Dois Pais Para Uma Única Filha

   Ainda no hospital:
   Ana - Ai, eu tô quebrada...
   Tom - Não é só você, deve fazer mais de 20 horas que estou acordado...
   Os dois não paravam de abrir a boca.
   Joe - É melhor vocês voltarem para o hotel. Aproveitem e levem o Skinner e o Scott, acho que os dois também devem estar acordados faz um bom tempo.
   Tom quer ficar só porque Joe mandou ele ir, mas o sono é tanto que ele não se opõe (raro: Tom vai usar a noite para dormir!!).
   Diana e Joe acabam ficando no hospital, um ótimo lugar para: tirar as diferenças? Claro que não, mas alguém nessa ff tem consideração com os enfermos? Vide o Tom que quase matou o irmão no corredor do hospital!
   Diana - É sobramos...
   Joe - Logo você se acostuma a isso...
   Diana percebe que o Joe ainda não ficou muito legal desde que levou uma dura de Skinner.
   Diana - Esta triste?
   Joe - Não...Porque ficaria?
   Diana - Eu ouvi a dura que o Skinner deu em você. Na verdade não era para tanto, ele exagerou.
   Joe - Ela quase morreu, a culpa tinha que ser de alguém, já que o pai dela é um idiota do exército que eu nem sabia que existia!
   Diana - Mesmo assim, ele exagerou...
   Joe - Diana, olha você e ela se odeiam, mas já estão grandinhas para fazerem as passes.
   Diana - Hei, eu quero te ajudar, num briga comigo não!
   Joe - Desculpa...
   Diana - Normal, quando agente leva uma bronca desconta no primeiro imbecil que vê na frente.
   Joe - Imbecil? Você?? Você não é isso...você é lin...esquece. Você e o Tom já devem estar namorando, não é mesmo?
   Diana - Nós? Não, somos só amigos...
   Joe - "Bons amigos", eu imagino.
   Diana - Joe! Você tem cada idéia de mim! E você e a Dana? Hein?? São o que?? Aliás se não gostasse dela não teria ficado, não acha?
   Joe - Se eu odiasse ela eu teria ficado do mesmo jeito, desde que a culpa tivesse sido minha.
   Diana fica meio encafifada.
   Joe - O Steven disse que não teria coragem de atirar, realmente: eu não teria. Se atirasse nele ia ficar me sentindo culpado para o resto da vida, apesar dele ser um desgraçado.
   Diana - Você nunca matou ninguém?? - ela fica impressionada.
   Joe - Não...
   Diana - Mas eu achei que...Puxa, nunca imaginei isso.
   Joe - Decepcionada?
   Diana - Não, é que...é algo raro na sua profissão.
   Joe - Nessa profissão de vocês, eu não sou e nunca fui policial. Eu sou psicólogo e entrei nessa sem querer. Eu devia só testar a sanidade da Dana igual fiz com a Marcela.
   Diana - Acabou gostando dela...da Dana, foi isso?
   Joe - Como uma irmãzinha, depois acabei ficando...
   Diana - Ah...ela sabe?
   Joe - De qual parte? Que eu a espiono?
   Diana - De todas.
   Joe - Ela suspeitava, mas nunca provou.
   Diana - E...do que você sente por ela?
   Joe - Ela nunca me perguntou.
   Diana - Básico, os homens acham que as mulheres tem que perguntam, mas quando elas perguntam acham elas umas atiradas. Não entendo isso.
   Joe - Vocês acham o mesmo de nós? Viu? Acha que eu devia ter contado a ela, mas se eu tivesse contado ela me acharia o que?? Um abusado ou algo do tipo?
   Diana - Então gosta dela?
   Joe - Ela não era necessariamente o meu tipo de garota, mas acabei me acostumando a ficar com ela, me preocupar com ela e é isso...
   Diana - Acho que...sinceramente: há outra pessoa?
   Joe - Quase acertou, "havia" outra.
