O que está acontecendo com o tempo? Parte II (tempo: = 50:00min ) – 1999
Transcrição – Prof. Édio
Mazera.
Parte I - “temos que dizer que existe um desafio ai fora e temos que responder a ele, eis os princípios que queremos em nossas respostas, e temos que segui-los, mas não podemos fazer isso sem antes conscientizar o povo americano” mas o principal homem da casa branca que defendeu a décadas é o vice presidente Algóis “é uma coisa que está chegando e temos que fazer alguma coisa a respeito, vamos ser parte do problema ou parte da solução, se ficarmos de braços cruzados e permitirmos que isso aconteça, cientistas de todo o mundo, cientistas de todos os países, estarão nos dizendo que teremos mudanças profundas no padrão do clima e ainda mais...” Góis estava tentando ganhar o apoio público porque as negociações internacionais sobre o aquecimento global haviam chegado a um estado crítico. Em dezembro de 1997, representantes de 160 países se reuniram em Quioto, no Japão para tentar limitar a emissão de gases do efeito estufa, grupos de ambientalistas estavam apostos esperando que esse encontro iniciasse uma transformação radical, “se formos resolver o problema do aquecimento global, os Estados Unidos tem que ser o líder mundial, da maneira que somos em quase todas as questões internacionais, não é um problema que podemos resolver do dia pra noite, mas podemos começar a mudar a direção, as emissões estão maiores a cada ano e temos que inverter essa situação e gradual e lentamente reduzir as emissões de poluição de dióxido e outros gases que retêm o calor, eu acho que nós podemos fazer isso”. Esperava-se que desse encontro fossem sair acordos que limitassem as emissões de gases do efeito estufa “sabemos o que temos que fazer; sabemos que só podemos fazer isso juntos, então mãos a obra”. A principal questão em jogo é o uso mundial da energia natural, como os Estados Unidos consomem mais energia do que qualquer outra nação, o país passaria pelo exame mais minucioso. Mais do que qualquer outro país os EU estão acostumado a energia barata em demanda, “somos criticados por sermos os maiores consumidores per capat de combustível natural, é algo positivo, há uma correlação entre o nosso sucesso e o consumo de energia” os americanos usam ¼ da energia mundial, uma grande infraestrutura distribui a energia seja lá onde e quando for necessário, é uma coisa que funciona tão normalmente que os americanos pararam de pensar de onde vem a energia, na verdade quase todas vem da queima de combustíveis naturais, cada vez que acendemos uma luz a energia vem da queima do carvão, cerca de 60% da eletricidade usada nos EU vem do carvão, então as usinas tem que ser abastecidas 365 dias por ano com um combustível natural e em abundância. “As pessoas não pensam muito no carvão e nem é exigido delas que o façam, mas o carvão nos EU é o condutor da nossa economia, ele abastece 56% da eletricidade, 1500 MW de carvão podem fornecer energia para 1 milhão e meio de pessoas”. A geração do carvão é suplementada com outros combustíveis naturais emissores de carbono como o petróleo e o gás natural, alguns tipos de eletricidade não produzem gases do efeito estufa; a energia hidroelétrica, a solar, a do vento e a maior delas, a energia nuclear que atualmente gera 20% da eletricidade nos EU. Todas essas vão para grades de eletricidade como esta controlada pela NSP em Mineápolis, o que poucas pessoas sabem é a quantidade de energia que é consumida 24 horas por dia, mesmo às três horas da manhã 55% da capacidade está sendo utilizada, “nada se desliga completamente, mesmo as três da manhã você tem as luzes da rua acesas, há fábricas que trabalham em períodos de 24 horas, o que fazemos no período da noite é utilizar nossas unidades mais baratas, as de carvão e as nucleares, e essas são as que chamamos de unidades de base, pois são as que usamos o tempo todo e são as que produzem uma energia mais barata, as sete da manhã o consumo começa a aumentar em vista que as pessoas estão acordando, indo para o trabalho, edifícios começando a funcionar, ligamos diferentes usinas de geração de energia conforme a demanda vais aumentando”. Em toda a América a cena é a mesma, com o decorrer do dia a demanda de energia aumenta, e já que a maior parte da energia vem de combustíveis naturais isso coloca mais gases do efeito estufa na atmosfera. Veja por exemplo o simples fato de fazer uma torrada, em um ano uma torradeira consome uma média de 39KWh de eletricidade e cada um desses kwh manda cerca de ½ libra de carbono para o ar, “quando você multiplica isso você tem cerca de 8kg de carbono por ano só para fazer uma torrada para todos os dias e se converter isso em libras multiplicando por 2,2 temos cerca de 20 libras de carbono por