A história inicial da banda

 

 

 

 

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Pode se dizer que a história do Van Halen comecou em 1968, quando o casal Eugenia e Jan Van Halen desembarcou em Pasadena, Califórnia, vindos de Nijmegen, Holanda, trouxeram seus dois filhos - Edward e Alexander - e na bagagem, um piano. Em Pasadena, os irmãos Van Halen começaram a ter contato com o rock que rolava na época. Embora o velho Jan Van Halen não apreciasse muito o som daquelas guitarras barulhentas, mesmo assim dava a maior força a carreira musical que os filhos desejavam seguir. Jam amava música, sendo ele mesmo um saxofonista e clarinetista de Jazz. Ainda na Holanda, ele contratou um professor de piano para dar aulas particulares a Eddie e Alex. O tal professou era russo e não falava uma palavra sequer de inglês, mas estava sempre pronto a acertar a cara de seus alunos com uma enorme régua de madeira caso eles  errassem alguma nota. Além do piano, Eddie e Alex também aprenderam violino e sax. Certo dia, ouvindo no radio uma canção do Surfaris ('WipedOut', do tempo em que pranchas de surf ainda eram feitas de madeira), Eddie Cismou que queria aprender a tocar bateria. Após encher o saco de seu pai com aquele papo de 'papai me compra uma bateria', e receber sucessivos 'NÃO!', resolveu batalhar sozinho. Juntou alguns trocados cortando grama e entregando jornais e, quando já tinha 125 dólares em caixa, entrou na lojinha de seu bairro e comprou o pequeno kit que tanto desejava. A mãe de Eddie, vendo o filho chegar em casa com aquela coisa, pressentiu logo que seu sossego acabaria em breve. Só que Ed tinha pouco tempo para praticar, pois tinha que trabalhar para pagar o resto das prestações do instrumento, e nessas horas, era o pequeno Alex quem tomava 'emprestada' a bateria, não largando dela nem quando o irmão chegava. 'Ele comecou a tocar cada vez melhor', disse Eddie, 'Então eu disse: tá legal, pode ficar com essa droga de bateria!'.

 

 

 

 

Alex e Eddie (nos tambores)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Familia Van Halen a bordo do navio vindo da Holanda rumo aos Estados Unidos.

 

 

 

 

No outro dia, ouvindo no rádio uma canção do Cream, Eddie resolveu esquecer de vez o piano (que gostava muito de tocar... dando porradas!!) e partiu para sua nova e definitiva paixão: a guitarra. Ainda na base de cortar grama e entregar jornais, juntou 70 dólares e comprou uma Teisco Del Rey com quatro captadores ('Eu pensava: cara, quanto mais captadores, melhor!!'). Tocar ele sabia, pois enquanto Alex se apossava de sua bateria, Eddie roubava de vez em quando o violão do irmão. Lá por volta de 1973, os irmãos VH comecaram a frequentar o curso de teoria musical no Pasadena City College, tendo aulas, entre outros, com Truman Fisher (que também lecionou para ninguém menos que Frank Zappa). Na mesma sala, estudava um rapaz gordinho chamado Michael Anthony, que tocava contrabaixo e trompete e, dizem, eral mal visto pelos colegas por ter sido expulso anteriormente do Arcada High School. Perto dalí, um loirão, que atendia por Dave Lee Roth, tinha aulas de teatro na Muir High School e corria a cidade numa peça infantil, onde fazia o papel de um Cupim (!!??) Na época, os irmãos VH dissolveram a bandinha de jazz que tinham (a Broken Combs, na qual Ed tocava piano e Alex, saxofone), partindo para o formato baixo-guitarra-bateria e adotando um nome mais pesado: Mammoth. Eddie tocava guitarra e cantava, Alex cuidava da bateria e o baixo ficava a cargo de um cara que vivia maconhado e, nos shows, não raro ele tocava uma música enquanto seus companheiros tocavam outra. David Lee Roth tocava numa banda rival, a Red Ball Jets, cuja maior fonte de renda provinha do aluguel de seu sistema da P.A. Como os Jets andavam caidaços e o Mammoth fazia grande sucesso nas festinhas, Dave uniu-se a Eddie e Alex. Só faltava trocar o baixista. No lugar dele, entrou o baixista e trompetista gordinho acima citado, Michael Anthony, que tocava na banda Snake. 'Uma vez', lembra Mike, 'minha banda abriu um show para o Mammoth. Eu fiquei ao lado do palco, olhando Alex e Eddie tocarem e pensando 'Uau, esses caras são bons!'. De repente uma 'coisa' estranha chamada David Lee Roth chegou-se para mim e disse: 'E aí, o que está achando da gente?'. Eu só pensei: 'Meu Deus!! Tirem esse cara daqui! !!'. Passado o susto inicial, Michael aceitou unir-se a eles, mas antes teve que passar por um teste. Durante três longas horas, Eddie e Alex fizeram o diabo para que Mike perdesse o ritmo. Não conseguiram. Assim passou no teste. Os quatro juntos, estava formado então o grupo Rat Salade.

