CAPITULO 1 – INTRODUÇÃO_______________________________

 

Usabilidade é sinônimo de facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário tem maior produtividade, aprende mais rápido a usar, memoriza as operações e comete menos erros [6].

 

A cada dia, aumentam a quantidade de informações disponíveis na Internet, desde opiniões, fatos, interpretações, estatísticas, até listas de produtos e publicidade. Qualquer um com acesso a um servidor web e alguns conhecimentos básicos de hipertextos e linguagens de marcação, como a HTML, é capaz de publicar informações na Web, sem passar por qualquer tipo de revisão ou avaliação de qualidade [7].

 

Já que há tantas fontes de informação disponíveis na Web, não há razão para escolher logo aquelas que não são confiáveis. Por que os usuários perderiam tempo com portais web confusos, lentos ou que não atendem às suas necessidades? A usabilidade assumiu uma importância muito maior na era da internet e tem ditados às regras no comércio eletrônico pelo simples fato de que, se o cliente não encontra o produto que está procurando, ele não o compra naquele portal web, mas em outro. Basta um clique do mouse para acessar as páginas do concorrente. Se o usuário não obtém respostas imediatas na sua busca em portal, ele simplesmente parte para outro endereço, concluindo que não vale a pena gastar seu precioso tempo com um portal inacessível ou confuso [7].

 

1.1    OBJETIVOS

 

O objetivo principal deste trabalho foi realizar uma pesquisa de campo com os alunos de Ciência da Computação, Direito e Psicologia da UFBA e UNIFACS, e com os resultados obtidos através do questionário aplicado, implementar um modelo de site com base nas respostas dos alunos e apresentar um relatório com todos os dados obtidos. O projeto também abordará os estudos e habilidades sobre Usabilidade, Utilidade e Acessibilidade.

 

 

 

1.2    ESTRUTURA DO TRABALHO

 

Com base na Usabilidade e na necessidade de integração e padronização dos serviços da internet é que o estudo de viabilidade e as recomendações propostas nesse trabalho foram desenvolvidos.

 

Dentro desse contexto e a fim de facilitar a utilização dessas ferramentas para possíveis trabalhos futuros, o trabalho se encontra dividido conforme descrito a seguir:

 

No capitulo 2 é feita uma revisão, introduzindo os conceitos sobre Usabilidade e seus principais aspectos.

 

No capitulo 3 é realizada a apresentação da Utilidade e a descrição do seu processo de funcionamento.

 

No capitulo 4 é apresentado os esquemas de Acessibilidade para Web, detalhando seus atributos.

 

No capítulo 5 é apresentado o ambiente onde o trabalho foi implantado, introduzindo as principais características da arquitetura do FLASH e apresentando os resultados obtidos.

 

No capitulo 6 são apresentados os principais browsers que estão disponíveis aos usuários, suas respectivas funcionalidades e versões.

 

No capítulo 7 é apresentada a metodologia de como foi feito o trabalho, mostrando todas as etapas, até a sua conclusão.

 

No capítulo 8 são apresentados os resultados obtidos através de um relatório com base na pesquisa.

 

No capítulo 9 são apresentadas as conclusões deste projeto e os trabalhos futuros relacionados a este tema.


CAPITULO 2 – USABILIDADE_______________________________

 

Usabilidade defini-se coloquialmente como a facilidade de utilização, quer seja de um equipamento, de uma aplicação de informática ou de qualquer outro sistema que interaja com o usuário [10]. Nielsen [9] a define como a conjunção de cinco atributos:

 

  • Aprendizado fácil: o sistema deve permitir que o usuário aprenda a executar suas tarefas no tempo mais curto possível.
  • Eficiência: uma vez dominado pelo usuário, o sistema permite um alto grau de produtividade.
  • Memorabilidade: o sistema deve ser facilmente relembrado mesmo pelo usuário casual, de modo que o retorno ao sistema não requeira reaprendizado extensivo.
  • Minimização de erros: o sistema deve apresentar uma baixa taxa de erros. Além disso, os erros dos usuários devem ser facilmente recuperáveis (volta a um estado seguro), não podendo ocorrer erros catastróficos.
  • Satisfação: o sistema deve ser agradável de usar, ou seja, os usuários ficam subjetivamente satisfeitos com ele.

 

Ainda de acordo com Nielsen, a usabilidade é um conceito mais restrito, se comparado à abrangência do sistema de aceitabilidade, que aborda uma questão maior, verificando se um sistema é capaz de satisfazer todas as necessidades dos usuários. A aceitabilidade é a combinação da aceitabilidade social com a aceitabilidade prática. A aceitabilidade social está ligada à aceitação ética, moral e cultural do sistema pela comunidade de usuários, enquanto a prática inclui os custos, o suporte, a compatibilidade e a usabilidade [9].

 

Nielsen [9] propõe um modelo de sistema de aceitabilidade, contendo o conceito de usabilidade da aceitabilidade prática, de acordo com a próxima figura.

 

Figura 1: Modelo de Aceitabilidade (Nielsen).

Fonte: [9], 1993

 

2.1    ISO 9241-11

        

A Internacional Standard Organization (ISO) dispõe de duas definições de usabilidade: a ISO/IEC 9126 diz que "a usabilidade refere-se à capacidade de um software de ser compreendido, aprendido, utilizado e ser atrativo para o utilizador, em condições específicas de utilização". Essa definição dá ênfase aos atributos internos e externos do produto, os quais contribuem para sua usabilidade, funcionalidade e eficiência. “A usabilidade depende não só do produto, mas também do usuário. É por essa razão que um produto não é em nenhum caso intrinsecamente usável; ele só terá a capacidade de ser utilizado num contexto particular e por utilizadores particulares” [1].

 

A usabilidade não pode ser valorada estudando-se um produto de forma isolada. A ISO/IEC 9241 utiliza o conceito de qualidade de utilização; isto é, refere-se à maneira como o usuário realiza tarefas específicas em cenários específicos com efetividade; mais especificamente, diz que "usabilidade é a efetividade, eficiência e satisfação com que um produto permite atingir objetivos específicos a usuários específicos num contexto de utilização específico". Esse conceito de usabilidade passa a considerar mais o ponto de vista do usuário e seu contexto de uso, do que as características ergonômicas do produto [1].

Para melhor compreensão desse enunciado, a norma também esclarece outros conceitos, conforme mostrados abaixo:

  • Usuário – pessoa que interage com o produto.
  • Contexto de uso – são compostos pelos usuários, as tarefas que eles realizam, equipamentos (hardware, software e materiais) e o ambiente físico e social em que o produto é usado.
  • Eficácia – precisão e completeza com que os usuários atingem objetivos específicos, acessando a informação correta ou gerando os resultados esperados. A precisão é uma característica associada à correspondência entre a qualidade do resultado e o critério especificado, enquanto a completeza corresponde à proporção da quantidade-alvo atingida.
  • Eficiência – precisão e completeza com que os usuários atingem seus objetivos, em relação à quantidade de recursos gastos.
  • Satisfação – conforto e aceitabilidade do produto, medidos por meio de métodos subjetivos e objetivos. As medidas objetivas de satisfação podem basear-se na observação do comportamento do usuário (postura e movimento corporal) ou no monitoramento de suas respostas fisiológicas. As medidas subjetivas, por sua vez, são produzidas pela quantificação das reações, atitudes e opiniões subjetivamente expressas pelos usuários.

 

Estes conceitos são apresentados de forma esquemática na Figura 2.


Figura 2: Esquema do conceito de usabilidade (ISO 9241-11, 1998)

Fonte: [1], 1998

2.2    USABILIDADE NOS SITES DA UFBA X UNIFACS

 

O novo site da UNIFACS[1] apresenta uma grande poluição visual, trazendo dificuldades para as pessoas que não tem tanta facilidade com informática. Fica difícil de localizar alguma informação. Por se tratar de um site com inúmeras informações na página principal, o site da UNIFACS tem-se que ser dividido em duas figuras para apresentar todo o conteúdo.

 

 

Figura 3: Site da UNIFACS.

