How Did I Fall In Love With You?

- Merda de casamento.
- Para de reclamar menino!
- Porque quatro dias? Porque o precisa de quase uma porra inteira de semana pra casar? As pessoas normais casam em um dia só, sabe. E nem usam o dia inteiro. - reclamou para sua mãe.
- Ora , você sabe que são os preparativos. E nós somos da família do noivo, temos que estar presentes.
- Que seja. - ele reclamou descendo do caaarro assim que eles chegaram no local onde seria o casamento.
Era uma enorme fazenda, que tinha uma casa bem ampla, com vários quartos, onde os convidados iam se hospedar. - Mamãe! - disse se aproximando do carro no qual a família acabava de chegar.
- !!! - disse abraçando o filho.
- E aí, dude? - disse abraçando .
- Tudo indo. - ele respondeu mal-humoraadooo.
ficou olhando intrigado para o irmão.
- Não ligue para ele. Só está de mal humor por que vai ter que passar quatro dias aqui.
- Com um bando de gente velha e bêbada... - acrescentou ficando ainda mais mal-humorado.
- Ai que você se engana. Tem uma pessoa quue já chegou para ajudar nos preparativos que você vai adorar ver. - disse pegando as malas da mãe. - Mas antes venham comigo. Eu vou mostrar onde vocês vão dormir.

Depois de mostrar aos pais os quartos deles e deixar seus irmãos mais novos no quarto ao lado, levou para um quarto no andar de cima.
- Você vai ficar nesse aqui. É menor, mas acho que você prefere ficar aqui do que com os pentelhinhos não é?
- Na verdade eu ia gostar mais se você fosse normal e casasse em um dia sem essas frescuras de reunião de família uma semana antes. - reclamou com o irmão.
- Ei, isso não é culpa minha.
- É. É da sua noivinha que manda em você agora, idiota.
suspirou.
- Quando você casar você vai querer fazer as vontades da sua mulher .
- E quem disse que eu vou casar?
- Eu pensava que não iria e... bom, eu não vou perder tempo discutindo com um cabeça-dura como você. - disse saindo do quarto. - Estão todos no salão principal se você decidir dar as caras.
- Mais tarde eu desço. Eu preciso dormir um pouco.

chegou no salão principal que estava lotado e viu uma figura familiar ir em sua direção.
- Oi ! - sorriu a garota.
- ?! - ele ficou espantado. - Meu Deus! Como você cresceu!!! - ele disse a abraçando.
- Para com essa conversa de velho, credo !!! - ela riu e ele também.
- Mas sério, faz quanto tempo que a gente não se vê? Uns oito anos?
Os dois tentaram fazer as contas, mas logo desistiram.
- Mais ou menos isso. - ela respondeu olhando pelo salão. - Erm.. er... e... é... er...
sorriu.
- O meu irmão? Ele veio sim. Mas tá num mal humor impossível e ficou no quarto dele. - ele sorriu. - Eu tenho que ir falar com a minha mãe agora, dá uma passada no quarto dele. É no andar de cima ao lado do seu. - ele piscou para a garota e sem dar tempo de ela responder, saiu andando.
suspirou e olhou para a escada.

Demorou uma meia hora para ela se achar naquele casarão enorme, mas finalmente chegou ao quarto dela. Haviam dois quartos ao lado do dela. Ela bateu na porta de ambos, mas ninguém atendeu. De repente ela ouviu notas sendo tocadas em um piano. Seguiu o som e chegou a uma pequena sala onde encontrou quem procurava. Ela esperou a música acabar e aplaudiu.
- Você ainda toca essa música muito bem!
- ????? - ele levantou correndo do piano e a abraçou. - O que você está fazendo aqui?
Ela olhou para ele com uma cara confusa.
- , é o casamento do seu irmão e por um acaso ele convidou a minha família. Não sei se você lembra mas nossas famílias sempre foram amigas!
riu da própria pergunta idiota que tinha feito.
- Desculpa, eu só fiquei impressionado de ver você de novo. Faz tanto tempo! - ele a abraçou de novo. - Você tem muito o que me contar, vamos dar uma volta no jardim?

Remember when, we never needed each other
The best of friends like
Sister and Brother
We understood, we'd never be,
Alone


