Op Art (Optical Art)

 
 

   

Fonte: CD-Rom "500 Anos da Pintura Brasileira"

 

      Op Art é a forma abreviada de Optical Art, expressão inglesa que designa um movimento ou tendência iniciada na Europa e logo propagada aos Estados Unidos em começos da década de 1960.

     A Op Art opõe-se à harmonia estática da arte contemporânea tradicional, visando inversamente atingir um certo dinamismo que depende, muitas vezes, de estímulos visuais.

     Ligando-se remotamente ao Futurismo e mesmo às pesquisas cromáticas dos impressionistas, desenvolvidas a partir das teorias de Michel-Eugène Chevreul, a Op Art resvalou amiúde para a mera manipulação de fórmulas e receitas.

     Seus críticos mais acerbos sustentam, por outro lado, não ser senão arte gráfica, porquanto a maior parte das obras produzidas dentro dos princípios da tendência podem prescindir da cor, funcionando perfeitamente em preto e branco.

     A figura exponencial da Op Art foi Victor Vasarely, de origem húngara, radicado na França, podendo-se dizer que, a rigor, com ele surge e desaparece a tendência.

     No Brasil, muito embora inexistam representantes típicos da Op Art, produziram obras que dependem em grande parte de efeitos óticos artistas como Ubi Bava e Israel Pedrosa, Almir Mavignier e Maurício Nogueira Lima, entre outros.

A expressão “op-art” vem do inglês (optical art) e significa “arte óptica”. Defendia para arte "menos expressão e mais visualização". Apesar do rigor com que é construída, simboliza um mundo precário e instável, que se modifica a cada instante.

Apesar de ter ganho força na metade da década de 1950, a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento. Ela não tem o ímpeto atual e o apelo emocional da Pop Art; em comparação, parece excessivamente cerebral e sistemática, mais próxima das ciências do que das humanidades. Por outro lado, suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia.

Principais artistas:

Alexander Calder (1898-1976) - Criou os móbiles associando os retângulos coloridos das telas de Mondrian à idéia do movimento. Os seus primeiros trabalhos eram movidos manualmente pelo observador. Mas, depois de 1932, ele verificou que se mantivesse as formas suspensas, elas se movimentariam pela simples ação das correntes de ar. Embora, os móbiles pareçam simples, sua montagem é muito complexa, pois exige um sistema de peso e contrapeso muito bem estudado para que o movimento tenha ritmo e sua duração se prolongue.

Victor Vassarely - criou a plástica cinética que se funda em pesquisas e experiências dos fenômenos de percepção ótica. As suas composições se constituem de diferentes figuras geométricas, em preto e branco ou coloridas. São engenhosamente combinadas, de modo que através de constantes excitações ou acomodações retinianas provocam sensações de velocidade e sugestões de dinamismo, que se modificam desde que o contemplador mude de posição. O geometrismo da composição, ao qual não são estranhos efeitos luminosos, mesmo quando em preto e branco, parece obedecer a duas finalidades. Sugerir facilidades de racionalização para a produção mecânica ou para a multiplicidade, como diz o artista; por outro lado, solicitar ou exigir a participação ativa do contemplador para que a composição se realize completamente como "obra aberta".

 

 
 

Orfismo

 
 

 

O Orfismo foi um movimento que se desenvolveu a partir do cubismo, tendo uma de suas personalidades-chave na figura do pintor Robert Delaunay (1885-1941).

DELAUNAY (Robert), pintor francês (Paris, 1885 – Montpellier, 1941). A seu ver, o quadro devia ser uma organização rítmica baseada numa seleção de planos coloridos.

     Essa denominação foi dada por Guillaume Appolinaire, em referência à figura mitológica de Orfeu, poeta e músico. Talvez Apollinaire quisesse, com isso, referir-se ao lirismo que os orfistas queriam imprimir às formas cubistas.

APOLLINAIRE (Wilhelm Apollinaris DE KOSTROWITZKY, dito Guillaume), poeta e crítico de arte francês (Roma, 1880 - Paris, 1918). Autor de Alcools (1913), Calligrammes (1918), orientou a poesia simbolista para os novos caminhos que já anunciavam o surrealismo. Apoiou os pintores cubistas.

     Além disso, orfismo foi um termo bastante utilizado pelos simbolistas.

     Assim se referiu Apollinaire sobre o movimento:

     «O orfismo é a arte de pintar novas estruturas a partir de elementos que não foram tomados da esfera visual mas foram inteiramente criados pelo próprio artista e por este dotado de plena realidade.

     «As obras do artista orfista devem simultaneamente propiciar um puro prazer estético, uma estrutura que é evidente em si mesma e um significado sublime, ou seja, o tema».

     A partir daí tira-se a importância do abstracionismo para o movimento.

     De fato, Delaunay e Frank Kupka, outro importante membro do movimento, estiveram entre os primeiros artistas desse século a utilizarem-se de formas não representativas, buscando pontos de contato entre a música e a abstração pura.

KUPKA (François), pintor tcheco (Opocno, 1871 – Puteaux, 1957). Um dos iniciadores, em Paris, da arte abstrata.

     Entre os outros pintores que se utilizaram das premissas orfistas, destacam-se: Fernand Léger, Francis Picabia, e Marcel Duchamp.

LÉGER (Fernand), pintor francês (Argentan, 1881 – Gif-sur-Yvette, 1955). Depois de ter participado do movimento cubista, afirmou seu caráter pessoal, executando quadros inspirados na mecânica (engrenagens, pistões, bielas etc.). Pintou também objetos isolados ou reunidos em composições sistematicamente ordenadas.
PICABIA (Francis), pintor francês (Paris, 1879 - id., 1953). Participou dos movimentos cubista e dadaísta, sendo um dos pioneiros da arte abstrata.
DUCHAMP (Marcel), pintor francês (Blainville, 1887 – Neuilly-sur-Seine, 1968). Inicialmente influenciado pelo cubismo, teve depois participação importante no movimento dadá e no surrealismo. Tendo-se fixado nos E.U.A., dedicou-se à "antiarte" e em 1914 criava o primeiro ready-made. Suas pesquisas viriam a exercer influência na "pop-art".

     Uma característica marcante do orfismo era a importância da cor.

     É o próprio Delaunay quem declara: «Só a cor é simultaneamente forma e motivo.»

     Tanto quanto o cubismo, o orfismo preocupa-se em combinar figuras e objetos em uma mesma obra.

     Além disso, Delaunay, por exemplo, foi cada vez mais desligando-se do motivo natural, para basear sua obra em padrões geométricos de cores.

     Essa busca pelo abstracionismo o aproxima bastante de Kandisky. Os dois artistas chegaram mesmo a trocar suas experiências com o objetivo de fortalecer, juntos, suas idéias.

     Embora de duração curta, o movimento exerceu grande influência sobre a pintura alemã e sobre o Sincromismo, que veio após.

Fonte: Enciclopédia Digital Master.
            Enciclopédia Koogan-Houaiss.