ano associados ao uso da torradeira” vamos considerar o ar-condicionado central “um típico lar do sul usaria 4.000kwh para o ar-condicionado, se convertermos isso em emissão de carbono temos cerca de 800kg de carbono lançados no ar a cada ano por um ar-condicionado central isso são 1800 libras o que é mais do que o peso de um carro pequeno como o Toyota-Corola”. Já que cada quilo de carbono que entra na atmosfera se combina com oxigênio para formar cerca de 8kg de dióxido de carbono, a contribuição da América para formar esse gás é ainda mais chocante, tomar uma ducha todas as manhãs produz 24kg de CO2 por ano, usar um computador 40h por semana produz 270kg de CO2, iluminar uma casa média emite 900Kg por ano, iluminar um grande prédio comercial não é de surpreender, produz mais de um milhão e cem mil quilos de CO2. Cerca de 1/3 das emissões de CO2 nos EU vem dos automóveis. “As pessoas dirigem uma média de 20 mil km por ano e um carro novo faz cerca de 12 km por litro, isso significa que você vai usar mais de 1600 litros por ano, então no decorrer de um ano a pessoa que estiver dirigindo esse carro vai emitir 990 kg de carbono por ano e isso é quase o peso do carro, agora se você tem um utilitário esportivo que só faz 6 km por litro estará emitindo dói mil quilos por ano o que é quase a mesma coisa que ter dois carros rodando na rua em vez de apenas um”. Fora a energia que usamos para viver, enorme quantidades de forças são necessárias para produzir todas as coisas que compramos. A GF em Minesota precisa de tanta energia quanto uma cidade pequena e precisa dessa energia sempre. “A GF faz peças de ferro e aço, fazemos a parte traseira das picapes e caminhões Dodgi e produzimos cerca de 3200 por dia, também fazemos um componente para veículos da GM, desses são produzidos cerca de 10 mil por dia, se nós ficamos sem energia estamos perdido, não podemos fazer nada” em apenas um dia a NSP em Mineápolis direciona 8 bilhões de Watts de energia para casas e empresas, é a mesma coisa na maioria das cidades americanas. Por causa desse consumo de energia cada americano direta ou indiretamente põe mais de 20 toneladas de CO2 no ar a cada ano, juntos produzem ¼ do total mundial. O uso de energia em países industrializados com os EU é responsável pelo dramático aumento de 1/3 de CO2 na atmosfera, mas isso não é nada perto do que está por vir. O futuro do aquecimento global será determinado pelo que acontecem nos países em desenvolvimento, nações como o Brasil, a Índia e a China onde vive ¾ da população mundial. “Nos países em desenvolvimento você tem tanto altas taxas populacionais quanto em crescimento econômico, o que significa que eles têm grande potencial de crescimento em emissão de CO2 com o desenvolvimento de seus sistemas de energia e de transporte, se você vive numa quente cidade chinesa primeiro você quer uma TV, depois você quer um ventilador, e conforme vai ficando mais rico vai querer um ar-condicionado, você vai querer isso, eu iria quere, e uma vez que tiver um ar-condicionado e uma TV vai querer um carro e vai ser muito difícil para esses países tomarem um caminho diferente daquele que nós tomamos”. Na Índia cada pessoa produz apenas um quadragésimo (1/40) de CO2 do que produz um americano, mas a população é tão grande e cresce tão rápido que logo vai superar a quantidade de emissão de CO2 dos EU. “O país tem hoje em dia cerca de 1 bilhão de pessoas e está crescendo, na verdade a expectativa é de que na metade do próximo século a índia tenha a maior população do mundo, maior até do que a da china, temos que lembrar que este é ainda um país muito pobre, estamos falando de pessoas que ganham um dólar por dia, e tendo em vista o fato que 70% de nossa população vive em áreas rurais temos um longo caminho a percorrer”. A Índia tem aspirações, indianos como o senhor Aldia quer que seus filhos tenham a chance de deixar os vilarejos, no próximo século a Índia planeja se transformar de uma sociedade basicamente rural em uma força industrial e a energia que irá promover essa mudança virá principalmente de combustíveis naturais que em países como a Índia e a China, é o carvão. “Mesmo para produzir as coisas mais básicas da vida como; comida, aço e automóveis são necessárias grandes fábricas e essas grandes fábricas precisão de grandes usinas geradoras de energia e refinarias e essas são coisas das quais não podemos fugir, são coisas das quais precisamos se for para livrar esse país da miséria”. Se os países em rápido crescimento como a Índia seguirem os passos do ocidente as emissões de CO2 vão subir muito com o aumento da população e do consumo da energia. Para resolver o problema do aquecimento global, no entanto seria necessário ter a colaboração desses países em desenvolvimento. “E