Agente Smith
Deborah e Joe estavam no prédio do FBI investigando alguns papéis
de Marcela Tallc quando ela deixa a sala para falar com alguém.
Para tirar proveito da solidão momentânea, Joe, que não
está mais sem memória por completo mas finge não lembrar
de nada, deixa o prédio do FBI com alguns papéis a seu respeito.
Enquanto isso com os hackers:
Joey - Xi...Brad, este cara ai, já é avoado, hoje, então,
está com uma cara de bobo que não tem tamanho.
Tom - Ah, vê se não começa! Só porque eu tenho
um encontro com uma garota e você não, fica ai com inveja!
Joe - Inveja? Eu? E se ela for feia?? Ah?? Já pensou nisso, Senhor
Sabe-Tudo?
Tom fica meio apreensivo, mas não quer demonstrar insegurança:
Tom - Pois ela não é não, e tchau pra vocês!
Como vocês me enchem!
Tom sai batendo porta e Joey fica rindo.
Brad - Acho que você pegou "meio" pesado com ele. Deixa o cara em
paz.
Joey - E tem coisa melhor do que atormentar ele?
Brad - Se fosse você não comprava briga..
Joey - Ah! Relaxa, o Tom sabe que só tô tirando uma com ele,
nada pessoal...
Brad - Sabe mesmo?
Joey - Claro!...Encontro? Hehehhehe...
Em uma lanchonete a algumas quadras dali, uma garota espera Thomas. Sentada
em uma das mesas lendo algo em seu laptop e olhando sem parar para o relógio,
ela demonstra estar bem impaciente.
Na mesma lanchonete chega Joe, que senta em uma das mesas perto da garota
sem dar nenhuma importância a ela. O agente começa a ler seus
papéis, tentando lembrar qualquer outra coisa sobre si, sem as perseguições
da médica Landresk.
Um garçom chega para atender Joe e nesta hora ele vê alguém
conhecido entrar pela porta, ele não sabe quem é mas sabe
que o conhece. O cara em questão, era Tom, que acabava de chegar
para encontrar-se com a garota, que havia lhe dito chamar Alice.
Enquanto Joe está perdido em suas lembranças tentando encontrar
o nome e a razão de ele conhecer aquele cara, Tom está procurando
a garota.
Tom, só então, lembra-se que não combinou nada com
Alice para saber quem ela era e decide arriscar. Ele vê uma estudante
em uma das mesas e vai falar com ela.
Tom - Oi, eu estou procurando uma garota chamada Alice. Ela...
A garota da mesa se levanta e deixa Tom falando sozinho.
Tom - Bem, com certeza, você não é ela...
Joe vê a bagunça que Tom está aprontando e cai na risada,
ao ver que Tom olha para ele, Joe tenta disfarçar e continua lendo
seus papéis.
Tom reconhece Joe, mas desiste de falar com ele quando lembra que ele está
sem memória.
Neste momento, uma garota se aproxima de Tom.
Garota - Olá, você se chama Thomas?
Ele faz que sim com a cabeça.
Garota - Eu sou Alice, nos conhecemos num chat, lembra?
Nesse momento Joe se lembra que Tom é um dos amigos de Dana e decide
falar com ele.
Joe - E, olha só, o namorado de Dana com outra garota no restaurante?
Dana sabe disso?
Tom vira e vê Joe.
Tom - Dana? Que Dana? Do que você está falando?
Joe - Não se faça de desentendido!
Tom - Eu realmente não sei do que...
Tom olha desesperado para Alice que já está ficando sem paciência
das intromissões do agente Perry.
Joe - Ele contou a senhorita que tem uma namorada e quando ela viaja fica
marcando encontros com outras?
Tom pega Joe pela roupa e puxa ele.
Joe - Prazer em conhecê-la.
Tom leva Joe para lá e empurra ele.
Tom - O que está querendo fazer?!
Joe - Te tirando de uma fria, oras?
Tom - Me colocando, você quer dizer!
