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" Pensei duas horas
num manifesto do silêncio:
descobri que é das atividades mais penosas
calar a boca no exato momento"
RIBEIRO, Diogo. Outras páginas.
Buganvílias: Outros cadernos, 2022.
Arrogamo-nos o direito ao silêncio
obtuso, à virtualização da nossa fala, ao hologramático perfil de
nosso ser, à unificação/ dispersão do tempo e espaço em partículas
quânticas .
A arte faz-se também de pausas e não
somente de semifusas de tintas rebuscadas.
Portanto, nosso silêncio é
manifesto e nosso manifesto é o silêncio.
SANTOS, Cinthya Costa. Destinos
avulsos. Peremptório: Outros cadernos, 1186
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