se os países em desenvolvimento não quiserem toma parte e quisermos alcançar o objetivo de duas vezes os níveis pré-industriais então seria necessário que os países ricos tivesses um índice negativo de emissões no ano 2045 ou 2050, em outras palavras teriam que tirar o dióxido de carbono da atmosfera para dar espaço para o aumento das emissões de dióxido de carbono dos países em desenvolvimento”. De volta a Quioto o confronto destas questões polarizou a conferência jogando as nações ricas contra as pobres, o que estava sendo negociado era nada menos do que uma permissão de emissão de CO2 para cada país que, não deveria ser excedida, mas as nações em desenvolvimento argumentaram que já que não foram elas que criaram o problema deveriam ficar isentas. “É essencial que os países desenvolvidos dêem o primeiro passo, eles consomem enormes quantidades de energia, eles tem os recursos tecnológicos e financeiros para começar alguma coisa com relação a esse problema, esse é o tipo de liderança que se espera que o país mais poderoso do mundo demonstre”, “eles não querem fazer nada a menos que façamos primeiro, eles não criaram o problema, eles são pobres, nós somos ricos, os gases que estão lá não são deles, são nossos, mas para nós é razoável dizer: hei espere um pouco, para nós não adianta fazer isso ao menos que haja algum tipo de acordo com vocês para que quando chegarem a um determinado nível de renda e competência se junte a nós”. A discussão durou dias, quando o tempo começou a se esgotar foi ficando claro que não haveria acordo. Quem faltou nas negociações foi o grande campeão do aquecimento global, o vice-presidente Algor. “Havia essa questão sobre se Algor deveria ou não estar presente, pois já havia um pressentimento de que toda essa coisa podia falhar, alguns de seus assessores disseram: não vá, mais se não fosse iria aparecer que estava com medo ou esquivando-se de uma questão da qual ele tanto falou ao longo de sua carreira”. No ultimo minuto Góis chegou para tentar fechar um acordo, depois de um dia de intensas negociações, Gores consegui evitar que o protocolo de Quioto fosso por água abaixo e num discurso firme lembrou os representantes aquilo que ele achava que estava em risco. “As conseqüências humanas e econômicas, se falharmos em nossas ações são inimagináveis, mais enchentes e secas, doenças e pestes se espalhando para novas áreas, fome e geleiras descongelando, tempestades mais fortes e mares mais revoltos, nosso primeiro passo é de se estabelecer limites de emissões realistas e realizáveis, da nossa parte os EU continuam firmemente comprometidos com o forte objetivo, o de reduzir nossas emissões em 30% e esse é um comprometimento mais forte do que qualquer outro que se tenha ouvido de qualquer país, o imperativo aqui é fazer o que prometemos, mas o de prometer o que não podemos fazer” mas negociando o tratado de Quioto Góis concordou em deixar as nações em desenvolvimento de fora, elas não fizeram nenhum acordo para reduzir as emissões de CO2, no entanto a maioria dos países desenvolvidos comprometeram-se com cortes obrigatórios, os EU concordaram em ter uma emissão de CO2 7% mais baixa do que em 1990 e cerca de 20% mais baixa do que é hoje. A reação no EU foi imediata. “O objetivo a longo prazo, do vice-presidente dos EU é eliminar todos os combustíveis naturais do país, o presidente Clinton em conexão com Quioto disse, essas foram suas palavras, foi um bom primeiro passo, primeiro passo para que, para a eliminação do combustíveis naturais nos EU”. Quando Góis partiu para casa ele sabia que havia enfrentado uma briga feia em Capthiu, o sanado que teria de ratificar o controverso tratado estava longe de estar feliz com o acordo. “O problema com quioto é que não existe ganho algum, em outras palavras se você permite que os países em desenvolvimento tenham uma liberdade de emissão e aceitar seus argumentos então eles merecem ter uma chance de alcançar as nações industrializadas que também vão avançando, no final tivemos algum ganho com isso? Reduzimos nossas emissões?”