Noite Agitada

   Dana acaba voltando para o quarto, ela esta exausta e tudo que quer é tomar um banho e deitar um pouco. Pouco tempo depois de entrar no chuveiro alguém bate na porta do quarto, era Joe que havia esquecido os mandatos de Má, Diana, Samuel e Steven no quarto dela. Dana sai correndo do chuveiro e coloca o roupão. Ela vai para a porta e vê Joe.
   - Nossa, me ama tanto que nem posso tomar bbanho? - ela brinca, mas depois percebe que não devia ter feito isso.
   Joe fica olhando hipnotizado para ela. Ela estala os dedos na frente dele e pensa "homens, sempre querendo saber o que há embaixo", porem diz outra coisa:
   - O que foi Joe? Esqueceu algo?
   Voltando em si com os estalos:
   - Ah, sim, sei. Eu esqueci alguns mandatos aqui. Posso Pegá-los?
   Dana olha para ele e depois diz:
   - Deixa que eu pego, não me sentiriaa muito bem se visse minhas roupas íntimas na cama. Ok?
  - Tá... - ele parece meio desapontaddo.
   Ela pega os papéis e leva para ele.
   - Prontinho, aqui estão.
   - Dana, vai demorar muito para se arrumar?<
   - Não, em um segundo já estouu pronta.
   Ele parece ter voltado ao normal:
   - Preciso falar com você, vou levar eesses papéis no meu quarto e te encontro aqui no corredor, ok?
   - Claro, sem problemas.
   Ela fecha a porta e diz sozinha.
   - "Sem problemas"? O que deu em mim...eu quueria dizer "não, estou tomando banho, não viu??". Melhor me trocar logo.
   Joe vai até seu quarto. Ele havia escutado a tão falada fita que Tom veio trazer e precisava falar com Dana sobre isso.
   Dana se troca o mais rápido possível e realmente o encontra no corredor.
   - Demorei?
   - Quase nada...Dana, eu ouvi a fita.>
   - O que achou?
   - Era o que precisávamos, eu...
   Joe não se contém e acaba agarrando Dana. Ele a deixa contra a parede e acaba beijando-a. Ela queria até hesitar, mas também não consegue evitar.
   Infelizmente Marcela surge no corredor. Ela vê os dois e espantosamente reconhece Joe.
   - Meu Deus! Joe Perry?
   Joe e Dana se viram para Marcela, o medo de Dana era que fosse Diana, mas quando vê Má fica até com vergonha de se sentir aliviada. Marcela começa a correr e Dana grita para que vá atrás dela. Joe obedece.
   Marcela pega o elevador e aporta literalmente bate na cara de Joe, Dana corre para ele com o mandato.
   - Kunis esta lá embaixo.
   A porta do outro elevador abre e Joe sai correndo, Dana acha melhor não ir com ele porque vê Steven no corredor.
   - Vá, eu vou dar um jeito de enrolá--lo.
   - Ficará bem?
   - Claro. Pode ir!
   Dana vai andando até Steven.
   - Olá.
   - Oi lindinha.
   Steven olha para os lados e não vê nenhum sinal de Má.
   - Procurando alguém?
   - Sim, na verdade precisava de ajuda para aachar uma coisa...Você pode me ajudar?
   Ela pensa "Excelente! Posso atrasá-lo mais trancando-o no banheiro".
   - Mas é claro!
   Só que as intenções de Steven eram outras. Dana foi descuidada e esqueceu de refazer as mechas, como havia tomado banho seu cabelo estava todo natural e com a pressa colocou uma roupa toda preta, parecida com a que usava no FBI. Steven notou isso e ligou o nome a pessoa.
   Ao entrar no quarto de Steven, Dana olha para todos os lados.
   - O que procura?
   - Uma agentezinha do FBI!
   - O que? Não entendi?
   Steven agarra ela.
   - Se pensa que saíra daqui, esque&cccedil;a!
