A Natureza da Escravatura





 




A discriminação dos homens, na Europa era aceite até ao século XIX, como algo NATURAL. Em relação aos escravos desde a Antiguidade Clássica que se discutia se estes eram escravos por natureza (tese racista) ou por condição social.

Na antiga Grécia, filósofos como Platão e Aristóteles ( séc.IV e III a.c.), procuraram fundamentar a escravatura em aspectos particulares da natureza humana dos escravos. A sua argumentação racista que estava contudo longe de ser aceite. A escravatura em geral entendida como um acto de violência do mais forte sobre o mais fraco. Esta era a concepção que predominou entre os romanos.

Uns, por nascimento, pertenciam ao grupos dos poderosos, ou se haviam imposto pela força.

Outros, por nascimento ou pelas circunstâncias haviam-se tornado escravos de outros (pela guerra, por exemplo).

Apesar desta consciência que a escravatura se fundava na violência, nem por isso deixava de ser aceite e defendido.

A Bíblia, o livro de judeus e cristãos, não a condena a escravatura. Quando ao racismo, as posições são mais equivocas. O Cristianismo, por exemplo, defendia inicialmente que todos os homens eram filhos de um mesmo Deus não se distinguindo quando à sua natureza, mas sim quando à sua condição social.

Maomé, o profeta do Islamismo,não apenas não condenou a escravatura, como possui escravos e naturalmente os comercializava. No entanto, os muçulmanos não conhecem distinções raciais, mas apenas religiosas.

Em resumo, durante a antiguidade clássica e depois na Idade Média, admitia-se que todos os homens podiam ser livres ou escravos, não estando esta condição inscrita na sua natureza.

Haviam contudo povos, como os Germanos, que seguiam uma política claramente racial impedindo o cruzamento com outros povos.

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