 

 

 

 

A mãe, e Eddie com sua primeira guitarra Teisco Del Rey com quatro captadores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Opa! RAT SALADE?? É, esse era o nome que Ed queira dar a banda. Só que seus companheiros não aprovaram (todos detestavam o Black Sabbath) e Dave sugeriu 'Van Halen'. Banda formada, o negócio era ir a luta. E assim foi, com o Van Halen tocando em todos os buracos quentes da Califórnia, por qualquer ninharia e às vezes, até mesmo de graça. Para eles, só interessava tocar, alcançarem um grande sucesso e, um dia, desbancarem o Led Zeppelin. Tirando o último ítem, as outras coisas eles conseguiram. Logo nos primeiros concertos, o VH conseguiu um público de 900 pessoas, chegando a juntar 3.300 num só lugar (com capacidade para 1.500, diga-se). Em pouco tempo, já abriam shows para o UFO e Santana. Os elogios eram muitos, mas contratos, nada. Até que, num show no Golden East Ballroom, o empresário Rodney Bingheimer, ficou bastante impressionado com a atuação da turma de Eddie, e os contratou para serem atração fixa no Starwood Club, em Los Angeles. No Starwood, um ilustre espectador oculto na platéia (o que para ele era muito fácil na época) aguardava o show do grupo The Boys. Porém, o Van Halen, que fazia a abertura, o impressionou demais. Depois da apresentação (os The Boys foram esquecidos) o tal espectador entrou no camarim e foi logo se apresentando : 'Muito prazer, eu sou Gene Simmons, do Kiss. Adorei o show de vocês e quero muito ajudá-los!'. O cara quase foi enxotado de la pela banda, pois os VH não acreditaram que ele fosse mesmo o linguarudo baixista, pensando se tratar de uma brincadeira de mal gosto. Muito pacientemente, Gene conseguiu convencê-los de que ele era ele mesmo, e se ofereceu para produzir uma Demo-tape. Pronta a fita, com 13 músicas, o negócio era achar uma utilidade pra ela. Simmons bem que tentou, monstrando a Demo a todas as gravadoras que pode, mas nenhuma se interessou. 'Acabou não dando em nada', conta Eddie, 'gravamos uma fita, mas não sabíamos onde levá-la. Não queríamos sair por aí batendo nas portas das pessoas e pedindo que elas nos contratassem. Assim, ficamos apenas com uma fita que tinha um som decente'. É, mas imagine o valor dessa fita nos dias de hoje... Só que nem tudo estava perdido. Paralelamente a tudo isso, o jornal Los Angeles Times tecia elogios deslavados a banda, e isso chamou a atenção de um empresário chamado Marshall Berle, que logo os colocou em contato com Mo Ostin (Presidente da Warner americana) e Ted Templeman (membro do Bizarre e produtor dos Doobie Brothers). 'Eles de novo?', exclamou Ostin, que já tinha sido igualmente aporrinhado por Gene Simmons. 'Não, não e não!! Esse garoto nem sabe tocar uma guitarra decentemente! Só faz barulho, parece uma serra elétrica!'. Assim assim, Marshall pediu uma chance, só uma chance. E assim, em 1977, frente a uma audiência de onze (11) pessoas, o VH tocou como se estivesse no Madison Square Garden lotado, deixando Ostin e Templeman de queixos caídos no chão e conseguindo um contrato na hora. 'Foi como no cinema', resume Eddie. Em menos de 3 semanas, já tinham o disco pronto, Só no primeiro dia, registraram 40 músicas, compuseram 'Jamie's cryin' no estúdio e regravaram 'Ice Cream Man' e 'You Really Got Me', dos Kinks. Eddie deu um trabalhão aos técnicos de som do estúdio, pois insistia em tocar com quatro Marshalls de 100w à toda ao invés de fones de ouvido. E realmente o fez, mas ninguém se atreveu a ficar na sala de som junto com ele. Os técnicos apenas regulavam o som, diziam 'toca' e saíam de perto. 