CULTURA GAÚCHA, nesta página conhecerás de maneira geral um
pouco sobre a cultura gaúcha, tem muita coisa interessante
esperando por você, confira !
Introdução
O que é
o Tradicionalismo?
Apego às
tradições e usos antigos.
Gaúcho
Nome pelo qual
é conhecido o homem do campo na região dos pampas da Argentina,
Uruguai e do Rio Grande do Sul e, por extensão, os nascidos neste
estado brasileiro.
Originariamente, o termo foi aplicado, em sentido pejorativo
(como sinônimo de ladrão de gado e vadio), aos mestiços e índios,
espanhóis e portugueses que naquela região, ainda selvagem, viviam
de prear o gado que, fugindo dos primeiros povoamentos espanhóis, se
espalhava e reproduzia livremente pelas pastagens naturais.
Igualmente livre, sem patrão e sem lei, o gaúcho tornou-se hábil
cavaleiro, manejador do laço e da boleadeira.
No séc. XVIII,
foi o gaúcho brasileiro um instrumento de fixação portuguesa no
Brasil meridional, contribuindo para a manutenção das fronteiras com
as regiões platinas. Com o estabelecimento das fazendas de gado e
com a modificação da estrutura de trabalho, o gaúcho perdeu seus
hábitos nômades, enquadrando-se na nova sociedade rural como
trabalhador especializado: era o peão das estâncias.
O
reconhecimento de sua habilidade campeira e de sua bravura na guerra
fez com que o termo "gaúcho" perdesse a conotação pejorativa.
Paralelamente, surgiu uma literatura gauchesca, incorporando as
lendas de sua tradição oral e as particularidades dialetais, e
exaltando sua coragem, apego à terra, seu amor e liberdade.
A
Arte
Culinária
- Arroz de Carreteiro
-
arroz feito
com carne de charque, oriundo da alimentação do povo que movia-se
sobre carretas
- Carne de Charque
-
carne de
gado bovino, salgada e seca, em mantas
- Churrasco
-
Carne
sangrenta assada no espeto sobre as brasas ou labaredas
- Puchero
-
sopão com
muito vegetal e carne de peito (às vezes com costela e até
lingüíça), mas sem tutano e sem pirão
Festas
Terno de Reis
Festividade
tradicional, sedimentada nos acontecimentos referidos pela Sagrada
Escritura e herança que nos legaram os portugueses colonizados.
Desenvolve-se, em síntese, assim: O "terno", chegando à frente de
uma casa, faz, sempre em versos, a "Saudação" ao dono da residência,
solicitando permissão para cantar e, ao mesmo tempo, justificando-se
da sua "Chegada". Segue-se, já dentro da habitação e diante do
presépio, a louvação, que gira em torno da "anunciação",
"nascimento", "estrela guia", "Reis Magos", "adoração", "oferendas",
"agradecimento" e "despedida", através de diversas "estações" que
iniciam às vésperas do dia 25 de dezembro; dia de Natal; de 25 a
primeiro do ano; de primeiro de janeiro a Dia de Reis, e, mesmo,
posteriormente.
O objetivo da
visita varia de um terno para o outro; alguns, visam unicamente
louvar a memória do menino Jesus. Outros, visam propiciar aos
cantadores uma doce retribuição ao desgaste de suas cordas vocais,
através de fartos comes e bebes que os donos da casa nunca se
esquecem de oferecer.
Carreira de Bois
Diversão
popular registrada em várias localidades do vale do Jacuí, a
Carreira de Bois na "talha" é uma competição de força e adestramento
entre bois e touros.
A denominação
Carreira - expressão popular ainda ligada às antigas modalidades
competitivas entre bois - não mais denota corrida. Os bois
competidores são jungidos em uma canga especial, presa a cambões
estirados por alçaprema ou talha, ligada a um palanque
irremovível.
O boi carreiro
quase não se afasta do lugar onde está cangado, embora forcejando.
Considera-se vencedor o animal que sustentar a canga em posição mais
avançada, durante um minuto à frente do outro.
Em qualquer
época, os donos dos animais "atam" a Carreira, isto é, combinam a
competição, desde que os bois estejam em condições. Na manhã do dia
escolhido, os contratantes tomam várias providências: pesagem dos
animais, escolha do terreno propício, colocação da tronqueira ou
palanque, com a respectiva escora para a bimbarra ou "talha",
colocação do "morto" (tronco enterrado em uma vala), etc.
A Carreira
obedece a regulamentos estipulados oralmente entre os contratantes.
Estes escolhem pessoas consideradas idôneas para ajuizar a
competição: "o cuidado do mau jogo" e o juiz da Carreira.
Como outras
modalidades de competição, a Carreira reúne torcidas animadíssimas,
que aos gritos se desafiam, fazendo apostas em dinheiro. A cancha é,
outrossim, ponto de encontro dos vizinhos. Embora as competições
ocorram mais frequentemente à tarde, grande número de pessoas já se
encontra, pela manhã, no local, onde, em botequim improvisado,
comercia comidas e bebidas.
