Sonhando
Dana teve a maravilhosa idéia de renunciar ao seu posto. Sim, isso
mesmo: RENUNCIAR.
Na verdade a renuncia vem de um plano, no qual ela decide contar ao seu
parceiro, afinal: ficar brigando com Joe nessas alturas do campeonato não
levarão a lugar algum.
Joe está na sala ainda lendo a lista de telefonemas feitos por Marcela
e recebidos. Cada vez mais curioso pois seu número aparece diversas
vezes. Sendo que em uma delas, a ligação foi feita de seu
telefone para o dela (que se encontrava sem som) no momento em que os dois
estavam bem próximos no hotel.
Joe - Como poderíamos estar juntos e ligando um para o outro ao
mesmo tempo?
Joe, cada vez mais pensativo, não consegue achar a resposta e está
pronto para jogar tudo no chão e desistir quando sua parceira entra
na sala.
Dana - Oras! Em fim um momento de raiva senhor, Perry?
Joe - Dana, agora não, por favor.
Dana - Desculpa, achei que não fosse sério.
Joe pega sua conta de telefone e começa a olhar alguns horários.
E lá está uma ligação para o telefone de Dana
exatamente as 2 horas, 48 minutos e 15 milésimos na Terça-feira
da semana anterior e na conta de Marcela, no mesmo horário (até
segundos) há uma ligação recebida de seu telefone.
Joe dá um salto de alegria que assusta até Dana:
Dana - O que foi?
Joe - Veja isso!
Dana - Nossa, nunca vi ninguém tão contente com a conta de
telefone na mão.
Joe - Feliz? Mas é claro!
Dana - Ha! Já sei! descobriu um plano para pagar menos?
Joe - Não...Lê ai vai.
Ele entrega a conta para ela, mas antes grifa com aquelas canetas florescentes
o que quer que ela veja.
Dana - Ligação recebida por Marcela feita por você...E
na outra, ligação feita por você para mim...Ué?
Ou você é o cara mais rápido do mundo para conversar
no telefone ou há algo errado.
Joe - Isso prova, minha cara, que o meu telefone foi clonado. E um espertinho
está usando ele! Ah quando eu descobrir quem é o safado eu
mato! Onde já se viu clonar o telefone de um agente do FBI? Em que
mundo estamos!!
Dana - Planeta Terra, ano de 2002, em...
Joe - Tá certo engraçadinha.
Dana - Foi você quem perguntou.
Joe - Não era para levar tão ao pé da letra.
Dana - De qualquer forma, sabe que você fica bem mais bonitinho nervosinho?
Joe - É, pelo visto você deve gostar mesmo. Vive me deixando
assim!
Dana repara que ele não entendeu nada da cantada e fica na sua como
se nada houvesse acontecido.
Alguns minutos depois a ficha cai, o agente entende, mas já é
tarde demais, ela já disparou a falar:
Dana - Na verdade não vim aqui para te ver nervoso. Eu vim aqui porque
tive uma idéia ótima, que pode ajudar, e muito, na resolução
deste caso.
Joe - E qual seria?
Dana - Chega bem perto, pois quero que só você ouça.
Joe - Ah?
Ela puxa Joe, ele decide se aproximar mais e ela, cada vez mais próxima
diz docemente:
Dana - Vou me demitir.
Joe dá um salto para trás e não acredita:
Joe - O que??!! Tá doida? Ah não, você está
passando mau. Aonde está o termômetro mesmo?
Joe começa a revirar umas gavetas em busca do termômetro enquanto
Dana cai na gargalhada. Ele, furioso, percebe que foi só piada.
Dana - Calma Joe, tudo faz parte de um plano. Vou te explicar tudinho.
Dana conta seu plano para Joe.
Uns 35 minutos depois ela vai até Skinner:
Dana - Chefe?
Skinner - O que foi?
Dana - Vim trazer o meu pedido de reposicionamento.
Skinner pega o papel na mão e começa a ler.
Dana - Decidi que o melhor a fazer é trabalhar em uma das áreas
na qual me formei.
Skinner - Pois bem, você será remanejada para a Área
51, como a nova eletricista.
Dana - Obrigada.
Ela sai com uma carinha triste, mas ao chegar lá fora é só
alegria.
Ela volta para a sala onde Joe está ao telefone tentando explicar
ao cara do outro lado da linha que seu telefone foi clonado.
Joe - Escuta aqui! Eu sou um agente federal, minhas ligações
são sigilosas! Caso isso não seja resolvido eu entrarei com
uma ação contra sua companhia por danos contra a Pátria!
Joe desliga.
Dana - "Danos contra a pátria"? Nunca vi alguém levar o trabalho
de detetive tão a sério.
Joe - Falou com o Skinner?
Dana - Claro! Sou a nova eletricista da Área 51.