   Ela percebeu que ele não trancou a porta e tem esperanças de conseguir sair para pegar sua arma, que erroneamente havia esquecido.
   - Me larga agora!!! - ela tenta se soltar eem vão.
   - E perder a chance de ficar com a garota qque já poderia ter matado?
   - Do que esta falando??
   - Não sou trouxa, agente Squilo!
   - O que??
   Dana fica desesperada ao ver seu reflexo no espelho "droga!".

   O elevador de Má acaba parando em um andar antes do térreo e Mila Kunis entra. Como Má não sabia quem era, tentou parecer normal.
   Joe chegou ao térreo antes e quando já perdia as esperanças de alcançá-la vê Má no elevador.
   - Pega ela Kunis!
   Mila aponta uma arma nas costas de Má.
   - Tente se mexe se quer perde a vida, queriidinha.
   Má fica gelada dos pés a cabeça. Sua fuga terminava ali.

   Samuel estava fulo com Steven e tinha decido fazer o miserável confessar quem era a sua filha, mau sabia ele que daria de cara com ela.
   Ele notou que a porta do quarto de Steven não estava trancada, então pegou sua arma e entrou.
   Dana ainda tentava se soltar de Steven.
   Samuel - Solta a garota, Steven.
   Steven olha para Samuel.
   Steven - Que comovente!
   Ele pega uma arma e aponta na cabeça de Dana, ela fica sem reação.
   Dana - Céus, dois mafiosos...Joe, cadê você??
   Steven - Fica quieta!
   Dana obedece, afinal não é bom brigar com dois caras armados. Mau sabia ela que Samuel também estava contra Steven.
   Samuel - Para seu azar, eu descobri meu filho. E agora você terá que confessar aonde esta minha filha!!
   Steven fica surpreso, ele esta se divertindo com o desespero dos dois.
   Steven - A sua filha?
   Ele faz movimento com os lábios, sem que Dana possa ver, dizendo "esta aqui".
   Samuel fica p da vida.
   Samuel - Solte a Carolina agora!
   Steven - Se aproxime e verá o fim dela! Vai, não estou brincando.
   Dana havia percebido que Samuel estava do lado dela, mas não fazia idéia de porque.
   Steven - Essa lindinha aqui, Samuel. Sabe o que ela fez?? - ele apontava agora a arma nas costas dela. - Ela tem mandatos de busca contra nós! Ela veio nos prender seu idiota! Ela é uma federal! Se soltá-la você e eu vamos presos!
   Samuel - Mesmo assim, solte-a!
   Steven - Pirou? É claro que não!
   Dana não consegue dizer nada, ela fica olhando par Samuel pensando onde Steven irá atirar nela, a própria já dava sua vida como terminada.
   Samuel tentou chegar mais perto de Steven e ele atirou em Dana, ela cai no chão e bate a cabeça com força, o que faz com que perca os sentidos.
   Steven - Oh! Que peninha, acho que me fez matar sua filha, Samuel. - ironiza Steven que depois aponta a arma para Samuel.
   Joe havia fica preocupado com Dana e havia subido imediatamente após Mila ter pego Má. Ele ouve um tiro do corredor e corre para o quarto de Steven.
   A porta estava aberta e ele vê Steven e Samuel apontando uma arma para o outro, além de Dana no chão.
   Joe - Vocês dois! Estão presos!
   Ele também aponta uma arma, inicialmente para Samuel.
   Steven ironiza:
   Steven - Anos longe de seus filhos Samuel. Que triste! Agora a sua filha esta aqui morta e o seu filho? Certamente não estará na mesma cadeia que você!
   Joe fica espantado, ele aponta a arma para Steven.
   Joe - Se afasta dela! Estou mandando que faça isso agora!
   Steven - Não tem coragem de atirar!
   Joe atira para a janela e depois aponta de novo para Steven. Steven acaba recuando com o susto mesmo que involuntariamente.
