirados e limpos. E bom verificar se não há ácaros
no encaixe do arame da gaiola.
Os poleiros para gaiolas com papagaios devem ser muito resistentes e
precisam ser trocados periodicamente, pois essas aves os destroem. De qualquer
forma, use sempre poleiros de madeira, pois os feitos de plástico ou metal são
prejudiciais: os de metal são muito frios e lisos e os de plástico podem ser
bicados e ingeridos pela ave.
As gaiolas já são construídas
com distância padronizada entre os arames grades e são seguras para a grande
maioria dos pássaros. O cuidado maior deve ser tomado com os caboclinhos e espécies
do mesmo tamanho: são tão pequenos que conseguem escapar de vários tipos de
gaiola. A distância ideal entre os arames, no caso, é de 11 mm.
As gaiolas de madeira são totalmente desaconselháveis para a reprodução,
pois serviriam de alojamento para piolhos. No caso de pássaros adultos, esses
bichinhos sempre incomodam, mas é possível percebê-los e eliminá-los. Quando
aparecem piolhos num criadouro na época da reprodução, entretanto, ocorrem
verdadeiros desastres, pois as fêmeas abandonam o ninho e os filhotes morrem de
fome ou sugados pelos piolhos.
Se houver infestação de piolhos em gaiolas de madeira, você certamente
terá de interromper a criação, pois existem tantos lugares para os ácaros se
esconderem que será necessário retirar os pássaros para conseguir desinfetá-las
completamente.
Nas gaiolas de arame a eliminação de piolhos também é difícil e
trabalhosa: é necessário borrifar toda a gaiola, especialmente as molas,
poleiros, ninhos e paredes.
Existem à venda quatro tamanhos de gaiola de arame, que possibilitarão a
reprodução de um grande número de espécies. Todas elas têm uma grade no
“chão” (que impede que os pássaros entrem em contato com sobras de comida
e sujeira) e uma grade-divisória. Os fundos são de chapa galvanizada.
Os comedouros e bebedouros são externos e é preciso
tomar cuidado, pois nem sempre as aberturas são suficientemente grandes para
espécies como o Bicudo, o Cardeal e o Galo-de-campina. Nesses casos, use
comedouros internos.
Gaiola de arame |
Gaiola para papagaio |
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Gaiola para sabiá, |
Gaiola piracicaba |
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