Fonte: http://www.unifacs.br. Acesso em: 31/05/2008 às 09:09

 

Um exemplo claro é o campo BUSCA, na teoria era para funcionar como uma pesquisa interna do próprio site, mas na prática não é isso o que acontece, na Figura abaixo, foi digitado “Portal do Estudante” era para aparecer na primeira posição da busca o link para ser acessado esse Portal, mas como é visto na Figura 4, logo abaixo, aparece uma busca global ao site do GOOGLE[2]. Para qualquer usuário do site da UNIFACS que queira realizar uma busca, após digitar o que deseja, ainda deve clicar em “Pesquisar www.unifacs.br” para ter o resultado desejado. E como esse recurso não foi feito pela própria UNIFACS, não existe um botão “Home” que depois de clicado, volta à página inicial.

 

Figura 4: Acesso ao campo BUSCA do site da UNIFACS.

Fonte: http://www.unifacs.br. Acesso em: 31/05/2008 às 09:16

 

Diferentemente, na UFBA[3] a página principal apresenta apenas as informações mais importantes, é considerado um site “enxuto”, porém eficiente, como pode ser visto na figura a seguir.

 

Figura 5: Site da UFBA.

 Fonte: http://www.ufba.br. Acesso em: 31/05/2008 às 09:25

 

O campo BUSCA funciona como uma pesquisa interna, porém esta não é tão seleta. Dificilmente ao ser colocado uma palavra chave, irá encontrar o resultado desejado logo nas primeiras posições. Como pode ser observado na figura a seguir, foi digitada a palavra “Vagas Residuais” era para aparecer o link para acessar a página desse serviço, porém outras informações que não correspondem ao pesquisado aparece.

 

Figura 6: Acesso ao campo BUSCA do site da UFBA.

Fonte: http://www.ufba.br. Acesso em: 31/05/2008 às 09:28

 

Um fato que chama atenção negativamente no site da UNIFACS é a ausência do campo “Mapa do Site”, que no site antigo tinha essa informação, porém nesta nova interface, não existe. Na UBA esse campo existe, e qualquer usuário que tenha dúvidas em relação ao site e de como acessar determinada informação, pode clicar nesse campo que irá aparecer todas as informações necessárias em relação ao site, como pode ser visto na figura a seguir.

 

Figura 7: Mapa do site da UFBA.

Fonte: http://www.ufba.br. Acesso em: 31/05/2008 às 09:34

 

 

No site da UNIFACS, no campo SERVIÇOS e no link “Para Alunos”, o aluno que deseja tirar uma segunda via do seu boleto encontra a seguinte tela:

 

Figura 8: Link “Segunda via de Boleto”.

Fonte: http://www.unifacs.br. Acesso em: 31/05/2008 às 09:42

 

 

Tanto a UFBA quanto a UNIFACS utilizam o Pergamum - Sistema Integrado de Bibliotecas[4] que nos dias atuais é o software mais utilizado pelas Instituições.

 

            Figura 9: Sistema de Biblioteca UNIFACS x UFBA.

Fonte: http://www.unifacs.br e http://www.ufba.br. Acesso em: 31/05/2008 às 09:48

2.3    MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE USABILIDADE

 

Teste de usabilidade é um método para compreender melhor a interação entre um usuário e um produto. É usado no processo de design, tanto para aperfeiçoar quanto para avaliar uma interface [2].

 

O teste de usabilidade é uma técnica formal que pode envolver usuários representando a população alvo para aquele determinado sistema. Estes usuários são designados para desenvolver tarefas típicas e críticas havendo com isso uma coleta de dados para serem posteriormente analisados [3].

  • Avaliação Heurística;
  • Critérios Ergonômicos;
  • Inspeção Baseada em Padrões, Guias de Estilos ou Guias de Recomendações;
  • Inspeção por Checklists;
  • Percurso (ou Inspeção) Cognitivo;
  • Teste Empírico com Usuários.
  • Entrevistas e Questionários.

 

Algumas técnicas de avaliação para testes de usabilidade podem incluir uma lista de métodos que direciona os esforços dos usuários em realizar uma variedade de tarefas em um protótipo ou sistema. Enquanto realiza estas tarefas ele é observado por inspetores que coletam dados referentes aos processos de interação do usuário, incluindo erros cometidos pelo usuário, quando e onde eles confundem-se ou se frustram, a rapidez com a qual o usuário realiza a tarefa, se eles obtêm sucessos na realização da tarefa e a satisfação do usuário com a experiência [3].

 

Entretanto, testes de usabilidade que envolve usuários reais nos procedimentos de interação transformam-se em um procedimento mais oneroso e complexo. A utilização de heurísticas, por exemplo, permite identificar erros mais sérios e difíceis de serem identificados. Mas estudos apontam que a utilização conjunta de ambos os processos, aplicação de heurísticas e testes de usabilidade, é a melhor abordagem de investigações de usabilidade [3].

2.3.1    AVALIAÇÃO HEURÍSTICA

 

A avaliação heurística é um método de inspeção sistemático da usabilidade de sistemas interativos, cujo objetivo é identificar problemas de usabilidade que, posteriormente, serão analisados e corrigidos ao longo do processo de desenvolvimento do sistema [7].

 

Esse método envolve a participação de um pequeno grupo de avaliadores na análise do fluxo de interação necessário para iniciar e completar tarefas reais, e no julgamento dos elementos interativos do sistema, em relação a princípios reconhecidos de usabilidade, designados também como “heurísticas” [9] apudi [7]. Dadas suas características, esse método pode ser usado em qualquer estágio do ciclo de desenvolvimento de um sistema interativo. O sistema em avaliação pode estar pronto ou ser apenas uma especificação em papel ou um protótipo [7].

 

2.3.2 INSPEÇÃO BASEADA EM PADRÕES, GUIAS DE ESTILOS OU GUIAS DE RECOMENDAÇÕES

 

A inspeção baseada em padrões verifica a conformidade do sistema ou produto em relação aos padrões da indústria, sendo adotado por especialista em usabilidade com conhecimento em cada padrão específico. A inspeção é realizada por meio da confrontação de cada elemento do produto com o padrão ou requisito correspondente [7].

 

A inspeção baseada em guias normalmente é utilizada em conjunto com outros métodos de avaliação, como por exemplo, a avaliação heurística e a inspeção de consistência. Os guias são usados pelos avaliadores como um conjunto de requisitos, critérios ou princípios básicos a serem verificados no diagnóstico de problemas gerais e repetitivos do sistema em avaliação [7].

 

Os guias de estilo são publicações com descrições mais detalhadas de elementos interativos específicos de um sistema, tais como menus, janelas e caixas de entrada de dados. Os guias de recomendações, por outro lado, é um documento publicado em livros, relatórios ou artigos, de caráter genérico e público, com recomendações geradas e validadas a partir de observações empíricas ou de experiência prática de seu autor [7].

 

2.3.3 PERCURSO (OU INSPEÇÃO) COGNITIVO

 

A inspeção cognitiva é uma técnica de revisão, desenvolvida em 1992 por Polson, Lewis, Rieman e Wharton, em que os avaliadores constroem cenários de tarefa, a partir de uma especificação ou protótipo, e “percorrem” a interface como se fossem um usuário em seu primeiro contato com o sistema. Cada passo dado pelo suposto usuário é analisado em detalhe. A ocorrência de impasses, isto é, situações em que o usuário não consegue terminar a tarefa, indica que falta alguma coisa na interface, enquanto caminhos tortuosos ou recorrentes indicam que a interface precisa de uma nova função que simplifique a tarefa e elimine a seqüência de passos desnecessários [7].

 

2.3.4 ENTREVISTAS E QUESTIONÁRIOS

 

As entrevistas e questionários permitem ao avaliador de usabilidade conhecer as experiências, opiniões e preferências dos usuários ao utilizarem um determinado sistema. A partir de perguntas formuladas de acordo com o objetivo do teste, o avaliador interage com os usuários diretamente, no caso de entrevistas individuais e grupos focais, facilitando a discussão sobre os temas sugeridos pelas perguntas, ou envia um questionário e aguarda suas respostas, sem interagir com os usuários participantes do teste [7].