Os dois deram uma volta enorme na casa e foram para o jardim, andando e conversando sobre a infância deles.
- Puxa, fazia tanto tempo que a gente não se via. - disse olhando para a garota ao seu lado e sorrindo. - Você mudou muito.
riu. - Não mudei nada. Continuo a mesma moleca de sempre.
- Continua subindo em árvores e pulando cercas pra fugir da sua mãe?! - ele perguntou sorrindo ainda mais ao lembrar das trapalhadas que os dois sempre aprontavam quando eram menores.
Ela riu com gosto.
- Não, nesse sentido acho que eu amadureci um pouco. - ela olhou para ele. - Você sim, mudou muito. Que cabelo é esse? - ela riu.
passou as mãos pelos cabelos.
- Ah, queria mudar... e...
- Eu gostei. Combina com você. - ela disse passando a mão pelos cabelos dele também.
fechou os olhos e engoliu a saliva. Quando reabriu os olhos viu que estava bem adiante, sentada num galho de uma enorme árvore.
a imitou e sentou-se no galho ao lado do dela.
- Você parece entediado.
- Talvez seja porque eu ESTOU entediado. - ele sorriu para a amiga.
deu de ombros.
- Acostumou com a vida corrida de rock star?
sorriu e corou um pouco.
- Eu não sou um rock star.
- Lógico que é, ! Não fui eu que ganhei vários discos de platina com a minha banda.
sorriu. - Sabe , às vezes você é humilde demais.
- Você já me disse isso uma porção de vezes. - ele suspirou. - E você? O que tem feito da vida nesses últimos... 9 anos?!
- A mesma chatice de sempre. Casei, divorciei tive 5 filhos.
gargalhou, ela continuava a mesma de sempre.
- É sério, .
- E quem disse que eu não estou falando sério? - olhou para ela. - Ok, ok. Só não menti na parte em que falei que era uma chatice. Trabalho, faculdade, faculdade, trabalho. Rotina. - ela disse desanimada. - Sabe, - ela olhou para ele. - nunca mais foi a mesma depois que você foi embora.
estava prester a responder, mas foi cortado por uma voz conhecida que ele não escutava fazia muito tempo.
- Ai está você!!! - disse a mãe de se aproximando deles. - querido, como você cresceu!!! - ela disse abraçando o menino. - Já está um homenzinho...
- Mãe, deixa o em paz, coitado. - disse se levantando da onde ela estava.
- Vamos entrar?

A noite foi agradável. As duas famílias que tinham amizade de longa data, e que não se viam há tempos, estava completamente reunida novamente. Foi um jantar agradável para todos apesar de e não terem conversado muito.

No outro dia de manhã, acordou cedo e não conseguiu voltar a dormir; já estava despertada. Trocou de roupa e foi dar uma volta pela casa. Era cedo e praticamente ninguém tinha levantado ainda então ela decidiu ir dar uma volta na parte de fora da casa. Ela andou observando o local. Era enorme e muito bonito, tinha escolhido um lugar perfeito para se casar. Casamento. Como o tempo tinha passado. Alguns anos atrás era apenas um irmão pentelho que tinha e agora ele ia se casar. respirou fundo e fechou os olhos, imaginando o próprio casamento.
Ela foi acordada de seu sonho pelo som de crianças correndo. abriu os olhos e viu uma babá correndo atrás de um menino e uma menina que correram para a piscina que ficava mais afastada da casa. Ela sorriu e lembrou das primeiras férias que ela passou com a família ...

*-*Flashback*-*


- Ela não pode ficar aqui. - disse um menino apontando para .
- Porque não? - perguntou .
- Porque ela é menina. - disse o primeiro... - Meninas não podem brincar com meninos.
- Mas ela é minha amiga. - disse olhando para os meninos em volta dele dentro da piscina. - Vem , entra aqui com a gente.
- Se ela entrar, a gente nunca mais fala ccom você. - um menino moreno ameaçou.
- Deixa , eu não quero ficar na piscina. Aproveita com seus amigos. - ela disse se virando e indo embora na direção do parquinho.
se sentou na balança. Estava triste pois não tinha com quem brincar. De repente sentiu duas mãos empurrarem ela e a balança. Olhou para trás de viu sorrindo.
- ?! Porque você não está com seus amigos?
- Porque eu não quero te deixar sozinha. - o menino sorriu e continuou a empurrá-la.

*-*End of Flashback*-*


- Posso saber o porque desse sorriso?
A garota olhou para o lado e deu de cara com e sorriu ainda mais.
- Estava lembrando da nossa infância. - ela respondeu olhando para as crianças brincando na piscina, enlouquecendo a babá.
- Do dia que eu briguei com um menino porque ele puxou a alça do seu biquíni?
- Na verdade, não. Lembrei das primeiras férias que eu passei com a sua família.
- Tempos bons, não era? - ele suspirou. - Eu sinto falta dessa época.
- Eu também.
Houve um silêncio. Um silêncio calmo e aconchegante. Demorou alguns minutos para que algum dos dois falasse alguma coisa. Quem quebrou o silêncio foi :
- Você lembra da festa de 10 anos do meu irmão?
- Lembro, porque? - ela perguntou curiosa.
respirou fundo.
- Preciso te contar uma coisa sobre aquele dia.
olhou para e viu que ele estava sério. Ela se virou de frente pra ele.
- Pode falar ...
- É que... erm. Bem. É... er. Hmmm. - ele gaguejava.
- ? O que foi? O que você quer me contar?
- Promete que não vai rir? - ele perguntou olhando pra ela.
- Prometo.
- Por mais imbecil que possa parecer?
- Fala logo !!!
- Aquele dia eu dei o meu primeiro beijo. - ele disse olhando pra ela.
Ela ficou olhando para ele, sem entender nada.
- Você não se lembra, não é? - ele perguntou um pouco decepcionado.
ficou olhando para ele. O que ele queria dizer com aquilo? Então de repente...
- Meu Deus! ! Era você?!
ficou vermelho que nem um pimentão. Depois foi a vez dela corar.
- , era você! Foi você que me roubou um beijo aquele dia quando a gente estava brincando de gato mia no escuro!!! Por que você nunca me contou? - ela ficou mais vermelha ainda. - Que vergonha.
- Hey, - ele disse levantando o queixo dela. - Não tem porque ficar com vergonha. A gente tinha 12 anos!
- O problema não é esse. - ela sorriu nervosamente. - Eu me fiz de boba e fiquei falando sobre o 'misterioso menino do beijo' pra você quando na verdade o menino ERA você!
- Desculpa não ter te contado antes. Achei que você fosse... - ele parou no meio da sentença.
- Que eu fosse...???
- ...se decepcionar. - ele disse baixinho...
- Me decepcionar? - ela perguntou incrédula. - Por ter dado meu primeiro beijo com o meu melhor amigo? Nunca! - ela sorriu. - Vamos tomar café? - ela disse mudando rapidamente de assunto. - Eu estou morrendo de fome! - ela disse puxando o menino pela mão e andando na direção da entrada principal da casa.

