Perdidos No Peru
No dia seguinte Dana chega no FBI e vai direto a procura de Neo. Um dos
detetives avisa a ela que a equipe anti-hackerismo esta em reunião
e com certeza Neo esta lá. Ela não sabe se o espera sair
ou se ele esta esperando que ela leve os arquivos, então decide
bater na porta.
Kathy atende a porta.
Kathy - Agente Squilo? O que faz aqui?
Dana - Estou procurando o senhor Andersen. Ele esta ai, não?
Kathy - Esta sim. - e virando-se para dentro da sala - Neo, a Dana quer
falar com você.
Neo levanta da mesa e vai até a porta, Kathy volta para a mesa para
continuar prestando atenção no que Deborah estava explicando.
Neo - Obrigado por trazer agora, Dana. Vai ajudar muito.
Neo vai para pegar o computador mas Dana recua.
Dana - Preciso falar com você antes, é algo importante.
Neo - Bem, tá...
Neo sai da sala e fecha a porta.
Neo - Qual o problema?
Dana - Ontem quando eu conversava com a Deborah você invadiu o computador
de uma pessoa e se fez passar por mim!
Neo - Como sabe?
Dana - Histórico, afinal nunca deve-se confiar cegamente em um hacker.
Neo - Tudo bem, eu fiz isso. Mas qual o problema?
Dana - Sei que sabe de assuntos pessoais meu agora, devido a isso.
Neo - Bem, eu não achava um modo de falar, mas já que tocou
no assunto: porque não termina tudo com o Joe?
Dana - Porque essa é uma decisão que eu tenho que tomar,
não um hacker. Entende? Eu não estou bisbilhotando a sua
vida com a Deborah, estou? É exatamente o mesmo tipo de respeito
que eu acreditava que teria de você.
Neo - Só que há uma diferença, eu realmente amo a
Deborah.
Dana - E porque acha que eu não posso sentir os mesmo pelo Joe?
É claro que como toda namorada, eu morro de ciúmes de vê-lo
trabalhar com outra. Mas a Deborah mesmo me confessou ontem na cozinha
que quando te viu lá achou que tínhamos algo juntos, sabia
disso?
Neo - Não...
Dana - Viu? Eu não sou a única que sente ciúmes do
namorado.
Neo - Dana, eu e a Deborah achávamos que você não sentia
nada pelo Joe.
Dana - Então vamos parar de ser "achólogos" da vida alheia
daqui pra frente, esta bem? Eu não quero ninguém bisbilhotando
minha vida particular, e isso inclui você, a Deborah e todos do FBI.
Combinado?
Neo - Eu...
Dana - Aqui esta o que queria, eu gravei em CD para que não tenha
que te deixar dar uma de esperto no meu computador outra vez.
Diana, Joe e Lynda estavam em Lima, capital do Peru. Os agentes estavam
no mesmo hotel que a arqueóloga. Desta vez eles não estavam
interpretando os namorados, mas Joe estava bem atento aos passos de Diana,
Skinner havia dado a ele uma missão a mais: testar a fidelidade
da agente Smith, que ele acabará de descobri na verdade ser agente
Passy Yip.
Diana - Lynda, poderia me responder uma pergunta?
Lynda - Claro, qual?
Diana - De onde conhece a Deborah?
Lynda - Fizemos um curso juntas, ela era uma parada! Sempre fazia todo
mundo rir.
Diana - A Deborah? Tem certeza?
Lynda - Claro! Aliás precisarei ir para os Estados Unidos assim
que terminar essa missão, poderia acompanhá-los?
Diana - Sim, seria uma honra...Mas a Deborah é tão séria...
Lynda - Só no trabalho, na verdade ela é uma palhaça!
Mas e seu parceiro?
Diana - Joe? Boa pergunta: cadê ele?
Joe estava no telefone com Skinner, Lynda o vê de longe e diz a Diana:
- Ele não vive sem telefone, n&atildde;o?
Só então Diana o vê:
- Não mesmo!
Joe estava passando o último relatório para Skinner, desde
o último incidente com Dana ele achava melhor falar para Skinner
ao invés de escrever, mesmo assim Skinner o mandava sempre colocar
tudo no papel.
- Skinner, já não é o bastante? Pra que relatório?
A Diana é inocente, os pais dela são...o que tem de mau nisso?
Todo mundo sabe que a culpa foi do Steven!
- É Joe, mas quem pode permanecer innocente depois de ser culpada
de algo que não fez? A Diana não deve ser tão santinha.
Continue de olho nela!
Joe não estava feliz com a história, mas achava melhor acatar
as ordens:
- Tudo bem...vou desligar.
- Joe...droga, desligou!
Neo volta meio constrangido a sala de reuniões com o CD.
Neo - Bem, aqui estão as provas...