 

2.3.5 GRUPO FOCAL

 

Os grupos focais, ou entrevistas de grupo focal, têm sido empregados em pesquisas mercadológicas desde os anos 50 e, a partir dos anos 80, começaram a despertar o interesse dos pesquisadores em outras áreas do conhecimento, como as Ciências Sociais, Ergonomia, Ciências Médicas, Ciência da Informação entre outras. Seus objetivos específicos variam de acordo com a abordagem de pesquisa. Em pesquisa na área da Usabilidade de interfaces homem-computador, seu objetivo é aprender como os participantes interpretam a realidade, perceber seus conhecimentos, experiências e dificuldades, além de obter indícios do grau de satisfação dos usuários com o sistema em teste [7].

 

2.3.6 TESTES EMPÍRICOS DE USABILIDADE

 

Os testes empíricos de usabilidade, também conhecidos como ensaios de interação, são originários da Psicologia Experimental e são capazes de coletar dados quantitativos e/ou qualitativos a partir da observação da IHC. Nesses teste, participam pessoas representativas da população-alvo do sistema, tentando realizar tarefas típicas de suas atividades. Para identificar essas tarefas e os usuários típicos, é necessária a análise prévia do contexto de uso do sistema [7].

 

Nielsen [9] resume no quadro 1 as principais vantagens e desvantagens dos diversos métodos. Com base na aparente complementaridade entre eles, não se deve confiar em um único método de avaliação de usabilidade, sendo altamente recomendável a adoção de vários que se complementem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Método

Principal vantagem

Principal desvantagem

 

Avaliação heurística

Detecta problemas de usabilidade individualizados.

Por não envolver usuários reais, não descobre problemas em relação a suas expectativas.

Medida de desempenho

Resultados facilmente comparáveis (números)

Não detecta problemas de usabilidade individualizados.

Observação (em ensaios de interação)

Revela a interação real dos usuários na realização de tarefas.

Não há qualquer tipo de controle experimental (isolamento de fatores externos) e é difícil de ser agendada com os usuários.

 

Verbalização

Identifica problemas de interpretação do usuário. Teste barato.

Não natural para os usuários. Muitos não conseguem verbalizar enquanto realizam tarefas.

 

Questionário

Identifica preferências subjetivas dos usuários. Fácil replicação.

Necessita de pré-testes para evitar problemas de interpretação das questões.

Entrevista

Flexível, capaz de verificar atitudes e experiências dos usuários.

Consome muito tempo. Difícil para comparar e analisar.

Grupo focal

Reações espontâneas e dinâmicas de grupo.

Baixa validade e análise difícil.

Monitoramento automático

Pode ser usado continuamente e detecta componentes mais usados ou ignorados pelos usuários.

Para grandes massas de dados, são necessários softwares de análise. Viola a privacidade dos usuários.

Quadro 1: Vantagens e desvantagens de alguns métodos de avaliação.

Fonte: [7], 2007


CAPITULO 3 – UTILIDADE_________________________________

 

Usabilidade é importante, mas utilidade é ainda mais. Óbvio mas nem tanto: antes de pensar em usabilidade, navegabilidade, padrões web e otimização para buscas, procure avaliar se o site que está projetando é realmente é útil de alguma forma para o público que deseja atingir [12].

 

Não adianta de nada ao construir um site usar as melhores tecnologias, menus cheio de efeitos, linguagens de programação mais atuais, se não oferece ao usuário final a possibilidade de ter um conteúdo relevante, de ter informações que possam agregar algo de importante. Um exemplo é o ORKUT[5], um site com conteúdo fútil sem agregação de valor, mas que milhares de pessoas acessam diariamente, seja para ler recados, bisbilhotar a vida de outras pessoas etc.

 

Um portal de uma IES, sempre é útil para todos que pertencem a esta comunidade (alunos, professores, prestadores, etc.), serviços oferecidos como consulta a notas, faltas, acesso a biblioteca on-line entre outros, são conteúdos que agregam valor a essa IES, tanto a UFBA quanto a UNIFACS oferecem esses serviços, que serão apresentados no capítulo 7.

 

 


CAPITULO 4 – ACESSIBILIDADE____________________________

 

Acessibilidade (accessibility) é o termo usado para descrever problemas de usabilidade encontrados por usuários com necessidades especiais como, por exemplo, usuários que tem algum tipo de dificuldade auditiva ou visual. Acessibilidade implica em tornar utilizável a interface por qualquer pessoa, independente de alguma deficiência física, sensorial, cognitiva, condição de trabalho ou barreiras tecnológicas [13].

 

 

Figura 10: Símbolo usado para assinalar sites ou páginas para as quais foi feito um esforço para aumentar o acesso a usuários deficientes.

Fonte: http://www.acessibilidade.gov.pt/access2_0.gif. Acesso em: 31/05/2008 às 13:05

 

Por definição, acessibilidade é uma categoria de usabilidade. Um software ou Página Web que não é acessível a uma determinada pessoa tampouco pode ser considerado eficaz, eficiente ou mesmo agradável a essa pessoa. Assim como os fatores de usabilidade (flexibilidade e eficiência de uso; controle do usuário; consistência, entre outros), a acessibilidade está relacionada ao contexto de uso, isto é, ao ambiente operacional de uso e às tarefas, necessidades e preferências dos usuários típicos. Por exemplo, uma interface gráfica pode ser acessível a usuários surdos, mas não a usuários cegos, assim como uma cabine telefônica é normalmente acessível a cegos, mas quase nunca a deficientes físicos. A flexibilidade e adaptabilidade necessária a usuários com diferentes deficiências físicas, visuais, auditivas ou cognitivas provavelmente também beneficia usuários com diferentes preferências, tarefas, hardware etc [15].

 

Acessibilidade na Web significa que qualquer pessoa, usando qualquer tipo de tecnologia de navegação (navegadores gráficos, textuais, especiais para cegos ou para sistemas de computação móvel) deve ser capaz de visitar e interagir com qualquer site, compreendendo inteiramente as informações nele apresentadas [14].

1.      Barreira do idioma: a maioria dos sites é apresentada em um único idioma;

2.      Barreira do jargão: páginas Web de uso geral devem apresentar linguagem fácil, sem jargões técnicos;

3.      Barreira do design: o uso de tabelas e planilhas, mesmo que com conteúdo apenas textual, pode ser de difícil compreensão para pessoas que utilizam software leitor de tela;

4.      Barreira das ferramentas de autoria e conversão de páginas Web: as marcações hipertextuais geradas automaticamente nem sempre são acessíveis, assim como a apresentação de imagens sem texto alternativo;

5.      Barreira da novidade: vários projetistas de sites utilizam os mais novos aplicativos e linguagens, nem sempre disponíveis a todos os usuários;

6.      Barreira do desconhecimento: vários projetistas de sites desconhecem a problemática da acessibilidade [14].

 

O padrão WAI[6] informa o que deve ser feito. Na prática, é necessário priorizar a aquiescência ao padrão em sites grandes e planejar uma exposição em estágios da acessibilidade [8]:

1.      A homepage e as páginas de muito tráfego devem receber um novo design para seguir as regras de acessibilidade mais importantes imediatamente. O mesmo vale para qualquer página no caminho crítico à conclusão feliz de aquisições no comércio eletrônico ou outras transações importantes.

2.      Em seguida, todas as novas páginas devem seguir diretrizes de alta prioridade e de prioridade menor e a verificação de aquiescência deve ser parte dos procedimentos de verificação da organização para novo conteúdo.

3.      Depois disso, as páginas de tráfego intermediário devem receber aos poucos um novo design para seguir as regras de acessibilidade de alta prioridade.

4.      Como uma meta em longo prazo, as páginas de alto tráfego devem receber um novo design para seguir todas as diretrizes de acessibilidade. Além disso, as novas páginas devem acabar segundo todas as diretrizes. Ao mesmo tempo, as antigas páginas de pouco tráfego podem ser abandonadas, a menos que tratem de questões de interesse particular aos usuários com deficiências.

4.1           PROBLEMAS DE ACESSIBILIDADE

 

Os problemas de acessibilidade mais sérios, dado o atual estado da Web, relacionam-se a usuários cegos e a usuários com outras deficiências visuais, posto que a maioria das páginas da Web é altamente visual. Por exemplo, é bastante comum ver combinações de cores de primeiro e segundo plano que tornam as páginas praticamente ilegíveis a usuários daltônicos. No mínimo, e preciso que um usuário daltônico lhe dê feedback de todos os design gráficos pois essa é a forma mais comum de problemas visuais relativos à cor [8].

