O Gigante da Colina
Página sobre o Club de Regatas Vasco da Gama
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História

A soma de todas as cores

 

Títulos em todos os esportes

Fonte: Jornal do Brasil - Edição de 21 de agosto de 1998.

 

No remo, a marca ainda não superada

Foi graças aos triunfos e aos títulos obtidos nas regatas, em suas duas primeiras décadas de vida, que o Vasco começou a formar torcida e patrimônio.

No ano de sua fundação, aliás, o clube não competiu. A prioridade, então, era estabelecer os alicerces para a sua existência. A primeira vitória só veio mais tarde, em 4 de julho de 1899, no páreo Vasco da Gama, um evento promovido pela União de Regatas Fluminense. A guarnição Volúvel era composta pelo patrão Adriano Vieira, e pelos remadores José de Freitas, José Pereira Breda de Melo, Joaquim de Oliveira Campos, Antônio Frazão Salgueiro e Carlos Batista Rodrigues. 

Em 1900, com o barco Visão, baleeira a seis remos, classe juniors, o Vasco começou a alimentar a rivalidade, hoje secular, com o Flamengo, ao vencer o páreo Clube de Regatas Flamengo, terceira prova do duelo promovido a 12 de agosto pelo Conselho Superior de Regatas. Alberto de Castro (patrão), José Lopes de Freitas, Leonel Campos Borda, Francisco Alberto Silva e Carlos Souraggi impediram que o rubro-negro (então ouro e azul) conquistasse a primeira prova de toda a história dos esportes no Brasil que homenageava sua existência.

Entre 1902 e 1904, o Vasco obteve outras inúmeras vitórias no mar, mas faltava-lhe o campeonato da cidade. A experiência obtida naqueles seis primeiros anos de competições dava a todos a certeza  de que 1905 representaria o fim do jejum. O campeonato daquele ano, organizado pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo, aconteceu em 24 de setembro de 1905, e o clube obteve três primeiros lugares e dois vices nas cinco provas realizadas.

No primeiro páreo – Clube de Regatas Botafogo – o Vasco ganhou com o barco Gladiador, yole a dois remos, classe seniors. Nas outras provas, o clube utilizou Albatroz, Voga, Açor e Procelaria. Para irritar ainda mais os rubro-negros, voltou a vencer um páreo, o quinto, com o nome do rival.

A conquista do campeonato da cidade, e a inauguração de uma nova sede, à rua Santa Luzia, representariam uma nova era na história do Vasco. Seguiram-se conquistas de destaque como o tri de 1912, 1913 e 1914, com os barcos Meteoro e Pereira Passos – este nos dois últimos anos – e o campeonato de 1924, quando o clube ganhou, pela primeira vez, os títulos de terra e mar, pois também foi campeão no futebol.

Nas suas cinco primeiras décadas de existência, o Vasco foi quase absoluto no remo. Venceu todos os títulos da cidade disputados entre 1927 e 1932, entre 1934 e 1939, e entre 1944 e 1959, estabelecendo um recorde ainda inédito de 16  conquistas consecutivas – o Flamengo poderia igualá-lo em 1998, mas, restando duas regatas para o fim do campeonato, parece impossível ao rubro-negro alcançá-lo. Vale ressaltar duplas famosas do período, como  Chico e Sentinela, Moleque Sete e Allora, Eugênio Soares, o Sabu, e Dezir.

Em 1961, o Vasco recuperou o título carioca. Repetiu a dose em 1970 e 1982. Em 1987 foi campeão do Brasil e teve a participação dos irmãos Ronaldo e Ricardo Carvalho na vitória do dois sem timoneiro no Pan-Americano de Indianápolis, EUA. Em 1993, ganhou o estadual feminino. E está com as mãos no título de 1998. Restam duas regatas, mas o clube pode até comemorar a conquista por antecipação, dia 20 de setembro.

Títulos em outros esportes

Houve um tempo em que o Vasco chegou a disputar 15 modalidades distintas de esportes, e obteve destaque em todas. Você, que é torcedor fanático, sabia que o seu clube foi campeão de columbofilia e motonáutica?

Na realidade, o Vasco cresceu nos demais esportes depois da construção de São Januário, em 1927. Antes o clube praticamente só disputava remo e futebol. Até que o estádio fosse erguido, abriu-se uma exceção para o pólo-aquático e para a natação, então disputados na praia.

Deve-se destacar as conquistas do atletismo, implantado no clube em 1931, e que teve como principal representante Ademar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico em 1952 (Helsinque) e 1956 (Melbourne); do basquete, que viveu fase gloriosa nos anos 60, com Barone, Manteiga, Felipão, Felinto, Aurélio e Peixotinho, e que recuperou a hegemonia carioca em 97, vencendo o rival Flamengo; do ciclismo, que foi tetracampeão da cidade entre 1955 e 1958; do pugilismo, cujo rei foi Waldemar Adão; e da ginástica olímpica, em que o clube conquistou o penta carioca em 1975.

Na columbofilia – tiro ao pombo – o Vasco arrasou no começo do século, e na motonáutica nos anos 50, depois que inaugurou sua sede náutica, de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Nesta última década, o Vasco descobriu um novo filão: o futebol feminino, modalidade em que conquistou o tri brasileiro (93, 94 e 95) e o bi estadual (96 e 97).

 

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O Gigante da Colina © Carlos André