   Joe - Ainda dúvida? Samuel, pegue ela e leve para o hospital, agora!
   Samuel não pensa duas vezes e obedece Joe. Ele pega Dana e coloca sobre ela seu sobretudo para que não passe mais frio, ele ainda tinha esperanças de que ela estava viva e tenta levá-la o mais rápido possível
   Tom estava no subsolo, onde ficava a garagem. Ao ver Samuel "com alguém" nos braços que ele não faz idéia de quem seja, ele se esconde. Depois que Samuel saio com o carro a toda Tom vai até o elevador e vê sangue no chão.
   - Algo de errado aconteceu aqui...Ser&aacutte; que era a Má?

   Joe e Steven ainda estavam lá. Poderia ser um empate, se Mila não tivesse ouvido o tiro disparado contra a janela e corrido para lá.
   Mila - Olha só, Joe. Esta com saudades de mim?
   Joe - Nem imagina quanta. Sabe o que fazer?
   Mila - Claro, com todo o prazer.
   Ela aponta a arma para Steven e chega perto dele para algemá-lo. Steven tem que acabar se entregando, pois são dois contra ele.
   Mila - Vamos logo seu idiota!
   Ela empurra Steven.
   Mila - O que faço com isso? Mando para a KGB com a Marcela e o Sanzio?
   Joe - Faça o que quiser...vão ter que ser deportados para os Estados Unidos depois, de qualquer jeito.
   Mila - Ouviu, né lindinho? Vai viajar pra Rússia e depois de sofrer algumas torturinhas vai sofrer outras lá nos Estados Unidos.
   Joe - Leva logo ele daqui, antes que eu mate esse palerma agora mesmo!
   Outro auxiliar de Mila vem para ajudar a levá-lo.
   Joe fica no quarto e vê que vai precisar dar um jeito na bagunça, ele vai para seu quarto e pega um spray da CIA para diluir o sangue no carpete, de modo que nada fique ali.
   - Que droga, agente nunca pensa que usar&aaacute; isso para esconder a morte de uma amigo...
   Tom viu Mila e outro cara com Steven e cada vez fica mais curioso. Ele vai a procura de Joe e Dana, já que havia visto Ana e Diana na garagem indo para o hospital ver Skinner.
   Joe termina de quebrar o vidro da janela, para que não percebam que foi um tiro que o atingiu.
   - Do jeito que Steven era pirado, ningu&eaccute;m vai duvidar que ele tenha quebrado com uma cadeira ou algo assim...
   Tom passa pelo quarto e vê Joe saindo.
   - O que fazia ai?
   - Steven foi preso.
   - E os outros?
   - Sanzio também, graças a Kunnis. E a...
   - A Má está ferida? - perguntta Tom antes que Joe termine.
   - Não, ela esta ótima, foi prresa também.
   - Mas...espera. Quem estava com Samuel?
   - Dana.
   - O que?
   - Steven atirou nela...
   - Ela...?
   - Provavelmente...O pior é que a eu a deixei ficar aqui enquanto corria atrás da Má e cheguei tarde demais para evitar o pior....
   - Mas o que Samuel fazia com ela?
   - Ele é o pai dela, Dana foi adotadaa.
   - Tem certeza?
   - Sim, ela e um cara que não sei queem é, mas segundo o próprio Steven: esta na cadeia, são os filhos de Samuel. Ou ela era...

   Skinner havia acabado de receber alta. Ele conversava com Ana, Diana e Scott quando vêem Samuel chegar com Dana.
   Ana - O que aconteceu com ela?
   Samuel - Steven atirou nela.
   Dana é levada para a emergência, ela ainda estava viva, só estava desmaiada por ter batido a cabeça forte demais no chão.
   Algum tampo depois Joe e Tom chegam no hospital, antes que qualquer um dos agentes que estavam lá decidissem prender Samuel. Skinner puxa Joe para que explique o que aconteceu.