   Diana - E quem seria?
   Joe - Tá curiosa, hein? - ele levanta e continua - Vem cá que vou te mostrar quem é ela.
   Diana fica morrendo de ciúmes, mas decide ver. Ela vai seguindo ele pelo corredor até que ele vira-se para uma janela.
   Joe - Vê aquele reflexo?
   Diana - Qual? Somos nós e daí?
   Joe - É desta garota que eu gosto e ela gosta de outro...
   Ele vira-se decidido a voltar para onde estava sentado. Diana olha para o vidro e se sente uma idiota, ela vai até Joe e o vira:
   Diana - Se dane se me achar atirada!
   Ela o beija.
   Joe - Não acha que ficou tarde para isso?
   Ela fica sem entender.

   Algumas horas depois, basicamente duas da manhã, Skinner recebe um telefonema.
   - Alo? - totalmente sonolento.
   - Skinner, sou eu.
   - Onde esta?
   - Preciso saber o hospital exato onde minhaa filha esta, eu acabei de chegar.
   - Ah, claro. Eu vou te falar.
   Skinner começa a explicar para ele onde fica o hospital e depois diz que se ele quiser irá lá também, mas ele diz que não precisa e o sonolento acaba nem se opondo.

   Samuel estava lá com Dana, ela já estava em um quarto e dormia profundamente. Os médicos haviam dado calmantes para ela, como Scott mesmo havia descoberto.
   Samuel olhava para a filha incansavelmente agradecendo por ter achado ela viva e implorando para que ficasse boa logo. Notou que ela tinha um sono perturbado e achou que essa não era a profissão que sua princesinha deveria ter seguido. Ficou se culpando por ela ter sido adotada por alguém que aparentemente a deixou correr um risco daquele sendo que ele podia ter dado tudo a ele, pois era rico e a queria bem fazendo o que sonhasse.
   Diana e Joe praticamente desabaram de sono em uma salinha do andar que estavam, já passava das duas da manhã e o dia deles não tinha sido nada fácil.
   Michael Squilo, o pai adotivo de Dana chegou ao hospital, inicialmente a mocinha não queria deixá-lo entrar, por causa do horário, mas com sua patente não foi difícil ela mudar de idéia.
   Joe acaba acordando com os passos no corredor e vai ver quem era.
   Joe - Senhor?
   Michael - Joe Perry?
   Joe - Sim, eu mesmo. O senhor é?
   Michael - Michael Squilo, pai de Dana.
   Joe, que estava sonolento até então, acorda na hora.
   Joe - Como esta o senhor?
   Michael - Querendo saber como ela esta.
   Joe - Ela esta dormindo. Esta ótima e totalmente fora de perigo. O cara que a atingiu não deve ter calculado direito, talvez estivesse assustado pensando que ela iria fugir. O que há fez desmaiar foi a batida forte na cabeça. Mas acho que foi melhor, assim ela não sentiu tanta dor...
   Michael - Aonde ela esta?
   Joe - Vou levar o senhor até o quarto dela...Mas, antes, posso fazer uma pergunta?
   Michael - Faça, responderei se estiver ao meu alcance.
   Joe - Dana é adotada?
   Michael - Quem te disse isso?
   Joe - Steven, o cara que atirou nela, intencionava matá-la quando ela tinha um ano, mas ao contrário disso, a tirou dos pais e deu para a adoção.
   Michael - Sim, não posso negar, ela e a irmã eram adotadas. Ela sabe?
   Joe - Não ainda, mas o pai dela esta ai...
   Michael - Quem?
   Joe - Samuel Meyer, um empresário e cientista canadense. Achei que seria melhor prepará-lo...
   Michael - Obrigado por dizer, de qualquer jeito vou até lá.
   Joe - Bem, o quarto é aquele. Por favor, não a acorde, ela teve que ser medicada para conseguir dormir.