Deborah - Aconteceu algo, Neo?
Neo - Não, nada...
Kathy pega o CD para checar junto com Dave.
Dana vai até sua sala e fica pensando na briga com Neo.
- Vai ver o coitado nem fazia idéia.. Melhor eu me desculpar com
ele depois...Que droga, eu preciso é de um analista! Acho que já
briguei com todo mundo em menos de uma semana!
Ela vê algumas folhas na mesa e começa a lê-las, como
vê que não esta com paciência para colocar o trabalho
em dia e também esta com muita coisa na cabeça pra fazer
isso, ela decide pegar uma folha e escrever algumas coisas que precisa
fazer.
- Eu tenho essa semana para terminar tudo iisso, não vou deixar nada
por fazer. Começando com esses papéis, esta na hora de arrumar
toda essa bagunça, depois vou falar com o Neo, a tarde ligo para
o Joe e...bem depois eu vejo o resto.
Ela deixa a folha de lado e começa a organizar seu trabalho.
Horas depois Dana já havia organizado a papelada, enviado para o
destino e ainda dado uma ordem na sala.
- Pronto! Desde que eu comecei a trabalhar com o Joe que eu não
paro nessa sala para limpá-la bem. Acho que agora esta bom. Agora é
melhor eu procurar o Neo.
Dana liga para o telefone de Neo.
- Thomas Andersen, departamento anti-hackerrismo.
- Oi, Neo, aqui é a Dana. Eu precisaava falar com você, posso?
- Bem, claro, diga...
- Eu fiquei pensando em tudo e vi como fui estúpida com você.
Você só queria ajudar e por fim, ao invés de te agradecer,
acabei brigando com você.
- Dana, bem sou eu quem tem que pedir descuulpas. abusei da sua boa vontade
invadindo seu arquivos pessoais e ainda hackeando computadores de pessoas
que você conhece. Acho que fomos ambos errados.
- Mesmo assim, pode me desculpar? Eu repareei que não tenho sido
a melhor das pessoas ultimamente com ninguém, mas eu vou dar um
jeito nisso e com certeza logo tudo estará acabado.
- Bem, claro que sim. também pode emm desculpar?
- Claro.
- Bem, eu sei que vai conseguir resolver ass coisas, boa sorte.
- Obrigada, tchau.
- Tchau.
Dana desliga o telefone, levanta-se e olha para a sua sala por um tempo,
depois pega a plaquinha com seu nome sob a mesa e joga no lixo.
- Com certeza logo essa sala será dee outra pessoa.
Ela vai até o computador, copia os arquivos dos diários de
Joe e dela para o laptop e o colocar o computador da sala para formatar.
- O Joe que me perdoe, mas não queroo ninguém bisbilhotando
meu diário...
Depois de tudo completo, ela reinsta-la algumas coisas, recoloca o diário
de Joe e finalmente sai da sala.
Chegando no estacionamento, ela abre o carro e pega o telefone para ligar
a Joe.
- Fora de área...
Ela lembra-se de ter ouvido Deborah falando com uma tal Lynda Luna no telefone.
Nesse momento ela pega seu laptop e procura nos arquivos no FBI os telefones
dela, ela acha muitos, mas decide tentar os com códigos próximos
ao da Argentina (onde já morou e conhece os códigos).
No quarto telefone uma garota atende.
- ¡Holla!
- Lynda Luna?
- Si, ¿y tu?
- Bem, sou Dana Squilo, me perdoe mas h&aaccute; muito tempo não
falo espanhol. Você entende inglês, não?
- Sim, claro. No que posso ajudá-la?>
- Bem, eu sou amiga da senhorita Landresk, gostaria de falar com o agente
Perry, por favor.
- Ah sim, eu passo para ele.
Lynda vira-se para Joe:
- Realmente você ama um telefone e elle te ama!
Joe olha para ela com cara de quem não entendeu.
- É Dana Squilo, quer falar com voc&ê.
- Ah sim, obrigado...
Diana fica olhando para Joe não muito contente, mas só Lynda
percebe isso.
- Sabe, eu achava que você era a namoorada dele.
- Eu? Não, não...A Dana &eacuute; a noiva dele.
- Sério? Nossa, desculpa...
Joe vai para lá para atender o telefone, para ele aquilo não
poderia terminar diferente de uma briga, mas para sua surpresa...
- Dana? Algum problema?
- Não...é que, Joe eu andei ppensando comigo mesma ultimamente
e...Sabe quando você para pra pensar e vê que esta fazendo
tudo errado?
- Então há um problema...
- Bem, não é um problema, porr assim dizer...Eu estava lembrando
de quando estávamos no Japão e como você era apaixonado
pela Diana e...
- Dana... - mas ela não o deixa termminar.
