Entre os jogos de tabuleiro, talvez, o Jogo Real de Ur seja o mais antigo que se conhece. Descoberto em 1922, pelo arqueólogo inglês Sir Leonard Wooley (1880-1960), que dirigiu escavações na região da cidade sumeriana de Ur, na Mesopotâmia - ao sul do atual Iraque -, sob o patrocínio do Museu Britânico e da Universidade de Pensilvânia, o exemplar existente em Londres foi encontrado entre túmulos de sacerdotes e da família real, construídos por volta do ano 3000 a. C. Possivelmente era o jogo favorito da nobreza, tendo sido guardado em suas sepulturas para divertir as almas dos mortos no além. O tabuleiro, geralmente, era decorado por mosaicos que formavam suas 20 casas. Dois jogadores, ou equipes, tinham a sua disposição, respectivamente, dois conjuntos de sete peças, pretas ou brancas, confeccionadas em lápis-lazúli ou argila, com marcas em madrepérola. Essas peças se moviam sobre o tabuleiro depois de lançados três dados em forma piramidal, cada um com duas de suas quatro pontas marcadas. Tendo em vista as relíquias recolhidas, presume-se que suas regras tenham sido precursoras da família de jogos de corrida que inclui o Gamão. Existe na Internet uma versão eletrônica de demonstração que pode ser jogada através do seguinte endereço: http://planeta.terra.com.br/lazer/jogosantigos/programas/ur.exe.
Imagem: Tabuleiro, peças e dados do Jogo Real de Ur em exposição no Museu Britânico. Fonte, Museu Britânico.