'You really Got Me', o primeiro compacto, estourou nas paradas. Em Fevereiro de 78 saía o primeiro LP, 'Van Halen', que venderia 3 Milhões de cópias. Eddie foi rapidamente conhecido como um mestre na guitarra, e logo figuraria como o number one numa eleição entre os leitores da conceituada revista Guitar Player. Abrindo shows para o Journey e acompanhando Black Sabbath, foram conquistando cada vez mais e mais adeptos em todas as partes do mundo. Em 79, sairia o segundo LP, 'Van Halen II' e uma nova excursão foi feita, passando pelo Japão, EUA, Canadá, Bélgica, toda a Europa e, matando saudades de casa, Holanda. O álbum também ganhou sua bolacha de platina,e cada vez mais o VH se destacava no cenário musical. A técnica de Eddie começou a ser imitada por milhares de jovens em todo o mundo, que copiavam tudo o que o mestre fazia. Dizem que, na época, a demanda de captadores e cordas de guitarra subiu assustadoramente, desde que Ed disse em entrevistas que costumava passar parafina nos fios dos captadores e ferver suas cordas. ( O que foi feito de sopa de cordas e captadores, não estava escrito !!) Mas os outros membros também tinham sua corte de imitadores, principalmente Dave, com sua vaporosa cabeleira loira e seu comportamento frenético/sensual em cena. Alex, com seu mamutesco equipamento de percussão, fez com que a gurizada esgotasse os estoques de bumbos, pratos, caixas e gongos das lojas. E Michael, coitadinho, não tinha nada a oferecer, a não ser uma coleção de baixos caríssimos, alguns dos quais ele tem a irritante mania de pisotear em cena. Oito dias foram suficientes para a confecção do terceiro álbum, 'Women and Children First'. Nesse álbum os teclados apareceram pela primeira vez na faixa 'And the cradle will rock', na qual podemos ouvir um piano elétrico Wurlitzer sendo martelado frente à uma parede de Marshalls. O resultado final não soou como um piano, eh verdade, mas Dave acabou não gostando nada disso: 'Você é um Guitar Hero, Eddie, ninguém quer te ver tocando teclados!. Sai dessa, garoto! '. 'Women and Children First', como todos os outros, ganhou discos de platina: as bilheterias dos shows tinham, em poucas horas, que pendurar a plaquinha De 'SOLD OUT'. As caras dos quatro estavam estampadas nas capas de todas as revistas especializadas e todos estavam multimilionários. Eddie, que antes costumava prender as portas de seu carro com cordas de guitarras quebradas, já dispunha de uma pequena frota de Lamborghinis. Não sei se ele ainda usa cordas pra prender as portas dos seus carros, mas o certo é que seus carros são consertados na oficina de um certo Claudio Zampoli, que mais tarde terá uma participação importante na história do Van Halen na entrada de Sammy Hagar mais pra frente.

 

 

 

 

Um dos primeiros cartazes dos shows da banda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eddie na gravação do album Van Halen II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Van Halen no estúdio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gravando o album Van Halen II

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cartaz dos shows da banda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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