Jogos
Jogo
do Osso
Escolhe-se um
chão parelho, nem duro, que faz saltar; nem mole, que acama; nem
areento, que enterra o osso. É sobre o firme macio, que convém. A
cancha com uma braça de largura, chega, e três de comprimento; no
meio bota-se uma raia de piola (cordão, barbante), amarrada em duas
estaquinhas ou mesmo um risco no chão, serve; de cada cabeça da
cancha é que o jogador atira, sobre a raia do centro: este atira
daqui para lá, o outro atira de lá pra cá. O osso é chamado de
taba, que é o osso do garrão de rês vacum. O jogo é só de culo ou
suerte. Culo é quando a taba (o osso) cai com o lado arredondado pra
baixo; quem atira assim perde logo a parada. Suerte é quando o lado
chato fica embaixo: ganha logo e sempre.
Quer dizer:
quem atira culo perde, se é suerte ganha e logo arrasta a
parada. Ao lado da raia do meio fica o coimeiro que é o sujeito
depositário da parada e que a entrega logo ao ganhador. O coimeiro
também é quem tira o baralho - para o pulpeiro (dono da pulperia,
taberna ou botequim). Quase sempre é algum aldragante (vagabundo)
velho e sem-vergonha, dizedor de graças.
Sete-Em-Porta
Jogo de
cartas, variante do monte. Joga-se com vinte e um ou mais baralhos,
em uma caixa da qual o banqueiro tira duas cartas, fazendo-se nestas
as apostas. Não ficando reservada ao banqueiro nenhuma carta, a
vantagem dele consiste em pagar apenas 50% das apostas quando a
carta sai em porta, quer dizer, quando é a primeira a ser tirada, e,
além disso, em ganhar, em tal caso, o total apostado na outra
carta.
Truco
Jogo de cartas
entre dois ou quatro parceiros, cada um dos quais recebe três
cartas. Quando é apenas entre duas pessoas chama-se truco de
mano.
Literatura
A lista a
seguir não possui textos exclusivamente tradicionalistas, mas é uma
homenagem a todos os homens e mulheres que escrevem a história deste
Rio Grande.
-
O Tempo e o
Vento - Érico Veríssimo
-
Os Ratos -
Dyonélio Machado
-
Um Castelo
no Pampa - Luiz A. de Assis Brasil
-
A Asa
Esquerda do Anjo - Lya Luft
-
Contos
Gauchescos e Lendas do Sul - Simões Lopes Neto
-
Estrada Nova
- Cyro Martins
-
Fronteira
Oeste - Ivan Pedro de Martins
-
Inventário
do Ir-Remediável - Caio F. Abreu
-
Amálgama -
Lara de Lemos
-
Canga -
Carlos Nejar
-
Incidente em
Antares - Érico Veríssimo
-
Memórias do
Coronel Falcão - Aureliano de Figueiredo Pinto
-
Antologia
Poética - Mário Quintana
-
Romance no
Rio Grande - Reynaldo Moura
-
Teatro
Completo - Qorpo Santo
-
A Ferro e
Fogo - Josué Guimarães
-
A Fisionomia
do Rio Grande do Sul - Pe. Balduíno Rambo
-
Viagem ao
Rio Grande do Sul - Auguste de Saint-Hilaire
-
A História
da Literatura do RS - Guilhermino César
-
A História
Constitucional do RS - Vítor Russomano
-
O Trabalho
Alemão no RS - Leonardo Truda
-
Memórias
Ecônomo-Políticas - Antônio Gonçalves Chaves
-
Antônio
Chimango - Amaro Juvenal
-
História da
Grande Revolução - Alfredo Varella
-
Assim na
Terra - Luiz Sergio Metz
-
Um Castelo
no Pampa - Luiz A. de Assis Brasil
-
Contos
Completos - Sergio Faraco
-
Contos
Reunidos - Moacyr Scliar
-
Morangos
Mofados - Caio Fernando Abreu
-
Perseguição
e Cerco a Juvêncio Gutierrez - Tabajara Ruas
-
Um Pobre
Homem - Dyonélio Machado
-
Romances de
Estância e Querência - Aureliano de Figueiredo Pinto
-
As Virtudes
da Casa - Luiz A. de Assis Brasil
-
As Parceiras
- Lya Luft
-
O Louco -
Dyonélio Machado
-
O Exército
de um Homem Só - Moacyr Scliar
-
Os
Voluntários - Moacyr Scliar
-
Videiras de
Cristal - Luiz A. de Assis Brasil
-
Camilo
Mortágua - Josué Guimarães
-
O Triângulo
das Águas - Caio Fernando Abreu
-
Hotel
Majestic - Sergio Faraco
-
Cães de
Província - Luiz A. de Assis Brasil
-
O Amor de
Pedro por João - Tabajara Ruas
-
O Aprendiz
de Feiticeiro - Mario Quintana
-
O Centauro
no Jardim - Moacyr Scliar
-
Porteira
Fechada - Ivan Pedro de Martins
-
A Dama do
Saladeiro - Cyro Martins
-
Caminhos
Cruzados - Érico Veríssimo
-
Um Rio Imita
o Reno - Vianna Moog
-
Estrada Nova
- Cyro Martins
-
Apontamentos
de História Sobrenatural - Mario Quintana
-
A Nuvem e o
Subsolo - Heitor Saldanha
-
O Calendário
do Medo - Carlos Carvalho
-
Prosa dos
Pagos - Augusto Meyer
-
Os Varões
Assinalados - Tabajara Ruas
-