   Skinner - Quero detalhes dessa operação desastrosa! Como deixa uma coisa dessas acontecer, agente?
   Joe - Eu não... - Joe pensa bem - quer dizer: eu tive culpa sim, fui o culpado disso ter acontecido. Marcela me reconheceu enquanto eu... - Joe pensa bem e decide dar uma omitida - enquanto eu conversava com Dana no corredor. Eu corri atrás dela para prendê-la antes que avisasse alguém e Dana ficou lá para tentar despistas Steven, caso ele saísse do quarto e fosse atrás de Má.
   Skinner - Uma única prisão não é o suficiente para uma baixa!
   Joe - Todos estão presos agora...
   Skinner - Como a encontrou depois? Quem prendeu o Steven, afinal?
   Joe - Eu subi de volta ao quarto, no corredor ouvi um tiro e corri para o quarto de Steven. Dana estava no chão e Steven e Samuel estavam apontando um uma arma ao outro. Além de Steven estar jogando na cara de Samuel que havia matado a filha dele...Eu e Mila o prendemos depois, eu mandei que Samuel trouxesse a Dana, ele é o pai dela.
   Skinner fica catatônico!
   Skinner - Dana é filha dele? Mas e o Marechal Squilo? Ela escondeu isso do FBI?
   Joe - Não senhor, ela foi adotada. Nem deve saber ainda que Samuel é o verdadeiro pai dela...E falando no Marechal, alguém precisa avisá-lo, caso...
   Skinner - Realmente, Joe. Vou ligar para ele agora. Afinal pai é pai, seja biológico ou adotivo.

   O tio de Joey, Rafael havia contado a ele toda a história de como ele e sua irmã, Dana, sumiu.
   Rafael - Seu nome real era Joseph Meyer.
   Joey - Continuo sendo Joseph, mas tenho que confessar que...
   Rafael - Tudo bem.
   Joey - E minha irmã? Minha mãe?...E meu pai?
   Rafael - Ninguém sabe nada de sua irmã ainda. Seu pai esta no Japão e sua mãe mora no Canadá.
   Joey - Tenho que confessar: essa é uma história incrível demais para ser verdade.
   Rafael mostra a ele algumas notícias de jornal e fotos dele quando era pequeno.
   Rafael - Acredita agora?
   Joey fica sem palavras, não dava para negar: era ele mesmo.
   Joey - Meus pais...bem, quem eu pensava serem meus pais nunca me disseram que eu era adotado, eles eram verdadeiros pais para mim.
   Rafael - Me fale deles, de como foi viver com eles até hoje. Por favor.

   Realmente você e meio mundo estão curiosos para saber como eram as vidas de Joey e Dana quando pequenos, não? Ok, vamos há um resuminho básico e rápido:
       A mãe de Joey era uma modelo, sempre preocupada com sua aparência e em que festa iria, seu pai era um empresário e Realmente nenhum dos dois tinha tempo suficiente para ele.
   Joey era a típica criancinha que fica em casa assistindo televisão e conhece a programação e os jingles de cor e salteado!
   Ele tinha uma babá, encarregada de cuidar dele, ela realmente era um amor com ele e fazia tudo que podia para entretê-lo, foi dela que veio a idéia de seus pais lhe comprarem um computador.
   - Acho que ele pelo menos irá se divvertir mais estudando do que assistindo TV.
   A mãe dele achou excelente enquanto retocava a maquiagem e mandou seu marido providenciar isso logo, mas ele também estava atrasado e mandou a babá ir com Joey até uma loja.
   Eles foram.
   Joey acabou adorando a idéia e pirralho já invadia os sistemas da firma de seu pai para localizar folgas em sua agenda, o triste é que ele nunca achava nenhuma...
   Acabou conhecendo dos garotos que tinham muito em comum com ele, um deles era Tom e o outro Brad.
   - Bem, o Tom tem um irmão que &eacutte; um tremendo...