 

4.1.2    DEFICIÊNCIA VISUAL

 

Os problemas de acessibilidade mais sérios, dado o atual estado da Web, relacionam-se a usuários cegos e a usuários com outras deficiências visuais, posto que a maioria das páginas da Web é altamente visual. Por exemplo, é bastante comum ver combinações de cores de primeiro e segundo plano que tornam as páginas praticamente ilegíveis a usuários daltônicos. No mínimo, é preciso quem um usuário daltônico lhe dê feedback de todos os design gráficos pois essa é a forma mais comum de problemas visuais relativos à cor [8].

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 180 milhões de pessoas (3% da população mundial) apresenta algum grau de deficiência visual e 45 milhões são cegas. Mais de 90% dessas pessoas se encontram em países em desenvolvimento. Nos países desenvolvidos, a população com deficiência visual é composta por cerca de 5% de crianças, enquanto os idosos são 75% desse contingente [7].

 

Portais web que utilizam imagens sem equivalente textual, vídeos sem descrição textual ou auditiva, gráficos complexos sem descrição adequada, tabelas que não fazem sentido quando lidas sequencialmente, frames se alternativa de apresentação em outro formato, formulários com campo não tabulados em seqüência lógica, tamanhos e estilos fixos de fontes, cor como única forma para enfatizar texto e combinações de cores que não proporcionam contrates adequado podem deixar de transmitir informações aos deficientes visuais, direta ou indiretamente, por não serem corretamente percebidas por esses usuários ou interpretadas pelos programas especiais utilizados. O Quadro a seguir mostra algumas tecnologias assistivas empregadas por usuários deficientes visuais no uso de computadores [7].

 

Tecnologias assistivas

Funcionalidades proporcionadas

 

 

Software leitor de tela

Permite ao usuário navegar por janelas, menus e controles enquanto recebe informações textuais e gráficas (com certas limitações). Esse software interpreta o que é apresentado na tela e o direciona a um sintetizador de voz (saída em áudio) ou monitor Braille (saída táctil). Imagens sem texto equivalente alternativo associado não são lidas por esse software. Alguns leitores de tela não conseguem distinguir colunas, tabelas, frames e lêem páginas web horizontalmente, misturando textos, imagens e links.

 

Monitor Braille

Apresenta, linha a linha, o texto que aparece na tela, usando uma série de pinos em forma de símbolos Braille que são constantemente atualizados (abaixo ou levantados) à medida que o usuário navega pela interface.

 

Tradutor de texto em voz

Traduz texto eletrônico, gerado por software leitor de tela ou navegados textual, em texto falado por meio de um sintetizador de voz.

 

 

Navegados Web textual

Navegador web, como alternativa aos navegadores de interface gráfica, que pode ser utilizado em conjunto com software leitor de tela para auxiliar pessoas cegas. Também é usado por pessoas com conexões de baixo desempenho ou que não queiram aguardar pelo download de imagens.

 

Ampliador de tela

Provê o aumento de uma porção ou de toda a tela, incluindo textos, gráficos e janelas, permitindo, ao usuário, acompanhar o foco de entrada.

Quadro 2: Tecnologias assistivas para deficientes visuais.

Fonte: [7], 2007

 

Dois estudantes norte-americanos estão lançando um novo site que ajuda pessoas com deficiência visual a escolher e comprar roupas da moda, adaptadas com etiquetas em braile e então enviadas para suas casas. O White Cane Label[7], que será equipado com som e deve começar a funcionar nos próximos meses, irá perguntar aos usuários o que eles gostam e não gostam de vestir e então recomendar as roupas, variando do casual ao formal, baseando-se nas preferências do comprador. Uma etiqueta em braile -- que inclui o nome do criador da peça, seu modelo, tamanho, cor e símbolos para ajudar a criar combinações com outras peças -- é inserida nas roupas compradas, que são enviadas para a casa do usuário. “O ponto central é dar às pessoas com deficiência visual mais independência na escolha de suas roupas”, afirmou o co-fundador do site Asmah Abushagur, durante a semana da moda de Roma, onde a iniciativa foi lançada. Abushagur e Jaimen Brill, estudantes do Instituto de Tecnologia de Rochester, afirmaram que criaram a idéia após descobrirem as dificuldades destas pessoas em escolher e combinar as roupas, tendo que contar com a ajuda de família e amigos. Até agora, os principais métodos utilizados eram etiquetas de metal ou adicionar marcas diferentes para indicar as cores nas peças. Apesar da iniciativa ser sem fins lucrativos e os criadores estarem pedindo doações de roupas aos fabricantes, as peças serão vendidas a preço de varejo. A medida será tomada para prevenir que compradores sem problemas de visão se aproveitem de preços mais baixos [17].

 

4.1.3    DEFICIÊNCIA AUDITIVA

 

Desde o início, a Web tem sido um meio altamente visual e ficamos acostumados a esses elementos visuais – sejam na forma de texto ou gráficos – como método principal para transmitir informações na Web. É rara a situação em que o som é necessário pra a compreensão; na maioria das vezes, os efeitos sonoros na Web são gratuitos. A usabilidade de um site quase sempre continua a mesma quando o som é desativado, mas com a tendência crescente da multimídia, esse não continuará sendo o caso [8].

 

Portais web que não oferecem legendas ou transcrições de áudio erguem barreiras, aos deficientes auditivos, na utilização da Web como meio da comunicação e de acesso a informação. O Quadro 2 mostra algumas tecnologias assistivas empregadas por usuários deficientes auditivos no uso de computadores [7].

 

Tecnologias assistivas

Funcionalidades proporcionadas

 

Apresentação de legendas

Apresenta texto referente às palavras faladas ou cantadas e mídia de vídeo, permitindo que deficientes auditivos ou pessoas em ambientes barulhentos consigam acompanhar o diálogo e a ação simultaneamente.

 

Notificador de sons

Provê tradução visual de informações sonoras, desde sinais sonoros de mensagens de alerta ou erro, até vídeos ou imagens congeladas.

Quadro 3: Tecnologias assistivas para deficientes auditivos.

Fonte: [7], 2007

 

 

4.1.4    DEFICIÊNCIA FÍSICA

 

A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema ósteo-articular, muscular e nervoso, afetando a habilidade de movimento, manipulação de objetos e interação com o mundo físico. Alguns deficientes físicos têm que usar dispositivos apontadores especiais, diferentes dos usuais, acionados por movimentos de cabeça ou boca. Páginas web que não dão a opção de substituição do mouse por outro dispositivo apontador, ou ainda de controle via teclado, podem causar dificuldades aos deficientes físicos. Exigir que o usuário pressione duas teclas ao mesmo tempo pode também ser um transtorno O quadro 3 mostra algumas tecnologias assistivas empregadas por usuários deficientes físicos no ambiente de informática [7].

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tecnologias assistivas

Funcionalidades proporcionadas

 

Dispositivo apontador alternativo

Provê aos usuários sem controle motor do braço e da mão, ou com controle limitado, a habilidade de controlar os movimentos e funções do mouse com o pé, cabeça ou por sistemas de rastreamento ocular. Alguns teclados alternativos podem emular os movimentos do mouse por meio das teclas numéricas e setas.

Teclado na tela

Apresenta, na tela, as teclas e funções do teclado físico. Normalmente, é utilizado com algum dispositivo apontador alternativo.

Dicionário com previsão de palavras

Aumenta a velocidade da digitação ao prever palavras à medida que o usuário digita os caracteres, oferecendo uma lista com sugestões para sua escolha.

Reconhecimento de voz

Permite, ao usuário sem controle motor do braço e da mão, ou com controle limitado, entrar texto e/ou controlar a interface de usuário por meio da fala.

Quadro 4: Tecnologias assistivas para deficientes físicos.

Fonte: [7], 2007

 

Um homem de 41 anos que não consegue se movimentar, fez uma caminhada no universo virtual usando sensores que registraram as atividades elétricas do cérebro. Ao pensar no movimento, ele controlava o personagem na tela. Em testes realizados no início de maio, no laboratório da Keio University (Yokohama, Japão), ele passeou pelo ambiente de “Second Life” e conversou com outros avatares (habitantes) do programa. Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, o paciente começou a sofrer de paralisia há mais de 30 anos, por conta de uma doença muscular. Ele consegue apenas movimentar o dedo e, assim, não pode usar o mouse ou teclado. No experimento, ele vestiu uma espécie de capacete com três eletrodos que monitoram as ondas cerebrais ligadas às mãos e pernas. Apesar de não conseguir movê-las, ele controlou seu personagem imaginando que caminhava. Para conversar com outros habitantes do "Second Life", ele usou um microfone preso ao capacete [16].