Those days are gone, and I want you so much
The night is long and I need your touch
Don't know what to say
I never meant to feel this way
Don't want to be
Alone tonight


Depois do café da manhã teve que ir para o ensaio da cerimônia pois ia ser o padrinho de seu irmão. Nesse meio tempo ficou sentada no quarto dela, pensando.
"Porque o me disse isso hoje?" - ela pensou. - "Depois de tanto tempo que isso aconteceu, porque logo hoje?" - sua mente estava trabalhando sem parar, na procura de uma resposta, que ela nem ouviu a porta de seu quarto abrir e fechar.
- ???
Ela deu um susto e se virou, dando de cara com sua mãe.
- Mãe! Que susto! - ela disse colocando a mão no peito.
- Você estava ai perdida em pensamentos.... o que houve?
- Nada.
A mãe dela olhou para ela e sentou-se ao seu lado na cama.
- Eu te conheço, . O que houve?
fechou os olhos e respirou fundo. Porque as mães sempre sabem de tudo?!
- É ele não é?
abriu os olhos e encarou a sua mãe.
- Ele?
- Você sabe.
continuou encarando ela, sem expressão no rosto.
- . - disse a mãe.
- O que tem ele? - perguntou no tom mais natural possível.
- Bem, ele cresceu. - disse a mãe se levantando e começando a andar pelo quarto. De algum modo ia descobrir o que a filha tinha, apesar de já ter uma pequena idéia do que seria. - Está um homem agora...
riu com gosto.
- ? Um homem? Hahaha. Nunca, mãe. - ela sorriu para si mesma, deitando na cama. - Ele sempre vai ser um muleque sapeca.
- E você gosta disso, não gosta?
suspirou. Houve um silêncio longo.
- O que eu faço mãe?

Enquanto isso no intervalo do ensaio...
estava sentado em uma escada, sozinho, pensando no que acontecera de manhã. Porque tinha contado à sobre aquilo? O que fez ele contar isso à ela? se aproximou do irmão.
- Se divertindo?
- Uhu. - fingiu um sorriso. - Melhor que a Disney. Ouvi dizer que o Mickey está fora de moda.
- Não precisava ser tão irônico.
Os dois ficaram sentados em silêncio.
- Sabe, - começou. - se você está aqui era bom arranjar um divertimento. Não é legal ver meu irmão com essa cara de bunda e saber que eu que estou causando isso.
- Nah. Relaxa. - deu umas palmadinhas no ombro do irmão. - Não se preocupe comigo cara, eu estou bem. - pausou. - Só um pouco confuso. - ele disse baixinho, para si mesmo, mas o ouviu.
- Confuso? O que houve?
- Vamos , temos que terminar logo o ensaio. Eu tenho que provar o vestido de novo daqui a pouco. - gritou a noiva de .
- É melhor nos apressarmos então. - disse se levantando.

estava retornando para o grande casarão, passeando pelas árvores e resolveu ficar ali por um tempo para ver se conseguia por seus pensamentos em ordem.
Depois de tentativas frustadas, desistiu. Olhou para os lados e viu um de seus primos importunando uma das irmãs mais novas da noiva de . Deu risada e se lembrou de quando era mais jovem...

*-*Flashback*-*


- , você é o melhor amigo do mundo! - gritou abraçando o menino.
Ele sorriu e os dois entraram na festa de mãos dadas. Lógico que ele não podia dizer 'não' para ela. Era uma grande festa do colégio, eles deviam ter apenas 14 anos. queria muito ir à festa, mas tinha um garoto que estava de passagem pela cidade que não parava de importuná-la e estava começando a ficar com medo do que ele podia fazer. Ela então resolveu pedir para levá-la a festa, como se os dois estivessem juntos.
- , e se ele desconfiar? - ela perguntou nervosamente.
- Ele não vai desconfiar. - disse apertando a mão dela com um pouco mais de força para assegurá-la e os dois entraram na festa.
Tudo estava correndo bem até o garoto achar sozinha, pois tinha ido pegar bebidas para eles. O garoto foi se aproximando dela e acabou a encurralando entre ele e a parede. não conseguiu empurrá-lo e começou a entrar em pânico.
viu o que estava acontecendo e correu para onde ela estava.
- Pois não, amigo? - ele perguntou, tiranddo o menino de cima de e entrando entre os dois.
- Eu estou com ela.
- Desculpe amigo, acho que houve um engano. - disse abraçando a amiga. - Você não pode estar com ela, sabe. Ela é minha namorada.
O garoto olhou desconfiado para as dois. tremia dos pés à cabeça.
- Eu não sabia que ela tinha namorado. - ele disse em tom irônico.
- Mas eu estou aqui não estou? - sorriu e se virou para . - Tudo bem querida? Está tremendo. É frio? Vamos pegar seu casaco, venha. - ele disse puxando ela pela mão. - Boa festa. - ele disse passando pelo garoto.
a levou para o outro lado do salão. o abraçou.
- Obrigada. - ela sussurrou.
sorriu.
- Não foi nada. Mas temos que tomar cuidado. O troglodita ainda está nos observando.
- Acho melhor nós irmos embora...
- Nada disso, você queria se divertir. Não vai estragar sua noite por casa dele, vai? - a puxou para perto dele. - Tudo que temos que fazer é agirmos como namorados.
ficou corada.
- Oops. Nosso amigo está olhando desconfiado. É melhor agirmos logo.
ia perguntar o que ia fazer, mas foi silenciada pelos lábios dele indo ao encontro dos seus.

