O
HUMANOS
O
ser humano pode ser definido em termos biológicos,
sociais e consciência. Biologicamente, os humanos são
classificados como a espécie Homo sapiens (latim para homem
sábio, homem racional). A mente humana tem vários
atributos distintos. É responsável pela complexidade
do comportamento humano, especialmente a linguagem.
A
curiosidade e a observação científica levaram ao aparecimento
de uma variedade de explicações para a consciência
e a relação entre o corpo e a mente.
A
Psicologia (especialmente a Neuropsicologia) tenta estudar estas
manifestações
e relações sob o ponto de vista científico.
As perspectivas religiosas geralmente enfatizam a existência
de uma alma como sendo a essência do ser, normalmente associada à crença
e adoração de Deus, deuses ou espíritos. A
Filosofia tenta sondar as profundezas de cada uma destas perspectivas.
A Arte, a Música e a Literatura são muitas vezes
usadas como forma de expressão deste conceitos e sentimentos. O ser humano é uma espécie eminentemente social.
Criam estruturas sociais complexas, compostas de muitos grupos
cooperantes e competidores. Estas estruturas variam desde as nações
até ao nível da família, desde a comunidade
até ao eu. A tentativa de compreender e manipular o mundo à sua
volta, possibilitou aos humanos desenvolverem tecnologia e ciência
como um projecto comum e não individual. Estas instituições
levaram ao aparecimento de artefactos partilhados, crenças,
mitos, rituais, valores e normas sociais que, no conjunto, formam
uma cultura de grupo.
O
ser humano apresenta locomoção bípede
completa. Este facto proporciona a utilização
dos membros anteriores para a manipulação de
objectos, por meio da oponibilidade dos polegares.
Os humanos variam substancialmente em relação
a altura e peso médio, conforme a localização
e aspectos históricos. Apesar de o peso ser largamente
determinado pelos genes, é também, muito influenciado
pela dieta e exercício. Em comparação com a pele de outros primatas,
a pele humana possui menor pelagem. A cor do pêlo e da
pele é determinada pela presença de pigmentos,
chamados melaninas. A maioria dos autores acredita que o escurecimento
da pele foi uma adaptação que evoluiu como uma
defesa contra a radiação solar ultravioleta (UV);
a melanina é uma substância eficaz contra esta
radiação. A cor da pele, em humanos actuais,
pode variar desde o castanho escuro até ao rosa pálido.
A
distribuição geográfica da cor da pele
correlaciona com os níveis ambientais de raios UV. A
cor do pêlo e da pele humana é controlada, em
parte, pelo gene MC1R. Por exemplo, o cabelo ruivo e pele pálida
de alguns europeus é o resultado de mutações
no gene MC1R. A pele humana tem a capacidade de escurecer (bronzeamento)
em resposta à exposição a raios UV. A
variação na capacidade de bronzeamento também é parcialmente
controlado pelo gene MC1R. Porque os humanos são bípedes, a região
pélvica e a coluna vertebral tendem a sofrer desgaste,
criando dificuldades locomotoras em indivíduos mais
idosos.
A
necessidade individual de uma regular administração
de comida e bebida é proeminentemente reflectida na
cultura humana. A falha na obtenção de comida
leva ao estado de fome e eventualmente ao de inanição,
enquanto que a falha na obtenção de bebida
leva à desidratação
e ao estado de sede. Tanto a inanição como
a desidratação poderão levar à morte,
se não forem combatidas: o ser humano pode sobreviver
para além de dois meses sem comida, mas somente cerca
de três dias sem bebida (se não tiver acesso
a cápsulas de hidratação).
O
tempo médio de sono requerido é de entre sete
e oito horas por dia, para um adulto, e de nove a dez horas
por dia numa criança. Indivíduos mais idosos
usualmente têm sonos de seis a sete horas e os recem-nascidos
podem precisar de 18 a 20 horas diárias de sono. É comum,
nas sociedades modernas, as pessoas dormirem menos que o necessário. O corpo humano está sujeito a doenças e ao processo
de envelhecimento. A Medicina é a ciência que
explora métodos para preservar a saúde humana.
LEONARDO
ZEGUR
Bionética |