   Michael havia decidido esconder a adoção, sua filha mais nova (Daniela) havia sumido misteriosamente e um ano depois sua esposa (Victoria) morreu, o que já tinha causado problemas o suficiente na cabecinha da pequena Dana. Ele nunca achou que o pai dela apareceria, acreditava que eles nem estivesse vivos, o que a deixaria pior ainda.
   Michael entrou no quarto de vagar e viu Samuel sentado ao lado da cama dela. Samuel não o conhecia e não fazia idéia do que aquele senhor poderia querer ali.
   Samuel - Posso ajudá-lo em algo?
   Michael - Você é Samuel Meyer?
   Samuel - Sim, o senhor?
   Michael - Michael Squilo, pai de Dana. Gostaria de falar com o senhor sobre alguns assuntos, mas não aqui.
   Samuel - Claro, não é bom para ela.
   Os dois saíram do quarto e Joe decidiu ver como ela estava, prevendo já que aqueles dois com certeza entrariam em conflito para decidir quem teria mais direito de ser chamado de "pai".
   Joe - Dana, você desta vez entrou na pior das encrencas...involuntariamente. Sua sorte é estar dormindo para não ver o que vai acontecer.

   Os dois desceram para uma sala no andar inferior, pois notaram que Diana dormia na do andar em que estavam e definitivamente não queriam acordar ninguém.
   Michael - O que faz um pai dar sua filha a adoção?
   Samuel - O senhor esta enganado, ela não foi dada a adoção.
   Michael - Explique então: como ela foi parar lá?
   Samuel - Ela foi seqüestrada no Canadá, junto com seu irmão mais velho. Ela tinha apenas um ano e ele três. A polícia nunca achou nenhuma pista sobre eles.
   Michael até se sentiu tocado, mas não acreditava 100% na história.
   Michael - Eu lhe aconselho a não mentir, sei como saber a verdade.
   Samuel - Pois vá, esta é a verdade. Eu não sabia quem ela era.
   Michael - E como descobriu?
   Samuel - Eu trabalhava para Steven Tyler sobre a ameaça dele matar minha mulher...Ele me contou e atirou nela.
   Michael - Porque não o impediu!
   Samuel - Eu tentei, acha que eu gosto de expor a minha filha a um risco assim?? Eu preferia mil vezes que ela fosse uma bailarina ou qualquer coisa que não a colocasse em riscos extremos!! Bem, se vê que o senhor não se preocupa com ela!
   Desacostumado a afrontas, Michael fica surpreso com a reação de Samuel.
   Michael - Ai se engana, me preocupo muito com ela. Ela não faz idéia de que foi adotada.
   Samuel - Eu imaginava isso..
   Michael - Onde esta o irmão dela? Já sabem?
   Samuel - Sim, parece que sem querer ela mesma acabou o achando.
   Michael - Como assim?
   Samuel - Um dos amigos dela, Joey Kramer é o irmão dela.
   Michael fica abismado, o garoto e Dana tinham perdido pessoas importantes no mesmo vôo.
   Michael - Ela já sabe de algo?
   Samuel - Não, senhor. Não queria confundi-la na situação em que se encontra. Não tive como saber qual seria a reação dela.
   Michael - Não sabe, mas ela tinha uma irmã, também foi adotada como ela mas sumiu misteriosamente. Nunca a acharam. A mãe dela morreu em um vôo, ela era aeromoça e foi neste mesmo vôo que a babá de seu filho faleceu.
   Samuel fica sem reação, ele não fazia idéia de quanto os filhos já haviam sofrido, mesmo assim precisa perguntar:
   Samuel - Porque ele tinha uma babá?
   Michael - A mãe dele é aquelas metidas a modelo, nunca cuidou dele e o pai era muito ocupado.
   Samuel ficou ainda mais arrependido, cada vez mais visível. Ele pensava que deveria ter procurados seus filhos além da fronteira e se arrependia amargamente de não ter feito isso.
