Kaeru Inu
Capítulo 2 - Um dia de cão
Obs: Nessa história, tem uma parte um pouco indecente. Mas não é nada hentai demais! Só uma pequena situação engraçada que acontece na vida de qualquer cão, inclusive na vida de Inu-Yasha.
Kagome andava de um lado para o outro, preocupada. Sango conversava com Miroku, procurando alguma solução para aquele problema. Shippou mirava Kagome com um olhar triste. Kirara estava deitada na grama, perto de Sango olhando para sua dona. Já Inu-Yasha…
_ Au! Au! Au! - Inu-Yasha pulava alegremente enquanto tentava abocanhar um mosquito. Pobrezinho…
_ Inu-Yasha! Pára com isso! - Kagome o pegou pelo colo e suspirou, um pouco cansada. - Droga, como é que vamos fazer você voltar ao normal?
_ Au! Au! - Inu-Yasha balançou o rabinho. - "Não quero voltar ao normal! Não enquanto você me carregar no colo e não usar o maldito kotodama." - pensou.
Kagome sorriu levemente. Como era kawaii o Inu-Yasha na forma de cão. Parecia um filhotinho! Mas não era hora de pensar nisso. Ela tinha que descobrir algum jeito de fazer Inu-Yasha voltar ao normal. Afinal, quem iria protege-la de Naraku e seus aliados? E quem iria gritar com ela para não ir a sua era? Quem iria impedir Miroku com suas mãos bobas? É… agora Inu-Yasha não poderia fazer nada disso. Não podia falar a língua dos humanos, não podia lutar e usar suas garras e… não poderia abraça-la, nem toca-la, nem beija-la e…
_ N-não! Que pensamentos são esses?! Eu devo estar maluca! Tenho que parar de ler livros de romance! - Kagome disse, envergonhada pelos seus pensamentos.
_ "Oro*? O que será que a Kagome está pensando?" Au! Au!
_ Nani*? - Kagome olhou para Inu-Yasha e sorriu - Não se preocupe. Você vai voltar ao normal, tá.
_ Kagome-sama? - Miroku a chamou, fazendo Kagome e Inu-Yasha olharem para ele. - Eu... conheço uma pessoa que acho que pode fazer o Inu-Yasha voltar a sua forma original.
_ E quem é?! Onde mora?! Como chegamos lá?!
_ Kagome-chan, se acalme. - pedia Sango.
_ Oh, sim! Me desculpe. - disse Kagome, um pouco envergonhada.
_ Quem eu acho que poderá trazer Inu-Yasha a sua forma original é uma grande sacerdotisa. Na verdade, todos nós a conhecemos. - Miroku lançou um olhar sério á Kagome. - Eu acho que… Kikyou poderá nos ajudar.
_ … - Kagome ficou em silêncio por alguns segundos, mirando o chão. - Tem razão. Kikyou é muito poderosa e acho que poderá ajuda-lo. - Kagome olhou para o cachorrinho no seu colo, que a mirou com seus olhos dourados.
_ Tem mais outra coisa, Kagome-sama. - Kagome olhou para Miroku. - Como Inu-Yasha está muito vulnerável, achamos melhor que a senhorita o leve para sua era e cuide dele. Eu e Sango iremos procurar por Kikyou enquanto Shippou fica junto de Kaede.
_ Eu acho que não vou ajudar muito se for com você e Inu-Yasha para sua era, Kagome. - Shippou olhou para Kagome, forçando um sorriso. - Vovó Kaede disse que precisava de ajuda, também.
_ Tá… Tudo bem. - Kagome olhou para todos. - Muito obrigada! Vocês são demais!
_ Por nada… - Sango disse, com um sorriso nos lábios. - Kirara, por favor, leve Kagome e Inu-Yasha até o poço. Deixe Shippou no vilarejo da Senhora Kaede e depois volte. Shippou, diga a Kaede que lacre o poço até darmos sinal. Obrigada.
Kirara logo se transformou e esperou todos subirem em suas costas. Sango e Miroku deram um breve aceno, antes do mesmo levar uma bofetada no rosto.
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_ Mãe! Vó! Souta! Cheguei! - disse Kagome entrando em sua casa e encontrando todos reunidos para o jantar.
_ Bem vinda querida! - cumprimentou feliz a mãe de Kagome. - E quem é esse que você carrega no colo?
_ Er… bem… é o Inu-Yasha. - todos olharam para ela sem entender nada. - É que… uma miko-negra apareceu e transformou o Inu-Yasha em um cão.
_ Em troca de que? - perguntou Souta.
_ Em troca de vingança, pois Inu-Yasha a havia acertado durante uma luta. Ela também queria os Shikon no kakeras, que por sorte ficaram comigo. - Kagome pegou o colar no pescoço, no qual estavam o pote e três fragmentos.
