Colossenses - Reter a Cabeça
O mistério de Deus, Cristo
Semana 01 - Quinta-feira
Ler com oração
Ler: Gl 3:2; 5:16, 25; Cl 1:25, 27; Gl 3:3; 1:8

"Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2:19b–20)

A ECONOMIA DE DEUS NO ANTIGO E NO NOVO TESTAMENTO

Se queremos conhecer Deus devemos conhecer Cristo. Por isso, Colossenses nos mostra que o mistério de Deus é Cristo. Cristo é o Espírito todo-inclusivo, que recebemos pelo ouvir da fé (Gl 3:2 – cf. Rm 10:17 - VRC). Aqui há algo e chama-se “a fé”, pela qual podemos ter Cristo em nosso interior. A fé é um item crucial da economia neotestamentária de Deus. A economia de Deus tem dois lados: a economia do Antigo Testamento, que Deus revelou a Moisés, e a economia do Novo Testamento, que Deus revelou para Paulo. O evangelho que Paulo pregava veio dessa visão, e ele se tornou apóstolo também por meio dessa visão. Deus o encarregou de pregar esse evangelho aos gentios.

A fé tem dois aspectos: a fé objetiva, que é o conteúdo da economia neotestamentária de Deus, e a fé subjetiva, que é o nosso ato de crer. Pela fé, recebemos em nós todo o conteúdo da economia de Deus. Deus tornou-se homem pela encarnação e tornou-se o Espírito pela morte e ressurreição. Agora, como Espírito, Ele pode entrar em nós. Isso ocorre pela fé. Após crer no Senhor e recebê-Lo como o Espírito todo-inclusivo que dá vida, em nosso espírito humano, podemos viver e andar pelo Espírito (Gl 5:16, 25). Tudo isso é parte da visão que Paulo teve no terceiro céu.

Por meio de suas epístolas aos Efésios, Filipenses e Colossenses, todo esse mistério foi escrito. Assim, em Colossenses 1:25, Paulo fala que a economia de Deus lhe foi confiada para completar a palavra de Deus (lit.). Podemos aplicar isso de diversas maneiras. Uma delas é que, se a verdade não é praticada por nós, ela continua apenas como verdade objetiva; mas quando é praticada torna-se realidade. Assim a palavra se completa.

Quando pregava o evangelho, Paulo o pregava de acordo com a visão da Arábia. Ele sabia que Deus já se tornara homem pela encarnação e se tornara o Espírito mediante a morte e ressurreição. Por isso o evangelho que ele pregava não era o evangelho tradicional. Era o evangelho que introduz o Espírito no espírito do homem. Quando pregava o evangelho, ele levava as pessoas a invocar o nome do Senhor, conduzindo-as ao espírito (Jr 33:3; At 22:14-16). Ele as fazia começar pelo Espírito. Infelizmente, porém, os gálatas foram enganados pelos que vieram de Jerusalém, que os persuadiram a guardar a lei de Moisés e a circuncisão.

A visão e o encargo de Paulo era pregar Cristo (Cl 1:27). Ao saber que os gálatas, que haviam começado no Espírito, estavam aperfeiçoando-se na carne (Gl 3:3), ele entristeceu-se muito. Talvez tenha pensado: “Eu conduzi essas pessoas ao Senhor por meio do evangelho, tendo Cristo como vida. Agora elas estão guardando a lei! O Senhor Jesus já morreu na cruz por eles; a carne já foi crucificada. Que lástima que agora eles queiram cortar um pedaço da carne física!” Por isso ele diz em Gálatas 1:8 que quem pregava outro evangelho, diferente do que ele pregou, era anátema, isto é, maldito. E ele repetiu isso no versículo 9. Essas eram palavras muito fortes. Por quê? Porque esses irmãos tinham sido desviados de Cristo como o centro.

O encargo do evangelho é levar as pessoas ao Senhor. Por isso, Paulo as conduzia a invocar o nome do Senhor. Ao invocar o nome do Senhor, a pessoa é salva e o Espírito entra em seu espírito. Assim ela aprende a viver e a andar pelo Espírito. Os que creram no Senhor receberam a vida de Deus por contatarem o Espírito. Quando contatamos esse Espírito em nosso espírito, recebemos a vida. Sem o Espírito não há vida

Palavra-chave:

Pergunta: O Antigo Testamento, como escritura, pode produzir vida divina? Explique.


Leitura de Apoio para a Semana:
- Estudo-Vida de Colossenses, Witness Lee, Mensagem 18.
- Conquistando a Boa Terra, Dong Yu Lan, Capítulo 4.


Texto tirado do site Jornal Arvore da Vida.

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