. Ironicamente cientistas do clima foram pouco considerados pelo tratado de Quioto, “se todo mundo fosse seguir o protocolo de Quioto isso desaceleraria muito pouco a velocidade de mudança do clima, achamos que a concentração de dióxido de carbono em 2100 será cerca de 700ppm, o que é o dobro do que é hoje, se aprovarmos e seguirmos o protocolo de Quioto então podemos reduzir a concentração de dióxido de carbono em alguns décimos de ppm, em outras palavras em vez de dobrarmos a quantidade de dióxido de carbono iríamos aumentar em apenas 90%”. O computador mostra que as cláusulas do tratado de Quioto não iriam impedir o aumento nas concentrações atmosféricas, fazer isso significa eventualmente ir muito além de Quioto; cortar as emissões de combustível natural pela metade, ou até mais, como isso pode ser feito? Cientistas e ambientalistas podem imaginar uma série de soluções em potencial, desde de o desenvolvimento de fontes alternativas para expandir a força nuclear até o simples aumento da eficiência da energia. “A primeira coisa a fazer é melhorar a eficiência, não estamos nem perto da eficiência que poderíamos ter, nem todos nós temos os melhores motores, as melhores lâmpadas, os carros e os processos industriais mais eficientes, não somos perfeitos, no entanto, se a política climática nos esforçou a sermos mais eficientes deveríamos estar substituindo tecnologias ineficientes por outras eficientes que nos custariam menos que o dinheiro que economizamos em combustíveis”. Muita energia é desperdiçada, se fizéssemos nossa energia ir adiante precisaríamos de menos e emitiríamos menos CO2. “É importante distinguirmos, ao tratarmos dessa questão, que a conservação de energia que é tipicamente definida como privação, algo que vai causar algum desconforto e a eficiência de energia que é o uso de novas tecnologias para fazer as mesmas coisas gastando menos energia”. Muitos aparelhos eletrônicos desperdiçam energia, as televisões são um exemplo clássico, quando ligadas funcionam com cerca de 100 watts de força, mas mesmo quando são desligadas podem continuar gastando energia. “Alguns colegas meus foram ao centro-citi e mediram todas as TVs e descobriram um grande gasto nesses aparelhos quando estavam em stand-bay e alguns deles, não apenas TVs, estavam desperdiçando de 20 a 25 watts e havia outras tvs onde eram gastos menos de 2 watts e não havia diferença de preços nos aparelhos, era apenas o fato que o fabricante não havia pensado nisso por um longo tempo”. Mas como até proponentes da eficiência da energia admiro, o comportamento humano parece estar indo em outra direção, os americanos estão comprando carros e casas maiores, “estamos comprando carros maiores e mais pesados, então o tamanho e o peso médio aumentaram, os motores e transmissão que usamos estão um pouco mais eficientes, e as duas coisas estão se cancelando, então a tecnologia está ficando maior, mas os km por litro não porque estamos comprando veículos cada vez maiores e mais pesados, então temos uma escolha, podemos dirigir veículos menores que usam menos combustível e jogam menos CO2 na atmosfera, mas não é a escolha que fazemos”. Mas talvez a maior barreira para vencer o CO2 seja o crescimento econômico, a indústria americana usa mais energia do que em qualquer outro período da história, a WC que faz janelas de energia não é exceção, mas ironicamente por causa do bum dos negócios eles usam mais energia do que nunca, por causa do “bum” econômico de 1990 os americanos estão entrando no novo milênio com uma taxa 20% a cima de sua meta de quioto. “Nos próximos 20 anos a necessidade de energia do país vai aumentar em 60%, vamos passar de três trilhões de kwh atualmente para 4,6 trilhões de kwh em 2020, esta falando da América? dos EU, porque um país rico como os EU precisa consumir mais energia? É uma questão de tudo que vemos ao nosso redor, um computador na internet, usa 1 kwh e pense no aumento de quantidade dos computadores, não apenas aqui, mas também em países modernizados e em desenvolvimento, você começará a ter uma idéia de como será o amanhã”, “o total da energia consumida por toda humanidade a essa altura é de cerca de 10 trilhões de watts, é nessa velocidade que a energia primária é usada, essa é a velocidade da qual nós estamos queimando gás, petróleo e carvão, são dez trilhões de watts. As projeções estimadas de projeções de BW é de que em cem anos a demanda de energia vai aumentar até um fator quatro”. Essas projeções revelam que o problema é realmente sério, o mundo precisa de alguma maneira de estabilizar as emissões de gases na atmosfera, ao mesmo tempo em que planeja triplicar e até quadruplicar o uso de energia, em 2100 o mundo em que essas crianças vão habitar vai precisar de 30 ou 40 trilhões de watts e para prevenir grandes formações de CO2 grande parte da energia precisa ser livre de carbono. “a magnitude da tarefa é imensa, se confrontar o problema honestamente, quer dizer, se realmente olhar para o problema e disser: o que eu quero é estabilizar a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera em duas vezes o nível pré-industrial de CO2, isso é quase impossível, a menos que haja uma grande e verdadeira mudança no sistema de energia global longe dos combustíveis naturais, essa é a parte amarga da questão. Se a América consome cada vez mais quantidade de energia e se as nações em desenvolvimento estão seguindo os mesmos passos então mais cedo ou mais tarde o mundo vai enfrentar um terrível desafio; encontrar um substituto livre de carbono para os combustíveis naturais. De onde virá essa energia?
