República de Orange
Casa Laranja - Secretaria dos Negócios
Mais uma vez a República de Orange foi surpreendida pela imaturidade e falta de honestidade presentes no meio diplomático lusófono, em especial por parte de seu antigo aliado formal, o Califado Malê do Brasil.
Como é de conhecimento público, as relações entre Orange e Califado estavam por demais desgastadas. Para salvar os tênues laços de amizade que Orange ainda acreditava existir, foi proposto pelo Secretário dos Negócios Estrangeiros de Orange, Fábio Beluga, ao Mufti malê, Fernando Barroso, que ambas as nações publicassem uma nota conjunta de rompimento e rebaixamento de status diplomático. Tal proposta aparente havia contentado a chancelaria malê, que aguardava o envio de uma minuta pela diplomacia Oranger.
Qual não foi a desagradável e decepcionante surpresa de Orange ao ver publicada, na imprensa livre, sua minuta, totalmente alterada unilateralmente pelo Califado, como se por este último houvesse sido elaborada.
Orange mais uma vez só tem a lamentar que, infelizmente, o micronacionalismo lusófono ainda não tenha atingido o grau de seriedade e honestidade que inocentemente acreditou-se existir em seu trato com o Califado Male do Brasil.
É lamentável que um país que oficialmente acusou Orange de "remessa de informações confidenciais" hoje publique como se sua fosse uma correspondência diplomática também enviada em caráter confidencial, que deveria ser publicada em conjunto pelas autoridades diplomáticas.
A República de Orange está à disposição de todas as nações amigas que desejarem maiores detalhes e esclarecimentos, salientando que possui, inclusive, o original de tal minuta com o ID do escritório de advocacia onde trabalha a Presidente de Orange, como forma de demonstração da veracidade desta triste comunicação.
A República de Orange não pretende mais manifestar-se sobre o assunto, mesmo porque os bate-bocas e baixarias freqüentemente promovidos em listas desregradas só servem para alimentar a popularidade de derrotados, sem benefício nenhum ao povo de Orange ou ao micronacionalismo. Quem desejar informações sérias sobre o assunto pode tratar diretamente com Orange, sem necessidade de públicas mensagens rocambolescas.
Também é necessário esclarecer que Orange não pretende colocar o Califado Malê do Brasil em status de inimiga, uma vez que a inimizade ainda é um sentimento, e o que a nação Oranger clama é pelo total esquecimento daqueles que não souberam honrar a amizade de Orange, o que só se paga com a neutralidade pura e simples.
Por fim, segue abaixo o texto da minuta original que seria enviado ao Califado Malê do Brasil, mas foi modificado em alguns pontos pelo Secretário Dos Negócios Estrangeiros, Sr. Fábio Beluga, conforme esclarecido em outra nota.
Segue também o anexo para constatação de data e ID
Atenciosamente,
Fábio Beluga
Secretário dos Negócios Estrangeiros
Jeniffer Rockwell MacLeod
Presidente da República
Nota Oficial de Rompimento de Relações Diplomáticas e Outras Avenças
Como é de conhecimento de toda a lusofonia, a República de Orange e o Califado Malê do Brasil tiveram por algum tempo relações estreitas, onde o respeito e harmonia entre as nações e cidadãos pautaram esta convivência pacífica. Quando da fundação do Califado Malê do Brasil, Orange, acreditando no sucesso do mesmo e na política de respeito e amizade que pregavam, veio por bem ajudar o crescimento da nação e dar um voto de confiança, propondo a assinatura de um amplo Tratado de Aliança. Durante um longo período, participaram de projetos de cooperação mútua, integração diplomática, cultural e turística.
Ao longo da vigência do aludido tratado, os objetivos e interesses de ambas as nações foram deixando de ser comuns, tomando rumos diversos, e em alguns pontos até antagônicos, culminando especialmente com o desenvolvimento de enorme aversão e ressentimento recíproco, com a atribuição de ataques, calúnias, traições, difamações, injúrias e falta de profissionalismo no trato diplomático que ambas afirmam ter sofrido.
Reconhecemos de que toda e qualquer relação perde a razão de ser a partir do momento que a confiança é exaurida, aceitando o fato de que ambas as nações procederam a descumprimentos permanentes de cláusulas do Tratado de Aliança firmado entre as nações, tornando-o juridicamente nulo e passando a ser um entrave permanente.
Para ilustrar o acima avençado, passamos a enumerar as vezes em que o tratado foi descumprido pelos Estados:
República de Orange
Artigo 4º - Cooperação Cultural e Diplomática
c) A República de Orange e o Califado Malê do Brasil irão ativamente apoiar a uma possível solicitação de afiliação de seu parceiro em organizações intermicronacionais das quais façam parte como países membros.