Viagem às
Missões Jesuíticas e Trabalhos Apostólicos - Pe. Antônio
Sepp
-
Garibaldi e
a Guerra dos Farrapos - Lindolfo Collor
-
O Rio Grande
do Sul - Wolfgang Hoffmann Harnisch
-
A Parte e o
Todo - Rubem George Oliven
-
Os Mucker,
100 anos depois - Hugo Muxfeldt
-
República
das Carretas - Barbosa Lessa
-
Sepé Tuaraju
- Alcy Cheuiche
Música
Títulos de Música
-
Bochincho
com o bolicheiro, de Régis Marques, com Grupo Rodeiro
-
Negro da
Gaita, de Gilberto Carvalho e Airton Pimentel, com Cesar
Passarinho e os Milongueiros
-
Colorada, de
Apparício Silva Rillo e Mário Barbará Dorneles, com Ademar Silvio
e os Cambarás
-
Balseiros do
Rio Uruguai
-
Canto
Alegretense
-
Hino ao Rio
Grande
-
Céu, Sol,
Sul, Terra e Cor
-
Tosquia
-
Guri
-
Quero-quero
-
João
Campeiro
Danças
Chimarrita
Quando os
colonos açorianos, na segunda metade do século XVIII, trouxeram ao
Rio Grande do Sul a "Chamarrita", esta dança era então popular no
Arquipélago dos Açores e na Ilha da Mandeira. Desde a sua chegada ao
Rio Grande do Sul, a "chamarrita" foi-se amoldando às subsequentes
gerações coreográficas, e chegou mesmo a adotar, em princípios de
nosso século, a forma de dança de pares enlaçados, como um misto de
valsa e chotes. Do Rio Grande do Sul (e de Santa Catarina) a dança
passou ao Paraná, a São Paulo, bem como às províncias argentinas de
Corrientes e Entre-Rios, onde ainda hoje são populares as variantes
"Chamarrita" e "Chamame". A corruptela "Chimarrita" foi a
denominação mais usual desta dança, entre os campeiros do Rio Grande
do Sul.
Coreografia:
Em seu feitio tradicional, é dança de pares em fileiras opostas. As
fileiras se cruzam, se afastam em direções contrárias e tornam a se
aproximar, lembrando as evoluções de certas danças tipicamente
portuguesas.
Pézinho
O "Pézinho"
constitui uma das mais simples e ao mesmo tempo uma das mais belas
danças gaúchas. A melodia, muito popular em Portugual e Açores, veio
a gozar de intensa popularidade no litoral dos estados de Santa
Catarina e Rio Grande do Sul.
É necessário
frisar que o "Pézinho"é a única dança popular rio-grandense em que
todos os dançarinos obrigatoriamente cantam, não se limitando,
portanto, à simples execução da coreografia.
Coreografia:
Na primeira figra, há uma marcação de pés, e na segunda os pares
giram em redor de si próprios, tomados pelo braço.
Rancheira de Carreirinha
A "Rancheira"
constitui uma variante pampeana da "Mazurca".
Anú
Dança típica
do fandango gaúcho, o "Anú" divide-se em duas partes totalmente
distintas: uma para ser cantada, e outra para ser sapateada.
Aproxima-se bastante da "Quero-Mana", principalmente pelo passeio
cerimonioso que os pares realizam. O período que o "Anú" gozou de
maior popularidade, no Rio Grande do Sul, foi em meados do século
passado. A partir daí - tal como ocorreu com as demais danças de
fandango - foi cedendo lugar às danças de conjunto que surgiam, ou
se amoldou às características desta nova geração coreográfica: daí
haverem surgido variantes como o "anú de cadena", com nítida
influência das danças platinas sob comando. Em princípios deste
século já estava em desuso na campanha rio-grandense, permanecendo
vestígios, entretanto, nos bailes dos mais afastados rincões da
Serra Geral.
Coreografia: O
Anú é legítima dança de pares soltos, mas não independentes. É dança
grave (na parte cantada e nos passos cerimoniosos) mas ao mesmo
tempo viva e algo pantomímica (mais usuais) que compõe o "Anú"
rio-grandense; cada figura pode ser mandada repetir, pelo marcante,
à voz de "Outra vez que ainda não vi!"
Tatú
O "Tatú" era
uma das cantigas do fandango gaúcho (entremeiadas de sapateado).
Mesmo após o desaparecimento das danças sapateadas, continou o
"Tatú" a existir, sob a forma de uma "décima" popular em todo o Rio
Grande do Sul (chama-se "décima", neste estado, a uma história
contada em versos). Devido à popularidade com que se cantou a
história do Tatú, no Rio Grande do Sul, observou-se, nessa dança do
fandango, algo bastante curioso: chegou uma época em que o sapateado
passou a se executar simultaneamente com a execução do canto - numa
exceção à regra geral de que o canto interrompe a dança no
fandango.