 

Figura 11: Imagem dos testes foi registrada no início de maio.

Fonte: [16]. Acesso em: 03/06/2008 às 16:47.


CAPITULO 5 – AMBIENTE DE DESENVOLVIMENTO___________

 

Para a criação do modelo do site, foi utilizado o software Adobe Flash 8[8], devido a alguns fatores:

 

  • Fácil criação de sites e uma visibilidade agradável;
  • Menos códigos;
  • Interface simples;
  • Seu plugin tem menos de 1MB, caso algum usuário não tenha instalado em seu browser, o download irá demorar menos de 1 minuto;
  • Maior segurança se comparável ao HTML.

 

Figura 12: Página Inicial.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

A página inicial foi dividida em layers:

1        CAPA: Inserido o logotipo da UNIFACS e a figura ao seu lado;

2        VOLTAR: Quando o usuário clicar em “Página Inicial”, este será redirecionado para a primeira parte;

3        ALVO: Este será o local onde todas as outras páginas feitas serão carregadas;

4        MENU: Será composto dos menu que pertencem a página;

5        BUSCA: Quando o usuário clicar no botão “Enviar”, será redirecionado para a página que possui o conteúdo da busca, sendo visualizado no ALVO;

6        ACTION: Layer exclusiva para programação.

 

loadMovie("Principal.swf", home);

 

btestudante.onPress = function (){

    loadMovie("estudante.swf", home);};

 

btconcursos.onPress = function (){

    loadMovie("concursos.swf", home);};

 

btpesquisa.onPress = function (){

    loadMovie("pesquisa.swf", home);};

 

btvoltar.onPress = function (){

    loadMovie("Principal.swf", home);};

 

btbusca.onPress = function (){

    loadMovie("busca.swf", home);};

 

btcursos.onPress = function (){

    loadMovie("cursos.swf", home);};

 

btensino.onPress = function (){

    loadMovie("ensino.swf", home);};

Figura 13: Action Script implementado.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Foram desenvolvidas e criadas sete páginas, a principal.swf será carregada toda vez que for executado o site. Nas figuras a seguir, o resultado obtido:

A página principal segue um modelo ”enxuto”, onde tem atalhos, principais avisos e notícias, acesso ao webmail de forma rápida e prática e o calendário acadêmico para ser visualizado, pode ser colocado quadrados coloridos para chamar atenção dos usuários para um feriado, datas disponíveis para eventos, etc. Todas as páginas mostradas as baixo, são carregadas no ALVO, na layer 3.

 

Figura 14: principal.swf.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

O campo “busca” ao ser consultado, é mostrado o seguinte resultado, como a idéia do projeto não era de construir um site, e sim um modelo aceitável, o correto seria realizar uma busca interna no próprio site como o portal d UFBA faz, porém com uma maior eficácia.

 

Figura 15: busca.swf.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

Na página “Central do Estudante”, tem disponível no menu, as principais solicitações dos alunos pesquisados, como Bolsas e Estágios, Intercâmbio, etc.

 

Figura 16: estudante.swf.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Na página concursos, é disponibilizada informações de como ingressar na IES, notícias de concursos públicos, contratação de professores, lista de aprovados no vestibular, etc.

Figura 17: concursos.swf.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

 

Na página “Pesquisa”, são mostradas mais algumas solicitações dos alunos pesquisados, como o campo “Teses e Dissertações” e “Publicações”.

 

Figura 18: pesquisa.swf.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Na página “Cursos”, os usuários podem acessar as informações referentes ao seu curso, ou futuros ingressantes podem visualizar as principais notícias do curso que deseja fazer.

 


Figura 19: cursos.swf.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

A página “Ensino” também tem solicitações dos alunos pesquisados, como busca por professores, onde este possa encontrar as informações como email do professor desejado, será também a parte que os funcionários tem uma maior interatividade com a Instituição, pois possui notícias e relatórios referentes aos funcionários.

 

Figura 20: ensino.swf.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

 


CAPITULO 6 – DIFERENÇAS ENTRE BROWSERS_______________

 

Usuários visitam sites utilizando um “programa navegador” da Web. Estes programas foram denominados browser. Atualmente, os programas mais utilizados são Internet Explorer e o Mozilla Firefox.

Em uma pesquisa de âmbito mundial realizada pela empresa Market Share[9], o Internet Explorer, navegador desenvolvido pela Microsoft[10], lidera disparado o mercado de browser com quase 80% dos entrevistados.

 

Figura 21: Principais navegadores para a internet.

Fonte: http://marketshare.hitslink.com/report.aspx?qprid=0. Acesso em: 08/04/2008 às 15:51

 

 

Figura 22: Quadro comparativo  mensal do uso do Internet Explorer.

Fonte: http://marketshare.hitslink.com/report.aspx?qprid=1&qpcustom=Microsoft+Internet+Explorer. Acesso em 08/04/2008 às 15:53

 

Figura 23: Quadro comparativo  mensal do uso do Mozilla Firefox.

Fonte: http://marketshare.hitslink.com/report.aspx?qprid=1&qpcustom=Firefox. Acesso em 08/04/2008 às 15:55

 

 

Porém esse domínio absoluto está caindo, como podemos ver nos gráficos acima, em pouco menos de um ano, o Internet Explorer caiu um pouco mais de 4% na preferência, enquanto o Mozilla Firefox cresceu 3,22%. Mesmo com essa queda, ainda é o navegados mais utilizado no mundo, principalmente porque ainda não existe um Sistema Operacional que venha competir com o Windows.

 

O destino do antigo Internet Explorer está sendo reescrito depois de cinco anos sem grandes atualizações e certo comodismo perante o mercado de navegadores. Soberano durante todo este tempo, pela primeira vez em sua história ele começou a ter concorrentes competentes e destinados a ganhar mercado. Após anos parado, diversas falhas de segurança surgiram e, somadas a falta de novos recursos e flexibilidade, causaram a eminente ascensão de outros navegadores alternativos, tais como o Mozilla Firefox. Isso despertou a gigante do software (Microsoft) a colocar suas forças para recuperar o tempo perdido e oferecer um navegador de melhor qualidade [4].

 

O Mozilla Firefox é um dos melhores navegadores disponíveis atualmente e está ganhando uma boa parte do mercado ao conquistar muitos usuários. Você pode utilizá-lo simultaneamente com o Internet Explorer ou qualquer outro navegador. Ele é capaz de importar os websites favoritos do IE para que o usuário não tenha que recriar todos os seus atalhos. As configurações do Mozilla Firefox são independentes e se você desejar, é possível utilizá-lo como o navegador padrão do sistema [5].

 

Hoje, o Internet Explorer encontra-se na versão 7.0.5730.13, porém em fase beta da versão8, ou seja, está disponível na internet mas em fase de teste para que sejam encontrados erros e inconsistências de modo estes possam ser verificados e solucionados. O Mozilla Firefox encontra-se na versão 2.0.0.13 com a versão 3 também em fase beta.

 

                                              


CAPITULO 7 – METODOLOGIA_____________________________

 

O objetivo geral deste trabalho é verificar, analisar e classificar a relação entre os serviços oferecidos aos diversos sites de Instituição de Ensino Superior em Salvador. Essa implicação permitirá às instituições investigarem os pontos que o público julga como excelente, muito bom, bom, razoável e ruim através dos serviços oferecidos pelo seu site.

 

Os objetivos específicos serão:

 

  • Realizar uma pesquisa de campo com alunos do curso de Ciência da Computação, Direito e Psicologia das instituições a seguir: Universidade Federal da Bahia e Universidade Salvador;

Sites:

www.ufba.br;

www.unifacs.br

 

  • Verificar os serviços oferecidos pelos sites das instituições citadas ao seu público final;

 

  • Desenvolver um modelo de site com base na pesquisa realizada e que possua os conceitos estudados.