_ Ah! Quer dizer que vamos ficar com mais um animal de estimação?! - Souta se levantou de onde estava sentado, pulando que nem um coelho.
_ Souta! É claro que não! Inu-Yasha foi transformado em um cão, mas ele não é um! Ele logo voltará ao normal e - EI! Inu-Yasha! Volte aqui!
_ Au! Au! - Inu-Yasha latiu enquanto corria atrás de Buyo que tinha acabado de aparecer no local. - "Agora eu pego esse gato! Vou fazer picadinho dele!" Au! Au!
Inu-Yasha e Buyo brigaram pela casa. Os dois pularam no sofá, destruíram as cortinas, desconectaram o cabo da TV, quase derrubaram o sake do avô de Kagome… Enfim! Viraram a casa de pernas para o ar. A caça só acabou quando Buyo pulou no colo da Kagome e se encolheu. Inu-Yasha parou de correr e olhou para Kagome, podia ver fúria em seus olhos castanhos. O cachorrinho se virou e tentou correr para o lado oposto, mas foi impedido bruscamente por Kagome, que o pegou pelo pescoço, fazendo o pobrezinho chorar.
_ Cáin! "Droga! Isso dói!" Au! Grrrr! Au!
_ CHEGA INU-YASHA! - Kagome gritou, enfurecida - VOCÊ VAI DORMIR DO LADO DE FORA! - Kagome o conduziu até a árvore sagrada, ainda o segurando pelo pescoço.
Kagome já estava saindo, pisando duro, quando Inu-Yasha puxou, com a boca, a meia da colegial. Kagome o olhou, ainda com um pouco de raiva. Mas essa se extinguiu por completo ao ver os olhos de cachorrinho abandonado que Inu-Yasha fez.
_ Tá bom. Eu deixo você dormir dentro de casa, mas com uma condição!
_ Au! - Inu-Yasha sacudiu o rabo - "Hehehe! O gato gordo já era!"
_ Você vai permanecer no meu quarto e não vai sair de lá até eu mandar e principalmente! Não vai perseguir o Buyo! - Kagome se perguntou se Inu-Yasha entendia o que ela falava. Estava se achando uma idiota falando aquilo para um cão.
_ Rouf! - Inu-Yasha parou de balançar o rabo e emburrou a cara - "Maldição!"
Kagome entrou dentro de casa seguida por Inu-Yasha, que mirava Buyo com raiva. Ele podia jurar que viu Buyo sorrir vitorioso, para seu desgosto. Enquanto caminhava para o quarto de Kagome, Inu-Yasha não pôde deixar de notar o estrago que fizera enquanto caçava Buyo. Graças a Deus que Kagome não tinha coragem de usar o kotodama contra um cãozinho. Pelo menos, era isso que ele achava.
_ Ufa! Tudo o que eu quero agora é paz e sossego. Sorte que amanhã não tenho prova. - Kagome caminhou até o armário e separou sua camisola. Era branca e curta, com uma estampa de ursinho. - Ah… Descanso!
_ "Hã? O que a Kagome está fazendo?" - Inu-Yasha inclinou a cabeça para o lado, em sinal de dúvida. - "NANI?!? Kagome está trocando de roupa e eu estou vendo!" - Inu-Yasha sentiu alguma coisa pulsando perto de seu ventre. - "Ah! Não! Essa, não! Eu estou…" - Au! - Inu-Yasha se encolheu no chão, querendo que Kagome não percebesse o que estava acontecendo. - "Se ela descobre… Aí mesmo que eu durmo lá fora!"
_ O que foi? - perguntou Kagome terminando de trocar de roupa. - Vem cá. - Kagome esticou os braços para pegar Inu-Yasha no colo. Ele recuou. - Vem cá. - Kagome conseguiu pegá-lo dessa vez, fazendo Inu-Yasha tremer de medo. - Nossa! Você tá tremendo. Tá com frio, lindo?
Kagome deitou na cama com o cachorrinho ao seu lado, que tentou escapar, sem machucar a menina, é claro. Porém, Kagome não deixou e o cobriu com uma manta. Ela sorriu e acariciou as orelhas do Inu-Yasha.
_ Pronto! Agora você vai se aquecer. - Kagome olhou para Inu-Yasha e percebeu que ele ainda estava tremendo. - Ainda tá com frio?
_ "Maldição! Não é nada disso!" - Inu-Yasha soltou um grunhido baixinho enquanto se encolhia num canto. - "Droga! Eu não consigo controlar!"
_ O que foi, Inu? Quer carinho? - Kagome perguntou o virando de barriga para cima e fazendo carinho na barriga dele, que ficou com a língua pra fora e abanando a cauda.
_ "Ah… isso aqui tá muito bom…" - pensou Inu-Yasha.