*-*End of Flashback*-*


sorria ao se lembrar.
- Ah céus, o que acontece comigo...?

O tempo passou e não percebeu o tempo passar, nem que a escuridão da noite começava a se espalhar. Algum tempo depois ele resolveu ir para seu quarto e tomar um banho, achando que isso refrescaria suas idéias.

Ao sair do banho estava com as idéias mais confusas do que quando ele tinha entrado. Enrolou a toalha na cintura e se jogou na cama, admirando as rachaduras que começavam a se formar no teto. De repente a porta se abriu. se assustou e pulou da cama.

- Pelo amor de Deus, coloca uma roupa! - disse para o irmão.
- Desculpe. - disse amarrando a toalha em volta da sua cintura novamente. - O que você quer aqui?
fechou a porta do quarto.
- Saber o que há com você.
olhou com uma cara de não-entendi para ele.
- Você está estranho . Passou a tarde inteira sumido. Você está tão incomodado de ficar aqui? - perguntou chateado. - Pô , você é eu irmão. Eu esperava que você ficasse no mínimo feliz por mim.
se sentiu culpado. Afinal, ele não estava de mal humor por causa da festa ou por estar ali. Estava irritado pois não compreendia o que estava acontecendo. Ele suspirou.
- Desculpe , mas eu não estou assim por estar aqui. - passou as mãos pelos cabelos molhados. - Quero dizer, em parte é... mas... não é aqui. Não, o problema não é o lugar. Nem o seu casamento.
- , então qual é o seu problema? - perguntou irritado.
- A ! - gritou .
não acreditou no que tinha ouvido.
- O QUE?!
- Você ouviu. - se levantou e foi pegar uma roupa para colocar. Fazendo isso ele entrou no banheiro. Depois de alguns minutos saiu vestido. estava sentado em uma cadeira.
- Ainda aqui? Que que você quer de mim? - disse irritado. - Se não se importa, eu quero ficar sozinho.
- Não quer conversar?
- Conversar... Não tem o que conversar. - Ele se jogou na cama. - Isso é errado.
- O que é errado ? Amar alguém?
respirou fundo.
- ... por favor. Eu quero ficar sozinho.
se levantou e foi andando na direção da porta. Antes de sair se virou para :
- Seja imbecil ou não a decisão que você vai tomar, saiba que ela é uma garota especial . - e dizendo isso fechou a porta.
- E eu não sei?! - disse para si mesmo fechando os olhos.

What can I do, to make you mine
Falling so hard so fast this time
What did I say, what did you do?
How did I fall in love with you?


estava fechando a porta de ser quarto e ouviu :
- Seja imbecil ou não a decisão que você vai tomar, saiba que ela é uma garota especial .
Ela então ouviu os passos se afastarem no corredor. Ela fechou a porta de seu quarto e encostou a testa nela. Como podia ser tão estúpida? Era lógico que ele já tinha uma pessoa especial e ela era simplesmente a melhor amiga. Uma lágrima escorreu de seus olhos, mas ela rapidamente as limpou. Saiu o quarto decidida a passar por cima daquele sentimento, mesmo sem saber qual ele era.

se perdeu em pensamentos e nem viu a hora do jantar se aproximando. Sem fome, ele pegou um casaco e saiu da casa para dar uma volta.

- , você viu o ? - perguntou se aproximando dela.
- Não vejo ele desde de manhã Sra. .
- Não acredito, ele não está no quarto dele e até agora não apareceu para o jantar. - ela olhava para os lados na esperança de ver o filho. - Acho que vamos ter que começar sem ele... com licença querida...
A Sra. se afastou e saiu.

estava sentado em um banco, olhando para o nada, perdido em pensamentos, com a pergunta de assombrando sua mente. De repente ele sentiu seus olhos serem cobertos e ouviu uma doce voz.
- Adivinha quem é?
sorriu e estremeceu, mas não por causa do frio. Lembrou-se das inúmeras vezes que aquela cena se repetira na vida deles, desde quando eles eram pequenos e fugia de casa por que tinha brigado com e ela ia atrás dele para saber como ele estava.