Parte II - Alguns dizem que é da tecnologia que já foi inventada, a energia renovável, energia solar, energia do vento e biomassa ou material vegetal para ser usado como combustível, “eu acho bem provável que a longo prazo consigamos ter a maior parte de nossa energia vinda de fontes de Energias renováveis” outros dizem que do que precisamos é da expansão da energia nuclear que também não produz CO2, mas grupos ambientalistas não querem energia livre de carbono a esse preço, “a energia nuclear não tem parte nesse debate, não temos uma maneira segura de nos livrarmos do lixo radioativo, há alternativas mais limpas e o GP não concorda com o uso de energia nuclear”, a energia elétrica também tem sofrido ataques ultimamente, a energia elétrica em larga escala tem sido muito prejudicial aos nossos rios, principalmente no noroeste do pacífico, queremos acabar com a energia hidroelétrica e existem soluções mais limpas como a energia solar e a força do vento”, “então vocês não querem carvão, não querem energia nuclear e nem hidroelétrica, o que resta?”,”tecnologias de energias renováveis”. Em décadas recentes grandes passos foram dados no desenvolvimento de energias como a do vento, VR e DN é um dos lugares onde mais venta nos EU, essa fazenda de vento vem fornecendo energia para Mineápolis a dois anos, “o problema do vento é que ele sopra em média 25% do tempo e sopra mais forte na primavera e no outono quando nossa capacidade está mais baixa, nosso aumento de pico que é no verão e no inverno muitas vezes ele produz zero, então não podemos contar com ele, temos que esperar pelo vento, se ele vier ótimo, se não vier temos que abrir as válvulas com outras coisas”, “não estarão todas no mesmo lugar, estarão espalhadas e o vento pode não soprar em Dacota do Norte mas estará soprando no norte da Califórnia e é quando tudo começa a ser mais previsível conforme as empresas começarem a ter mais experiência com isso”, “todos os especialistas com quem temos trabalhado concordam em que a Dacota do Sul, do Norte e Texas tem vento suficiente durante o ano para suprir a demanda de todo país, agora, se o vento não soprar podemos ter uma fonte alternativa que seria a energia solar”. Em funcionamento a 15 anos a SR na Califórnia é uma das mais antigas usinas de energia solar do mundo, seus 30 acres de espelhos capturam a energia do sol e a transformam em energia sem emitir CO2, mas só gera energia quando o sol está brilhando. “a usina de carvão pode gerar energia 24 horas por dia, durante o ano inteiro, aqui só podemos fazer isso quando o sol está brilhando, o que acontece com bastante freqüência, temos cerca de 265 dias de sol por ano, mas se tiver algum tipo de nuvem, não há energia”. Quando tem sol a SR produz 30 MWatts de eletricidade, mesmo sendo impressionante não dá para competir com a usina de carvão que fica ao lado quase 800 Mwatts, 24 horas por dia, 365 dias por ano, por ¼ do custo. A energia solar mostrou que pode ter um papel importante em locais específicos onde o sol é abundante, principalmente em países em desenvolvimento, em áreas que ficam longe da rede elétrica, a questão é: se as energias renováveis poderão gerar as quantidades de energia que a nuclear e a de carvão geram, será que um dia produziram os trilhões de watts que as cidades do mundo precisão? Será que vão conseguir substituir os combustíveis naturais? “Muita gente quer acender as luzes a noite e a noite o sol não brilha, as energias renováveis tem um período, ou seja, não estão sempre disponíveis, e a densidade da força é baixa, quer dizer que o número de watts por m2 é muito baixo”, e essa pode ser uma fraqueza crucial, como a energia solar, a do vento e a biomassa são baixas, áreas muito grandes da terra terão que que produzir quantidades significativas de energia. “Vai haver inevitavelmente uma certa quantidade do uso da terra associado a energia renovável, para isso vai precisar de uma área muito grande, se quiser gerar 10 Twatts de energia de biomassa vai precisar de uma área que seja aproximadamente de 10% do total do tamanho da terra, da superfície terrestre e isso é muita coisa, é toda terra que é usada pelo ser humano para a agricultura hoje em dia, agora se precisasse de 30Twatts e quisesse isso com a biomassa seria necessário um espaço 3 vezes maior, então você pode imagina um mundo onde as únicas coisas no planeta seriam os seres humanos e o trigo e nós iríamos comer o trigo e usar o trigo para fazer álcool para os nosso veículos, mas não haveria nenhuma diversidade biológica porque teríamos ocupado toda superfície para fazer isso, esse é o tipo de questão da