O Começo Do Fim, Ou O Fim Do Começo?
16:30,
apartamento de Deborah Landresk (Washington)
Neo e Deborah, recém chegados do trabalho, estavam aos beijos no
corredor, quando Tom abre a porta do apartamento de Dana e vê os
dois:
- Neo, você aqui?
- Tom? Eu é que pergunto, o que voc&ê esta fazendo ai?
Deborah faz um:
- A-ham! Querido, isso não é pergunta que se faça.
Tom - Ah, não. Deborah, eu preciso da sua ajuda.
Deborah - Minha?
Neo - Hei!
Tom - É sério, a Dana...
Deborah - O que tem ela?
Tom - Esta desmaiada.
19:30,
num hotel em Lima, Peru
Diana havia decidido refletir um pouco sobre a última conversa com
Lynda, ela decidiu ir até o jardim do hotel para pensar um pouco
a luz do luar peruano.
17:00,
hospital George Washington, Washington capital
Quase meia hora depois Deborah, Tom e Neo chegam apressados no hospital.
Enquanto Deborah vai interrogar Tom, Neo liga para Joe.
20:00,
quarto do agente Joe Perry, no hotel em Lima, Peru:
Joe atende sua primeira e única ligação do quarto
do hotel:
- Alo?
- Joe, aqui é o Neo, que bom que te encontrei.
- Aconteceu algo?
- Aconteceu, e algo que você nãe;o vai gostar...
- Como assim?
- A Dana, Joe. Ela tentou se matar agora a pouco e esta internada no hospital
ainda desacordada. Acho que você devia abandonar a missão,
não sabemos se ela vai ou não...
- Eu irei...Obrigado por avisar Neo.>
Joe desliga e fica olhando para o telefone por um tempo imóvel,
ele recorda da última vez que falou com ela no telefone e lembra-se
que ela deu pistas do que queria fazer, mas ele não fez nada para
impedir. Ele decide arrumar suas coisas e avisar a Diana que o caso é
só dela, pois terá que voltar ao EUA.
Depois que Joe termina de arrumar suas malas e liga para o aeroporto internacional
para comprar sua passagem, decide procurar Diana. Ele deixa suas malas
no saguão ao ver Diana entrando do jardim.
- Joe? O que você tá fazendo aaqui... e com essas malas?
- Eu passei aqui pra avisar que estou voltaando pros EUA, pego um vôo
hoje mesmo...
- Mas porque? É por minha causa? Dessculpa, Joe, eu não devia
ter batido em você, mas é que...
- Tudo bem, eu entendo, mas não &eaccute; por causa disso que eu
tô indo.
- Ah, não?
- Não, se eu pudesse eu ficava aqui com você pra terminar
a missão, mas aconteceu uma coisa urgente e eu tenho que voltar.
Ele pega as mãos dela:
- Mas eu quero que você me prometa quue vai terminar essa missão,
ok? Faz isso por mim?
- Ok...
- Ótimo. - ele a abraça e conntinua - Foi muito bom trabalhar
com você, quem sabe um dia a gente não faz isso de novo. -
depois vira-se e vai embora.
- É, um dia... - ela diz sozinha, coompletamente confusa e decepcionada.
Joe sai pensando em como era difícil deixá-la assim, ainda
mais agora que parecia haver uma luz no fim do túnel para os dois,
mas ele precisava resolver tudo com a Dana antes de ficar com a Diana,
e não queria envolvê-la nessa história do suicídio,
pois não queria que ela se sentisse culpada, como ele se sentia.
Deborah estava com Tom no hospital e aproveitou que Neo havia ido para
lá para falar com ele:
- Tom, eu preciso lhe fazer algumas pergunttas. Posso?
- Sim, pode...
- Bem, venha comigo.
Os dois entram em um quarto vazio.
- Tom, eu quero que me conte tudo o que acoonteceu e antes de mais nada,
o que lhe fez ir até lá?
- Bem...eu iria ter que falar de qualquer jjeito mesmo...Eu andei remexendo
em algumas fichas do FBI e havia ligado justamente para falar de você.
- De mim? O que??
- Sei o que você fez com a Má,, o Steven...
- Escuta, você não deveria mexxer nisso, mas se o fez saiba
que não sou feliz sendo obrigada a fazer isso!
- Não estou te criticando.
- Ok, ok...Mas porque ligou para ela?