   Michael - Quando era pequena, ela tinha uma bonequinha, chamava-a de Vicky e vivia com ela, acho que a chamava assim por causa da mãe...Uma vez ouvi ela falando para a Vicky que se morresse queria estar com ela para que tivesse como alguém avisar sua mãe.
   Samuel queria chorar com tudo que estava ouvindo. Nenhum dos filhos tinha alguma recordação boa da família? A vontade dele era de pular no pescoço desse cara que se dizia pai da sua filha.
   Samuel - A verdadeira mãe dela, minha esposa, sofre de depressão desde que os dois desapareceram. Eu sei que o senhor nunca a deixará nos considerar seus pais. Mas queria pedir que, pelo menos, a deixasse ver a mãe. Significaria muito para a minha esposa e talvez o senhor nem precise contar a ela a verdade. Só se quiser, mas...eu imagino que não queira...
   Michael - Não se preocupe. Pensei melhor em tudo isso, cheguei a conclusão de que o certo com ela é contar a verdade e deixar para que ela decida. Já esta grandinha para isso e toma algumas decisões que fazem até com que a CIA fique de cabelos em pé com ela, já esta acostumada a decisões difíceis.
   Bem, pelo menos ela até era "poderosa nas decisões", era a conclusão que Samuel chegava da filha, que interpretava para ele o tempo todo uma garotinha doce e inofensiva, mas que realmente tinha problemas na família, não os que contou, mas igualmente terríveis.
   Michael - Bem, agora, eu gostaria de poder vê-la.
   Samuel - Claro, o senhor tem todo o direito.

   Antes que Joe pudesse sair, Dana acordou.
   Dana - Que horas são?
   Joe - São 3 da manhã, muito cedo para criançinhas acordarem.
   Ela sorri para ele e confessa:
   Dana - Sabe, há um lado bom em se ferir em uma missão...
   Joe - Ãh? Esta bem mesmo?
   Dana - É exatamente esse: todo mundo se preocupa com você!
   Joe - Tá adorando a atenção, né safadinha?
   Michael chega no quarto e ouve a voz dela. Ela fica surpresa ao vê-lo.
   Dana - Pai?
   Joe - Viu só, trouxe ele até aqui só para te ver. Isso é que é ter atenção, não? Bem, eu vou para lá.
   Dana - Ah! Joe!
   Joe - O que?
   Dana - Não pense que eu esqueci o que aconteceu no corredor, viu?
   Joe - Quer uma explicação agora?
   Dana olha para seu pai.
   Dana - Melhor depois.
   Joe - Realmente.
   Joe sai e deixa Michael com Dana, ele tenta imaginar onde esta Samuel e "em que estado".
   Michael - O que aconteceu?
   Dana - Nada - ela tenta mudar de assunto. - Puxa pai, não precisava vir só para me ver...
   Michael - E que tipo de pai eu seria?
   Dana sorri para ele.
   Dana - O que sempre foi. Eu sei que é ocupado demais para perder tempo vindo aqui comigo...
   Michael - Desculpe pela falta de atenção, filha.
   Dana - Não precisa se desculpar de nada, pai.
   Ela dá um abraço nele, e acha que ele tá bonzinho demais para ser verdade.
   Dana - Posso fazer uma pergunta?
   Michael - Claro.
   Dana - Não quero que fique triste, mas...você só veio porque achou que eu ia morrer, não é?
   Era a pura verdade, mas ele não queria falar e tentou mudar de assunto.
   Michael - Veja quem eu trouxe para te ver.
   Ele pega a bonequinha dela debaixo de seu casaco.
   Dana - Vicky? Céus, ela ainda existe?
   Michael - Claro, acha que jogaria ela fora?
   Dana - Sabia que você é um fofo? Só se faz de durão por pose, seu bobo. Um bobo que eu adoro! Eu nem lembrava dela.
   Michael - Tenho certeza de que ela ainda lembrava de você.
   Dana - Boneca não fala, pai. Sou grandinha pra saber disso.