Joe - Não, na verdade te tirando, afinal a sua namoradinha está
viva. Ou vai me dizer que você não sabe?
Joe faz uma cara de cínico para Tom que na verdade quer bater nele,
mas não pode por estar numa lanchonete.
Eles ficam na discussão enquanto Alice, que na verdade chama-se
Diana, está preocupada com a demora de Tom. O garçom chega
para ela e senta na mesa.
Diana - O que está fazendo aí? Levante já! Ou o Tom
vai desconfiar!
Clayton, o garçom, era um dos outros agentes que junto a Diana estavam
investigando os hackers.
Clayton - Não vai...Ah! Telefone para você.
Diana pega o telefone e do outro lado da linha era sua chefe, Paula:
Paula - Diana, aborte a missão imediatamente.
Diana - Mas...eu...
Paula - Sem desculpas, venha até aqui para receber novas instruções.
Diana sai de lá fula com Paula e também com Joe, porque ele
não tinha que ter ido atrapalhar seu encontro com o hacker. Um encontro
que ela vinha tentando fazer acontecer a semanas!
Tom vê que Alice foi embora, o que só aumenta sua raiva em
relação ao Joe.
Tom - Escuta, eu só não te quebro a cara porque você
esta sem memória! Apesar, de você lembra muito bem do que
não deve!
Joe - Mas...
Tom - Nem mais um pio! Eu não tenho nada para falar com você,
senhor Perry!
Tom sai de lá e deixa Joe sozinho, o garçom, Clayton, chega
até ele e diz que há uma ligação para ele.
Joe - Para mim?
Clayton - Sim.
Joe atende ao telefone:
Joe - Alo?
Paula - Joe, aqui é sua chefe Paula, venha até o FBI imediatamente.
Joe - Como sabia que eu estava aqui?
Paula - Eu disse IMEDIATAMENTE!
Ela desliga o telefone, Joe decide pegar os papéis na mesa, paga
sua conta e sai. Afinal, a chefe deve querer alguma coisa muito importante
com ele.
Tom volta inconsolável para a casa dos hackers.
Joey - Ahahahahah, Tom você é muito azarado, cara!!
Tom - Do que esta falando?
Joey mau consegue explicar.
Brad - É que ouvimos todo o seu "encontro" pelo grampo que colocamos
no Joe, ehhehehehhe, sempre suspeitamos do seu caso com a Dana, mas nunca
demos certeza!
Os dois caem na risada, enquanto Tom não gosta nada disso.
Tom - Não há nada entre eu e a Dana!!
As gargalhadas só aumentam.
No
prédio do FBI:
Deborah havia acabado de deixar a sala de Paula quando Diana entra empavorosa:
Diana - Eu quero uma explicação sobre aquela palhaçada!
Paula - Olhe lá como fala com um superior!
Diana senta-se e abaixa um pouco a bola.
Diana - Desculpe-me, acabei por me descontrolar.
Paula - Sua missão foi cancelada porque acabei de ficar sabendo
que o agente Perry conhece um dos hackers. Exatamente o que mancou um encontro
com você. O caso agora é do agente Perry.
Diana fica indignada.
Diana - O que?? O caso é MEU!!
Paula - Não, não é mais.
Diana - Mas venho trabalhando a meses nele! Não é justo!
E o material que juntei? E todas as horas gastas?
Paula - Tudo bem, só para você não me atormentar mais,
você será auxiliar do agente Perry.
Diana - O que?? Isso é palhaçada?
Paula - Não, isso é o que será. Agora pode retirar-se.
Diana - Mas...
Paula - Sem "mas", nem "menos". Você será auxiliar do agente
Perry e ponto final! É uma ordem!
Diana deixa a sala de Paula e encontra Joe no corredor.
Diana - Espero que esteja feliz!
Joe - Você aqui?
Paula - Sem discussões no corredor. Joe, venha já para a
minha sala.
Joe não pode fazer nada, então acata a ordem.
Paula - Sente-se Joe, tenho novidades para você.
Joe se senta e fica apreensivo.
Paula - Acabei de falar com a agente Landresk.
