Um Futuro Rápido e Congelado.(tempo: = 22:40min ) (MP3)
Diretor: Joanna Haywood
Producer: Mike Slee
Narrator: Kerry Shale
TCL – 1995 Discovery Communications, Inc.
Transcrição – Prof. Édio Mazera.
Resumo: O clima da terra está equilibrado sobre o fio de uma faca, a menor mudança pode transformar o nosso mundo, mas se olharmos o futuro podemos interver em nosso destino? Se o clima mudar, nosso modo de vida terá que mudar com ele. Mas para que caminho ele seguirá, a previsão será uma seca devastadora ou um futuro rápido e congelado.Um clima caótico causa grandes sofrimentos, de enchentes e chuvas torrenciais a um calor causticante e secas, nenhum de nós escapou da ira da natureza. Desde o inicio da civilização o nosso clima tem sido extremamente estável, mas agora a uma forte evidência que ele está mudando, precisamos saber o que virá a seguir, aquecimento global, furacões, idade do gelo, que caus reinará. A procura por uma resposta começa em um dos pontos mais remotos da terra, no auto da montanha de Maunalua, no Havaí, o ar é puro e limpo, bem distante de qualquer poluição industrial, este é um lugar perfeito para medir nosso clima, de fato foi daqui que a vinte anos o mundo foi alertado para a ameaça do aquecimento global, mas a localização terrestre é limitada, com uma coisa tão intricada e complexa quanto nosso clima, a vista da terra simplesmente não é boa o bastante. Todo ano os governos do mundo gastam mais de quatro bilhões de dólares tentando predizer o clima, a tecnologia do satélite agora é tão sofisticada que ao toque de alguns botões eles podem nos dizer a temperatura da água em qualquer praia do mundo, mesmo com todos esses recursos podemos apenas prever alguns dias a frente, é um fato grave que o nosso clima permanece um mistério, como o mundo estará em cem ou mesmo vinte anos? Nas profundezas do passado do nosso planeta podemos achar as pistas. Fica claro que desde os primeiros dias os humanos tem ficado a mercê dos elementos. Os primeiros exploradores não foram exceção, eles até fizeram anotações detalhadas sobre isso – clima em Fort-York, primeiro dia é nevoada com poucas nuvens, segundo dia... – essas palavras foram escritas em 1773 pelos primeiros colonos a chegar na Bahia Haca, – claro com sol, o primeiro da temporada, trigésimo dia, nublado, trovões e chuvas, moscas impertinentes, calor intolerável – mais registros de longa data vem dos vinhedos da França. A data da colheita da uva é tão importante que os vinicultores a registram desde 1484, uma colheita tardia significa um verão frio, uma colheita precoce um verão quente, mais de 500 anos de informações meticulosas e ininterruptas sobre o clima armazenadas nas adegas dos antigos castelos, um registro graciosamente claro dos verões europeus. Antigos marinheiro recolhiam dados de um modo até mais científico, este é o registro do navio Groeena indo de Londres para madare em dezembro de 1858, através dessas viagens os marinheiros eram instruídos para medir a temperatura da água, seus registros estão abarrotados de informações, mas elas foram tomadas a muito tempo, seriam confiáveis? Há algum modo de confirmarmos seus registros? Há uma coisa que vem registrando o clima a cada ano, a milhares de ano, uma coisa sólida, uma coisa confiável, a nossa volta a natureza vem guardando um rastro independente, do clima, desde antes do homem escrever, sob a casca de árvores antigas está um registro mais acurado do clima do passado do que em qualquer livro, os cientistas estão voltando no tempo, usando árvores da montanha do Arizona, mas eles têm que encontrar a árvore certa, uma que esteja longe dos efeitos das outras, que cresce no limite da sobrevivência, onde será altamente sensível a qualquer mudança das condições, no centro dessa árvore viva eles extraem um termômetro perfeito de trezentos anos de idade, os anéis de crescimento anual das árvores, são os registros mais precisos que temos do clima, podemos usa-los para confirmar anotações dos primeiros exploradores, e não é só isso, a informação que eles guardam nos permitem abrir uma janela sobre os mistérios do nosso passado, e quando fazemos isso descobrimos o impacto devastador de uma pequena mudança de clima. A seiscentos anos os índios Salado construíram essas casas no penhasco, abrigadas dentro de cavernas rasas, com visão para a Bacia de Tonto, a vida dos índios era severa, eles recolhiam o que podiam do deserto e cultivavam em campos irrigados no vale lá embaixo, unindo as pedras com lama e usando suportes de madeira eles construíram suas casas