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Balão Aerostático

Balão Aerostático (1709)

Passarola é o nome do primeiro balão livre a levantar vôo na história, em 1709, no centro de Lisboa, por engenho de Bartolomeu de Gusmão (1685-1724), o Padre Voador, um padre jesuíta nascido em Santos. Essa experiência foi a primeira a permitir a realização concreta do sonho de voar, que acompanha a humanidade desde o mito de Ícaro da Grécia antiga. Depois do inventor brasileiro, houve nos dois séculos seguintes uma verdadeira proliferação de lançamentos de balões, a ponto do escritor norte-americano Edgar Allan Poe (1808-1849) imaginar no conto Aventura Sem-par de um Certo Hans Pfaall (1835) uma possível viagem à lua com esse meio de transporte! De fato, antes que isso viesse acontecer o balonismo teve de ser substituído pelas aeronaves mais pesadas que o ar, como o 14 Bis inventado por Alberto Santos Dumont (1873-1932), outro brasileiro especialista em balões, em 1906. Sessenta e três anos depois, três norte-americanos pisavam em solo lunar.

Discursus

“(...)Abril, 14. Diminuição extremamente rápida do diâmetro da terra. Hoje fiquei bastante impressionado com a idéia de que o balão estava agora correndo sobre a linha absidal, a subir para o ponto do perigeu; em outras palavras: mantendo o rumo direto que o conduzia à lua imediatamente, naquela parte de sua órbita mais próxima da terra. A própria lua achava-se diretamente sobre minha cabeça e, consequentemente, oculta à minha vista. Grande e persistente trabalho necessário para condensação da atmosfera” (POE, E.A. Aventura Sem-par de um Certo Hans Pfaall).

Direito Autoral

Imagem: GOYA. Balão Aerostático.

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