Joe - Deborah?
Paula - Sim, ela. Ela me garantiu que você já pode voltar
ao trabalho. O que é muito bom, não acha?
Joe - Sim, e como.
Paula - Outra coisa, você terá um novo parceiro. Procure por
Smith...
O telefone toca e Paula atende sem poder explicar mais nada à Joe.
Ela faz um sinal com a mão pedindo para que ele saia. Ele sai da
sala e decide procurar seu novo parceiro.
No corredor ele topa com Deborah.
Deborah - Vejo que está bem melhor, senhor Perry.
Joe - Estou sim...Ah, Deborah, me faz um favor.
Deborah - Sim, diga.
Joe - Qual a sala do agente Smith?
Deborah - Agente Smith?
Ela fica pensativa por um tempo.
Deborah - Ah sim! Smith, pertence ao departamento anti-hackers, no 3º
andar.
Joe - Muito obrigado, você não sabe o quanto ajudou.
Deborah - De nada.
Joe pega o elevador e para no 3º andar. Ao descer ele vai seguindo
os nomes nas placas, até deparar-se com a placa "D. SMITH - Divisão
anti-hackers". Ele bate na porta, e tem uma surpresa quando quem atende
é Diana!
Joe - Você? O que faz aqui?
Diana - Eu quem pergunto. O que quer?
Joe - Eu quero falar com o Senhor Smith.
Diana - Senhor Smith??
Joe - Sim, o dono da sala. Onde ele esta?
Diana cai na gargalhada, pois não há um Senhor Smith, e sim,
ela é a Senhorita Smith.
Joe - Do que esta rindo.
Diana - De quanto você é tonto!
Joe - Hei, eu perdi a memória, mas não fiquei burro!
Diana - Ah, então você já era assim antes?
Joe - Você não sabe com quem esta falando, menina.
Diana - Ah, se nem você lembra de si, porque eu tenho que saber?
Joe - Escuta, isso é sério!
Diana toma um ar irônico:
Diana - Ok, eu sou a senhorita Smith, Diana Smith. Prazer.
Joe fica surpreso:
Joe - Você??
Diana - Qual o espanto? Sim, sou eu.
Joe - Mas eu achei...achei que...
Diana - Esse é o problema dos homens, eles só "acham" nunca
querem saber a verdade, ficam presos as suas conclusões imaginárias
e limitadas!
Joe - Acho que não preciso de uma parceira.
Joe esta para sair pela porta, quando Diana diz algo que lhe interessa:
Diana - Ah...e como saberá qual é seu caso, agente?
Joe - A Paula está lá em cima? Simples, não?
Diana - Viu, quer queira, quer não, vocês dependem de uma
mulher para saber das coisas, sempre! Como são incompetentes e sem
noção.
Joe - Toda esta raiva só porque eu estraguei um encontro seu com
aquele carinha? É verdade que ele tem uma namorada, e você
não gostará de saber que ela trabalha aqui.
Diana fica surpresa, pois não sabia deste detalhe de tão
vital importância que Joe acaba de fornecer.
Diana - Ah, é? E quem é ela?
Joe - E vejo que vocês também precisam de um homem para saberem
das coisas.
Diana - Agora é sério, esta garota pode ser uma agente dupla.
Não vê a gravidade da coisa?
Joe - Então, significa que estava espionando o Tom?
Diana - Sim, ele e alguns outros hackers que atuam no país. O encontro
foi para tentar descobrir aonde eles trabalham. Foi duro dobrá-lo, mas
quando consegui você apareceu e acabou com tudo!
Joe - Bem, eu não gosto deles...na verdade nenhum pouco. Mas mesmo
sabendo aonde eles moram não posso contá-la.
Diana - Esta protegendo criminosos, agente Perry.
Joe - Criminosos? Eles não mataram ninguém. Coloque seus
pés em terra e corra atrás de quem realmente matou ou roubou.
Não de pessoas que trabalham para melhorar a segurança de
sistemas.
Diana - Trabalham? Eles roubam informações!!