- Além da sua ficha, eu andei olhanddo as do Joe, Neo...bem, de todos.
Mas eu liguei mais foi para falar de assuntos pessoais, mas usando isso
como desculpa.
- Hum...sei, continue.
- Ela estava totalmente estranha, eu sentiaa que alguma coisa estava acontecendo
e pedi para ela me esperar, dizendo que precisava falar de algo urgente...
- Bem, pelo visto ela te esperou. Mas e quaando chegou, o que houve?
- Ela queria dissimular e fazer de conta quue estava tudo bem, como vinha
fazendo nos últimos dias, mas a provoquei até ela cair em
si.
- E dai?
- Ela queria se matar...
- Ela? Céus...
- Ela estava descontrolada e queria se mataar mesmo.
- Mas só porque terminou com o Joe?<
- Não, na verdade por toda a vida deela e por achar que estraga a
vida dos outros...
- Crise existencial...
- Exatamente.
- Nunca esperei isso da Dana. O problema &eeacute; que quando ela voltar
em si, estará assim também...
Nesse momento uma enfermeira bate na porta, Deborah atende e a moça
a entrega as fichas médicas de Dana. Depois que a enfermeira sai,
Deborah vira-se para Tom:
- Vamos ver o que a nossa amiguinha tem a mmais...
Deborah começa a ler a ficha e depois de um tempo abismada ela fala:
- Bem, ela disse que queria ou que iria morrrer?
- Ambos...
- Bem, Tom, realmente ela não est&aaacute; bem. Ela estava com bulimia,
que passou a ser crônica e de presente ganhou uma anorexia...
- Mas não podemos fazer nada?>
- Eu não sei...preciso pensar...
- Deborah, você pode fazê-la esquecerr!
- Mas eu não quero fazer isso, n&atiilde;o pra uma amiga minha.
- Você mesma disse que ela vai morrerr, desta vez é por uma
boa causa.
Nesse momento Neo entra no quarto:
Neo - Ora, ora, era exatamente quem eu procurava!
Deborah - Neo, agora não...
Neo - Eu tenho ordens de Skinner para prendê-lo, senhor Thomas Hamilton.
Tom - O que? Porque?
Neo - Tentativa de assassinato.
Tom - Mas ela ia se matar, não era eu que ia matá-la!!
Deborah - Neo, ele esta certo.
Neo - Para o Skinner não, mas...
Tom - Mas o que?
Neo - Há um acordo no qual você pode ou não querer
fazer parte...
Tom - Acordo? Vindo de você? Pode me algemar!
Deborah - Espere Tom, que tipo de absurdo é esse Neo?
Neo - Skinner que Tom investigando, Dana.
Deborah - O que??
Tom - Porque?
Neo - Porque, eu não sei. Você saberia dizer, Deborah, se
ela lembrará de algo após esquecer?
Deborah - Não vou fazer isso!
Neo - Bem, assim ela morrerá.
Tom - Deborah, meus pêsames pelo namorado.
Deborah - Neo!
Neo - Só cumpro ordens...
Tom - E se eu não quiser investigá-la?
Neo - Vai preso por tentativa de assassinato e por roubar documentos governamentais.
Tom - Ok, mas antes eu te quebro a cara!
Deborah - Parem, já! Ok, eu farei isso com a Dana, mas eu não
posso dizer se ela lembrará de algo ou de nada...
Neo - É ai que o nosso novo agente entra, não é Tom?
Tom - Eu não!
Deborah - Tom, faça isso por ela. Ou colocarão o Joe para
vigiá-la.
Tom - Esta bem...Mas não serei um agente, não farei as coisas
idiotas que vocês fazem. Só vou protegê-la contra vocês!
Neo - É ai que você se engan...
Deborah - Pára, pronto! Ele aceitou Neo e termina aqui. Me deixe
terminar o interrogatório, por favor.
Neo - Tudo bem...
Neo sai meio que a contra gosto. Tom fica olhando para Deborah.
- Tem certeza que esta bem?
- Estou...estou, o Neo não devia terr te provocado assim. Mas eu
falo com ele depois...
- E como a Dana ficará?
- Você terá que cuidar dela....Bem, você já deve
estar sabendo que com esse processo eu posso implantar memórias
no cérebro dela...
- Sim, eu sei.
- Bom, eu sei o quanto você ama ela, e sei quanto ela também
queria muito ficar com você, então eu queria te perguntar
se você quer que eu a faça acreditar que vocês são...casados?