   Michael - Fala sim, tem uma na minha frente.
   Dana - Bobo!
   Ela abraça ele de novo. Ele fica fazendo carinho no cabelo dela, não sabendo exatamente como começar a contá-la que ela é adotada, que o pai verdadeiro dela estava no hotel e além de ter passado mais tempo com ela, foi ele quem a salvou.
   Michael - A senhorita vai ter que me prometer uma coisa.
   Dana - O que?
   Michael - Vai deixar esse emprego.
   Dana - Pai, não seria justo! Sabia que estava bonzinho demais...só quer controlar minha vida. - ela fica furiosa!
   Michael - Não fique brava, eu estou preocupado.
   Dana - Eu sei, me desculpa. - diz contendo a raiva.
   Samuel via toda a cena e percebia que Michael não desistiria daquela que chamava de "filha" tão facilmente. Apesar, de aparentemente, não ser tão apegado a ela.
   Dana - Porque eu tenho a leve sensação de que algo esta acontecendo?
   Michael - Filha, eu preciso te contar uma coisa que você precisava saber a anos mais nunca tive coragem de falar.
   Dana - Você vai se casar?
   Michael - Não, antes fosse!
   Dana - Ufa! Achei que ia ter uma madrasta perversa, daquele tipo que há nas histórias de crianças!
   Os dois acabam rindo juntos e até Samuel que estava lá escondidinho perto da porta quase não resiste.
   Dana - Então? Duvido que seja algo tão ruim assim...
   Michael - É que...
   Dana - Ufa, ainda bem que "é" porque se "não fosse mais" seria um grave problema. Realmente algo com que teríamos que nos preocupar, não acha?
   Michael - Acho que não conseguirei contar.
   Dana - Desculpa, tô muito engraçadinha, já percebi que é sério. Por favor, continue. Vou ficar caladinha, tá?
   Ela vê que: definitivamente ele não vai conseguir falar nada e começa a achar que é algo muito sério. Dana começa a pensar que também esta do tipo 'muito meiguinha para ser ela mesma' e pensa "Nossa, acho que a Carol ficou presa em mim. Da próxima vez vou pensar bem antes de fazer algum personagem por ai...Tenho dó dos atores!"
   Michael - Tem certeza que quer saber?
   Dana - Como você mesmo sempre diz "Não minta e nem oculte: eu tenho meios de descobrir!". Não duvide disso!
   Michael - Não tenho dúvidas, já recebi reclamação da CIA e da NASA essa semana.
   Dana - Era isso? Ah pai! Fica tranqüilo, eu não vou sair por ai vendo as informações deles. Apesar de serem pura sujeira, eu não me sujeitaria a isso.
   Michael - Fico mais tranqüilo nesse ponto. Mas não era isso também...
   Dana - Estou cada vez mais curiosa. Pai, me diga. Olha, seja o que for, eu vou entender. Eu juro. Sabe eu não sou mais a garotinha que vivia colada na Vicky.
   Michael - Esta bem. Dana, você não é minha filha. Você foi adotada quando era uma bebê....
   Dana - O que?? Isso é brincadeira, não?
   Michael - Não filha...
   Dana - Sou ou não sou sua filha?
   Michael - É...quer dizer não. Não, você é mais não é, entende?
   Dana - Não...
   Michael - Bem, você é minha filha mesmo que não seja minha filha.
   Dana - Pai, espera. Você quer dizer que continuarei sendo sua filha mesmo nunca tendo sendo legitimamente, certo?
   Michael - Exatamente. sabia que entenderia!
   Dana - Mas e a Dani?
   Michael - O que tem ela?
   Dana - Ela era sua filha?
   Michael - Não, ela também foi adotada...
   Dana - Mas porque você e a mamãe não tiveram seus próprios filhos?
   Michael - Porque...é...
   Dana - Tá bom, não precisa dizer, eu já entendi...Mas, então porque me contou isso só agora?
   Michael - Porque seu pai apareceu.