Joe - Eu posso garanti-la que não.
Diana - E o que te dá tanta veemência a está afirmação?
Joe - Eu mesmo já usei dos seus serviços.
Diana - O que? Mas isso é crime!!
Joe - Minha cara, às vezes precisamos utilizar de informações
que não nos são entregues para desvendar certos mistérios.
Você é nova aqui?
Diana - Nossa um giro de cento e oitenta graus na conversa...
Joe - É ou não?
Diana - Sim, sou...
Joe - Como entrou?
Diana - Pra que quer saber?
Joe - Se não contar eu descubro sozinho.
Diana - Duvido.
Joe - Ok, me dê três horas, eu volto com suas respostas. E
quando eu voltar quero saber exatamente sobre o meu novo caso.
Diana fica fula, mas como uma novata não pode incriminar um agente
que esta a cima dela, bem mais do que ela já ousou imaginar em chegar.
Joe deixa o prédio do FBI e decide se encontrar com os hackers.
Enquanto
isso, com os hackers:
Brad - Mas vejam só, precisamos arrumar um modo de comunicação
mais seguro que os simples binários...
Joey - Ah...esqueci de avisar, a Dana já passou as coordenadas do
novo código...como era?
Tom - O código braile, Joey!
Joey - Isso mesmo! Mas como sabia?
Tom - Você não é o único hacker aqui! - ele
ironiza.
Brad - Certo, então precisamos aprimorar a técnica e depois
tentar entrar em contato com ela...
Joey - O grande problema é que ela está com o agente Skinner...
Tom - Como se não bastasse o Joe para encher o saco!
Brad olha para as câmeras de monitorarão.
Brad - Ixi...Tom, que azar, olha só quem decidiu aparecer...
Tom olha também e vê o agente Perry na porta de entrada do
prédio.
Tom - Droga!
Joey - Barramos ele no elevador?
Brad - Melhor deixamos ele vir, com certeza ele deve ter alguma informação
importante para nós.
Tom - Espero que sim, para vir nos atormentar, que seja com algo útil.
Joe vai para apertar a campainha e a porta se abre.
Joe - E então, como vão os três bagunceiros?
Tom - Não começa!
Joe - Calma ai, eu vim aqui em missão de paz. Certo, vim por um
motivo sério.
Brad - E qual seria o motivo?
Joe - A divisão anti-hackerismo do FBI está correndo atrás
de vocês. E...Thomas vai adorar saber disto: a sua querida Alice
na verdade chama-se Diana Smith, a mais nova contratada do FBI para rastrear
pessoas indesejadas em sistemas do FBI e/ou similares.
Tom - Ela?
Joe - Exatamente, eu juntei algumas informações sobre ela
olhando ao redor da sala dela e disfarçadamente para papéis
acima da mesa enquanto brigávamos.
Brad - Mas você não perde tempo para brigar com alguém,
hein??
Joe - Corta a piada hacker, eu estava procurado meu novo parceiro que acreditava
ser "o senhor Smith" e na verdade era ela.
Joey - Que furada!
Joe - Ela foi contratada fazem apenas 3 semanas e meia pelo FBI, parece
que foi formada em analises de sistemas, fora os cursos extra curriculares...Bem,
quanto a familiares, seus pais moram em outro país e eu ainda não
descobri se ela possui irmãos...
Brad - E este seria um trabalho para nós?
Joe - Se puderem, eu agradeceria imensamente, afinal vocês estão
me devendo por salvar suas peles.
Os três não dizem nada, mas Brad pula em um computador e entra
no sistema do FBI para rastrear informações dela na agência,
enquanto Joey procura antecedentes em um micro ao lado.
Joe - Eu precisarei da ajuda de vocês para localizar Marcela, Victor,
Skinner e Dana. Mas não poderei vir aqui ou falar com vocês,
pois o FBI estará na minha cola a partir... - Joe olha para o relógio
e continua - ...de 4 horas e 6 minutos, que é exatamente o tempo
que tenho para pegar as informações, sair daqui e fazer de
conta que não sei nada sobre vocês.