   - Entendi amor e o Brad?
   - Ele é legal...tem um irmão mais velho e outro mais novo. Ah, o tom tem duas irmãs também, mas também devem ser super chatas!
   - Você é uma gracinha lindinhoo, agora é melhor ir dormir antes dos seus pais chegarem, tá?
   Era como corriqueiramente acabavam as conversas dele com a babá, ela sempre lhe dava leitinho e ficava conversando com ele até ele pegar no sono.
   Ele adorava ela até mais que os pais, até que ela teve que viajar para visitar parentes na Inglaterra. E também morreu em um acidente de avião, incrivelmente o mesmo que matou a mãe de Dana. o que acaba por deixá-los, de alguma forma ligados.
   Realmente as duas famílias eram ricas e davam a eles tudo o que crianças normais teriam, só faltava tratarem eles como legítimos filhos. Em ambas as famílias eles eram apenas brinquedinhos e adotá-los foi como fazer um bem a humanidade. Se Samuel soubesse disso, acabaria com aqueles que fizeram seus filhos sofre tanto...ou melhor: acabaria de uma vez com Steven, já que ele foi o grande causador disso tudo.
       E Dana? Bem, digamos que os filhos do Samuel não tiveram pais tão atenciosos...
   O pai de Dana era um Sargento do Exército (em tempos mais recentes, se tornou um Marechal, amigo de Skinner), super severo que queria usar sua autoridade com todos, incluindo com ela. Desde pequena ela tinha que chamá-lo de "coronel" e ela odiava quando seu pai ia buscá-la na escola fardado, era o último dos micos que uma colegial gostaria de pagar.
   Ela tinha uma amiga muito próxima, que era sua única amiga, ela se chamava Teresa e apesar de ser bem avoadinha a compreendia.
   - Você tem que estudar menos e se divvertir mais! - era o que ela sempre dizia à Dana.
   Dana era uma das CDFS da classe, sempre fazendo tudo certo para não levar bronca do pai, que considerava uma obrigação ela ter boas notas já estudava num colégio caro. Além de fuçar nas informações do exército de madrugada, o que a fez descobrir muitas coisas que ninguém desconfiava!
   A mãe de Dana era um pouco mais boazinha, na verdade ela amava muito a filha, mas vivia entre um vôo e outro, ela era aeromoça e foi em serviço que ela morreu.
   Desde que perdera a mãe a vida dela virou um caos maior ainda, seu pai, James, teimava para que ela se tornasse uma investigadora, ela odiou a idéia e só porque disse não foi mandada para o exército contra a vontade.
   - Porque eu tenho que ir para lá?
   - Simplesmente porque estou mandando!
   - Mamãe dizia que eu seria o que quiisesse e eu não quero ser um soldado!
   - Escute aqui. mocinha, sua mãe n&attilde;o esta mais aqui e quem assumiu o controle fui eu - vendo que ela caiu no choro - filha, eu quero ficar perto de você. Se quiser outra profissão, quando é que vamos nos ver?
   Com muito custo ela conseguiu se tornar uma investigadora, mas não foi fácil. Se não fosse sua tia talvez ela tivesse virado mesmo uma sargenta!

   Voltando ao tempo presente.
   Skinner acabará de ligar ao Marechal Squilo. Apesar de ainda ser muito severo, com o tempo havia acabado se apaixonado definitivamente pela filha, não sentindo a menor vontade de contar a verdade a ela. Ele ficou completamente sem reação quando Skinner contou que ela havia se ferido durante uma missão e disse que iria para lá no primeiro avião. Mas é claro que quando se esta no exército e se esta tão alto, é você quem faz o horário do próximo avião e quase que imediatamente após desligar ele já estava indo para lá, antes passou em casa para pegar uma coisa que Dana estimava muito...Mas depois eu conto o que é, tá?

