
Lavra a terra,que a terra
conquistada
Há de pagar-te o esforço
da porfia
Se es desgraçado por
não teres nada
Terás por certo a
recompensa um dia.

Cantando de esperança e
de alegria
Bate de sol a sol a tua
enxada
Se hoje a terra é tão
áspera e bravia
Será dócil depois de
fecundada.

No teu limitadíssimo
horizonte
Bendirás o suor da tua
fronte
E esse pobre lençol com
que te cobres.

Porque verás surgir dos
grãos de trigo
Moedas de ouro que irão
encher, amigo
A arca vazia dos teus
filhos pobres.
Olegário Mariano
