No Rio, comerciante tem que pagar para ter proteção da polícia

Com a crescente onda de violência e a insegurança cada vez maior nas grandes cidades, os comerciantes do Rio de Janeiro são obrigados a pagar para garantir o policiamento de PMs fardados para se proteger dos bandidos. Em algumas regiões, como Nova Iguaçu, o serviço chega a custar R$ 55,00 por dia. Já em Benfica, os comerciantes pagam mensalmente R$ 500,00 pela vigilância de um quarteirão.

Essa nova forma de segurança também atua em festas e eventos sociais e os policiais são conhecidos como supervisores de salão. As negociações são realizadas por meio de um intermediário que tem acesso direto ao comando da polícia, que faz a distribuição dos homens de acordo com as necessidades dos comerciantes. Quem não paga não recebe proteção e fica com uma polícia ineficiente.

Todas essas denúncias foram feitas, por empresários, dias antes de o governador Anthony Garotinho receber a redação final do projeto de lei que regulamenta a cobrança de serviços de segurança feitos pela polícia. Com isso, a velha frase “Segurança Pública é dever do Estado”, fica cada vez mais distante da realidade vivida no dia-a-dia da população carioca.