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Nacionalistas
– Comunistas e a causa palestina por Rafael MEDINA
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Quando nós –
nacionalistas – defendemos a causa palestina, não nos apegamos a
classes sociais ou conflitos religiosos. Não é a luta dos
"pobres" palestinos contra os "ricos" israelenses ou a
dos mulçumanos contra os judeus, ao nosso ver, que deve ser enfocada, e
sim a luta de um povo que teve sua Pátria simplesmente riscada do mapa e
invadida por outro povo, poderoso e influente. A
"justificativa" sionista de que a Palestina é a terra
"dada por Deus ao povo eleito", não convence se a analisarmos
mais profundamente; de acordo com a Bíblia, foi por volta do ano 2000 ac.
que Abraão deixou Ur, na Mesopotâmia, e foi, com sua família
estabelecer-se na Palestina. Mais tarde quando um de seus bisnetos, José,
se tornou ministro do faraó e toda a família se transferiu para o Egito
e lá passou entre quatro e oito séculos. Foi lá e não em outra parte
qualquer que a família de Jacó "cresceu e multiplicou-se" se
tornando o que convencionou chamar "o povo hebreu". Sempre de acordo com a Bíblia,
foi no ano de 1250 antes de Cristo que os hebreus deixaram o Egito,
vagaram durante 40 anos no deserto e, depois sob direção de um "Moshé
Dayan" da época, designado sob o nome de Josué, conquistaram muitas
cidades da Palestina a ferro e fogo; e como descreve a Bíblia: Josué
"fez parar o sol" para permitir a seus soldados "terminarem
sua tarefa". Não muito diferente dos dias de hoje. Quase nunca os hebreus
chegaram a ocupar completamente a Palestina. Nem mesmo deram seu nome ao
país (o que certamente teriam feito se realmente tomassem posse da
terra). Palestina vem de "Philistin", a terra dos filisteus, que
antes da chegada dos hebreus já a habitavam, junto com outros povos, como
cananeus, hititas, moabitas, etc. Os Árabes, por sua vez,
conquistaram a Palestina em 637 da era cristã. Conquista comparável a
qualquer outra conquista, com única ressalva que os árabes se misturaram
e se assimilaram aos habitantes originais da Palestina para constituir o
“povo árabe da Palestina”, (é desnecessário dizer que o povo hebreu
jamais se misturou ou se assimilou com a população local). Por essa mistura e
assimilação dos povos árabes com a população local a Palestina é
exclusivamente uma "Pátria árabe". Sobre essa terra o povo árabe
possui tanto direito quanto os franceses à França, os ingleses à
Inglaterra, pois corre em suas veias o sangue dos “indígenas”
habitantes daquelas terras. Ao nosso ver, os sionistas
jamais acreditaram para valer em suas “reivindicações históricas” e
não as apresentou senão para explorar seu conteúdo emocional. “Heróis
que voltaram para casa após dois mil anos de exílio, perseguições...”,
isso soa muito melhor e pode levar muito mais longe que qualquer discurso.
O próprio Sr. Nahum Goldmam, ele mesmo, presidente do Congresso judeu
(sionista) Mundial em discurso pronunciado na sétima sessão plenária do
congresso judeu canadense, em maio de 1947,declarou: “... lembro-me de que o
Sr. Ickes, que estava encarregado da administração do petróleo nos
Estados Unidos durante a guerra, me declarou que os relatórios dos
especialistas afirmam que há existência de mais petróleo no Oriente Médio,
do que todo o conjunto da América do Norte e Central, de 10 a 20 vezes
mais. E sabeis que o petróleo significa para o mundo? Uma vez que tenham
estabelecido um Estado judeu na Palestina, tudo isso será em nosso benefício...” Depois da segunda guerra
mundial, a ONU decidiu tirar as tropas inglesas da Palestina e dividir o
território entre judeus e palestinos, criando obviamente, somente o
Estado judeu (sob a maior e melhor parte da região). Os árabes
palestinos tornaram-se refugiados na própria Pátria, e sujeitos a todo
tipo de injustiças possíveis e imagináveis. Isso talvez tenha
despertado o “sentimento comunista” de defesa dos pobres e oprimidos,
sem mesmo saberem (em sua maioria) o porque disso tudo. Com isso passamos
a ver por parte da esquerda, um discurso pró-palestino, sem haver uma
palavra contra o sionismo que é o verdadeiro responsável pelas
atrocidades no Oriente Médio. A exemplo, podemos citar o
integrante do MST (que possui uma causa legítima, mas sofre “influências”
e “infiltrações”, que mancham sua imagem) Mario Liu, que esteve
preso no QG de Yasser Arafat durante o massacre cometido pelas tropas de
Sharon em Ramalah e Jenin, que declarou a imprensa brasileira que a causa
comum entre MST e palestinos é a “luta pela terra”. O que temos de
discordar. A luta do MST, originariamente, seria a reforma agrária,
enquanto que a palestina é pela sobrevivência, por sua Pátria saqueada,
por seu povo, e pela nação Palestina, destruída e ocupada por forças
alienígenas. Sob esse ponto de vista não vemos em comum entre o MST e a
causa palestina, a luta pela terra.
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