I hear your voice
And I start to tremble
Brings back the child that, I resemble

tirou as mãos dela de seus olhos. Ela percebeu que as mãos dele estavam frias e trêmulas.
- , você está gelado! Está com frio?
Ele fez que não com a cabeça e a puxou para sentar ao seu lado.
"Ele está agindo estranhamente." - pensou .
Ambos ficaram em silêncio por um bom tempo até falar:
- Sabe quando você olha pra sua vida e vê que ela está um saco? - ele disse olhando para ela. - Ai você quer mudar tudo, imagina como seria se tudo fosse direfente... - ele olhou para frente de novo e suspirou.
- E como eu sei... - disse . - Parece que apenas uma pessoa pode mudar pra sempre a sua vida.
olhou para a amiga.
- É exatamente isso que eu estou sentindo esses dias... sabe, - ele olhou para a amiga. - A gente é tão amigo, eu acho incrível como a gente pode completar as frases um do outro e se entender apenas com um olhar.
- É... - ela disse desviando o olhar do dele. - "Pena que você não consegue ver o que está escrito nos meus." - ela pensou tristemente. - "Sorte da garota que te conquistou, ."
- O que foi? Ficou triste do nada.
- Não há de ser nada. - ela respirou fundo e olhou para ele, aqueles olhos tão brilhantes e sinceros que ela poderia ficar observando pela eternidade.
- Se precisar, sabe que estou aqui pra te ouvir.
- Sim, eu sei. - ela sorriu.

- Ah, não sabe como estou aliviada...
- Porque mamãe? O que houve?
- Seu irmão, . Estou feliz por ele.
- O que...?
- Oras querido, só você não percebeu como ele e estão próximos um do outro?
- Eles são melhores amigos desde crianças, mãe.
- Sim, mas agora são um homem e uma mulher. , você não percebeu a tensão entre eles?
- Sim, mas...
- Eles estão com medo de perderem a grande amizade que eles têm.
- Olhe os dois ali... - disse apontando os dois sentados lá fora, pela janela da varanda. - Queria poder fazer alguma coisa.
- Não se meta. - disse sorrindo. - Esses dois têm que se resolver sozinhos.

"Por que fica cada vez mais difícil ficar perto dela? Não. Não. Não. Isso é errado . Ela é sua melhor amiga... você NÃO PODE sentir esse tipo de coisa por ela..." - Puxou então na sua memória a garota que não deixava seu pensamento nos últimos dias. - "Nem ESSE tipo de coisa ..." - ele deu um sorriso maroto. - "Pára com isso... ela é sua amiga. Ela te vê como um amigo. Ela nunca se apaixonaria por você... ela deve te achar patético." - ele se virou de bruço na cama e enfiou a cara no travesseiro. - "ARGHHHHHHHHHHH. Desse jeito você nunca vai se casar. CASAMENTO? Meu Deus, eu estou pensando em casamento! ARGHHHHHHHHHHHH" - ele se levantou, colocou uma camiseta e saiu para andar pois tinha certeza que não ia conseguir dormir.

Foi para a sala de música e teve uma enorme surpresa ao entrar lá. estava sentada no piano, olhando para as teclas e tirando algumas notas.

- O que está fazendo acordada? - ele perguntou, se sentindo um pouco mais calmo. Era incrível como tudo ficava mais claro para ele quando ela estava por perto.
Ela olhou assustada.
- Oh, me desculpe. Te acordei não foi?
- Não - ele sorriu. - Essa sala tem acústica, o som praticamente não vaza. Resolvi dar uma volta porque não conseguia dormir.
- Está com problemas? - ela perguntou assim que ele se sentou ao lado dela.
- Estou.
- O que houve, me conta. Eu quero te ajudar.
- Não sei se você pode me ajudar com isso.
- Me teste. - ela sorriu.
- Bem, - ele passou as mãos pelos cabelos. - o problema é... bem. Er... é...
- Uma garota, não é?
olhou para ela e sorriu.
- Como você sabe?
- Você anda meio distante. - ela disse passando os dedos pelas teclas do piano e sem olhar para ele.
- Ah. - ele disse desanimado. Não queria estar distante dela, pelo contrário. - Me desculpe.
- Não tem o porque se desculpar . - ela pausou a frase. - Ela é uma garota de sorte sua namorada. Mas porque está sem sono? Problemas no relacionamento?
riu alto.
- Não, não. Eu não tenho uma namorada. - ela olhou para ele. - A garota nem ao menos sabe que eu amo ela.

I cannot pretend, that we can still be friends
Don't want to be,
Alone tonight


- Amor? - ela perguntou surpresa.
- Sim. - tocou algumas notas. - É algo que eu nunca senti sabe... eu sempre quero estar perto dela toda hora, ou então estar falando sobre ela. - ele suspirou. - É a única menina que eu consigo ver como uma companheira para a vida toda, sabe.
- É uma garota de sorte. - se levantou. - Me desculpe , o sono está chegando. Acho melhor ir logo, se não, não durmo mais.
- Espere! - ele gritou indo atrás dela.
Ela se virou e ficou cara a cara com ele.
- Boa noite, tenha bons sonhos. - ele forçou um sorriso.
Ela sorriu de volta e sumiu atrás da porta.
- Idiota. - murmurou para si mesmo, apoiando a testa na porta.