   Dana foi levada para a cirurgia, afinal os médicos precisavam saber exatamente seu estado e depois de alguns testes decidiram que realmente teria que tirar a bala dela.
   O pior é que isso não era quase nada comparado ao pesadelo que ela estava presa, anestesiada ela não podia acordar e o pesadelo que ela vinha tendo continuava, que era o mesmo de sempre, mas agora com continuação:
   Dana estava num cais, era noite e dava para ver a lua nas poças de água do local imundo.
   - Joe! Cadê você? Que droga, see continuar se escondendo assim não vamos achar a Marcela nunca. - ela tentava sussurrar.
   Cansada de procurá-lo, ela começou a correr atrás de Marcela. O local parecia inabitado, mas ela podia ouvir alguns cachorros ao longe.
   "Não dá par esses cachorros idiotas pararem?", ela pensava.
   Continuando procurando ela ouve passos atrás de si, ela ouve:
   - Sabia que ainda iríamos chegar a iisso? Agora você esta ai e eu vou matá-la!
   Ao virar vê Marcela apontando uma arma para ela.
   - É melhor nem pensar em apontar umaa arma para mim, Dana. Ou vai ser até mais rápido do que eu imaginava!
   Completamente habituada ao sonho, ela sabia que Marcela ativara depois de um certo espaço de tempo, com ela fazendo ou não algo para fugir. Desta vez tentou arriscar outra estratégia, já estava ficando tão habituada ao sonho que conhecia quase todas as saídas.
   Ela começou a contar e quando Marcela atirou não pode vê-la.
   - Onde você foi agente insuport&aacutte;vel!
   - Aqui!
   Dana batia atrás da cabeça dela.
   - Idiota, nunca olhe para outro lado quandoo apontar uma arma a alguém.
   Dana havia percebido que antes de atirar Marcela desviava o olhar para um cachorro e usou esse tempo para correr para outro lado, que a possibilitou ir atrás de Marcela sem que ela notasse.
   - Que droga, isso não acaba? Dana, vvocê esta sonhando, idiota! Acorda!!
   Ela mesma tentava se acordar mais era totalmente em vão, ela acabara tendo a consciência de que era um sonho por saber manipulá-lo, mas não conseguia acordar, e nunca havia escapado de Marcela para saber o que vinha depois, o que a apavorava.
   - Isso é um sonho, nada do que aconttecer aqui te afeta...Então porque não acordo!! Pense, pense.
   Dana com muito custo conseguiu assimilar a realidade, parecia que o cais havia desaparecido, não havia mais nada perto dela, ao menos ela não notava, queria saber o que havia acontecido a ela.
   - Eu estava no corredor e encontrei Steven.... - ela começou a se lembrar - Eu acabei sendo totalmente descuidada, sai completamente normal...ele me reconheceu, claro ele não era tão idiota assim. Ele queria que eu acreditasse que ainda não sabia quem era até que pudesse ter a oportunidade de em matar...Ai ai a coisa fica nublada, alguém entrou, eu não em lembro quem era! Eu quero me lembrar, droga!! Será...ai não, não pode ser. Eu não estou morta, eu tenho consciência, mas não consigo acordar...Será que eu estou em coma? Não, eu não quero ficar nisso!!

   Apesar dos batimentos cardíacos dela estarem acelerados demais para quem estava sob efeito anestésico, os médicos fizeram a cirurgia e a deixaram na UTI. Scott havia ido lá para examiná-la, ele queria ter certeza de que a agente estava bem, afinal tinha percebido que havia algo entre ela e Tom.
   Dana acaba acordando gritando.
   Scott - clama, eu estou aqui. Você esta bem.
   Dana - Quem? Quem esta ai? Eu não vejo nada...
   Scott - Se deite, você bateu a cabeça e acabou de passar por uma cirurgia, pois levou um tiro. Sabe, era pra dormir mais umas duas horas no mínimo...
   Dana - Mas...