Tom - Mas e a Diana? Você contou tudo à ela, não?
Joe - Meias verdades...E outra, quem vai acreditar em uma agente que acabou
de entrar? Vão achar que é autopromoção, na
certa!
Joey - Mas uma pergunta.
Joe - Faça.
Joey - Você realmente perdeu a memória?
Joe - Digamos que por muito pouco tempo.
Brad - Bem, podemos continuar trocando informações por códigos
braile/binários...
Joe - Excelente! Passarei para vocês qualquer novidade, mas terei
que ser mais cauteloso, odeio que fiquem no meu pé, mas é
só sair de uma encrenca que entro em outra.
Joey - É karma, ehehhehe!
Joe - O pior é que parece que é mesmo.
Enquanto
isso, em uma estrada nas redondeza da cidade de Kiev, Ucrânia:
Dana - Ai! Não consigo achar o lado certo deste mapa!
Skinner - Eu sabia que deveríamos ter pego um mapa em inglês,
russo é muito complicado.
Dana - Certo, mas como saberíamos aonde eles passariam antes de
chegar à China?
Skinner - Isso está parecendo Carmen Sandiego, e eu tenho certeza
de que não deveria estar fazendo o papel de Zac!
Dana - Não reclama não, maninho, ehehhe.
Skinner - Algo ai?
Dana - Sim, muitas cidades com nomes em russo!
Skinner - Ainda não sei o que trouxe estes dois malucos até
a Ucrânia! Com tanto país no mundo porque a Ucrânia??
Dana - Eu tenho um palpite...bem, China, Ucrânia...Ou será
coincidência?
Skinner - Se refere exatamente a o que?
Dana - Acidentes nucleares, é o único ponto que vejo em comum...
Skinner - Mas porque 'acidentes nucleares do século passado' trariam
alguém para cá, ainda?
Dana - Não sei...'tecnologia alienígena' e 'acidentes nucleares'
realmente não batem...Acho que quero o Joe de volta, ehehhe!
Skinner - Falando nele, o que será que nosso agente preferido está
fazendo?
Dana tira do bolso um aparelho rastreador e começa a ler algumas
coordenadas, ela faz alguns cálculos numa folha e responde:
Dana - O Joe esta...
Ela para e percebe que ele está na casa dos hackers, pois o sinal
está fraco.
Skinner - Está aonde??
Dana - Em algum caso, eu acho...Afinal estas coordenada não constam
no banco de dados do aparelho...
Skinner - Ou num simples restaurante, essas coordenadas batem exatamente
com o centro da cidade.
Dana - Bem...pode ser...Não sei de você, mas estou morrendo
de sono...
Skinner - Também pudera, mau nos acostumamos com o fuso horário
já temos que mudar de país, neste aqui até esta demorando.
Dana - Marcela continua alguns metros adiante, eu acho muito estranho que
ela não tenha notado um grampo nela...essas coisas podem ser notadas,
e cá entre nós: ninguém é tão distraído
como o Joe para não notar...
Skinner - Não há como ela ou o Joe notarem.
Dana - Como?
Skinner - Laptops, telefones, distintivos...estas porcarias sempre dão
um grande espaço para esta parafernália.
Dana vai para pegar uma chave de fenda e abrir seu laptop quando seu chefe
complementa:
Skinner - Se você tivesse algum grampo, eu não diria exatamente
aonde está.
Ela para, olha para ele e desacorçoada volta olhar o mapa.
Dana - Kiev fica há dois quilômetros.
Skinner - E porque demorou tanto para dizer?
Dana - Porque se eu quisesse que você soubesse que sei falar russo,
eu já teria dito antes. - ela faz uma careta para ele e ambos continuam
discutindo a missão.
Voltando
a Diana:
A garota anda impaciente de um lado ao outro da sala, sem saber o que fazer.
- Seu eu pudesse, eu matava! Ah, eu matavaa!...Mas quem mandou ele ser tão...tão...
Joe entra na sala:
- Ele quem?
