Poesias - Coletânea 4


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Oi, Amor - Matilde Hereda
Para ti, minha rainha - Luiz de Aquino
Mulheres - Maria Teresa Horta


Oi, Amor
Matilde Hereda

Pensei olhar em teus olhos

Segurar tuas mãos...

Sair por aí cantando

Curtir momentos relembrando

Doces palavras de amor.

Pena que a distância é grande

E temos de levar a contento

Que amor à distância

Se sente com o coração.

Quanta vontade de te conhecer...

Olhar bem dentro dos teus olhos

E dizer o quanto amo você.

No momento só resta contentar

Com palavras soltas no ar...

Tecladas com a ânsia de amar,

Mesmo que que sejam vibradas

Ao conectar das nossas almas.

De repente você foi penetrando em minha vida,

E nela foi se infiltrando.

Hoje não consigo viver

E só em você fico pensando.

Não me importa

Se só teclamos,

Não me importa

Se você não me telefona,

O que mais me importa na vida

É continuar te amando.

Trocar idéias

Discutir por poesias...

No entanto, a cada momento,

Tento justificar...

Fazendo com que compreendas

O quanto importante é você ficar!

Não me deixes pensando...

Procure compreender minha solidão

De ficar em casa estudando

Uma forma de te agradar.

Ora filosofando, ora pesquisando,

Querendo a todo custo a sua altura ficar.

Me deste a luz ao se aproximar

De me fazer acreditar

Tentando me ajustar e tentar...

Hoje me sinto dividida

Ora um pouco perdida,

Ora desiludida,


Para ti, Minha Rainha
Luiz de Aquino

Mais perto

Quando a gente se encontra

há sons e palavras

para se expandir muito além

do que se sonha,

do que se sofre.

Há papos e poupo palavras:

há dores doídas,

dores douradas

que nos acalentam,

porque a distância

estimula chegar e chegar

mais perto.

Querer-te é real.

Encontrar-te é um sonho

e ter-te é a plena

felicidade esperada.


MULHERES
Maria Teresa Horta

Há nas mulheres

o sono duma ausência

como uma faca aberta

sobre os ombros

à qual a carne adere

impaciente

cicatrizando já durante

o sonho

E há também

o estar impaciente

calarmos impacientes

todo o corpo

Sorrir não devagar

claramente

lugares inventados sobre

os olhos

E há ainda em nós

o estar presente

diariamente calmas

e seguras

mulheres demasiado

serenamente

nas casas

nas camas

e nas ruas

E como toda esta herança

não chegasse

como se ainda quiséssemos aumentá-la

fechamos os braços de cansaço

como se da vida

chegasse o inventá-la

E se do sono

nos vem o esquecimento

quantas insônias

cansamos por de dentro