- Isso é tudo o que eu sempre quis, e eu agradeço muito,
mas não posso aceitar, eu viveria me atormentando com a dúvida
de se ela estaria comigo porque realmente me ama ou se apenas por causa
das memórias implantadas...
- Eu entendo...É uma pena tudo ter qque ser assim, eu sei que se
ela pudesse escolheria ficar com você...
- Essa é uma decisão que ningguém pode tomar por ela...
- Bem, você esta dispensado, Tom. Voccê poderia, por favor,
avisar os familiares dela?
- Há necessidade de falar com os paiis dela?
- Bem, de inicio acho que não...Mas conte pelo menos ao irmão
dela.
- Bem, eu conto sim...
Tom sai do quarto e deixa Deborah refletindo um pouco sobre o que ela irá
fazer, contra a sua vontade, à uma de suas melhores amigas.
- Espero que a Dana me perdoe...
Tom vai telefonar para Joey.
- Vamos...atende logo!
Joey que havia acabado de sair do banheiro foi correndo atender o telefone,
já que Brad aparentemente havia saído.
- Alo?
- Joey, aqui é o Tom.
Joey vê o número do telefone na bina:
- O que faz no hospital?
- Sua irmã tentou se matar...>
- O que? - Joey quase cai no chão, sse a cadeira não estivesse
ali, com certeza estaria no chão agora.
- Sim, isso mesmo. Ela esta no hospital agoora e...
- Porque ela tentou fazer isso?
- Porque ela esta cheia de problemas, algummas doenças psicológicas
e...
- Fala Tom!
- E digamos que um pouquinho de crise existtencial!
- Eu mato o idiota do Joe, espera o desgra&çado aparecer na minha
frente!
- Na verdade a culpa não é s&ó dele...
- E de quem mais seria?
- Bem, vocês foram adotados, certo? EE...
- Não precisa falar mais nada, Tom. Já entendi...Bem, eu
irei ai...
- Tudo bem...
- Tchau.
Diana esta decepcionada ao último grau depois de Joe ter voltado
ao EUA sem nem ao menos explicar o motivo da volta repentina. Mas por honra,
ela queria mostrar que poderia ser melhor do que qualquer agentezinha mimada
e iria terminar a missão ao lado de Lynda e até sozinha se
precisasse.
Joe estava no avião, tudo que ele pensava era em como tinha sido
tonto de não perceber o que Dana praticamente havia confessado por
telefone.
- Ela disse que era tarde demais para ela....eu tonto não liguei
as coisas! - era o que ele mais pensava.
Joey vai até o hospital e encontra Tom e Deborah no corredor.
Joey - Como ela esta?
Deborah - Bem, no momento dormindo...ela não vai acordar até
amanhã de tarde...
Joey - Mas ela estará bem quando acordar?
Deborah - Infelizmente: não. Ela com certeza tentará se matar
outras vezes se continuar assim...Acho que ela precisava de tratamento
psicológico...
Tom - Conte a verdade para ele, é melhor.
Deborah respira fundo:
- Bem, ela morrerá com ou sem tratammento, mas há uma outra
saída...
Joey - E qual é??
Deborah - Posso fazê-la esquecer de tudo, a doença dela é
psicológica, de fato, e esquecendo de tudo ela estaria curada...
Joey - Mas, por outro lado, não saberia nem quem é.
Tom - O importante é que ela estará viva...
Joey - De certa forma...é...
Depois de um tempo as enfermeiras já começam a olhar feito
para os três que estavam ali. Neo havia saído a procura de
Skinner, porem Deborah permanecia com os hackers ali.
Deborah - Eu acho...bem, vocês dois deveriam voltar para casa. A
noite não podem ficar pessoas no hospital e eu gostaria de ficar
responsável pela Dana por hoje para saber como ela esta reagindo...bem,
mais como médica do que como acompanhante. Se me permitirem, é
claro...
Joey - Bem, eu quero o melhor para a minha irmã, preferia ficar
com ela mais não poderei fazer nada se ficar.
Deborah - Qualquer coisa, qualquer mesmo, eu juro que ligo para vocês.
Neo consegue localizar Skinner antes que ele entre em sua casa. Neo chega
correndo:
- Skinner!
Skinner o vê e decide esperar:
- O que houve?
Neo tenta recuperar o fôlego.
- A Dana...ela...ela tentou se matar.