Coreografia:
Na primeira parte, os pares, soltos, sapateiam; e na segunda parte,
cada par se toma por uma das mãos, para que a mulher gire em torno
do próprio corpo ("voltinha-do-meio").
História
Índios
Charrua
-
Tribo
guerreira, indômita, acantonada sobre a Coxinha do Haedo, e
dominando o rio Quaraí até o Uruguai e para Leste até o Rio Negro.
Eram nômades e derrubavam veados, avestruzes e outros animais com
suas boleadeiras de pedras.
- Guarani
-
Habitavam as
margens dos rios Jacuí, Ijuí, Ibucuí e Alto Uruguai. Eram
agricultores e viviam em grupos de duzentos a trezentos índios.
Deixaram-nos também um grande legado: o chimarrão
- Ibiraiara
-
Viviam nos
campos de cima da serra e alimentavam-se de frutas, raízes.
- Minuano
-
Eram nômades
e derrubavam veados, avestruzes e outros animais com suas
boleadeiras de pedras.
- Tapes
-
Viviam no
litoral, às margens da Lagoa dos Patos e alimentavam-se
basicamente da pesca
Grandes
Personagens
Políticos
Assis
Brasil
Borges de
Medeiros
Fernando
Abbott
Flores da
Cunha
Getúlio
Vargas
Júlio de
Castilhos
Pinheiro
Machado
Silveira
Jardim
Tradicionalistas
Antonio
Augusto Fagundes Advogado, compositor nascido em Alegrete. Autor
de letras musicais e apresentador do programa "Galpão
Crioulo".
João Cezimbra Jacques
Militar,
ensaísta nascido em Santa Maria. É o patrono do tradicionalismo
gaúcho. Pioneiro da afirmação gaúcha.
João Simões Lopes Neto
Jornalista,
teatrólogo, contista, folclorista nascido em Pelotas. Deixou rica
obra literária, como Contos Gauchescos, Casos do Romulado, Lendas do
Sul.
João Carlos Paixão Cortes
Pesquisador,
folclorista, cantor e ensaísta, nascido em Livramento. Ajudou a
fundar o CT 35, publicou o "Manual de Danças Gaúchas", extensa
produção literária.
Glauco Saraiva
Poeta
regionalista nascido em São Jerônimo. Um dos pioneiros do Movimento
Tradicionalista Gaúcho. Autor da Carta de Princípios do MTG.
Luiz Carlos Barbosa Lessa
Advogado,
jornalista, historiador e compositor, nascido em Piratini. Possui
obra literária invejável. Foi secretário da cultura do estado,
compositor das músicas Negrinho do Pastoreio, Quero-quero, Balseiros
do Rio Uruguai, Levanta Gaúcho. Possui vários trabalhos
literários.
Hábitos,
Costumes e Miscelânea
O
Chimarrão
Mate amargo
(sem açúcar) que se toma numa cuia de porongo por uma bomba de
metal. Atribuem-se ao chimarrão propriedades desintoxicantes,
particularmente eficazes numa alimentação rica em
carnes.
Indumentária
Barbicacho
cordão de
couro entrançado que, tendo as extremidades presas ao chapéu, passa
por baixo do queixo, segurando aquele à cabeça
Bombacha
calças muito
largas, apertadas acima dos tornozelos por meio de botões; muito
usada pelos campeiros
Cabrestilho
correia
estreita de couro, ou corrente de metal, que prende a espora ao
pé
Chiripá
vestimenta sem
costura, usada outrora pelos homens do campo; constava de um metro e
meio de fazenda, que, passando por entre as pernas, era presa à
cintura, nas extremidades, por uma cinta de couro ou pelo
tirador
Poncho
espécie de
capa grossa - geralmente de pano azul e forrada de baeta vermelha -
cortada de modo arredondado e com pequena abertura no centro, pelo
qual se enfia o pescoço
Pala
poncho leve,
de brim, merinó, lã, ou até de seda, de feitio qadrilátero e com as
extremidades franjadas
Guaiaca
cinto largo de
couro - ordinariamente com bordados e às vezes enfeitado de moedas
de prata e ouro - com bolsos para guardar dinheiro e pequenos
objetos, e uma parte em que se carregam armas
Tirador
espécie de
avental de sola macia, ou de couro cru, que o laçador usa a fim de
proteger as calças ou as bombachas dos danos que poderia ocasionar o
atrito do laço, no momento de prender com este animal
Expressões
Idiomáticas
-
"Cavalo bom
e homem valente a gente só conhece na chegada."
-
"Quem faz o
cavalo é o dono."
-
"Mulher,
arma e cavalo de andar, nada de emprestar."
-
"Pata de
galinha nunca matou pinto."
-
"Cachorro
que come ovelha uma vez, como sempre, só morto que se
endireita."
-
"Vaca de
rodeio não tem touro certo."
-
"Cada hombre, como o cavalo, tem o seu lado de montar."