primitivas, e então, após somente 100 anos, eles desapareceram sem deixar vestígios, não existe nenhum registro escrito de sua cultura, mas eles deixaram algumas pistas, os anéis dessa madeira antiga guarda o segredo do motivo que fez os Salados desaparecerem, – aqui temos vários anéis – embaixo das frias arquibancadas do estádio de futebol da Universidade do Arizona, fica o laboratório de pesquisa Free-Wens, aqui eles se especializaram em desvendar os padrões climáticos das árvores, na madeira há muitos segredos que ficam escondidos a olho nu, mas isso torna o trabalho de detetive no laboratório mais emocionante, no cedro polido, o pesquisador pode finalmente ver todos os anéis de diferentes tamanhos, o que eles estão procurando são os estreitos, a árvore forma um anel estreito em meios secos, quanto mais estreito o anel, mais severa foi a seca, e mais alta a linha que eles marcam, o padrão de anéis estreitos da madeira das ruínas indígenas é confrontado com os de outras árvores para descobrir exatamente quando aquela madeira foi derrubada – elas combinam? é combinam, que ótimo – a comparação mostra que a madeira indígena foi derrubada logo antes de um período de seca intensa, os índios tinham que se mudar senão morreriam de fome. Então comparando madeiras antigas com árvores vivas, podemos voltar milhares de anos no passado e descobrir como o clima guiou a civilização humana, mas há algum padrão de mudança que possa lançar alguma luz sobre o que vai nos acontecer a seguir? Se pusermos os diários antigos e os anéis de árvores juntos, podemos registrar 8 mil anos de história climática, eles têm estado bem estáveis, mas há uma coisa perturbadora, o aumento de temperatura que agora é previsto é maior do que qualquer outro desde a época dos Egípcios. Para procurar por mudança tão dramática, temos que mergulhar fundo no passado, e o que achamos lá é de gelar, invisível no ar a nossa volta está a evidência dos fatores que guiam nosso clima, poluição, pólo, borrifos do mar, poeira vulcânica, gases de escapamento, e o que sobe tem que descer, eventualmente tudo que sobe para a atmosfera termina preso na neve que cai nos pólos, aqui ela vira gelo, enquanto a neve de cada ano cobre a anterior, as camadas são uma fonte de informação sem paralelo, na terra do ‘sol da meia noite’ a equipe do núcleo do gelo da Groelândia está içando gelo nas camadas congeladas que se estende por 3 km sob seus pés, presos neste núcleo congelado estão todos os elementos da atmosfera que existiam na época da ultima idade do gelo, após três anos de perfurações eles finalmente alcançam a rocha recuperando gelo de mais de 250 mil anos de idade, as preciosas extensões no núcleo de 3 km sãs levadas para Copenhagem, na Dinamarca, tendo custado mais de dez bilhões de dólares para serem extraídas, as secções quebradiças tem que ser tratadas com o máximo cuidado, em grandes salas refrigeradas o gelo é preparado para liberar seus segredos congelados, enquanto eles localizam as camadas de poente substâncias químicas no gelo, os cientistas descobrem novas e dramáticas evidencias, o ar aprisionado em bolhas de gelo pré histórico revela que a nossa terra sofreu debaixo do gelo por milênios, no período mais distante em que as evidencias nos levam, o gelo nos mostra resfriamentos maciços seguidos de curtos períodos de calor, se condensarmos nossa primeira linha de tempo e elevarmos para traz usando a informação do núcleo de gelo, podemos ver geadas catastróficas, também podemos ver ondas de calor relativamente curtas como a que estamos vendo agora. É incrível pensar que toda nossa civilização ocorreu neste curto período dede que o gelo da ultima idade do gelo derreteu. Mas o padrão não está completo, ouve uma época antes do gelo? Um tempo de calor que possa lançar uma luz sobre o nosso futuro climático? Como ele era quando os dinossauros andavam pela terra? Para achar pistas que repousavam intocadas a eras os cientistas foram para o mar. Nas profundezas sob as ondas está a ultima fronteira da terra onde o calendário de um bilhão de anos de eventos climáticos está preservado intacto, o sedimento no fundo do mar contém os restos mortais de plânctons microscópicos chamados Forens, eles são notáveis termômetros vivos, espécies diferentes preferem temperaturas diferentes, então enumerando os tipos que estão em cada camada sedimentar podemos estimar o clima milhões de anos no passado. Este navio sonda contém o mais avançado laboratório flutuante do mundo, ele foi especialmente projetado para extrair os lindos forens das rochas