
Não acho que venhamos a descobrir alguma coisa tarde,
nem fora de hora e nem muito cedo.
A nossa descoberta é sempre no momento certo,
estamos aprendendo quando temos que aprender.
Não importa se passamos por experiências desagradáveis,
se isso aconteceu é porque era necessário
para que pudéssemos erigir a nossa
personalidade como ela é hoje.
Não há do que se arrepender,
isso causa uma sensação inútil de frustração
e nos dá uma enorme impressão de paralisia da alma.
Tudo por que passamos foi e é importante para nós.
Nós somos fruto de toda nossa experiência
e somente nos alçamos à frente baseados em cima disso,
por isso não renegue suas vivências,
por mais doloridas que possam ser elas fazem
parte irremediavelmente de sua vida.
É claro que há emoções que marcam negativamente nossa alma,
mas não há como jogar isso fora, porque
- por mais que nos doa ela está vinculada a nós até
- superando o trauma - nossa alma a esqueça.
O essencial é transformar as pedras em nosso caminho,
os despenhadeiros a nossa frente em
trampolins para que possamos alçar vôos mais altos.
É importante que (re) descubramos que
nossa alma tem asas, que o nosso espírito voa,
enfim que não estamos presos apenas as experiências atuais.
Não se permita ver o momento atual de maneira monocromática.
A vida não se restringe a alguns minutos,
dias, meses e anos.
Aliás, a vida não se restringe apenas
a uma única experiência.
Por mais que se imagine absurdo a possibilidade
de multiplicidade da vida é um fato,
assim como passamos por vários períodos
de sono e vigília em nossa vida.
É claro que ninguém é ingênuo o suficiente
para pensar que não tenhamos sentimentos
mais pesados (vamos dizer assim)
quando vivenciamos um momento desagradável.
A perda (não importa em que nível e qual intensidade)
nos faz nos sentir, literalmente ou não, viúvos.
É importante não querer negar esse instante,
descaracteriza-lo, menospreza-lo ou dar-lhe
uma importância maior que tem.
Devemos ser honestos com nossos
próprios sentimentos e emoções.
O que nos diferencia (ou pelo menos deveria)
é a capacidade que cada um de nós tem
para superar os próprios limites e dificuldades.
Não ficarmos presos a "noite negra da alma",
pois somente assim poderemos vislumbrar o sol
que a cada manhã nos lembra que a vida latente a noite,
ganha todo vigor sob a sua luz.
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