-
"Faca que
não corta, pena que não escreve, amigo que não serve, que se perca
pouco importa."
-
"Ninguém é
perfeito: só santo, e lugar de santo é no altar ou no céu, não
neste mundo. Homem sem defeito não é bem homem"
-
"Onde se viu
o cavalo do comissário perder a corrida?"
-
"Com esta
corja, palavra não basta; ponta de faca e bala é que
resolve."
-
"Quando se
pega na rabiça do arado, deve-se ir até o fim do rego."
-
"Fala ao teu
cavalo como se fosse gente."
-
"Quando 'stiveres para
embrabecer, conta três vezes os botões da tua
roupa..."
-
"Quando
falares com homem, olha-lhe para os olhos, quando falares com
mulher, olha-lhe para a boca... e saberás como te haver..."
Contos e Lendas
O
Boitatá
Foi assim: num
tempo muito antigo, muito, houve uma noite tão comprida que pareceu
que nunca mais haveria luz do dia. Noite escura como breu, sem lume
no céu, sem vento, sem serenada e sem rumores, sem cheiro dos pastos
maduros nem das flores da mataria.
Os homens
viveram abichonados, na tristeza dura; e porque churrasco não havia,
não mais sopravam labaredas nos fogões e passavam comendo canjica
insossa; os borralhos estavam se apagando e era preciso poupar os
tições... Os olhos andavam tão enfarados da noite, que ficavam
parados, horas e horas, olhando sem ver as brasas somente, porque as
faíscas, que alegram, não saltavam, por falta do sopro forte de
bocas contentes.
Naquela
escuridão fechada nenhum tapejara seria capaz de cruzar pelos
trilhos do campo, nenhum flete crioulo teria faro nem ouvido nem
vista para abter na querência; até nem sorro daria no seu próprio
rastro!
E a noite
velha ia andando... ia andando...
Minto: No
meio do escuro e do silêncio morto, de vez em quando, ora duma banda
ora doutra, de vez em quando uma cantiga forte, de bicho vivente,
furava o ar: era o téu-téu ativo, que não dormia desde o entrar do
último sol e que vigiava sempre, esperando a volta do sol novo, que
devia vir e que tardava tanto já... Só o téu-téu de vez em quando
cantava; o seu - quero-quero! - tão claro, vindo de lá do fundo da
escuridão, ia se aguentando a esperança dos homens, amontoados no
redor avermelhado das brasas. Fora disto, tudo o mais era silêncio;
e de movimento, então, nem nada.
Minto: Na
última tarde em que houve sol, quando o sol ia descambando para o
outro lado das coxilhas, rumo do minuano, e de onde sobe a
estrela-d'alva, nessa última tarde também desabou uma chuvarada
tremenda; foi uma manga d'água que levou um tempão a cair, e
durou... e durou...
Os campos
foram inundados; as lagoas subiram e se largaram em fias coleando
pelos tacuruzais e banhados, que se juntaram, todos, num; os passos
cresceram e todo aquele peso d'água correu para as sangas e das
sangas para os arroios, que ficaram bufando, campo fora, campo fora,
afogando as canhadas, batendo no lombo das coxilhas. E nessas coroas
é que ficou sendo o paradouro da animalada, tudo misturado, no
assombro. E eram terneiros e pumas, tourada e potrilhos, perdizes e
guaraxains, tudo amigo, de puro medo. E então!...
Nas copas dos
butiás vinham encostar-se bolos de formigas; as cobras se enroscavam
na enrediça dos aguapés; e nas estivas do santa-fé e das tiriricas
boiavam os ratões e outros miúdos.
E, como a água
encheu todas as tocas, entrou também na da cobra-grande, a -
boiguaçu- que, havia já muitas mãos de luas, dormia quieta,
entanguida. Ela então acordou-se e saiu, rabeando. Começou depois a
mortandade dos bichos e a boiguaçu pegou a comer carniça. Mas só
comia os olhos e nada, nada mais. A água foi baixando, a carniça
foi cada vez engrossando, e a cada hora mais olhos a cobra-grande
comia.
Cada bicho
guarda no corpo o sumo do que comeu. A tambeira que só come trevo
maduro, dá no leite o cheiro doce do milho verde; o cerdo que come
carne de bagual nem vinte alqueires de mandioca o limpam bem; e o
socó tristonho e o biguá matreiro até no sangue têm cheiro de
pescado. Assim também, nos homens, que até sem comer nada, dão nos
olhos a cor de seus arrancos. O homem de olhos limpos é guapo e
mão-aberta; cuidado com os vermelhos; mais cuidado com os amarelos;
e, toma tenência doble com os raiados e baços!... Assim foi
também, mas doutro jeito, com a boiguaçu, que tantos olhos
comeu.
Todos -
tantos, tantos! que a cobra-grande comeu -, guardavam, entrenhado e
luzindo, um rastilho da última luz que eles viram do último sol,
antes da noite grande que caiu... E os olhos - tantos, tanto! - com
um pingo de luz cada um, foram sendo devorados; no princípio um
punhado, ao depois uma porção, depois um bocadão, depois, como uma
braçada...