Diana fica corada:
- Não é da sua conta!>
- Tudo bem...De qualquer forma, aqui est&aatilde;o todos os seus dados senhorita
Diana Smith, nascida em Nova Iorque e que tirou seu primeiro "C" na 5ª
série em uma prova de Geografia...
Diana não crê no que ouve e pega os papéis correndo.
- O que? Como conseguiu isso?? Me diga j&aaacute;!!
- Isso? - ironiza ele apontando para os paapéis - Ah, pena eu não
poder contá-la...
- Foram os hackers, né?
- Que hackers? - ele se faz de desentendiddo.
- Você sabe 'que hackers'!
- Acho que você anda assistindo muittos filmes de espionagem...Isto
são informações do FBI, onde mais eu conseguiria?
- Mas...você mesmo disse, disse que....
- Disse que o que? Eu não disse nadda, acho que você supôs
que...é diferente.
- Escuta, não estou aqui para ser ffeita de palhaça.
- Nem eu, então, queira ter a bondaade de me explicar os dados do
meu novo caso.
Joe puxa a cadeira dela e faz um sinal para ela sentar. Diana vai em direção
a cadeira enquanto tenta se controlar, talvez ele pare de gracinhas, afinal
é o primeiro dia dos dois juntos e ele pode apenas estar querendo
dar uma de esperto.
Joe - Antes que comece...você entrou aqui graças a suas notas
na academia...
Diana - Como disse?
- A resposta da pergunta que fiz antes, "ccomo entrou aqui?". Lembra?
- É...tenho que admitir, você; é bom nisso...
- Obrigado, você também n&atiilde;o deve ser ruim ou não
estaria aqui. Agora conte-me sobre o caso.
Diana começa a falar sobre o caso e como é importante que
peguem estes hackers antes que roubem informações do governo
e vendam ou distribuam por ai. Joe ouve a tudo pacientemente, sem dizer
uma só palavra, o que acaba por deixar Diana meio encabulada.
- Bem, qual sua opinião?
- Opinião? Bem, acho que devo pegarr o seu material e conferir tudo
antes de agir. Afinal, uma outra pessoa pode acabar achando mais coisas
do que nós pudemos, não acha?
- Se prefere assim... - Diana dá h&á ele uma pasta cheia de
papéis.
- Bem, te espero amanhã as 4 da maddrugada, na minha sala.
- Quatro da madrugada? O horário dee trabalho começa as sete...
- Para se investigar certas provas ée; necessário entrar no
sistema, para se fazer isso é preciso que ninguém esteja
utilizando-o, não acha?
- Sim, tem razão...Então, atté amanhã...
Joe sai da sala com os papéis e vai até o elevador.
Na
casa dos hackers:
Brad - Eu quero saber, quem de vocês contou ao Joe que Dana estava
viva?
Tom - Eu não...
Brad - E se não fui também eu...só pode...
Ambos lançam olhares condenando Joey, que comia pipoca com os pés
em cima da mesa enquanto invadia o sistema da NASA.
Joey - Tirem o cavalinho da chuva, eu sou o que menos conversa com ela...e
com ele!
Brad - Mas se todos somos inocentes, quem é o culpado?
Tom - Tenho duas hipóteses...
Joey - Pode dizê-las...droga senha errada, de novo...
Brad - O segundo dígito é 9 - e virando-se para Tom - e quais
seriam estas hipóteses?
Tom - Primeiro: Joe pode ter lembrado...ou melhor ele se fez de esquecido,
e sabe muito bem para onde ela foi.
Joey - Valeu, Brad!
Tom - Segundo: podemos estar grampeados...
Joey - A possibilidade de estarmos grampeados é nula, verifiquei
o sistema cinco minutos atrás...
Brad - Acho que o Joe sabe muito bem que ela esta viva...Ele pode ter conversado
com ela pelo sistema do FBI!
Tom - Como somos tontos! Com certeza foi isso, porque nós podemos
ouvi-lo, não vê-lo!
Joey - Ixi! |