marinhas, usando propulsores para manter o navio estável, a sonda é montada, seção por seção ela é levada do fundo do navio para as rochas marinhas, 8 km abaixo, imagine cavar um buraco na calçada do topo do FSB com um pedaço de espaguete, o trabalho tem essa mesma dificuldade, quando o núcleo viscoso chega ao convés, tal o gelo e as árvores, cabe aos cientistas desvendar os segredos das camadas silenciosas, o fundo do mar é o melhor lugar da terra para juntar as pistas do nosso passado distante, em terra as camadas superiores são raspadas pelo gelo ou erodias pelo vento e pelas chuvas, mas sob o mar, as finas camadas ficaram intocadas por centenas de milhões de anos, os Forens que eles acharam dos trópicos aos pólos mostram que a terra inteira era consideravelmente quente em épocas pré históricas, agora podemos olhar mais para traz ainda, usando as evidencias dos Forens, o que vemos é que as idades do gelo começaram apenas 3 milhões de anos, antes disso a temperatura era muito mais quente do que agora, então o que foi que causou essa montanha russa até as idades do gelo começarem? O que detonou a dramática mudança? As amostras do núcleo mostram que as idades do gelo começaram quando os continentes se separaram, criando cadeias de montanhas e novos oceanos, desde então temos entrado e saído de idades do gelo enquanto a terra gira em torno do sol, nossa órbita influencia as marés dos oceanos, um fator chave na mudança climática, todos os oceanos do mundo estão ligados por uma grande corrente, essa corrente traz calor e água salgada para o ártico, onde ela por ser mais densa afunda, esse afundamento de água salgada é a bomba que impulsiona todo sistema fazendo a água circular do atlântico até o pacífico e vice-versa, enquanto a corrente continua a fluir ela estabiliza o nosso clima, se ela para a idade do gelo começa, pelo padrão de nossa evidencia histórica podemos prever quando isso pode ocorrer de novo, todos os sinais do núcleo do gelo, das árvores, dos fosseis do fundo do mar, sugerem que devemos estar na curva suave para próxima idade do gelo, e esse resfriamento irá ocorrer nos próximos 3 mil anos. Novas evidências sugerem que a mudança pode ocorrer bem mais rápido, o clima do mundo está mudando, o efeito gruinraus de gases e a destruição das florestas finalmente entraram na equação, pela primeira vez na história os humanos estão alterando o balanço do seu clima, então a grande questão é, vai ficar mais quente ou mais frio? De novo precisamos de evidencias do passado, quando foi a ultima vez que esquentou e o que aconteceu então? Esses cristais de gelo foram formados a mais de 100 mil anos durante o último período de calor, quando olhamos através de uma fatia de gelo de um período de 100 anos os diferentes tamanhos dos cristais revelam dramáticas mudanças de temperatura, então na época o clima estava longe de ser estável, alguns acreditam que o aumento da temperatura na verdade impediu a circulação dos oceanos, o calor derreteu as calotas de gelo que diluíram as águas salgadas que chegavam ao ártico, isso impediu a água de afundar e efetivamente fechou a bomba que impulsiona as correntes marinhas, sem água quente circulando pelo mundo as calotas de gelo se expandiram, as evidencias mostraram que o mundo que tinha sido aquecido derrepente mergulhou em um frio intenso, hoje as previsões de mudança de clima brotam dos computadores e é estranho pensar que o aquecimento global possa causar um intenso frio global definitivo, mas se a história se repete como seria o mundo de amanhã sob o gelo? Os delegados que correram para a conferência de emergência sobre o clima repararam o inverno severo incomum de New York, Chicago que da ultima vez estava bem no limite da crosta de gelo iria precisar de um novo sistema de transporte e á vida em qualquer lugar ao norte dos grandes lagos seria acessível apenas para uns poucos ousados, os aeroportos do norte estariam fechados freqüentemente por motivo de nevascas, enquanto os navios que cruzassem o atlântico iriam precisar do apoio de um quebrador de gelo, e o pior, geleiras iriam destruir totalmente o Canadá e o norte da Europa, enquanto a Escócia e a maior parte da Rússia ficariam soterradas sob uma camada de mais de 1 quilometro e meio de gelo. Uma olhada no nosso futuro revela que nosso aquecimento gradual ameaça um destino mais devastador e uma ultima alteração, da ultima vez em que ouve calor o frio se seguiu em apenas dez anos, voce pode estar em um futuro rápido e congelado.
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