E vai, Como
a boiguaçu não tinha pêlos como o boi, nem escamas como o dourado,
nem penas como o avestruz, nem casca como o tatu, nem couro grosso
como a anta, vai, o seu corpo foi ficando transparente,
transparente, clareando pelos miles de luzezinhas, dos tantos olhos
que foram sendo esmagados dentro dele, deixando cada qual sua
pequena réstia de luz. E vai, afinal, a boiguaçu toda já era uma
luzerna, um clarão sem chamas, já era um fogaréu azulado, de luz
amarela e triste e fria, saída dos olhos, que fora guardada neles,
quando ainda estavam vivos.
Foi assim e
foi por isso que os homens, quando pela primeira vez viram a
boiguaçu tão demudada, não a conheceram mais. Não conheceram e
julgando que era outra, muito outra, chamam-na desde então, de
boitatá, cobra do fogo, boitatá, a boitatá! E muitas vezes a boitatá
rondou as rancherias, faminta, sempre que nem chimarrão. Era então
que o téu-téu cantava, como o bombeiro.
E os homens,
por curiosos, olhavam pasmados, para aquele grande corpo de
serpente, transparente - tatá, de fogo- que media mais braças que
três laços de conta e ia aluminando baçamente as carquejas... E
depois, choravam. Choravam, desatinados do perigo, pois as suas
lágrimas também guardavam tanta ou mais luz que só os olhos e a
boitatá ainda cobiçava os olhos vivos dos homens, que já os das
carniças a enfaravam...
Mas, como
dizia: na escuridão só avultava o clarão baço do corpo da
boitatá, e era ela que o téu-téu cantava de vigia, em todos os
flancos da noite. Passado um tempo, a boitatá morreu: de pura
fraqueza morreu, porque os olhos comidos encheram-lhe o corpo mas
lhe não deram substância, pois que sustância não tem a luz que os
olhos em si entranhada tiveram quando vivos... Depois de rebolar
rabiosa nos montes de carniça, sobre os couros pelados, sobre as
carnes desfeitas, sobre as cabelamas soltas, sobre as ossamentas
desparramadas, o corpo dela desmanchou-se, também como cousa da
terra, que se estraga de vez. E foi então, que a luz que estava
presa se desatou por aí. E até pareceu cousa mandada: o sol apareceu
de novo!
Minto: apareceu sim, mas não veio de supetão. Primeiro
foi-se adelgaçando o negrume, foram despontando as estrelas; e estas
se foram sumindo no coloreado do céu; depois se foi sendo mais
claro, mais claro, e logo, na lonjura, começou a subir um rastro de
luz..., depois a metade de uma cambota de fogo... e já foi o sol que
subiu, subiu, subiu, até vir a pino e descambar, como dantes, e
desta feita, para igualar o dia e a noite, em metades, para
sempre.
Tudo o que
morre no mundo se junta à semente de onde nasceu, para nascer de
novo; só a luz da boitatá ficou sozinha, nunca mais se juntou com a
outra luz de que saiu. Anda arisca e só, nos lugares onde quanta
mais carniça houve, mais se infesta. E no inverno, de entanguida,
não aparece e dorme, talvez entocada. Mas de verão, depois da
quentura dos mormaços, começa então o seu fadário. A boitatá,
toda enroscada, como uma bola - tatá, de fogo! -, empeça a correr o
campo, coxilha abaixo, lomba acima, até que horas da noite!... É um
fogo amarelo e azulado, que não queima a macega seca nem aquenta a
água dos manatiais; e rola, gira, corre, corcoveia e se despenca e
arrebenta-se, apagado... e quando um menos espera, aparece, outra
vez, do mesmo jeito! Maldito! Tesconjuro!
Quem encontra
a boitatá pode até ficar cego... Quando alguém topa com ela só tem
dois meios de se livrar: ou ficar parado, muito quieto, de olhos
fechados apertado e sem respirar, até ir-se ela embora, ou, se anda
a cavalo, desenrodilhar o láco, fazer uma armada grande e atirar-lha
por cima, e tocar a galope, trazendo o laço de arrasto, todo solto,
até a ilhapa! A boitatá vem acompanhando o ferro da argola... mas
de repente, batendo numa macega, toda se desmancha, e vai
esfarinhando a luz, para emulitar-se de novo, com vagar, na aragem
que ajuda.
Campeiro
precatado! Reponte o seu gado de querência da boitatá: o pastiçal,
aí, faz peste... Tenho visto!
copiado de
Lendas do Sul, J. Simões Lopes Neto, edit. Globo
(recomendo)
A Salamanca
do Jarau
No tempo dos
padres jesuítas, existia um moço sacristão no Povo de Santo Tomé, na
Argentina, do outro lado do rio Uruguai. Ele morava numa cela de
pedra nos fundos da própria igreja, na praça principal da
aldeia.
Ora, num verão
mui forte, com um sol de rachar, ele não conseguiu dormir a sesta.
Vai então, levantou-se, assoleado e foi até a beira da lagoa
refrescar-se. Levava consigo uma guampa, que usava como
copo.