   Dana - Meu pai? Pai, não importa quem seja esse senhor, você é meu pai e ponto. Se ele não me considerou filha quando eu era pequena, não é agora que tem que mudar de idéia, não acha?
   Michael - Não é tão simples.
   Dana - Sim, é.
   Michael - Você foi seqüestrada, não sabíamos disso quando te adotamos...
   Dana - Eu fui...Quer dizer que meu pai é o...? Mas como pode?
   Michael - Samuel? Sim é ele.
   Dana - Mas como? Olha, os filhos do Samuel são canadenses, na minha certidão esta como se eu tivesse nascido na Argentina...
   Michael - Sim, eu e sua mãe te registramos lá. Mas você foi adotada nos Estados Unidos. Te registramos lá enquanto estávamos morando lá...
   Dana - E a Dani?
   Michael - Ela era Argentina mesmo, você é canadense...
   Dana - Que confusão...
   Michael - Concordo.
   Dana - É mas isso explica muitas coisas...Como: a pessoa que você se tornou comigo depois que a mamãe morreu.
   Michael - Você algum dia poderá me perdoar por ter sido tão bravo com você?
   Dana - Claro pai...Acho que queria se livrar de mim, só por não ter feito isso já tenho que te perdoar...Onde eu estaria agora? Mas me prometa uma coisa.
   Michael - Sim, qualquer coisas.
   Dana - Nada de segredos daqui para frente, tudo bem?
   Michael - Como você quiser.
   Os dois acabam se abraçando. Mas Dana ainda esta transtornada com os fatos.

   Joe encontra Samuel nos corredores.
   Joe - Esta tudo bem?
   Samuel - Sim esta. Não deveria ter voltado ao hotel?
   Joe - Preferi ficar para o caso de alguma coisa acontecer...Ela já sabe?
   Samuel - De que esta falando?
   Joe - Que você é o pai dela...
   Samuel - Sabe, mas...
   Joe - Será um pouco difícil tudo, mas com o tempo as coisas se acertam.

   Diana havia acabado de acordar e percebido que estava sozinha.
   - Eu dormi aqui? Nossa...acho melhor ir parra o hotel, com a missão oficialmente terminada com certeza voltaremos amanhã. E eu ainda nem arrumei nada! Depois eu tento falar com o Joe...

   Mau sabia Diana que o Joe não estava a fim de esperar o dia seguinte para saber a versão da história dela.
   Assim que Michael saiu do quarto de Dana, ela caiu no choro e eis que Joe entra.
   Joe - Problemas?
   Dana - O que ainda faz aqui?
   Joe - Estava preocupado com você e pelo visto estava certo em achar que você não estava bem.
   Dana - Onde esta o Samuel? Ele foi preso?
   Joe - Não, mas eu não sei agora qual deles você vai chamar de pai.
   Dana - Você ouviu?
   Joe - Fiquei sabendo um pouco antes de você, enquanto você dormia.
   Dana - E o que eu faço?
   Joe - Primeiro: pense bem. Você sabe que o Samuel é tão inocente quanto qualquer um nessa história. E...eu queria que pensasse em outra coisa também.
   Dana - No que?
   Joe - Vamos voltar amanhã, porque você já terá alta. E eu gostaria de saber se até amanhã pode me dar uma resposta.
   Dana - Todo mundo quer me deixar curiosa hoje...
   Joe - Bem, então vou acabar com a sua curiosidade agora.
   Ela ficou olhando para ele sem a mínima noção de onde ele queria chegar.
   Joe - Queria saber se você...gostaria de ser...minha namorada...
   Dana - Eu? É...
   Joe - Pense até amanhã, me diga no aeroporto. Eu preciso ir para arrumar tudo no hotel. Não se preocupe porque eu pegarei suas coisas, tá bom?
   Dana - Tá...
   Joe sai do quarto e ela pensa "minha nossa, essa era uma coisa que eu nunca esperei dele...".