No outro dia de manhã, foi procurar seu irmão.
- Eu preciso conversar com você. Sério. - ele disse puxando para o quarto dele e trancando a porta.
- O que houve ? Nunca te vi assim nervoso. - disse se sentando na cama. - Oh céus, você não matou ninguém, não é?!
- Isso não é hora para piadinhas, . É SÉRIO.
- Ok, parei. O que foi?
sentou em uma cadeira e olhou para , desolado.
- O que é que eu faço?
- Em relação à....................?
respirou fundo.
- Como você soube que a Vero, ela, que era... era... era ela. Quero dizer. A garota. A que você quer ficar pra sempre?
sorriu e não respondeu.
- Que sorriso idiota é esse? Me responde!
- É ela não é?
ficou vermelho.
- Isso não vem ao caso.
- Ok. - juntou as mãos e olhou para o irmão. - Eu não sei.
- Não sabe o que?
- Eu não sei como eu sei que a Vero é A Garota.
- Bela ajuda. - murmurou .
- Olha, tudo o que eu posso te dizer é para seguir seu coração.
- Dude, isso é cafona.
- Foi o que eu disse quando me deram esse conselho.
- E QUEM te deu esse conselho? - ria.
- O papai. - parou de rir. - Foi o que ele me disse quando eu perguntei exatamente o que você me perguntou para ele.
olhou pela janela e viu correndo pelo jardim com uma prima mais nova dele.
- Obrigado . Já sei o que devo fazer. - ele sorriu. - Eu acho.

What can I do, to make you mine
Falling so hard so fast this time
What did I say, what did you do?
How did I fall in love with you?


Os dias se passaram e mal teve tempo para conversar com . Estavam todos muito ocupados com os últimos preparativos para o grande evento daqueles dias que finalmente ia acontecer.

estava sentada nos bancos do local onde seria feita a cerimônia, um jardim à céu aberto, junto com sua família. Estava profundamente triste porque quase não tinha passado tempo com nos últimos dias e amanhã cedo ela irá embora. E Deus sabe quando eles irão se ver novamente. Ela suspirou.
- Não fique triste minha filha...
- Eu não estou.
- Você não consegue mentir para mim. - A mãe dela olhou para o lado e sorriu. - Veja só como o está lindo de terno! Meu Deus esse menino cresceu. E veja só a roupa... - a mãe de continuou falando sobre a roupa das pessoas que estavam se preparando para entrar, mas não prestava atenção. A mãe dela estava certa. estava realmente lindo. Parecia nervoso. sabia que ele estava nervoso pois estava encarregado de ficar com as alianças. Ela riu ao ver como ele parecia inqueto. Ela se levantou e foi até ele.

- Nervoso?
se virou e deu de cara com ela.
- ... você... - ele sorriu observando o vestido azul claro que ela estava usando, os cabelos dela meio presos e meio soltos. Ela parecia um anjo. - Você está maravilhosa. - ele disse sinceramente.
ficou escarlate.
- Obrigada.
Ela viu que estava muito nervoso e não conseguia parar quieto.
- , - ela disse segurando as mãos dele que estavam trêmulas e geladas. - se acalma! - ela olhou nos olhos dele. - Até parece que você que é o noivo! - ela riu. - Vai dar tudo certo. É só você se acalmar.
Ele sorriu.
- Posso te pedir uma coisa piegas?
Ela riu e fez que sim com a cabeça, ainda segurando as mãos dele.
- Me dá um abraço? - ele disse corando um pouco.
A menina sorriu e abraçou-o. Eles ficaram uns cinco minutos assim e aos poucos, relutantemente, se soltaram.
- Obrigado. Isso me faz sentir melhor.
- E isso não foi piegas . A gente precisa de um abraço de vez em quando. Bom, vim de desejar boa sorte e fique calmo. Tudo vai dar certo! - ela deu um beijo na bochecha dele e voltou correndo para o lugar onde estava sentada com a mãe anteriormente para assistir a cerimônia.

Tudo ocorreu perfeitamente e a cerimônia foi rápida, porém muito bonita. deixou algumas lágrimas escaparem, como fazia em todo casamento. Achava aquele momento muito mágico. Depois todos foram para a recepção onde seria a festa. O salão estava todo enfeitado com lírios brancos e tule, tudo muito simples. Durante o almoço, ficou com sua família. Estava conversando com sua prima quando sentiu uma mão em seu ombro.
- Me desculpe atrapalhar a conversa de vocês - ele sorriu. - Mas chegou a hora da valsa.
- Ah, eu não gosto de valsa. Vou ficar por aqui. - disse a prima de . - Podem ir, eu preciso ir ao toalete mesmo. - ela se levantou, deu uma piscadela para a prima e sumiu na direção do banheiro.
- Aceita dançar comigo? - perguntou estendendo a mão para ela de um jeito muito espalhafatoso fazendo a menina rir.
- Desde que você não pise no meu pé... eu até danço.
sorriu e puxou a menina pela cintura e os dois começaram a dançar. apoiou a cabeça no peito de enquanto dançavam. O garoto sorriu e quando olhou para o lado viu sorrindo para ele.

