Apenas um sonho...
Escrito por Carola Hayes Richardson
Parte 2
A cortina foi aberta com força. Os raios solares invadiram
a escuridão do quarto. Ela se levantou assustada, levando um grande
susto devido ao ocorrido. Sua irmã pulou sobre sua cama. Fora ela
quem abrira a cortina com tal violência.
"Está louca?" perguntou com um grito. Seu coração
havia disparado.
"O que foi?" respondeu sua irmã a esnobando "Mamãe
pediu para acorda-la." sua irmã correu pra fora com a mesma velocidade
que entrou. Ela deitou novamente, desabando para trás. Olhou o relógio,
marcavam 9:13 hrs da manhã. Agarrou o travesseiro e cobriu a face
tentando esconder-se do sol e voltar a dormir.
Apenas queria dormir e voltar para os braços daquele
fascinante homem com o qual sempre sonhava. Antes que pudesse voltar a
dormir ouviu sua mãe chamar seu nome várias vezes.
"Já vou." respondeu de mau-humor. Odiava ser acordada.
Era sábado, queria dormir até mais tarde. Levantou e arrumou
sua cama. Antes de ir até a cozinha, olhou para sua escrivaninha,
onde tinha um computador e um caderno. Ela segurou o caderno e o abriu,
lá haviam todos seu sonhos com seu príncipe. Anotava tudo,
descrevia tudo poeticamente. Rapidamente folhou até onde as páginas
não estavam escritas, e sentou-se pronta para narrar mais uma. Lembro-se
que havia acordado em torno das 5:00 hrs da manhã por causa desse
sonho que ela narraria.
Pegou a caneta e mordeu sua ponta, analisando de onde começaria.
Quando finalmente achou um bom começo, começou a narrar.
O sonho daquela noite havia sido o mais completo de todos, mesmo eles não
terem conseguido permanecerem juntos. Seus pensamentos foram cortados por
um sentimento de depressão que sofrerá ontem, quando havia
levado um fora de um garoto no qual desejava ficar. Isso, refletiu em seus
sonhos...
...Meu vestido balançava com um forte vento que soprava.
Sentei-me na relva verde e fresca. Peguei uma margarida que estava no entre
a relva. A aproximei de minhas narinas procurando sentir algum aroma, mas
nada senti. A flor era bela do mesmo jeito então senti um sorriso
se formar em meus lábios, mas continuava a me sentir sozinha. Outro
vento forte passou por mim e segurei a barra do vestido, evitando que ela
subisse.
Abaixei me olhar quando notei que meus pensamentos se dirigiam
à uma pessoa que não era meu adorado príncipe, não
queria pensar nele. Senti alguém se sentar atrás de mim,
e antes que eu tivesse tempo de me virar, dois braços fortes e morenos
me abraçaram. Então olhei para trás e notei que era
ele. Tinha um sorriso em seus lábios, um sorriso verdadeiro. Sorri
e passei meus dedos sobre seu lábio, querendo o sentir de verdade,
o senti quando nossos lábios se encontraram, num delicioso e ardente
beijo.
Ele se afastou e me olhava, só assim podia notar a beleza
e a profundidade com que me olhava. Seus olhos verdes pareciam ver minha
alma, enquanto ele deslizava sua mão pelo meu rosto vagarosamente.
Seus cabelos pretos estavam arrepiados e desarrumados, isso o tornava um
moleque. Seus olhos verdes, nunca vi olhos tão bonitos ou pessoa
mais bonita que os possuísse. O verde de esmeraldas, da mais bela
esmeralda. Sua sobrancelha grossa perfeitamente alinhada com o modo que
me olhava, o tornava tão sexy. Seu rosto tão perfeito...
sua pele macia, seus lábios. Eles esboçavam um sorriso. Era
belo quando sorria, sua aura parecia se iluminar com um pequeno gesto.