Coisa
estranha: a lagoa toda fervia e largava um vapor sufocante e qual
não é a surpresa do sacristão ao ver sair d'água a própria
Teiniaguá, na forma de uma lagartixa com a cabeça de fogo, colorada
como um carbúnculo. Ele, homem religioso, sabia que a Teiniaguá - os
padres diziam isso!- tinha partes com o Diabo Vermelho, o
Anhangá-Pitã, que tentava os homens e arrastava todos para o
inferno. Mas sabia também que a Teiniaguá era mulher, uma princesa
moura encantada jamais tocada por homem. Aquele pelo qual se
apaixonasse seria feliz para sempre.
Assim, num
gesto rápido, aprisionou a Teiniauá na guampa e voltou correndo para
a igreja, sem se importar com o calor. Passou o dia inteiro metido
na cela, inquieto, louco que chegasse a noite. Quando as sombras
finalmente desceram sobre a aldeia, ele não se sofreu: destampou a
guampa para ver a Teiniaguá. Aí, o milagre: a Teiniaguá se
transformou na princesa moura, que sorriu para ele e pediu vinho,
com os lábios vermelhos. Ora, vinho só o da Santa Missa. Louco de
amor, ele não pensou duas vezes: roubou o vinho sagrado e assim,
bebendo e amando, eles passaram a noite.
No outro dia,
o sacristão não prestava para nada. Mas, quando chegou a noite, tudo
se repetiu. E assim foi até que os padres finalmente desconfiaram e
numa madrugada invadiram a cela do sacristão. A princesa moura
transformou-se em Teiniaguá e fugiu para as barrancas do rio
Uruguai, mas o moço, embriagado pelo vinho e de amor foi preso e
acorrentado.
Como o crime
era horrível - contra Deus e a Igreja! - foi condenado a morrer no
garrote vil, na praça, diante da igreja que ele tinha
profanado.
No dia da
execução, todo o Povo se reuniu diante da igreja de São Tomé. Então,
lá das barrancas do rio Uruguai a Teiniaguá sentiu que seu amado
corria perigo. Aí, com todo o poder de sua magia, começou a procurar
o sacristão abrindo rombos na terra, um valos enormes, rasgando
tudo. Por um desses valos ela finalmente chegou à igreja bem na hora
em que o carrasco ia garrotear o sacristão. O que se viu foi um
estouro muito grande, nessa hora, parecia que o mundo inteiro vinha
abaixo, houve fogo, fumaça e enxofre e tudo afundou e tudo
desapareceu de vista. E quando as coisas clarearam a Teiniaguá tinha
libertado o sacristão e voltado com ele para as barrancas do rio
Uruguai.
Vai daí,
atravessou o rio para o lado de cá e ficou uns três dias em São
Francisco de Borja, procurando um lugar afastado onde os dois
apaixonados pudessem viver em paz. Assim, foram parar no Cerro do
Jarau, no Quaraim, onde descobriram uma caverna muito funda e
comprida. E lá foram morar, os dois.
Essa caverna,
no alto do Cerro, ficou encantada. Virou Salamanca, que quer dizer
"gruta mágica", a Salamanca do Jarau. Quem tivesse coragem de entrar
lá, passasse 7 Provas e conseguisse sair, ficava com o corpo fechado
e com sorte no amor e no dinheiro para o resto da vida.
Na Salamanca
do Jarau a Teiniaguá e o sacristão se tornaram os pais dos primeiros
gaúchos do Rio Grande do Sul. Ah, ali vive também a Mãe do Ouro, na
forma de uma enorme bola de fogo. Às vezes, nas tardes ameançando
chuva, dá um grande estouro numa das cabeças do Cerro e pula uma
elevação para outra. Muita gente viu.
copiado de
Mitos e Lendas do RS, Antonio Augusto Fagundes, ed. Martins Livreiro
(recomendo)
O
Negrinho do Pastoreio
No tempo dos
escravos, havia um estancieiro muito ruim, que levava tudo por
diante, a grito e a relho. Naqueles fins de mundo, fazia o que bem
entendia, sem dar satisfação a ninguém.
Entre os
escravos da estância, havia um negrinho, encarregado do pastoreio de
alguns animais, coisa muito comum nos tempos em que os campos de
estância não conheciam cerca de arame; quando muito alguma cerca de
pedra erguida pelos próprios escravos, que não podiam ficar parados,
para não pensar bobagem... No mais, os limites dos campos eram
aqueles colocados por Deus Nosso Senhor: rios, cerros,
lagoas.
Pois de uma
feita o pobre negrinho, que já vivia as maiores judiarias às mãos do
patrão, perdeu um animal no pastoreio. Prá quê! Apanhou uma
barbaridade atado a um palanque e depois, cai-caindo, ainda foi
mandado procurar o animal extraviado. Como a noite vinha chegando,
ele agarrou um toquinho de vela e uns avios de fogo, com fumo e tudo
e saiu campeando. Mas nada! O toquinho acabou, o dia veio chegando e
ele teve que voltar para a estância.