A dança terminou e começaram a tocar músicas um pouco mais agitadas. Os dois dançaram praticamente a festa inteira. A noite começou a cair quando disse:
- Preciso me sentar e tomar um ar fresco. Estou acabada. - ela riu.
- Ok, vamos lá fora. - disse a puxando pela mão. Entrelaçando seus dedos com os dela. A garota sorriu e deixou ele a guiar para um banco na parte de fora da festa.
Os dois se sentaram. tirou as sandálias do pé.
- Olha esse cheiro... - brincou fazendo uma cara engraçada. deu um tapa de brincadeira nele.
- Ai, estou morta. - ela disse se esparramando no banco. - Vou dormir por aqui mesmo. - ela disse fechando os olhos e se encostando em .
- Eu adoraria servir de travesseiro mas o banco é meio incômodo, não acha?
- Sim, - ela disse ainda de olhos fechados. - Mas você é confortável. - ela sorriu.
não pode evitar, sorriu também. Ali estava, a garota dos seus sonhos apoiando a cabeça e a mão em seu peito, dizendo que ele era confortável.
- Está me chamando de gordo?! - ele tentou soar triste.
Ela abriu os olhos e olhou para ele.
- Gordo ?! Onde? - ela disse apertando a barriga dele com os dedos. - Você chama isso de gordura? Eu chamo isso de... erm... - ela ficou corada.
- De...? - provocou olhando nos olhos dela.
- Fit. - ela sorriu. - Você está bem fit. Andou malhando?
riu.
- Malhando?! Eu?! Que piada ! - ele olhou para ela e viu que ela estava realmente cansada. Então teve uma idéia. Ele se levantou.
- Onde você vai? Eu ia deitar de novo! - ela protestou.
Ele sorriu e a pegou no colo.
- ! - ela gritou. - Me põe no chão! - ela disse colocando as mãos em volta do pescoço dele.
- Não. -sele sorriu ao sentir os dedos da mão dela segurando em seu pescoço. - Você pode me usar de travesseiro, mas no seu ou no meu quarto. - Ele disse começando a andar na direção das escadas. - Eu também quero dormir.

- Vê se pode. - disse um amigo de cutucando ele. - Tú é um bunda mole mesmo.
- Eu? Por que?
- Você que casa e seu irmão que sobe pro quarto com uma menina no colo dele? - disse o amigo de apontando para e que estavam agora na ponta da escada.
- Eles são apenas amigos. - deu de ombros.
- Aham. A gente acredita.

entrou no quarto dela que era mais próximo ainda a carregando no colo.
- Pronto. - ele disse ainda de pé.
começou a ter um ataque de risos. olhou para ela.
- Que foi agora?
- Seu irmão que se casou e você que me trouxe no colo através da porta do meu quarto. - ela ria. - Até parece que o noivo e a noiva somos nós dois!
- Bem que eu queria... - disse baixinho, mas ela o ouviu.
- Queria o que ? - ela disse no mesmo tom que ele tinha falado.
andou um pouco e a colocou sentada na cama e se sentou de frente para ela, de cabeça baixa. Ficou em silêncio por alguns minutos apenas segurando nas mãos delicadas de . Olhou para ela e viu ela pacientemente esperando. Esperando por ele.

Oh I want to say this right
And it has to be tonight
Just need you to know, oh yeah

Foi então que ele percebeu que tinha que contar tudo o que sentia para ela. Não podia esconder mais seus sentimentos.
- ???
- Eu.
- Eu não aguento mais esse furacão de emoções dentro de mim. Preciso desabafar.
- O que houve ? - ela perguntou acariciando a mão dele.
- Eu preciso de um conselho seu. - ele olhou para ela. - Eu... eu preciso contar para uma garota que eu a amo. Mas não sei se devo. Tenho medo de assustá-la... normalmente elas se assustam quando se fala de amor. - ele respirou fundo. - E é amor mesmo sabe? - ele sorriu. - Sempre que ela está por perto eu me sinto melhor, mais vivo. O sorriso dela é capaz de mudar meu humor, o mundo parece funcionar mais harmoniosamente. Soa horrível, mas é verdade.
fez que sim com a cabeça.
- Eu te entendo. - Como não poderia? Sentia o mesmo quando estava perto de . - Conte para ela. Se declare.
- Mas ela nem ao menos desconfia que eu goste dela! Quanto mais amar! - ele ergueu um pouco a voz.
- . Me escuta. - ela segurou o rosto dele, o forçando a olhar para ela. - Apenas fale para ela o que você está sentindo. Ouça o seu coração.
- Você é a segunda pessoa que me diz isso. - ele sorriu. - Obrigado, . Vou contar a ela. Vou contar tudo.
- Boa sorte. - ela tentou segurar as lágrimas e abaixou a cabeça.
- ? - ela olhou para ele. - Eu te amo.
- Eu também te amo . Agora vai logo atrás da sua garota.
riu.
- A minha garota está na minha frente. Eu acabei de dizer que amo ela e ela não acreditou em mim.
piscou algumas vezes. Não estava entendo mais nada. passou a mão pelo rosto dela.
- Eu te amo. Não apenas como um amigo.
- ... então...
- Sim, o tempo todo eu estava falando de você. - ele corou. - Mas eu entendo se você não sente o mesmo. Só não quero ter que me afastar de você. Eu prefiro ter você como amiga do que não ter voc...
As palavras de foram sufocadas pelo dedo indicador de .
- Shhh... não diga mais nada. - ela sorriu. - É a minha vez de falar.
se preparou para ouvir a desculpa dela. Apenas esperou que não tivesse arruinado tudo.
- , eu te amo.
ficou olhando para o rosto dela, procurando um sinal que mostrasse que ela estava falando sério.
- Eu te amo. - ela disse novamente, mostrando para ele que ela não estava de brincadeiras.
sorriu e foi se aproximando dela. Nesse momento houve uma batida e a porta se abriu. Os dois pararam e olharam para a porta ao mesmo tempo.
- Meus queridos, desculpe atrapalhar, mas , você tem que descer para tirar fotos, está na hora de cortar o bolo. E acho que a não quer perder a chance de pegar o buquê da noiva, não é mesmo? - disse piscando para ela.
Os dois ficaram vermelhíssimos e aos poucos se arrumaram para descer, junto com a mãe de .

