Vou lhe contar uma história, que por sua vez, me foi contada por
um triste grão de areia, que felizmente, encontrei em uma
das muitas praias de minha vida. linda
montanha, a mais bela entre todas. Cheia
de vida. Muitas vidas. Muito verde. Animais
e plantas de todas as espécies, água em abundância. sentindo
toda poderosa, falou para que todos a ouvissem: poderá
me destruir, me remover. triste
e ofendido, procurou o sol, a chuva e o frio, para
contar o que havia sucedido. lhe
damos o que beber, permitimos que se refresque e
alisamos suavemente a sua face, com carinho e amor. sugestão
do sol; e assim, o vento, a chuva e o frio, se
afastaram e deixaram ao sol, a primeira batalha. Sozinho.
E deste modo, as matas quase desapareceram, os
rios secaram e os animais buscaram outras áreas onde viver. restava,
morreu; as poucas águas dos lagos se congelaram e
a vida começou a morrer nesta montanha. que
despiu essa montanha de tudo quanto a protegia, e
a cada dia, se tornava mais fraca. Vulnerável.
Desnuda, e sem qualquer resistência, esta
montanha orgulhosa teve que enfrentar a chuva, que
veio intensa e corajosa, pronta a retirar, grão
a grão, a terra que a natureza, com suas leis havia
provido de tanta beleza, tanta vida, para reduzi-la suas
partes, seus grãos de areias espalhados pelos rios, mares
e oceanos. o
destino que orgulhosamente, escolheu para si. nos
esquecemos da dependência que temos de todos que
nos cercam e nos auxiliam, por menos importantes que
possam parecer. firmemente
unidos. (Lyrio do Valle)
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