qual tem que lidar quando se fala seriamente em estabilizar o CO2 na atmosfera”. A questão do uso da terra aumentou o entusiasmo dos grupos ambientalistas pela energia do vento, recentemente a N.O.S. se opôs a expansão de fazendas de energia do vendo no Sul da Califórnia, pois ameaçam as populações de pássaros. “O GP não quer ver todos os espaços cobertos de moinhos, não é essas a questão e também não é o caso, os efeitos de construirmos fazendas de moinhos na terra comparados ao de ter que furar o fundo do oceano para retirar petróleo ou queimar montanhas de carvão, não se compara a construção de fazendas de moinhos e usinas solares”. Os desafios de substituir combustíveis naturais e usinas elétricas são bem difíceis, mas cerca de 1/3 das emissões de combustíveis vem de nossos veículos, cada litro de gás libera 2 quilos e meio de CO2, os engenheiros buscaram alternativas para o petróleo, alguns produtores imaginam que um dia os carros possam funcionar com esse modelo e usar hidrogênio como combustível em vez de motores de combustão interna esse carro usa uma célula de combustível, um tipo de bateria que combina hidrogênio com oxigênio para produzir eletricidade, o lixo industrial nesse caso é apenas água. Já existem protótipos de veículos que usam hidrogênio como combustível, o desafio dessa visão do futuro é onde exatamente vamos encontrar hidrogênio. “O petróleo vem da terra, o carvão vem da terra, o gás natural vem da terra, está lá dentro e nós tiramos e usamos, mas não há estoques de hidrogênio na terra, temos que faze-lo”. A boa notícia é que se pode extrair hidrogênio do gás natural, a ruim é que nesse processo o CO2 é liberado. “Se você pega o gás natural e produz hidrogênio, está tirando hidrogênio do gás natural, os átomos de hidrogênio mais o átomo de carbono vai sair em forma de CO2”. Para abrandar o problema do CO2 o hidrogênio terias que ser extraído não de um combustível natural, mas através da divisão das moléculas de água, usando energia livre de carbono, e é difícil saber como as fontes renováveis de energia como a solar e a do vento podem fazer isso na escala necessária se espera que ela gere ao mesmo tempo eletricidade mundial. “Temos que pensar nas energias renováveis como um bom acréscimo, mas elas não vão suprir a grande demanda, o mais sensato no momento seria expandir todas as opções de energia que temos, temos que olhar com mais atenção para a energia nuclear como uma séria opção para o futuro”. Apesar dos entusiastas sonharem durante um tempo que a energia nuclear dominaria o mundo, nenhuma usina foi construída nos EU desde dos anos 70, em voltas e controvérsias, muitas usinas do país serão desativadas nos próximos 20 anos, mas devido a dura realidade do aumento de CO2, alguns cientistas acham que deveríamos dar mais uma chance a energia nuclear. “Acho que o erro que cometemos foi que fizemos uma escolha irracional, o público decidiu que a energia nuclear é de uma forma ou de outra uma energia perigosa, e mais perigosa comparada a outras energias que usamos, eles fazem confusão entre gerar eletricidade com energia nuclear e construir bombas e matar gente com energia nuclear”. Mas mesmo supondo que o medo do público possa ser contornado, um grande e expansivo programa nuclear poderia substituir os combustíveis naturais? Os reatores nucleares usam urânio, um metal natural, mas quanto duraria as reservas se tivessem de abastecer o mundo com seu atual consumo de 10 trilhões de watts? “Nós temos apenas 10 anos de energia U-235 de todas as reservas efetivas de urânio, mesmo se olhar para as reservas que são mais caras hoje em dia, nessa época a energia nuclear vai estar ficando consideravelmente mais cara, você precisa ter 30 ou 40 anos com 10 Twatts e se precisar de 20, 30 ou 40 Twatts por cem anos estará perdido”. Reatores convencionais não podem resolver o problema, mas há uma possibilidade, reatores de geração que transformam uma forma mais abundante de Urânio e Plutônio podem estender potencialmente a expectativa de vida nuclear como combustível por centenas de anos, mas esse tipo de reator requer uma tecnologia muito complexa e como produz plutônio levanta sérias questões sobre proliferação nuclear, então hoje em dia não há nenhuma pesquisa em andamento. “A maior prioridade e que não está sendo seguida hoje em dia nos EU é encontrar uma versão socialmente aceitável da energia nuclear, essa é uma das maiores tragédias para a ciência atualmente, não é necessariamente uma tragédia não estarmos construindo usinas nucleares por razões sociais e preocupação com energia nuclear, o problema é que não estamos fazendo as pesquisas para descobrir uma opção de energia nuclear que seja socialmente aceitável”. Hoje em dia não há nenhuma tecnologia conhecida