- Não estou te criticando, Joe. Mas eu sei que vocês se amam,
não pode ter sumido do dia pra noite. Eu gosto de você, mas
não acho que sou a pessoa certa para casar com você.
Joe fica sem palavras.
- A Diana é, mas nem você acreedita nisso.
- Dana, você não esta com ci&uuacute;mes por causa dessa missão,
esta?
- Não, não é isso, Joee. Eu acho...bem, vou te dar
um conselho como amiga: aproveite a oportunidade de falar logo para a Diana
isso, antes que seja tarde de mais. Para mim, de certa forma, já
é. Eu não queria mentir para você e acabei fazendo
exatamente isso, eu gosto de uma outra pessoa que realmente não
dá a mínima pra mim. Mas eu gostaria que pelo menos você
e a Diana dessem certo.
- Você tem certeza do que esta dizenddo?
- Sim, Joe. Absoluta. Eu não posso tte condenar a ser infeliz só
porque eu serei. Mas, ainda podemos ser amigos, não?
Joe está meio abismado, ele mesmo não sabia como acabar o
noivado, mas ele queria muito acabá-lo.
- Claro, podemos sim, porque não?
- Só mais uma coisa, me desculpa porr ter lido seus relatórios
e ter te feito passar a maior vergonha na casa da sua irmã. É
que eu faço as coisas sem pensar e estava muito brava com tudo e...
- Tudo bem, eu não sei como voc&ecirrc; foi lê-los, mas aquilo
não é exatamente o que penso de você.
- Independente do que pense de mim Joe, corrra atrás da Diana. Faça
isso por vocês dois, eu tenho certeza que serão muito felizes.
- Então, finalmente venceu seu ci&uaacute;mes dela?
- Sim, é duro admitir mas você; estava certo. Eu estava totalmente
insegura em perder meu posto e agi muito mau...Diga a Diana que eu peço
desculpas por tudo e que eu realmente não queria ter causado tanto
mau a ela...acho que foi pura inveja mesmo!
- Dana, para alguém admitir isso tuddo, com certeza ou chegou a conclusão
de tudo que andou fazendo, ou entrou para o budismo ou...não quero
nem pensar na última opção.
Ela tenta mostra que a primeira é a certa (mas não é...):
- Haha, calma Joe. É que eu andei peensando mesmo, eu vi que só
porque a minha vida estava um inferno eu queria transformar a de todo mundo
na mesma droga. Eu deveria ter sido mais adulta com esse negócio
de ser adotada e tal...mas eu juro que já superei isso!
- Bem, fico feliz por você. Espero quue daqui pra frente não
acabemos mais em brigas!
- Não vamos! Nunca mais, eu juro! Beem, agora eu preciso desligar
e você precisa ir falar com alguém, certo?
- Sim, então tchau.
- Tchau e boa sorte na missão, viu?<
- Obrigado...
Joe desliga e fica pensando como subestimou Dana, com certeza ela não
era nem metade da imagem que queria passar e ele nem como psicólogo
descobriu.
Dana chega em seu apartamento, ela senta no sofá e começa
a anotar as coisas que tem que fazer:
- Vamos lá...falar com os meus familliares, pedir demissão...o
que mais? Deixar uma carta falando que ninguém é culpado,
afinal não quero depois de tudo continuar causando problemas para
essas pessoas...
Ela esta olhando para a folha em cima de uma prancheta em sua mão
e mordendo a ponta inversa da caneta quando o telefone toca.
- Alo?
- Dana aqui é seu pai, esta bem? - oo pai em questão era o
marechal Michael Squilo.
Ela larga a prancheta e a caneta imediatamente e decide dar toda a sua
atenção ao seu pai:
- Papai! Estava pensando no senhor! Como essta?
Ele estranha por ela parecer tão bem, afinal Bia havia lhe dito
que ela estava mau e ele só não havia ido ainda para lá
por um problema interno na base.
- Filha estou ótimo, e você?/font>
- Cada vez melhor, pai.
- Mas a Bia me disse que você estava mau...
- É, ela estava certa pai, eu estavaa...eu ainda estou com bulimia,
é horrível mas eu já estou admitindo isso para mim,
não se preocupe que já estou me tratando.
- Mesmo?
- Claro, pai! Porque eu mentiria para voc&eecirc;?
- Lembre-se, mocinha, você já mentiu para mim sim!
- Tá bom, eu admito. Mas desta vez &é sério.
- Dana, por favor.
- Eu parei para pensar e estou tentando conncertar todas as bobeiras que
andei fazendo, pai. Eu até já falei com o Joe hoje.
- Sério? E sobre o que?
- Nós terminamos porque ele gosta dee outra garota e eu de um outro
cara...Mas o bom é que ainda somos amigos!
- E quem será esse outro cara?