 

Para atingir o objetivo deste trabalho, foi realizada uma abordagem quantitativa com quarenta alunos de cada curso citado, para quantificar os dados obtidos mediante pesquisas, para isso, foram necessários recursos e técnicas estatísticas como média, mediana, desvio padrão.

 

Foi utilizada uma abordagem qualitativa, ou seja, levantamento feito com questionário aberto. A pesquisa qualitativa quer fazer jus à complexidade da realidade. Há fenômenos que primam pela qualidade do contexto, essa pesquisa é um bom exemplo, cuja captação exige mais que mensuração de dados.

 

A montagem dos dados foi através de uma pesquisa de campo, com a aplicação de questionários.

 

As atividades da deste trabalho envolveram as seguintes etapas:

 

ETAPA I

1.         Estudo dos principais conceitos que são usados para implementação de  sites, tais como: usabilidade, acessibilidade, utilidade etc.

 

ETAPA II

1.                Definição dos sites das instituições superiores;

2.                Definição do público alvo para a pesquisa;

3.                Estudo da aplicação dos conceitos estudados nos sites pesquisados

 

ETAPA III

1.               Aplicação do questionário;

2.               Desenvolvimento de um modelo de site com base na pesquisa realizada e que possua as características acima mencionadas;

3.               Análise final da pesquisa realizada;


CAPITULO 8 – DISCUSSÕES DOS RESULTADOS_______________

                           

Dentre os resultados obtidos, foi realizado um estudo aprofundado sobre Usabilidade e suas técnicas de avaliações. Inicialmente foi aplicado um questionário para análise dos serviços que os sites estudados oferecem.

 

Como não foi encontrada nenhuma restrição para aplicação desse questionário, com exceção de uma Faculdade que negou a realização deste trabalho, foi realizada a aplicação do mesmo na Universidade Federal da Bahia - UFBA e na Universidade Salvador - UNIFACS, para uma amostra de quarenta alunos por curso. Essa base nos deu subsídio para obtenção de dados, que foram determinantes para a criação do modelo e entrega do relatório.

 

8.1    CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

 

De acordo com a pesquisa realizada, a média de idade do curso de Ciência da Computação tanto da UNIFACS quanto na UFBA é aproximadamente 23 anos. Também foi observado que a quantidade de alunos do sexo masculino predomina em relação ao sexo oposto. Na UNIFACS 90% dos entrevistados são homens e 10% mulheres, enquanto que na UFBA 65% são homens e 35% mulheres.

 

A grande maioria dos entrevistados das duas Universidades faz uso do browser Mozilla Firefox, isso mostra uma tendência dos alunos de Ciência da Computação em procurar por softwares de código aberto. O navegador Internet Explorer vem logo em seguida como uma segunda opção. Na UFBA 60%; 35% respectivamente, enquanto que na UNIFACS 49%; 33% respectivamente. Outros navegadores como Safári e Opera foram citados pelos estudantes, porém sem grandes proporções. A maioria dos usuários do Firefox tanto da UNIFACS (48%) como da UFBA (50%), já encontraram algum tipo de incompatibilidade quando tentam abrir um site que foi projetado visando o Internet Explorer.

 

O gráfico abaixo mostra a freqüência com que os entrevistados da UNIFACS utilizam o site da instituição mensalmente.

Gráfico 1: Freqüência da utilização mensal, Ciência da Computação – UNIFACS

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Na UNIFACS, cerca de  42% acessam o site da Universidade de 1 a 5 vezes no mês, seguido pelo grupo  de 33 % que utiliza o site mais de 10 vezes no mês. Um grupo um pouco menor com aproximadamente 25% faz o uso de 6 a 10 vezes mensalmente.

 

Enquanto na UFBA, empatados com 37% estão os grupos dos alunos que acessam entre 1 a 5 vezes, e o grupo de 6 a 10. Em seguida com 23% vem o grupo acessa mais que 10 vezes no mês. Um grupo composto por 3% dos entrevistados não acessa o site da Universidade. O gráfico abaixo mostra a utilização do site pelos alunos da UFBA:

 

Gráfico 2: Freqüência da utilização mensalmente, Ciência da Computação – UFBA

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Outra questão abordada na pesquisa foram os serviços que são oferecidos e disponibilizados pelo site da instituição, com biblioteca, acesso a notas e faltas. Logo abaixo, os gráficos com os resultados obtidos.

 

Gráfico 3: Serviços mais utilizados, Ciência da Computação –  UNIFACS

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

O serviço mais utilizado pelos alunos da UNIFACS é o da biblioteca, podendo fazer consultas ao acervo da Universidade, renovar e reservar livros. A consulta de notas e faltas, também são serviços bastante utilizados, podendo ser consultado através do Portal do Estudante.

 

Gráfico 4: Serviços mais utilizados, Ciência da Computação –  UFBA

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Os serviços mais utilizados pelos alunos da UFBA no site são os de biblioteca e notas. Logo atrás vem o serviço que disponibiliza para os alunos a quantidade de faltas. Solicitação de requerimentos, matrícula on-line vem posteriormente.

 

A grande maioria dos entrevistados das duas Universidades acha fácil ou muito fácil uma informação procurada no site. Já os alunos da UFBA, uma porcentagem menor acha difícil ou muito difícil chegar à informação desejada. Esse resultado mostra que para os alunos, o site da sua instituição é bastante simples para encontrar o que se deseja.

 

Outro ponto pesquisado foi o tempo que requer para o site ser carregado por completo. Para os alunos das duas instituições o site da Universidade não requer muito tempo para ser carregado. O segundo grupo das duas Universidades acha que demora razoavelmente para ser carregado por completo. Um grupo pequeno da UFBA com cerca de 10% dos pesquisados, acham lento ou muito lento para o site ser carregado por completo.

 

Perguntado aos alunos quais os serviços que eles gostariam que a faculdade oferecesse, na UNIFACS estes responderam três serviços: material para estudo (63%), vagas para estágios (4%) e atendimento on-line (33%). Os alunos reclamam que no site da Universidade não é disponibilizado material para estudo, notas de aulas, acesso a monografias e artigos do curso. O site também poderia disponibilizar as vagas de estágios e empregos na área. O atendimento on-line, um serviço sugerido pelos alunos da UNIFACS, seria um ambiente onde o professor pudesse tirar as duvidas dos alunos on-line.

 

Na UFBA para 64% dos alunos, o site poderia disponibilizar material de estudo, notas de aulas, acesso a monografias e artigos. Já para 36% dos alunos o site poderia oferecer vagas de estágio e empregos na área. Os gráficos abaixo representam esses números:

 

Gráfico 5: Serviços que os alunos gostariam que fossem oferecidos, Ciência da Computação – UNIFACS

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

Gráfico 6: Serviços que os alunos gostariam que fossem oferecidos, Ciência da Computação – UFBA

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Para 42% dos alunos dos dois cursos a interatividade do site como noticia sobre o curso, é regular. O segundo maior grupo dos alunos das duas Universidades acham que é boa, o site divulga bem as noticias sobre a área. O terceiro grupo é composto pelos alunos que acham a interatividade ruim. E apenas um grupo composto de 8% dos alunos da UFBA e 3% dos alunos da UNIFACS, acha ótima a interatividade do site.

 

A atualização do site, com design, conteúdo e divulgação, a maioria dos alunos da UNIFACS reclama que o site é raramente atualizado, já uma parte menor acha que o site está sempre atualizado. Os alunos da UFBA acham que o site em relação a noticias, divulgação, está sempre atualizado, cerca de 45% dos alunos acham que o site é raramente atualizado, e um pequeno grupo acha que o site é totalmente desatualizado.

 

Foi perguntado aos alunos o que eles acham sobre a poluição visual como POP-UPS, propagandas, ou se é amplamente interativo, para quase 90% dos alunos da UNIFACS pesquisados, estes acham a arquitetura boa, um grupo um pouco menor acha que a arquitetura está excelente. Na UFBA empatados com 37% os alunos responderam que a arquitetura é boa ou ruim, um grupo de 18% acha péssimo o modelo do site.