   Scott - Há, sou eu o Scott, você ainda vai ficar sem ver as coisas alguns minutos e depois recuperará a virão normalmente, em menos de duas horas tudo voltará ao normal. Infelizmente, vou ter que te fazer dormir novamente.
   Dana - Não, eu não quero dormir. Por favor.
   Scott - Esta acontecendo algo? 
   Dana se via encurralada, ela ia ter que contar que tinha um pesadelo besta. Ela estava totalmente desgostosa da situação, afinal não tinha contado nem para o Joe que insistia e ia ter que contar para esse mala do Scott, que do nada parecia estar se importando com ela.
   Scott - Eu posso ajudar, tente.
   Dana - Eu...estou acordada mesmo?
   Scott - Sim esta, quer um beliscão?
   Dana - Não, obrigada - pensando com mais calma ela via que ele até tinha o mesmo humor de Tom.
   Scott - Se não disser vou ter que te colocar pra dormir.
   Dana - Eu falo, estou presa num pesadelo há dias...
   Scott - Pesadelo?
   Dana - É, parece cretino, mas é isso... - ela percebia que já via as coisas embaçadas, realmente ele tinha falado a verdade.
   Scott - Isso explica os batimentos cardíacos acelerados acima do normal e ter acordado duas horas antes da anestesia acabar. Não é cretino, por outro lado, ajudou bastante.
   Dana - Ajudou no que?
   Scott - A saber que vai ter que tomar calmantes!
   Dana - Isso era algo para me deixar feliz??
   Scott - Não, é verdade. Vê algo?
   Dana - Alguns borrões...Afinal você é cientista ou médico mesmo?
   Scott - Os dois.
   Dana - Imagino só como deve adorar seu irmãozinho ter virado hacker...
   Scott - Ele é vagabundo, também é cientista.
   Dana - O Tom?? Tem certeza???
   Scott - Tenho, estudei com ele depois de fazer medicina.
   Dana - Realmente tem coisas que são mais difíceis de se descobrir do que assassinatos... - nesse momento ela se lembra do caso - Céus! O que aconteceu com o Joe?
   Scott - Ele e a Mila prenderam o Steven e a Má, parece que todos os outros também. Menos o tal do Samuel, que foi quem te trouxe para o hospital.
   Depois de um tempo dana acaba dormindo naturalmente, por estar cansada.
   Scott avisa a todos que ela esta fora de perigo, mas que vai ter que ficar ali por um tempo para ser examinada.
   O telefone de Skinner toca, era Paula:
   Skinner - Alo?
   Paula - Skinner, aqui é a Paula. Soube que estava internado, mas como recebeu alta terá que voltar hoje mesmo para cá.
   Skinner - O que houve?
   Paula - Terá que explicar à nossos superiores seu desaparecimento repentino. Se você e Dana demorarem mais serão dados como culpados, entendeu? 
   Skinner - Paula, você é tão incompetente que não sei como chegou nessa cargo!
   Paula - O que?? - ela fica indignada.
   Skinner - Se sabe que recebi alta, deveria ter confirmado as outras fichas. Dana foi baleada, ela não tem como ir para o tribunal!
   Paula - Você não me engana.
   Skinner - Tire a prova você mesma se duvida.
   Paula acaba vendo que é verdade ao acessar as fichas do hospital.
   Paula - Isso não livra você, vai ter que vir se explicar e Joe ficará de olho nela, até que ela possa vir.
   Skinner - À quem disse que devo explicação?
   Paula - Nossos superiores.
   Skinner - Paula, acorda, eu sou seu superior.
   Paula - O Jason!
   Skinner - Ok, o Jason é seu superior também. Pergunte para ele quem manda mais. Aproveite e pergunte a ele qual era o "importante cargo" dele na OSS.
   Paula fica sem entender porque Skinner desliga na cara dela. Além de ela ter ficado curiosa com essa história de OSS que todo mundo, menos ela, parece conhecer.