Sua mão acariciava meus cabelos. Ele parecia perdido,
tentando imaginar seu eu era realmente real. Virei e me aconcheguei em
seu convidativo peito coberto por uma camisa azul. Olhei para a margarida
e a girei querendo me dizer que eu era feliz, que eu era feliz com ele,
porque sentia mais que um mero sentimento por ele, sentia algo que penetrava
em minha alma desejando sua presença. Uma brisa passou por nós,
e eu segurei fortemente minha margarida para que não voasse. Ele
continuava acariciar meus cabelos. Girei a margarida, e depois me virei
para encara-lo. Ele segurou minha mão e me beijou com os olhos ardendo
em pura paixão. Paixão. Era o que eu queria que ele sentisse
por mim, mas nunca o ouvi falar algo assim. Um beijo carregado da minha
paixão.
"Eu apenas te amo. Eu te amo." sussurrei para que ele não
ouvisse, mas não sabia a razão de tal sussurro, eu não
sei se é isso que sinto por ele. As palavras saíram como
se ele as tivesse arrancado através de seus deliciosos beijos. Ele
sorriu aproximando seus lábios dos meus, fechei os olhos envolta
na paixão que explodia em mim naquele momento. Ele apenas beijou
meus lábios, depois voltou rapidamente para um longo e demorado
beijo. Ele me abraçou com força e eu fui de encontro ao seu
peito.
O olhei deslizando minhas mãos pelo seu trabalhado peito,
sentindo a batida calma de seu coração. O tocava para realmente
senti-lo. Seus olhos estavam dentro dos meus, seu brilhavam como uma esmeralda.
Seu olhar calmo e sereno me enlouquecia. Estava sentido algo que nunca
havia sentido em presença de garoto nenhum, algo novo e confortador.
Seus braços ainda me envolviam, eu me sentia protegida. Ele me deitou
na relva, ainda abraçado e me beijou. Retirei sua camisa, querendo
um contato o mais próximo possível dele. Deslizei minhas
mãos pelas suas costas o apertando contra mim, querendo senti-lo
mais próximo possível.
Após se separarmos, ele beijou meu queixo e depois meu
pescoço, fazendo aquela sensação aumentar, fechei
os olhos deixando. Ele me beijava com carinho, nunca havia sentido isso,
a sensação aumentava a cada beijo e cada vez que ele apenas
passava a língua. Ele beijou minha orelha e sussurrou: "Quero senti-la.
Quero te-la.". Parecia um apelo, ele estava sentindo as mesmas coisas que
eu. Ele levantou-se para me olhar, mantive um sorriso de quem já
imaginara o que ia ocorrer mas senti minha face queimar ao notar seus olhos
cheios de desejo.
"Me sinta." foi o que consegui dizer, aprovando sua idéia.
Passei a mão em seu macio cabelo e o trazendo para um beijo. Ele
deslizava sua mão pelo meu corpo delicadamente, apenas o sentindo
enquanto beijava abaixo do meu pescoço. Ele se ergueu um pouco e
abriu os botões do meu vestido. Apenas o olhava e esperava seus
toques novamente. Ele observava meu corpo com um desejo incontrolável em
seus olhos. Retirou o sutiã que cobria meus seios, e tocou apenas
um deles. Sentia meu corpo explodir em sensações de puro
prazer, e elas aumentaram ao sentir algo úmido cobrir meu mamilo.
Ele estava beijando meu seio com carinho. Fechei meus olhos diante ao prazer
que sentia, segurei a relva com força, e um gemido saiu pelos meus
lábios. Os mordi diante a tanto prazer. Quando abri os olhos sua
face olhava para mim, e sorri. Nunca tinha sentido algo parecido.
"Você vai ficar comigo?" a frase surgiu com um tom amargo
era capaz dele pensar que não havia gostado. Mas seu olhos me diziam
outra coisa, ele gentilmente retirou uma mecha de cabelos da minha face
e olhava fixamente para meus olhos.
"Eu quero." respondeu cortando o silêncio daquele lugar.
Palavras sensuais, seu desejo reacendia dentro dele. Sua voz, era grave
e límpida. Era bela.