capar de liberar a quantidade necessária de energia livre de carbono para estabilizar o CO2 na atmosfera. As curas mais citadas para o aquecimento global, melhorias na eficiência, energia renovável e nuclear parecem não estar a altura do desafio. Mas nem tudo está perdido. “Tente imaginar como era o mundo em 1899 comparado ao de hoje, quais eram as tecnologias que os cientistas e engenheiros visionavam e o que realmente aconteceu, eles não previram o cinema, nem o avião nem os automóveis, com certeza perderam as viagens espaciais, a energia nuclear, os radares e o laser, então há uma certa timidez na nossa maneira de projetar as tecnologias que podem abrandar o efeito estufa dos combustíveis naturais”. Robert afirma que muitas das tecnologias de energia de hoje como a nuclear e a solar vieram de pesquisas militares e espaciais patrocinadas pelo governo, então talvez precisamos de um projeto manhatan para descobrir tecnologias para combater o aquecimento global, tecnologias que capturem a energia solar no espaço e irradiem para a terra, tecnologia como a fusão nuclear que ofereça uma energia ilimitada e livre de carbono e mesmo tecnologias que extraiam o carbono dos combustíveis naturais e levem-no de volta para o subsolo, e outras tecnologias que hoje em dia são inimagináveis.”Mas não estamos fazendo nenhuma pesquisa séria para resolver esse problema, quando digo problema, quero dizer, como vamos abastecer o mundo a longo prazo com a energia livre de carbono”. Se os obstáculos tecnológicos para combater o Efeito Estufa parecem difíceis os desafios políticos podem ser ainda maiores, mesmo antes da conferencia de quioto começar a idéia da redução nos EU já causava polêmica no senado. “As nações em desenvolvimento serão as maiores emissoras de CO2 nos próximos 25 anos, é uma loucura exclui-las de leis de controle de emissões, como um tratado global de redução de emissões de CO2 pode ser eficiente se 130 nações não estão incluídas nele”. Até senadores liberais preocupados com o aquecimento global concluíram que votar a favor do tratado de Quioto foi um suicídio político. “O fato é que o nosso país pode controlar o aquecimento global sem causar o afundamento econômico, existem três abordagens”, “não podemos subestimar o poder dos interesses em capthill que se opõe a isso, aos interesses dos empresários, trabalhistas e assim por diante, até os republicanos hoje em dia preferem se declarar verdes e lutando por causas ambientais do que colocar em risco suas campanhas indo contra grupos que são cruciais nessas campanhas”. Numa rara demonstração de união o senado teve o resultado de 95 a zero na votação que declarou sua oposição ao tratado de Quioto, “sim: 95, não: zero – o resultado foi aprovado”. Os cientistas que viam o tratado como um pequeno primeiro passo ficaram espantados, “não acredito que 95 senadores americanos achem que um país rico como EU não deva ter um papel de liderança, ao menos que países pobres como a índia e a china assumam responsabilidades iguais, eu não acredito de 95 senadores americanos achem realmente isso, quer dizer, se você acredita nisso está dizendo que embarcamos numa incrivelmente egoísta visão de liderança”. Dois anos depois de Quioto nada aconteceu, enfrentando uma certa derrota a casa branca nem mesmo submeteu o tratado ao senado para a ratificação, “não a chance do tratado de Quioto ser ratificado, não vamos fazer isso, a idéia de baixar as emissões de dióxido de carbono nos EU em 2010 para 7% a menos do que em 1990 eé uma completa fantasia”. Enquanto o senado e a casa branca estão num impasse, num beco sem saída, o que o povo americano sabe e pensa sobre o aquecimento global? “As pessoas em geral sabem muito pouco sobre essa questão, elas sabem que emissões de monóxido de carbono em seus automóveis geram gases do efeito estufa em grandes porcentagens, nossos estudos mostram que aproximadamente 50% da população atribui o aquecimento global a energia nuclear, por exemplo, o que é uma descoberta assustadora neste contexto em particular”. HDj é um cientista político que estuda a opinião pública sobre questões ambientais. “Se perguntar para as pessoas no geral no que os cientistas acreditam a maioria acerta, por outro lado não é muito difícil desfazer alguns conceitos, um ou dois argumentos convincentes sobre o problema com a ciência associada as mudanças climáticas já é o bastante para criar um ceticismo substancial”, “veja bem, existe uma extensão tão grande na flutuação natural de todos os atributos da terra que eu não acho possível ver um programa de computador para lidar com eles”, “acho que não dá para prever o que vai acontecer com o clima, ninguém pode, essa é minha opinião, um dia eles dizem uma coisa e no dia seguinte acontece