
Cafunga

"Goleiro
igual a Kafunga no Atlético, jamais", assim o próprio Kafunga definia sua
passagem durante 22 anos pelo Atlético, sempre como titular da equipe. A sua
chegada no Galo teve uma história interessante. Em 1933, a Seleção Mineira
foi jogar em Niterói contra a Seleção Carioca. Os mineiros golearam por 10 a
0 e no gol fluminense estava o futuro goleiro atleticano: Kafunga, com 17 anos,
contratado após o jogo por 80 mil-réis mensais.
Mudou-se para
Belo Horizonte e não saiu mais, sem imaginar que se transformaria num mineiro
para sempre, mesmo sem se adequar à certos costumes. "Tenho 50 anos de
Minas, mas não sei falar uai", disse Kafunga, que foi o senhor absoluto do
gol atleticano, não só porque nenhum outro goleiro conseguiu barrá-lo, mas
também pelo respeito que impunha dentro da área dos adversários. Fez 714
jogos vestindo a camisa alvinegra.
Ao deixar o
futebol, no fim da década de 50, Kafunga tornou-se funcionário do Atlético.
Depois, virou comentarista esportivo com sua maneira peculiar de comentar
futebol, contando casos engraçados de sua época. Devido à estes casos antigos
do futebol, seu nome virou símbolo de uma expresão popular: "Isto é da
época de mil novecentos e Kafunga".
Arriscou a
carreira política e se deu bem, sendo vereador por 16 anos. Sem guadar
palavras, Kafunga dizia: "Entrei na política para me arranjar. Não tenho
vergonha de dizer isto, pois a maioria dos políticos pensam a mesma
coisa". Faleceu no dia 17 de novembro de 1991 e dizia: "Meu maior
valor são os amigos que construí durante a minha carreira. São tantos que eu
desafio qualquer cara que seja meu inimigo"
| Nome: |
Olavo Leite Kafunga
BastoS
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| Nascimento: |
07/08/1914
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| Naturalidade: |
Niterói (RJ)
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| Clubes: |
Atlético e Asas, de
Lagoa Santa
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| Títulos: |
Campeonato
Mineiro (1936, 38, 39, 41, 42, 46, 47, 49, 50, 52, 53, 54, 55, 56);
Campeão dos Campeões e Campeão do Gelo
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