TEIVE
– GENEAL. Apelido de origem port., tomado da Quinta de T., nos arredores
do Porto. Parece que o 1°
que usou este apelido foi Vasco Peres, ou Pires, de T., que alguns autores
fazem descender de Vasco Pires de Temes, casado com D. Aldonça Lopes
de Valboa, filha de Lopo Rodrigues de Valboa. João Baptista Lavanha,
em notas a L. L. – 4, diz que os T. são naturais da Galiza, com
solar em Temes, junto de Chantada, próximo de Carballido, de que
foi senhor João Nunes de Temes, que viveu em tempo do rei D. Fernando,
o Santo (1217 – 1252). As armas deste apelido são: de prata, nove
arruelas de vermelho. Timbre: leopardo, de púrpura, armado de vermelho
e carregado de uma arruela do mesmo sobre a espádua; ou leopardo
de prata, carregado com os móveis do escudo. Um ramo da fam. T.
passou à Madeira com Diogo de T., que fez um contrato em 5/12/1452
com o Infante D. Henrique para ali montar um engenho para tratamento de
açúcar. Um descendente de Diogo de T. passou à ilha
Terceira, Açores, como ouvidor-geral e lugar-tenente do capitão
donatário Jácome de Bruges. Os descendentes destes dois ramos
da fam. T. fixaram-se nos dois arqs. ligados com princs. fams. ali residentes.
As armas atribuídas aos da fam. T. que se fixaram nas ilhas da Madeira
e nas ilhas dos Açores são: esquartelado: o I e o IV, de
ouro, seis arruelas de vermelho; o II e o III, de prata, três arminhos
em faixas. Timbre: mesmo leopardo, de ouro, arminhado, carregado com uma
arruela das armas na espádua. Carta de brasão em 1530.