Mas, se tardar, para
que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do
Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.1TM
3:15
e deve usar os seus recursos de acordo
com as determinações do cabeça dessa família espiritual. Enquanto cada
cristão decide como usar seu próprio dinheiro:
Guardando-a não
ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que
formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos
homens, mas a Deus. AT
5:4
o dinheiro da igreja deve ser usado
exclusivamente para realizar obras autorizadas por Jesus.
Ao
longo dos séculos, igrejas têm se envolvido em atividades de toda
natureza. Muitas participam do mercado comercial. Abrem e mantêm empresas
em diversos setores. Outras empregam seus recursos para obter e manter
poder político, até dominando os governos de alguns países. Ainda
outras se dedicam a grandes obras sociais, promovendo a saúde física, a
educação ou até o lazer do homem. A lista de empreendimentos em nome de
religião se tornou quase infinita.
Como em todas as outras questões de
doutrina e prática, precisamos nos afastar desse quadro de tradições
humanas e procurar respostas na palavra de Deus. O desejo do servo de Deus
não é imitar as práticas das diversas igrejas ao nosso redor. Desejamos
agradar ao nosso Deus, fazendo o que ele pede. Devemos
lembrar e evitar o exemplo dos israelitas, que “rejeitaram os
estatutos” de Deus e “seguiram as nações que estavam em derredor
deles”:
E rejeitaram os seus
estatutos, e a sua aliança que fizera com seus pais, como também
as suas advertências, com que protestara contra eles; e seguiram
a vaidade, e tornaram-se vãos; como também seguiram as nações,
que estavam ao redor deles, das quais o SENHOR lhes tinha ordenado
que não as imitassem. 2RS
17:15
Quando se trata do uso dos recursos da
igreja, o padrão bíblico é simples. As primeiras referências ao
dinheiro nas igrejas do Novo Testamento se encontram em contextos de
necessidade material. Cristãos pobres, especialmente na Judéia,
precisavam de ajuda para sobreviver. Inicialmente, os irmãos da própria
congregação fizeram ofertas para ajudar:
E
era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém
dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas
as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande
poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos
eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles
necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou
casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o
depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada
um, segundo a necessidade que cada um tinha. Então José,
cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho
da consolação), levita, natural de Chipre, Possuindo uma
herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos
apóstolos. AT
4:32,37
Em outras ocasiões, irmãos em outros
lugares enviaram ajuda:
E
naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia.- E,
levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito,
que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no
tempo de Cláudio César. E os discípulos determinaram mandar,
cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam
na Judéia. O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos
por mão de Barnabé e de Saulo.
AT 11:27,30
ORA,
quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o
mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da
semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar,
conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas
quando eu chegar. E, quando tiver chegado, mandarei os que por
cartas aprovardes, para levar a vossa dádiva a Jerusalém. 1CO
16:1,3
TAMBÉM,
irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus dada às igrejas da
Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação,
manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles
superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque,
segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do
seu poder, deram voluntariamente. Pedindo-nos com muitos rogos que
aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço, que se
fazia para com os santos. 2CO
8:1,4
Porque
bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós
para com os macedônios; que a Acaia está pronta desde o ano
passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos. porque bem reconheço
a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo
que a Acaia está preparada desde o ano passado; e o vosso zelo
tem estimulado a muitíssimos. 2CO
9:1,2
Dessa maneira, igrejas mais prósperas
enviam dinheiro para suprir as necessidades dos irmãos em congregações
mais pobres.
Mas
o trabalho principal da igreja é espiritual. Não nos surpreende achar as
igrejas na Bíblia empregando seus recursos para cumprir sua missão de
divulgar a palavra e exaltar o nome de Deus. O Senhor mandou que as
igrejas fossem ativas na esfera espiritual – pregando a palavra aos
perdidos, edificando os santos e se reunindo para adorar o Criador e
Redentor:
Porque por vós soou
a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia, mas também
em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou, de tal
maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma
1TS 1:8
Mas, se tardar, para que saibas
como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo,
a coluna e firmeza da verdade. 1TM
3:15
Portanto,
meus irmãos, quando vos ajuntais para comer, esperai uns pelos
outros. Mas, se algum tiver fome, coma em casa, para que não vos
ajunteis para condenação. Quanto às demais coisas, ordená-las-ei
quando for. 1CO
11:33, 34
Em nome de nosso SENHOR Jesus
Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor
Jesus Cristo 1CO
5:4
As igrejas, obviamente, utilizavam seus
recursos para obedecer o chefe da família. Igrejas hoje devem imitar as
congregações do Novo Testamento e empregar seu dinheiro em obras
espirituais: (veja exemplos em 1 Coríntios 9:1-14; 2 Coríntios 11:8;
Filipenses 4:15; 1 Timóteo 5:17-18).
Uma igreja pode e deve usar os seus
recursos para fazer as obras ordenadas pelo Senhor. As
igrejas que se envolvem em outras obras agem por vontade humana, não
divina.