A República de Orange não apoiou a entrada do Califado Male do Brasil na Lom quando requereram a entrada, e se recusou posteriormente a apoiar a entrada da nação nas organizações anglófonas quando a presidente foi indagada pelo próprio Califa que, dias depois, a acusou de ter passado essa informação a Reunião.
Califado Malê do Brasil
"Artigo 4º - Cooperação Cultural e Diplomática
b) Os governos da República de Orange e do Califado Malê do Brasil consultarão um ao outro, antes de alguma decisão de suma importância na política exterior, e em primeiro lugar em questões de interesse comum, com a visão para chegar tão quanto é possível numa posição similar."
O Califado ingressou no Bloco das nações Não-Alinhadas (que segundo o próprio Califa foi criada para fazer frente ao "imperialismo oranger e sofista), cuja existência Orange ficou sabendo disso do mesmo modo como as micronaçãos que não são aliadas do Califado - ou seja, pela imprensa comum.
O Califado anexou Sayed e nenhuma satisfação oficial nos foi dada, nem antes e nem após a anexação.
Artigo 7º - Sobre a Paz
Os estados signatários comprometem-se:
4. Resolver seus litígios por meios pacíficos;
5. Não usar a força como ameaça à integridade do outro Estado;
O Califa Arthur Rodrigues, em episódio conhecido em toda a lusofonia, acusou de forma mentirosa e sem qualquer prova a presidente de Orange de ter repassado informações confidenciais do Califado para o Imperador de Reunião. Ao invés de tentar dialogar e resolver os assuntos no âmbito da diplomacia, preferiu inventar mentiras por icq, utilizar de jornais difamatórios e até a lista oficial de Orange, de onde já havia sido expulso por mal comportamento, para falar mal da presidente. Isso tudo utilizando papel timbrado do Califado e falando em nome da nação.
7. Conduzir as suas relações internacionais com base no Direito Internacional e no princípio de que a soberania estatal se encontra submetida ao Direito Internacional.
O Califa Arthur Rodrigues e o Mufti Fernando Barroso já assumiram publicamente que o Califado não utiliza o Direito Internacional para reger sua diplomacia, dizendo inclusive que o tratado assinado só será cumprido se não for contra a Constituição.
8. Em considerar a dupla nacionalidade micronacional como crime e manter estreito contato entre os órgãos que tratam de imigração em suas micronações para evitar e combater tal prática.
O Califado não apenas reconhece legalmente a dupla nacionalidade quanto por diversas vezes estimulou a mesma e tapou os olhos a diversas denúncias, tendo inclusive como regra considerar qualquer pessoa que esteja em sua nação, como cidadã desta, seja ela turista ou embaixadora, podendo, inclusive, ter direito a voto.
Artigo 8º - Sobre o tratado
a) No caso de descumprimento parcial ou total deste Tratado por uma das partes signatárias, fica a outra parte autorizada à tomar as seguintes medidas, sucessivamente:
I - Pedido particular e informal de explicações;
II Pedido público e formal de explicações;
III - Apelação à Corte Internacional de Justiça ou à Arbitragem da Organização Latino Americana de Micronações - OLAM;
IV - Retaliação, visando o cumprimento do tratado.
Nenhuma das medidas acima foram tomadas pelo Califado quando os mesmos julgaram terem sido ofendidos por Orange, tendo os mesmos preferido escândalos micronacionais ao invés de resolver pacificamente, contrariando inclusive a política de paz que pregam aos quatro ventos. A República de Orange tentou algumas vezes negociar um pedido particular e informal de explicações, mas em nenhuma vez as negociações prosperaram, por intransigência ou falta de vontade de seus representantes. O Califa comumente se retira no meio da discussão pedindo para que o assunto seja tratado com seu Muezin.
Dessa forma,
Acreditando que a continuidade de uma relação conflituosa não gera benefícios e mina a auto estima tanto das nações quanto de seus cidadãos, podendo vir inclusive a desgastar as relações diplomáticas com outras nações;
Sensíveis ao agravamento crítico das relações diplomáticas e tentando preservar as bases de tênue amizade que ainda possa vir a ser resgatada;
Sem tentar procurar culpados, vítimas, algozes ou mártires;
Resolvem, a Republica de Orange e o Califado Malê do Brasil, em uma demonstração de maturidade diplomática e política, pelo rompimento de relações diplomáticas com retirada de suas embaixadas, revogação de todos os tratados assinados e rebaixamentro diplomático para o Status Neutro;
Com essa iniciativa, ambas as nações escrevem uma nova página em suas histórias, iniciando a partir de então uma nova fase.
Que uma reaproximação futura, ocorra de forma natural e verdadeira, baseada em atos e gestos de amizade.