outra”, “a guerra do Iraque com os poços de petróleo queimando sem controle, era como se estivessem nos dizendo que teremos um inverno nuclear por causa de toda aquela fuligem”, “parece que teremos que convencer as pessoas a acreditarem que essa é uma questão seria para qual elas deveriam dar atenção, você está brincando? Imagine que pudesse votar nacionalmente por um Imposto que fosse cobrado sobre digamos, a gasolina, e esse dinheiro fosse usado para pesquisa nesse assunto, você votaria a favor desse imposto?”, ”de jeito nenhum, você não votaria nisso de jeito nenhum?, eu queria saber porque o consumidor comum tinha que pagar por isso, minha pergunta seria: é só daí que o dinheiro tem que vir? É uma questão que temos que responder mas, precisamos que pagar por isso?”, “para uma mão com 4 filhos, 50 centavos ou qualquer valor faz muita diferença”, “e você nunca iria saber ao certo se o dinheiro estava sendo usado nisso, é eu só não sei bem onde o dinheiro seria usado”. O argumento de que as nações ricas deveriam dar o primeiro passo não convenceu o senado, essa atitude reflete a opinião de um americano comum? “Acho que não, primeiro que as pessoas sempre podem recuar e dize: não sabíamos que era tão ruim e em uma questão que elas podem recuar, você não tem uma questão moral, é preciso ter uma questão moral que comecem a aceitar que na verdade existem efeitos potencialmente perigosos e ainda nem chegamos perto”. Durante as primárias na campanha presidencial alguns observadores começaram a se perguntar se mesmo os mais ardentes defensores da questão do aquecimento global recuariam, em seu discurso como candidato a presidência Góis disse apenas uma frase relacionada ao aquecimento global. “desde Quioto ele não fala muito nisso, dizem que seus assessores temam que seja uma questão politicamente derrotada, essa é a realidade prática de se concorrer a presidência, quando você é um senador pode fazer o que quer e dizer o que quer, é por isso que estou lutando, temos que conseguir, é o que quero, mas quando está numa posição em que pode fazer as coisas acontecerem, quando os refletores estão em você, quando quer ser presidente dos EU então tem que ser muito mais cuidadoso”. Góis pareceu abraçar derrepente a questão do aquecimento global, mais uma vez, reeditando seu polêmico texto de 1992 sobre a questão e dizendo que temos que tomar providências urgentes. Em Maunaloua, no Havaí, os cientistas continuam medindo o aumento de nível de CO2 na atmosfera, muitos cientistas se conformam que que o tratado de Quioto falhou, no entanto uma coisa é certa, a quantidade de CO2 entrando na atmosfera vai continuar a aumentar e com o tempo o impacto sobre o tempo vai ser claro. “O que tememos é que se a terra aquecer muito vamos estar entrando num território desconhecido, se o aquecimento chegar a cinco graus, acredito que grande parte do gelo da Antártica vá se soltar para o oceano e derreter fazendo com que o nível do mar suba muitos metros”. Além da subida do nível do mar muitos outros efeitos podem ocorrer, aumento na freqüência de fortes tempestades, disseminação de doenças infecciosas pelo mundo, grandes secas, fome e miséria, a destruição de espécies e habitates, todas essas coisas são possíveis, mais também pode ser que a mudança seja mais branda. “Eu acredito que daqui a 50 anos estaremos vendo evidencias claras da mudança do clima causadas pelo ser humano, poderemos ter mais conhecimento de sua extensão e saberemos se vai ser enorme ou pequena, não sei se teremos evidências claras daqui a 20 anos, acho que ainda vão existir argumentos substanciais, ainda vai haver gente dizendo que é uma variação natural, mas aos poucos acho que as pessoas vão reconhecer que algo estranho está acontecendo com o tempo e talvez então possamos fazer alguma coisa a respeito”, “está distante e por esse motivo é difícil mas não está tão distante assim, se eu tivesse um neto hoje ele não terá a minha idade até 2062, não é tão longe assim em termos de geração de pessoas que estão por ai, então você pode se preocupar com essas questões por causa de pessoas que conhece”, “estamos na era do combustível natural na história humana, se a humanidade vai ter um futuro nesse planeta é inevitável que teremos que encontrar outras fontes de energia, o que está acontecendo conosco é que temos que tomar essa decisão no século 21, mas poderíamos adia-las para o século 22, não fosse o efeito estufa”, “acho que é um problema muito difícil e eu não apostaria que vamos resolve-lo, acho que é extremamente, extremamente difícil mas vale apenas o esforço de trabalhar duro e encontrar uma maneira de resolver isso porque estaremos mudando a terra para todas as gerações futuras”.
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