 

 

 

Perguntado sobre uma nota sobre os serviços oferecidos em uma escala de 1 (péssimo) a 5 (excelente), os resultados são mostrados nas próximas figuras:

 

Gráfico 7: Notas dos serviços oferecidos, Ciência da Computação – UNIFACS.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Em relação ao site, a maioria dos pesquisados estão satisfeitos com a sua arquitetura, sendo a sua maior amplitude foi na nota 4 que é considerada como boa, a matrícula on-line também ficou com sua maior amplitude na nota 4. Já em relação as notas, divulgação no site, os alunos acham que o tempo que passa para as notas serem colocadas no site, é boa ou excelente. O e-mail ficou com uma nota 3 considerada regular . Os alunos responderam que os serviços de histórico, faltas, biblioteca, são bons tendo sua maior amplitude na nota 4. A solicitação de requerimentos, como atestados, solicitações de planos de curso, os alunos acham o serviço bom.

 

 

 

 

 

No próximo gráfico, os resultados dos alunos da UFBA:

 

Gráfico 8: Notas dos serviços oferecidos, Ciência da Computação – UNIFACS.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

De uma maneira geral, a média dos serviços fica com a nota 4, que é considerada uma nota boa. O serviço de matrícula on-line varia entre ruim e bom na visão dos estudantes pesquisados. Notas, faltas e biblioteca foram avaliadas pelos alunos como um serviço muito bom, as notas e a quantidade de faltas são disponibilizadas no site rapidamente, e na biblioteca pode fazer consulta ao acervo, reserva de livros, etc. Os serviços de e-mail e histórico ficaram com notas regulares na avaliação dos alunos, sendo que o histórico teve um conceito ruim na pesquisa . A solicitação de requerimentos obteve um conceito bom na avaliação.

 

 

 

 

 

8.2    DIREITO

 

A pesquisa mostrou que a média de idade no curso de Direito UNIFACS é de aproximadamente 22 anos, já no curso de Direito da UFBA essa média fica em torno de 23 anos. Em ambos os cursos a maioria dos estudantes entrevistados são do sexo feminino. Na UNIFACS 57% são mulheres e 43% são homens. Essa porcentagem na UFBA fica 60% de mulheres e 40% de homens.

 

Diferente dos alunos de Ciência da Computação, que participaram da pesquisa, o navegador mais utilizado pelos alunos, tanto da UNIFACS quanto da UFBA, é o Internet Explorer, na UNIFACS chega a 87%. Na UFBA a utilização do Internet chega a 67%, logo em seguida em o Firefox com 25%. Um pequeno grupo das duas Universidades faz uso de outros navegadores, a exemplo: Opera, Safári. Dos estudantes que fazem uso da Firefox a maioria não tem nenhum tipo de problema com incompatibilidade quando tentam abrir uma pagina de internet.

 

Um outro tema abordado na pesquisa, foi com que freqüência os alunos utilizam mensalmente o site da instituição, os resultado obtidos nos gráficos abaixo:

 

Gráfico 9: Freqüência da utilização mensal, Direito – UNIFACS

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

A grande maioria com 52% dos entrevistados, acessam de 1 a 5 vezes no mês, em seguida o grupo que acessa de 6 a 10 vezes no mês, com 28%. Já um grupo composto de 20% dos pesquisados acessam o site mais de 10 vezes.

 

Gráfico 10: Freqüência da utilização mensal, Direito – UFBA.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Com 51% fica o grupo que faz acesso de 1 a 5 vezes no mês. Os alunos que acessam mais de 10 vezes ficam com 21%, seguido pelo grupo que não acessa o site da Universidade, esse grupo representa 15% dos alunos. E os alunos que acessam de 6 a 10 vezes no mês, representam 13% dos alunos entrevistados.

 

Os serviços que o site da Universidade disponibiliza aos alunos como, biblioteca, consulta a notas e faltas, também foi um tema pesquisado, logo abaixo um gráfico com os resultados obtidos:

Gráfico 11: Serviços mais utilizados, Direito – UNIFACS

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Gráfico 12: Serviços mais utilizados, Direito –  UFBA

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

O serviço mais utilizado pelos alunos de Direito da UNIFACS, é o da biblioteca, podendo fazer reservas de livros, consultas ao acervo, pesquisa de autores. Logo em seguida vem a consulta a quantidade de faltas, que é de responsabilidade da Universidade divulgá-las no site. Consulta a notas, fica como o terceiro serviço mais utilizado pelos estudantes. Na UFBA o serviço mais utilizado pelos alunos é o de matrícula on-line. O serviço de biblioteca vem logo em seguida como um dos mais utilizados pelos estudantes.

 

Para os estudantes das duas Universidades é fácil chegar à informação desejada quando está navegando no site. Para 25% dos alunos da UFBA, a informação é difícil de ser achada no site. A informação é muito fácil de ser encontrada para 18% dos alunos da UFBA e 5% dos alunos da UNIFACS. Um grupo pequeno de alunos acha muito difícil de encontrar a informação no site.

 

Foi perguntado aos alunos se o site demora muito tempo para ser carregado por completo. Para a maioria dos alunos da UFBA, cerca de 48% dos pesquisados, acham que o tempo é razoável, um outro grupo de 33%, acha que não demora para o seu carregamento completo. Já para 47% dos estudantes da UNIFACS o site não demora muito tempo para ser carregado por completo, o segundo grupo composto de 43% dos estudantes acha que o tempo é razoável para o site aparecer completamente carregado.

 

Na pesquisa foi perguntado aos estudantes quais os serviços que o site não oferece, e que eles gostariam que tivesse no site. A maior reclamação para os estudantes das duas Universidades é em relação a material de estudo, como nota de aulas, acesso a monografias e artigos referentes do curso, e em relação a disponibilizar vagas de estágios no site. Cerca de 57% dos alunos da UFBA reclamam de vagas de estágios, e 43% de material de estudo. Na UNIFACS a maior parte dos pesquisados com aproximadamente 65% reclamam que o site no oferece material de estudo. Já 25% estão satisfeitos com os serviços disponibilizados no site da Universidade, um grupo de 10% acha que o site deveria disponibilizar vagas de estágios. Os gráficos abaixo apresentam os resultados obtidos:

Gráfico 13: Serviços que gostariam que fossem oferecidos, Direito – UNIFACS

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Gráfico 14: Serviços que gostariam que fossem oferecidos, Direito – UFBA

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

 

 

Em relação à atualização do site, com noticias relacionadas ao curso, designer e conteúdo, a maioria dos estudantes da UNIFACS acham que o site está sempre atualizado, diferente dos alunos da UFBA, onde a maioria acha que o site é raramente atualizado, esse grupo representa 48% dos estudantes, já esse numero na UNIFACS é de 43%. Aproximadamente 21% dos alunos da UFBA acham que o site é totalmente sem atualização.

 

Foi perguntado aos estudantes o que eles acham sobre a poluição visual do site, como pop-ups e propagandas, ou se ele é interativo, para a maioria dos alunos das duas Universidades, o site tem uma interatividade boa. Ela é considerada ruim por 23% dos alunos da UFBA e por 8% da UNIFACS. Já 13% dos alunos da UFBA, acham excelente a interatividade.

 

Sobre os serviços que o site já oferece, os alunos atribuíram notas entre1 (péssimo) a 5 (excelente), os resultados podem ser visto nos gráficos abaixo:

 

Gráfico 15: Notas dos serviços oferecidos, Direito – UNIFACS.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

 

No geral todos os serviços oferecidos pelo site da UNIFACS ficaram com a nota 4 (bom), mas os serviços que tiveram maior amplitude nessa nota foram: site, matricula on-line, notas e e-mail. O histórico e a biblioteca ficaram com nota entre 4 (bom) e 5 (excelente), isso mostra que quando o aluno, quer pesquisar um livro, fazer uma reserva, o serviço da biblioteca atende bem as suas necessidades. O serviço de solicitação de requerimentos, como atestados, solicitar segunda chamada, foi considerado pelos estudantes com regular, tendo sua maior amplitude na nota 3.

 

Gráfico 16: Notas dos serviços oferecidos, Direito – UFBA.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

De uma maneira geral os serviços oferecidos pelo site da UFBA foram considerados regular tendo a nota 3. O serviço de matricula on-line foi o que teve maior amplitude, de acordo com os alunos, ficando com a nota 4. Faltas e solicitação de requerimentos foram considerados como péssimo pelos alunos, as faltas sempre estão desatualizadas no site.  Notas, e-mail e biblioteca foram considerados como regular na opinião dos estudantes entrevistados.