_ Hã? O que é isso aí vermelho? - Kagome parou de acariciar a barriga de Inu-Yasha e tentou descobrir o que era aquilo. - Será que é um machucado?
_ "Maldição!" Au! - Inu-Yasha tentou latir, mas tarde demais, Kagome já havia tocado no "machucado" - Au! Au!
_ Não, isso não é machucado, isso é… - Kagome afastou o pelo de Inu-Yasha do local e soltou um grito enquanto saia da cama rapidamente. - CREDO!
Inu-Yasha se sentou na cama e logo após ver a cara da Kagome, se escondeu embaixo da manta. Ele deixou uma parte da cabeça do lado de fora, para poder ver o rosto de Kagome. Ela estava enfurecida e o pegou novamente pelo pescoço.
_ Agora sim que eu nunca mais te deixo perseguir o Buyo! Nunca imaginei isso de você! - Kagome o conduziu até o lado de fora da casa, enquanto Inu-Yasha latia em protesto.
_ "Peraí! Tá me achando com cara de Poodle?!? Eu sou macho, pô!" Au! Au! Au!
_ Não adianta protestar! Você vai dormir aqui fora! - Kagome o colocou do lado de fora e fechou a porta na cara do pequeno cachorrinho. - Humpf!
_ "Espera! Kagome!" - Inu-Yasha arranhou a porta com as unhas e latiu. - Au! Au!
_ Nem adianta latir! - gritou Kagome de seu quarto.
_ "Droga! Tenho que pensar em alguma coisa." - Inu-Yasha andou em círculos, pensando em como fazer para entrar. - "Já sei! Ninguém resiste ao um cão chorando." Cáin… Cáin… Cáin…
_ Cala a boca, Inu-Yasha! - gritou Kagome, novamente de seu quarto. Mas Inu-Yasha continuou. - Se não parar, eu vou te dar banho agora mesmo! E de água fria!
_ "B… banho? Água fria?" - Inu-Yasha parou de chorar e voltou a andar. - "E se eu tentar?… Não, isso não vai dar certo… Mas e se?!… Nããããooo!" - Inu-Yasha parou de caminhar e olhou para o céu. - "Nossa! Mas que lua linda! Eu nunca senti isso antes, eu acho que eu quero… uivar!" - AAAAUUUU! AAUU! AAAAAUUUUU!
_ JÁ DISSE PRA PARAR, SACO! - Kagome desceu até a cozinha, pegou um jarro com água da geladeira e mirou na cabeça do Inu-Yasha. - VAI DEITAR!
E ela despejou toda a água sobre o pobre cachorrinho, que parou de uivar e grunhiu ao receber o banho. Agora ia ficar com cheiro de cachorro molhado e morto de frio.
_ "Maldição!" - Grrrrrr! - "Feh! Melhor eu ir dormir. Quem sabe amanhã eu durmo num lugar quente e aconchegante." - Inu-Yasha se encostou na árvore sagrada e pouco demorou para dormir, estava cansado, também.
*Sonho*
Inu-Yasha estava num belíssimo campo de flores de todas as cores e cheiros. Ele corria livre pelo campo, estava na forma de cão. Até que viu uma nuvem branca descer dos céus. Ela tinha a forma de Kagome. Essa nuvem o pegou nos braços, como um neném e delicadamente andou com ele pelo campo. Logo, a nuvem avistou uma elevação, no qual flutuou até lá e deitou, junto dele, na parte mais fofa do chão.
*Voltando a realidade*
_ Droga! - murmurou Kagome, com Inu-Yasha deitado ao seu lado, na cama. - Eu não sei por quê estou fazendo isso. O Inu-Yasha não merecia vir dormir aqui. - Kagome olhou para o cão que tremia de frio. - Mas eu não podia deixa-lo lá fora em plena madrugada fria como essa. Fui tão má jogando aquele jarro d'água nele. E também ele está tão fofo e vulnerável nessa forma… bem, dessa vez passa.
Kagome abraçou delicadamente Inu-Yasha, que dormia profundamente, sacudindo a cauda levemente, sem ter consciência disso. Ela sorriu e cobriu a ele e a si mesma com o edredom.
_ Boa noite, Inu-Yasha.
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*Oro: "Hã?" (Famosa fala do Kenshin)
*Nani: "O que?" Também usado como "hã?"
Notas da autora: Eu gostaria de agradecer a todos que leram a minha fanfic e me incentivaram a continuá-la! Sem vocês, eu acho que não conseguiria ter inspiração e nem ao menos vontade de prosseguir. Alguma crítica, dúvida, sugestão, chocolate, chutes na bunda (isso mandem para o Inu-Yasha) podem dizer que eu irei escutar de coração!
Arigato gozaimasu!
Matsu-chan