Então foi
outra vez atado ao palanque e desta vez apanhou tanto que morreu, ou
pareceu morrer. Vai daí, o patrão mandou abrir a "panela" de um
formigueiro e atirar lá dentro, de qualquer jeito, o pequeno corpo
do negrinho, todo lanhado de laçaço e banhando em sangue.
No outro dia,
o patrão foi com a peonada e os escravos ver o formigueiro. Qual não
é a sua surpresa ao ver o negrinho do pastoreio vivo e contente, ao
lado do animal perdido.
Desde aí o
Negrinho do Pastoreio ficou sendo o achador das coisas extraviadas.
E não cobra muito: basta acender um toquinho de vela ou atirar num
cano qualquer naco de fumo.
copiado de
Mitos e Lendas do RS, Antonio Augusto Fagundes, ed. Martins Livreiro
(recomendo)
Tipos
de Colorações e Pelagem de Animais
Alazão
-
cor de
canela
-
- Azulego
-
um azul
quase preto, entremeado de pintas brancas, produzindo um reflexo
azulado
-
- Baio
-
cor de ouro
desmaiado
-
- Barroso
-
cor branca
amarelada; há diversas tonalidades: barroso claro, amarelo,
fumaça
-
- Bragado
-
grandes
manchas brancas pela barriga
-
- Brasino
-
vermelho com
listras pretas ou quase pretas
-
- Colorado
-
cor
vermelha
-
- Jaguané
-
fio do lombo
e ventre brancos, e os lados de cor preta ou vermelha
-
- Lobuno
-
escuro,
tirante a cinzento
-
- Malacara
-
testa
branca, com uma listra da mesma cor que desce até o focinho
-
- Picaço
-
animal preto
com a cara, ou cara e pés, de cor branca
-
- Pangaré
-
tom
vermelho-escuro ou mais ou menos amarelado, mostrando-se como que
desbotado no focinho, no baixo-ventre e em algumas outras
regiões
-
- Rabicano
-
animal que
tem na cauda fios de cabelos brancos
-
- Ruano
-
mais claro
que alazão, tem cauda, crinas,orelhas e focinho de um amarelo
esbranquiçado
-
- Salino
-
pêlo
saplicado de pequeninas manchas brancas, vermelhas ou
pretas
-
- Tobiano
-
escuro com
grandes manchas, em geral brancas, formando grande
contraste
-
- Tordilho
-
cor do
tordo, ou seja, fundo branco encardido salpicado de pequenas
manchas mais ou menos negras
-
- Tostado
-
semelhante
ao alazão, porém mais escuro
-
- Zaino
-
castanho
escuro
Hino
Riograndense
Como a aurora precursora do faro da
divindade, foi o Vinte de Setembro o precursor da
liberdade.
Estribilho: Mostremos valor, constância, nesta ímpia e
injusta guerra, sirvam nossas façanhas de modelo a toda
terra.
Entre nós
revive Atenas para assombro dos tiranos; sejamos gregos na
glória e na virtude, romanos.
Mas não basta
p'ra ser livre ser forte, aguerrido e bravo, povo que não tem
virtude acaba por ser escravo.
Entidades
de Apoio
Rádios
CTG - Centro de
Tradições Gaúchas
Ajude-me a
montar este item.
Entidades
Governamentais
- Secretaria do Turismo RS
-
Av. Borges
de Medeiros 1501, 10 andar, 90119-900 -
PA/RS
Outros
Martins
Livreiro, editor e livraria. Eu considero o maior manancial de
material literário sobre nossa cultura, tradição e costumes. Procure
na rua Riachuelo, em Porto Alegre.
Eventos
Julho
-
Fenadoce -
Feira Nacional do Doce, em Pelotas
-
Ronco do
Bugio - Festival de Música , em São Francisco de Paula
-
Festiqueijo
- Festival do Queijo, em Carlos Barbosa
-
Festa
Nacional do Kiwi, em Farroupilha
-
Coxilha
Nativista - Festival de Música, em Cruz Alta
Agosto
-
Coxilha
Negra - Festival da Canção Popular e Nativista, em Butiá
-
Festival de
Gramado - Cinema Latino, em Gramado
-
Moenda da
Canção - Festival de Música, em Santo Antônio da Patrulha
-
Expointer -
Exposição Internacional de Animais, em Esteio
Setembro
-
Escaramuça
da Canção Gaudéria - Festival de Música, em Triunfo
-
20 - SEMANA
FARROUPILHA - muita atividade em muitos municípios
Outubro
-
Oktoberfest,
em Santa Cruz do Sul
-
Feira do
Livro, em Porto Alegre
Novembro
-
Canto
Alegretense da Canção Gaúcha - Festival de Música, em
Alegrete
-
Ponche Verde
da Canção Gaúcha - Festival de Música, em Dom Pedrito
-
Musicanto
Sul Americano de Nativismo - Festival de Música, em Santa
Rosa
-
Festa do
Pêssego - Festa popular, em Farroupilha
Dezembro
-
Terra e Cor
da Canção Nativa - Festival de Música, em Pedro Osório
-
Califórnia
da Canção Nativa do RGS, Festival de Música, em Uruguaiana
-
Natal Luz,
em Gramado.
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