Não
sei se te amo...
Não
sei se te odeio...
se
fomos um do outro realmente eu não sei...
Nesta
hora de saudade sem explicação,
a
única coisa que sei é que minha vida inteira
foi
parte de você.
Um
tênue véu cobre com vergonha
todas
as mágoas que você me deu
e
eu me renego porque traio a mim mesma,
assim,
sem remorsos ,
quando
as emoções, desgovernadas
se
perdem umas nas outras
me
fazendo perdoar toda dor...
Enfraquecida
diante desta verdade
só
lamento todo o orgulho
e
todos os anos que foram teus...
os
sonhos que de mim você arrancou
sentiram-se
falsamente desprezados,
E
é por isso que, agora,
quando
de repente o seu nome grita
fecho
os olhos e me escondo, com medo,
lá
dentro daquele desenho incompleto
que
os olhos apertados esboçam
tornando
as linhas do pensamento disformes...
quase
que um branco,
tela
despigmentada,
natureza
morta...
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