- É um hacker pai, mas não poosso falar muita coisa dele,
porque eu não sei se ele namora alguém ou não. E de
certa forma seria muito triste eu casar com o Joe só por casar e
nós dois sermos eternamente infelizes, não?
- Com certeza sim, filha. Fico feliz em te ver tão bem. Sabe que
qualquer coisa pode contar comigo, hein?
- Claro, pai, sempre! Eu te adoro, táe;?
- Também te adoro lindinha, eu n&atiilde;o pude ir para ai já
porque estou com uns problemas aqui no exército...
- Eu entendo papi, mas não se preocuupe! Esta tudo bem.
- Agora eu tenho que desligar, mas me liguee, hein?
- Ligo sim, te amo, tá? Tchau.
- Eu também, filha. Tchau.
Michael ficou mais tranqüilo depois de falar com a filha, com certeza
ela não mentiria sobre algo tão grave, e se estivesse mentindo
não diria estar doente. O que acaba por deixá-lo mais tranqüilo
no final das contas.
Joe havia tentando falar com Diana assim que desligou, mas desistiu ao
vê-la tão concentrada no caso, sendo assim havia decidido
tentar falar com ela mais tarde e essa era a hora!
Diana estava no saguão do hotel, apenas curtindo um tempinho sozinha
quando Joe vai até ela.
- Diana.
- Joe? Algum problema?
- Não, é que eu gostaria de ffalar com você.
- Alguma coisa da missão?
- Não, de você mesma.
- O que? Não vai começar com perguntas, não é?
- Não, eu...
Diana olha bem para ele, com cara de nada contente. Nos últimos
dias toda vez que Joe falava que queria conversar com ela acabava sendo
um puro interrogatório, onde ela acabava sempre se sentido péssima.
Vendo a reação de Diana, Joe esquece do real propósito
de ter ido ali e decide passar outras coisas a limpo:
- Porque você sempre tem que ser teimmosa, hein? Sempre se acha a
dona da verdade!
- Ah não, pode parar. Que você; pense igual a sua futura esposa,
tudo bem, mas eu não sou obrigada a ouvir isso!
- Eu não vou me casar com a Dana!!/font>
- O que? Não?
- Não, terminamos. Mas é clarro que isso não te interessa,
não?
- Não é que...
- Nada de querer mudar sua opinião aagora, sinceramente: estou de
saco cheio das suas crises.
- Minhas crises? Eu?
- Sim, você mesma!
- Ah não, assim não vai dar, Joe. Vamos parar com tudo isso!
- ela respira fundo e continua tentando adqquirir calma - Estamos no meio
de uma missão.
- Ah, então é assim que voc&eecirc; quer, que sejamos apenas
dois colegas de trabalho?
- É sim, ou por acaso nós temmos alguma coisa a mais?
- Tudo bem já que é assim quee você quer...
Dana marca mais um item como cumprido em sua lista ao terminar de falar
com Michael, depois liga para seu outro pai, desta vez o biológico,
Samuel Meyer. Quem atende é sua mãe, Marina.
- Alo?
- Mamãe! Sou eu, a Dana.
- Filha, como esta? - ela fica super contennte.
- Estou ótima mami, na verdade morreendo de saudades de vocês.
- Ah lindinha, nós também esttamos. Mas e as novidades?
- Bem, não são muito felizes mami, mas tudo bem. Eu perdi
um caso pra uma outra garota...
- Sinto muito filha.
- Mas foi melhor mami. Sabe fazia uns tempoos que não estava me sentindo
bem com tudo isso.
- O que você tem linda?
- Calma, mamãe, não é nada, só estou achando
que vou pedir para voltar a ser apenas hacker. Cansei de correr atrás
de bandidos e viver em perigo.
- Filha, você não sabe o quantto eu e seu pai pedimos por isso.
Fico muito feliz que pense assim...Aliás ele acabou de chegar! Quer
falar com ele?
- Quero sim mãe!!
Marina dá o telefone ao marido, Samuel fica muito contente em saber
que a filha ligou.
- Como esta princesinha?
- Estou bem papai, eu estava falando para aa mamãe que estou pensando
em mudar de posto no FBI...
Samuel fica com o coração na mão achando que é
algo mais perigoso ainda:
- Filha, não é...
- Vou pedir para voltar a ser simplesmente hacker, papai. Vou voltar para
a área de segurança, não tão perigosa.
Samuel solta o ar de alivio.
- Filha, não sabe como fico feliz coom isso.
- Mamãe disse que você ia gosttar. Eu andei vendo que essa
coisa de correr atrás de bandidos não é mais comigo.
- E quem sabe um dia você não mude para alguma empresa de
informática?
- Informática? Bem, não esta nos meus planos, mas quem sabe,
né?
- De qualquer forma estamos felizes em sabeer que estará mais segura
agora, filha. |