- O que??
- Isso mesmo, Skinner. E veja só a pparte boa..
- Parte boa? Neo, você esta brincandoo, não?
- A parte boa é que não parecceu uma "tentativa de suicídio"
e sim "de assassinato", e o principal suspeito é aquele hacker maldito
do Hamilton!
- Scott Hamilton?
- Não, Thomas Hamilton.
- Ah sim, como poderia esquecer daquele hacckerzinho...
- Agora temos ele nas mãos, Skinner!!
- Explique-se.
- Como é o suspeito, disse que tinhaa ordens superiores para que
ele ou trabalhasse no FBI investigando a Dana ou se preferisse iria preso.
- Neo, você foi esperto. Mas e a Danaa?
- Também temos ela sob controle, elaa não lembrará
de nada logo-logo.
- Deborah fará isso?
- Sim, senhor. pois o problema de Dana &eaccute; psicológico. Assim
teremos uma enxerida a menos no FBI.
- Com certeza a CIA vai nos agradecer...
- A CIA e meio mundo.
Algumas horas depois, Joe chega ao aeroporto internacional e decide ir
direto para o hospital. Para poder entrar em plena madrugada, ele usa sua
credencial médica, além do crachá do FBI.
Ele encontra Deborah no quarto.
- Joe? - ela sussurra. - O que faz aqui?
- Não pude acreditar quando me falarram por telefone...eu devia ter
imaginado isso...
- Ninguém tinha como saber, Joe.
- Ela ligou para mim, disse algumas coisas e tudo o que mais lembro agora
é quando ela disse que para ela já era tarde demais...Só
que eu não liguei as coisas...
- Joe, não adianta se sentir culpadoo agora. Ela esta viva e até
que bem. Na verdade a partir de amanhã não lembrará
de nada...
- O que você vai fazer?
- Antes de te falar vou te mostrar as fichaas médicas dela, e você
me dirá se é ou não certo...
Joe examina os papéis e inevitavelmente tem que concordar com Deborah,
a saída era ou aquela ou o funeral de Dana depois de uns dias.
- Do que ela irá lembrar?
- Bem, exatamente do que Má e Stevenn lembram, tudo o que aprenderam
e sabem fazer, eles possuem todas as suas habilidades, boas ou ruins mesmo
que não saibam. Só que não sabe, uma linha de seu
passado ou de pessoas que conheceram.
- E você acha que dá para se vviver assim?
- Não sei...mas também ela n&ão pode viver assim como
esta...
- É...não...
- Nem de você ela se lembrará,, se viveu algum momento feliz
com ela a partir de amanhã ele será só seu.
Joe tenta mudar de assunto:
- Mas, se ela não lembrará dee nada o que é, com certeza
alguém terá que estar com ela...familiar, amigo ou sei lá...
- Skinner já tomou a liberdade de esscolher alguém...
- E posso saber quem?
- Você não vai acreditar...
- Quem?
- Thomas Hamilton.
- O hacker? Porque?
- Bem, foi ele quem a impediu de se matar ee Skinner queria prendê-lo por
tentativa de assassinato, caso ele recusasse...
- Encrencado, é a palavra mais suavee que podemos usar para definir
a situação dele....
- E como...Bem, mas você acabou de chhegar de viagem, deveria ir para
a sua casa dormir.
- Eu diria que não, mas realmente esstou cansado...Eu tenho que voltar
a que horas?
- Vai me ajudar nisso?
- Claro, de certa forma eu sou o culpado deela estar assim, não vou
deixar você ser a única culpada desta vez.
Deborah sorri.
- Esta bem, hum...lá pelas 9, esta bbom?
- Sim, eu virei então.
- Tchau.
- Tchau.
No dia seguinte, Deborah esta preparando todas as coisas e ainda havia
dito que trabalharia com sua própria equipe de médicos do
FBI. É claro, o hospital não gostou da idéia, mas
ninguém poderia fazer nada sobre o assunto.
Por volta das 8 e meia Joe chega, Deborah nem tinha tantas esperanças
de que ele iria, porem lá estava ele.
- Deborah, como esta?
- Bem, e você?
- Tentando me adaptar ao fuso horáriio...
- Ixi, essa é a parte mais dif&iacutte;cil de viajar. Tem certeza
que esta bem?
- Sim, estou. vamos?
- Sim, vamos. Os outros auxiliares jáe; estão lá.
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