Noturno

Noturno



Brumoso navio o que me carrega por um mar abstrato. Que insigne alvedrio prende à idéia cega teu vago retrato? A distante viagem adormece a espuma breve da palavra: - máquina de aragem que percorre a bruma e o deserto lavra. Cêras de mistério selam cada poro de vida entregada. Em teu mar, no império de exílio onde moro, tudo é igual a nada. Capitão que conte quem és, porque existes, deve ter havido. Eu? - bebo o horizonte... Estrelas mais tristes. Coração perdido. Sonolentes velas hoje dobraremos: - e a nossa cabeça. Talvez dentro delas ou nos duros remos teu NOME apareça.

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