Muitas fotos foram tiradas e percebeu o sorriso estampado no rosto do seu irmão.
- O que houve?
- Ahn?! - disse desviando o olhar de e olhando para o seu irmão.
- Você contou para ela não foi?
apenas sorriu para o irmão.
- Parece que teremos um casamento em breve então? - riu .
- Muita calma... muita calma...

- Vamos meninas!! Todas juntas agora!! - dizia , juntado todas para a noiva poder jogar o buquê. - Venha querida, - ela disse puxando . - você não vai querer perder essa oportunidade não é mesmo? - ela piscou para a menina.
ficou vermelha e se juntou à legião de mulheres. Não estava prestando atenção em nada além de que estava mais à frente conversando com seu irmão. Ela mal podia acreditar no que tinha acontecido nos últimos minutos. Era algo surreal. Ela tinha acabado de ouvir do garoto do qual ela sempre foi apaixonada que ele a amava. Aquilo era mágico. Ela olhou para ele novamente. Ele ria. Como o risada dele era perfeita. Tudo nele era perfeito... seu sorriso, sua risada, o jeito como ele falava, o jeito como ele olhava para ela. Sim, agora ele estava olhando para ela. Ela sorriu. Ele retribuiu. Então ela sentiu uma coisa em sua mão
Ouviu as pessoas gritarem e então olhou para suas mãos e viu que o buquê caíra em suas mãos. Sem saber o que fazia, deixou-o cair no chão. Em questão de minutos viu alguém pegar o buquê do chão e entregar para ela. Ela olhou para cima e viu .
- Acho que você deixou isso cair.
- Obrigada. - ela pegou o buquê da mão dele e ficou olhando para as flores, novamente perdida em pensamentos.
- Algo errado com as flores? - ele sorriu puxando ela pela cintura para mais perto dele. - Aparentemente você não gostou delas. - ele soltou uma das mãos da cintura ela, pegou o buquê e jogou em cima de uma mesa próxima à eles. - Eu arranjo algumas mais bonitas para o nosso casamento.
- NOSSO casamento? Você não está indo rápido demais não? - ela riu e colocou as mãos sobre o peito dele, enquanto os guiava para o meio da pista de dança.
- Cansei de perder tempo. - ele respondeu olhando nos olhos dela.
sentiu os joelhos se enfraquecerem.
- E o que isso quer dizer, Mr. ?
- Isso quer dizer exatamente o que aparenta dizer. - ele sorriu. - Quer dizer que eu te amo. Que eu amo estar ao seu lado. Que eu quero, no futuro lógico, fazer uma festa muito maior do que essa pro nosso casamento.
- Eu não quero uma festa maior que essa, . - ela sorriu. - Eu prefiro uma coisa mais simples.
- Isso é um sim?
jogou a cabeça para trás e riu alto.
- Olhe para nós. Estamos parecendo adolescentes apaixonados de filmes que querem se casar sem ao menos terem passado uma semana juntos.
- Soa rídiculo não é?! - ele riu. - Mas eu já lhe disse que não quero perder tempo. E isso nós já perdemos demais.
ia responder mas foi silenciada pelo dedo indicador de .
- Não diga nada, por favor. - ele disse quase num sussurro.
Os dois dançaram juntos por um momento, num silêncio agradável.
- , olhe para mim. - disse levantando o rosto dela pelo queixo. Respirou fundo e aproximou ela mais ainda de seu corpo e finalmente tocou os lábios dela com os seus.
O beijo aos poucos foi se aprofundando e logo os dois perderam noção do tempo. Depois de um tempo, separaram suas bocas, sorrindo e sem fôlego.

I don't want to live this life
I don't want to say goodbye
With you I wanna spend
The rest of my life

What can I do, to make you mine
Falling so hard so fast this time
What did I say, what did you do?
How did I fall in love with you?

Disfarçadamente e encobertos por , o jovem casal deixou a festa. Foram ambos para o quarto de , pois queriam ficar sozinhos. Estavam os dois deitados na cama, abraçadinhos com as pernas entrelaçadas, de pijamas, curtindo a companhia um do outro.
- Quem diria que ia tudo terminar assim, hein?! - disse brincando com os cabelos de .
- Pois é... - ela suspirou. - Não quero acordar desse sonho nunca.
- Sinto te informar, babe, isso não é um sonho. Você vai ter que me aturar pra sempre.
- Droga. - ela brincou.
Ele riu.
se levantou e deitou em cima de .
- O que você está fazendo? - ele perguntou.
- Não estou perdendo tempo, como você diz. - ela sorriu e o beijou.
se virou e a deixou embaixo dele, sem quebrar o beijo. Aos poucos as peças de roupa foram sendo descartadas e jogadas no chão, uma após a outra.

What can I do, to make you mine
Falling so hard so fast this time
Everything's changed, we never knew


- Como foi que eu me apaixonei por você? - perguntou para si mesmo, beijando a testa de sua namorada, tirando os cabelos do rosto dela.
Ela se aconchegou ao corpo dele em seu sono. Ele sorriu e abraçou, deixando-se levar pelo sono que chegava...

How did I fall, in love, with you?


End




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Inspiração para a Fic:: A música How Did I Fall In Love With You dos Backstreet Boys (álbum Black & Blue).