 

 

8.3    PSICOLOGIA

 

De acordo com a pesquisa a média de idade do curso de Psicologia da UNIFACS é de aproximadamente 25 anos, na UFBA essa média é de aproximadamente 23 anos. Nos cursos das duas Universidades prevalece o numero de mulheres, na UNIFACS esse numero representa 77% e na UFBA 65%. A porcentagem de homem fica em 23% na UNIFACS e 35% na UFBA.

 

A maioria dos estudantes pesquisados, nas duas Universidades, faz uso do Internet Explorer. Na UNIFACS esse número chega a quase 90% dos alunos e na UFBA fica um pouco acima de 70%. O Firefox é mais utilizado pelos estudantes da UFBA, do que os da UNIFACS. Nenhum aluno respondeu que faz uso de outro tipo de navegador a não ser os citados acima. Dos estudantes que utilizam o Firefox a maioria, tanto na UNIFACS quanto na UFBA, não encontram nenhum tipo de incompatibilidade quando tentam abrir uma pagina de internet.

 

Nos gráficos abaixo são mostradas as freqüências com que os alunos acessam o site da Universidade:

 

Gráfico 17: Freqüência da utilização mensalmente, Psicologia – UNIFACS

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

Com 37% fica o grupo que acessa o site mais de 10 vezes no mês, logo em seguida vem o grupo que faz acesso de 1 a 5 vezes com 33% dos estudantes, e com 30% vem o grupo que acessa entre 6 a 10 vezes mensalmente.

 

Gráfico 18: Freqüência da utilização mensalmente, Psicologia – UFBA

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

O maior grupo com 74% faz acesso ao site entre 1 a 5 vezes no mês, em seguida com 13% vem o grupo que acessa entre 6 a 12 vezes. Com 8% vem os estudantes que não fazem uso do site da Universidade, e em seguida os que utilizam mais de 10 vezes no mês.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre os serviços que são oferecidos no site, como acesso a notas, faltas, biblioteca, abaixo seguen os gráficos com os resultados obtidos:

 

Gráfico 19: Serviços mais utilizados, Psicologia – UNIFACS

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Gráfico 20: Serviços mais utilizados, Psicologia – UFBA

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

O serviço mais utilizado pelos alunos da UNIFACS é o de consulta a faltas, logo em seguida o serviço de notas, biblioteca vem posteriormente. Diferentemente da UNIFACS, na UFBA o serviço mais utilizado pelos estudantes é de biblioteca on-line, logo em seguida o de matricula on-line, notas e faltas vem em seguida como serviço mais utilizado.

 

A informação é encontrada de maneira fácil para a maioria dos estudantes dos dois cursos. Aproximadamente 33% dos estudantes da UFBA acham difícil encontrar a informação procurada no site, já na UNIFACS esse número fica em torno de 10%. A informação é encontrada de maneira muito fácil para 15% dos estudantes da UNIFACS.

 

O tempo que o site é carregado por completo foi outro tema abordado na pesquisa. Para 57% dos estudantes da UNIFACS o site não demora em aparecer por completo na tela, esse número na UFBA fica em volta de 33%. A maioria dos alunos da UFBA com cerca de 59%, acham razoável o tempo que o site leva para ser carregado, na UNIFACS chega a 30% dos alunos. Um grupo de 8% dos estudantes dos dois cursos acha que o site leva um bom tempo para carregar.

 

Sobre os serviços que os estudantes gostariam que o site da Universidade oferecesse como nos outros cursos pesquisados a maior queixa dos alunos é em relação a material de estudo e vagas de estágios. Na UFBA, outro serviço proposto pelos alunos foi o de noticias e fórum. Para 72% dos alunos da UNIFACS material de estudo, notas de aulas, acesso a monografias e artigos ligados ao curso, é um serviço essencial no site, para os alunos da UFBA esse número fica em torno de 53%. Em relação a vagas de estágios o número de estudantes da UNIFACS fica em torno de 28% e na UFBA esse numero chega a 35%, o site da Universidade poderia entrar em acordo com as instituições que fazem seleção de estagio, exemplo: IEL, CIEE, para em conjunto disponibilizar as vagas no site da Universidade. Para os estudantes da UFBA o serviço de noticias, eventos que estão acontecendo na área, é um serviço que faz falta no site, a porcentagem de estudantes fica em torno de 12%. Logo abaixo os gráficos para uma melhor representação:

Gráfico 21: Serviços que gostariam que fossem oferecidos, Psicologia – UNIFACS

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Gráfico 22: Serviços que gostariam que fossem oferecidos, Psicologia – UFBA

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

 

 

Quando perguntado sobre a atualização do site, como design, divulgação de seminários e palestras, mais da metade dos alunos pesquisados da UNIFACS acham que o site está sempre atualizado, já na UFBA esse numero não passa de 40%. A metade dos alunos da UFBA acha que o site é raramente atualizado, e 10% dos alunos acham que o site é totalmente sem atualização.

 

Sobre a poluição visual do site, como pop-ups e propagandas, na UNIFACS 72% dos estudantes acham boa interatividade do site. Ela é considerada como boa para 77% dos estudantes da UFBA.

 

Em relação à qualidade dos serviços, estando estes classificados numa escala de 1 (péssimo) a 5 (excelente), tem-se o seguinte resultado:

 

Gráfico 23: Notas dos serviços oferecidos, Psicologia – UNIFACS.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

A média na UNIFACS dos serviços como notas, faltas, biblioteca e e-mail, foi considerada como excelente para a maioria dos alunos, tendo uma boa vantagem em relação a outras notas. O site e o serviço de histórico ficam com a maior amplitude na nota 4 , o que é considerada boa. Nesse gráfico entrou um novo tópico, que é o numero 6 (branco), marcamos esse item quando um aluno, na mesma linha, respondeu duas vezes, ou ocorreu ausência de respostas.

 

No gráfico a seguir é mostrado os resultados dos estudantes da UFBA.

 

Gráfico 24: Notas dos serviços oferecidos, Psicologia – UFBA.

Elaboração: Autores da pesquisa, 2008

 

Se uma média dos serviços for calculada em relação aos serviços do site da UFBA, a nota ficaria com maior amplitude em 3, que é uma nota regular. Dos serviços pesquisados os que tiveram maior destaque foram o de biblioteca, matrícula on-line e o site, tendo esses a maior amplitude na nota 4, que é boa. Já o tempo que as faltas são disponibilizadas no site da instituição foi considerado como péssimo para a maioria dos estudantes. Nesse gráfico também entrou o campo 6 (branco), quando foi respondido 2 vezes na mesma linha, ou ausência de respostas. Os serviços de e-mail e solicitação de requerimentos foi considerado pelos alunos com regular, tendo sua amplitude na nota 3.

 

 


CAPITULO 9 – CONCLUSÕES E TRABALHOS FUTUROS________

 

Com as pesquisas realizadas, foi obtido um embasamento teórico e pratico para realização de uma analise conceituada sobre os sites das Universidades citadas.

 

Através do questionário aplicado, dados reais sobre a qualidade do produto oferecido foram esclarecidos, os alunos puderam se manifestar sobre os serviços que a Instituição oferece através do site. Através dos conhecimentos e dos dados obtidos foi desenvolvido um modelo de site que possuem as características estudadas, que pode ser servido como um protótipo para as Universidades seguirem de exemplo para futuras inserções nas suas páginas e no seu Banco de Dados. Um modelo baseado na melhor usabilidade.

 

Como um dos trabalhos futuros, a avaliação de outros esquemas de usabilidade, realização de uma pesquisa que tenha professores, prestadores de serviços, coordenadores e reitoria, verificar a acessibilidade deste site a pessoas com deficiências, tanto auditiva quanto visual, e se a Universidade possui um projeto para essas pessoas. Implementar um modelo de site que atenda esses requisitos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



[1] www.unifacs.br

[2] www.google.com.br

[3] www.ufba.br

[4] http://www.pergamum.pucpr.br/

[5] www.orkut.com

[6] Iniciativa de Acessibilidade na Web

[7] http://www.whitecanelabel.com/

[8] www.adobe.com

[9] http://marketshare.hitslink.com/

[10] http://www.microsoft.com.br