CONJUNTURA POLÍTICA

escrito por Marcílio Vieira

A disputa política em Guidoval:
Da emancipação aos dias atuais

Ao longo da história política guidovalense, os grupos que disputaram o poder sempre mudaram de acordo com a conjuntura. Na época da emancipação existiam os perristas e os pessedistas, sendo que o PR foi hegemônico durante muitos anos. Com o Golpe Militar de 64, as legendas dos grupos mudaram, todos agora se abrigando na ARENA, sendo ARENA I e ARENA II (que depois virou MDB). Com a advento da Nova República as mudanças se aceleraram e os grupos se fragmentaram. Surgiram vários partidos dando origem a vários grupos.

Na primeira eleição municipal de Guidoval, o PR era liderado por Cid Vieira, Dr. Mário Geraldo de Meirelles e Manoel Reis. Sendo que o PSD tinha como líderes principais Sebastião Cruz, Astolfo Mendes e Antonio Barbosa Neto. O PR era muito mais forte e elegeu Cid Vieira prefeito, tendo Dilermado Teixeira Magalhães como vice. A segunda eleição foi singular em nossa história, pois foi a única vez que todos os grupos se uniram em torno de uma única candidatura. Dilermando Magalhães foi eleito prefeito tendo Astolfo Mendes como vice.

Em 1954 foi eleito prefeito, Otaciano da Costa Barros para prefeito, tendo como vice Francisco Moacir da Silva, ambos do PR, sendo que a unificação da eleição anterior já havia sido desfeita há muito tempo. Fator determinante para a continuação do grupo perrista no poder, foi a candidatura do Coronel Joaquim Martins a prefeito, que dividiu a oposição ao PR.

Nas eleições de 1958 o PSD, pela primeira vez chegava ao poder isoladamente, tendo Eduardo Occhi sido eleito prefeito e Sebastião Cruz vice. Já nesta época, o vice prefeito era um político que despertava paixões (prós e contras), sendo impossível um diálogo entre os grupos políticos rivais, pois os perristas não aceitavam dialogar com o “Caburé”.

O PR retomou o poder em 1962, quando Francisco Moacir da Silva foi eleito prefeito, tendo como vice Vianelo Coelho da Silva. Foi uma eleição disputadíssima, com os ânimos acirrados de lado a lado. Os eleitores de Francisquinho falavam: “Sebastião e Bolívar, de farelo virou fubá” e os do Caburé retrucavam “Francisquim e Vianelo, de fubá virou farelo”.

Em 1966 Sebastião Cruz foi eleito pela primeira vez, tendo como vice Geraldo Luiz Pinheiro. Iniciava-se uma hegemonia de 26 anos do grupo caburesista. Cada vez mais Guidoval era dividia entre os companheiros e os adversários do Caburé.

Candido Mendes foi eleito em 1970, tendo como vice Albro Pacheco Ribeiral. O candidato natural do grupo caburesita (que agora se abrigava na sigla da ARENA) era Natalino Dornelas, que acabou falecendo ainda muito novo. Candido candidatou-se de última hora e todos apostavam contra ele, mas o filho do saudoso Astolfo acabou vencendo com folga.

Na próxima edição continuarei narrando a disputa pelo poder em Guidoval.


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