II
Estamos cansados de viver
de ilusões vãs,
de sonhos perdidos,
de amores esquecidos;
correndo atrás de objetivos
incertos,
de buscar o "O QUÊ?"
Dos velhos mundos nada temos,
trazemos a herança de outras gentes,
das antigas gentes,
de outros tempos, passados tempos,
de um mundo incerto,
de um mundo corrompido,
deste mundo;
por quê?
Estamos cansados
de trazer pendente o destino,
de fazer o que querem que façamos,
de ser quem querem que sejamos,
de seguir vivendo na incerteza,
de seguir na esperança do "um
dia..."
Basta de negarmo-nos,
de submetermo-nos;
queremos fazer o que queremos,
queremos ser quem queremos,
queremos traçar nosso destino,
determinar nossos objetivos.
Queremos dar adeus a este mundo,
queremos ser livres, rir, viver;
queremos pisar em solo firme,
e ter a certeza de que a um dia se
seguirá
outro dia.