"Você..." não conseguia terminar a frase, estava
realmente apaixonada por ele. Meus sentimentos estavam para sair, mas os
contive e continuei: "Quero ser sua para sempre, não só aqui."
Tinha a sensação que não seria, mas desejava que o
mundo fosse só nosso, e só assim seria sua.
"Você sempre será minha. E eu serei seu, meu coração
te pertence, você o conquistou." Ele voltou a acariciar meus cabelos,
com um cuidado que só poderia vir dele. O amo. Naquele momento tive
a maior certeza da minha vida, uma certeza que fazia sentir completa, feliz.
Segurei ele pela nuca e o aproximei para um apaixonante beijo. Era como
me sentia.
Após nós separarmos, sorri expondo em meus lábios
meus sentimentos. Ele voltou a me tocar, sentia minha pele tremer ao contato
de mãos tão carinhosas como as dele. Estava com meu desejo
ao máximo, realmente queria que fosse ali e com ele. O olhei em
seus olhos imaginando como ele estava se sentindo ali, comigo. Beijei toda
sua bela face, agradecendo seu amor. Ele sorriu sinceramente, também
grato pelo carinho. Sua pele lisa e macia, parecia ser feita para meus
beijos. Em seus lábios se formava um sorriso, e dos mais bonitos.
Enquanto o beijava, ele retirou meu vestido com extrema facilidade,
observando todo seu contorno, e talvez notando que eu estava só
de calcinha. Seu olhar ardia num desejo que me deixou envergonhada, algo
que eu nunca imaginei sentir. Algo bom, algo bastante agradável.
Suas esmeraldas possuíam um brilho sem igual, um brilho bastante sensual.
Sim, ele era extremamente sensual, suas palavras e gestos mostravam isso.
Mostravam que ele realmente sincero e romântico.
Ele se aproximou o quanto pode de mim, encostado seu peito delicadamente
contra meus seios. Sentia seu calor, era bastante real. Ele aproximou seus
lábios que não continham mais seu desejo e me beijou. Um
beijo convidativo e quente. Suas língua percorria minha boca com
extrema habilidade e eu o segui o quanto pude, talvez denunciando minha
falta de habilidade.
Quanto abri os olhos estava na escuridão do meu quarto. Sozinha.
Então notei que sempre estive sozinha, ele é apenas um homem
que criei para suprir minha carência. Minha enorme carência.
Seria bom te-lo ao meu lado, mas acho que nunca o encontrarei pois ele
habita meu interior.
Ela fechou seu caderno sentindo-se triste, mas feliz. Estava
satisfeita com o sonho desta noite. Sua mãe chamou por seu nome
mais uma vez. Ela então se levantou e foi ao encontro da voz da
sua mãe.
"Pensei que não levantaria mais." disse sua mãe
num tom sério.
"Ela estava escrevendo, mãe." disse sua irmã,
com um falso sorriso. "Ela só faz isso." terminou jogando o cabelo
dourado para trás.
"Já estou aqui. Eu estava escrevendo sim, era a lição
de casa." respondeu rapidamente sem deixar chances para sua mãe
perguntar ou responder algo. Ela voltou a olhar sua irmã que não
mais sorria.
"O que tanto escreve? Sempre que te vejo está escrevendo..."
"Lição, mãe."
"Mentira. Ela escreve sonhos..." gritou sua irmã que
correu.
"Sonhos?" perguntou sua mãe com um ar de quem não
estava entendendo nada.
"É, sonhos também, mãe"
"Que tipo de sonho?"
"Só sonhos, mãe." ela sorriu indo se servir. Em
seu interior, falou baixinho para que aceitasse: "Apenas sonhos...apenas
belos sonhos..."
"Você sempre tão sonhadora..." sorriu a mãe
dela. "Pronta pra ir ao médico, querida?"
"Sim." respondeu, nas em seu interior sabia que nada adiantaria.
Mas nunca contaria a mãe que não acreditava mais...e que
o único motivo por qual se mantinha viva era por um homem que não
conhecia...mas que fazia parte dela.
Fim da parte 2.
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