Joe vai ao computador e, por incrível que pareça, começa
operá-lo em DOS.
Dana - Não acredito que você sabe o que é DOS!
Joe invade os arquivos secretos da Área 51 e só ai Dana percebe
que tinha um hacker como parceiro.
Dana - Porque escondeu que era um hacker?
Joe - Para ler seu diário, eheheh.
Dana - O que!
Joe - Mentira, é que os agentes nunca contam se são hacker,
esqueceu?
Dana - Tudo bem...mas o que fará?
Joe - Serei seu supervisor.
Dana - E você lê entende algo de eletricidade?
Joe - O suficiente para saber que se colocar o dedo na tomada dá
choque, ehehhehe.
Dana - Retire o que eu disse sobre você bravinho, seu lado "engraçadinho"
é bem mais atraente.
Logo após terminar sua "entrada de acesso" Joe e Dana vão
para suas casa (após trancar a sala, claro! Pois mesmo no prédio
do FBI uma sala com papéis importantes nunca está a salvo).
Enquanto isso Tallc e Tyler já estão na Área 51, um
deserto quente e horrível tão ruim quanto o "Vale do Silício"
que só os maníacos por computadores e ficções
cientificas podem acreditar que hajam naves espaciais (Hei! não
sou maníaca!!). Ok, retirem o que eu disse, mas eles já estão
lá.
Marcela - É estamos no deserto...
Steven - Qualquer lugar ao seu lado não é algo que pode-se
jogar fora.
Marcela - Ainda mais que sairemos dessa e deixaremos dois trouxas levarem
a culpa.
Dana liga para seus amigos hacker e pede a eles toda a ajuda que puderem
dar, logo os cinco (os três hacker mais os dois agentes) estão
à caminho da Área 51.
Como em uma altura dessas todo mundo já surrupiou a NASA e o Pentágono,
eles pegaram emprestados da Força Área Americana 'apenas'
uns F-22. Por caridade, não é?
E o melhor é a comunicação:
Tom - Isso faz agente se sentir no X-men, ehehhe.
Dana - Pena que eu não posso voar como a Tempestade, ehehhe.
Brad - Os dois podem parar de relembrar a infância pelo comunicador?
Tom - Ok, ele prefere estar preso nos filmes do James Bond.
Joe - Dai a Dana vai querer ser uma Bond Girl.
Joey - Só se eu for o Bond!
Dana - Ô cada cantada fraca!
E lá vão, rumo ao deserto, com piadinhas como distração,
pois 15 minutos num super avião de guerra pode parecer um grande
tempo, não acham?
Ao chegarem:
Joe - Nunca mais perco 3 horas de avião, é bem mais divertido
pilotar esses.
Os cinco procurar pelo radar locais no deserto com aparência suspeita.
Para os espertinhos que acham que eles podem ser vistos, fiquem sabendo
que: sim, eles podem. Mas somente a Força Área em alguma
missão especial usaria os tais aviões de combate, se bem
que há os que acreditam que eles são usados na "caça
a óvnis"...
De qualquer modo, ninguém que tivesse algum radar avançado
para achá-los iria pensar que eram eles e não pilotos treinados.
Se bem que há uma altura dessas vocês querem saber como eles
conseguiram os aviões, sim? Bem, era isso que Joe fazia invadindo
sistemas.
Victor (Steven) e Mara (Marcela) já montaram provas que irá
incriminar Dana, Joe e seus cúmplices assim que foram entregues
pela eficiente 'agente' Marcela ao seu 'adorado chefe'.
Porem, a base deles é localizada por Joey, e há uma certa
briguinha pelos comunicadores se eles devem "atirar" ou "pousar". A decisão
cai para...
Brad - Tá bom, Dana, você que é a única mulher
decide logo, antes que mudemos de idéia.
Dana - Melhor prendê-los, afinal teremos que dar um bom motivo por pegar
'emprestados' aviões de guerra.
Todos concordam, e é exatamente que eles fazem.
No prédio central do FBI, Skinner começa ficar preocupado
com a demora para Dana chegar ao seu destino. Mas para de se preocupar
pensando no tempo que uma mulher demora para fazer a mala.
Entrar no prédio e prendê-los chega a ser fácil demais, o
que passa a cabeça deles que esses podem não ser os verdadeiros.
No tribunal eles pareciam desmemoriados, mas isso além de surpreendente
foi explicado por Joe como "provocado por um forte trauma emocional", a
maioria das pessoas lá presentes não entenderam nada, mas
os dois foram mandados atrás das grades. Porem...
Joe chega em casa e vê na televisão que dois prisioneiros
fugiram da prisão de detenção máxima. Ele ouve
um barulho lá fora e vê passar pela janela a silhueta de alguém,
uma forte luz toma conta de sua casa, em segundos ele vê-se paralisado.
Duas pessoas entram pela porta da sala e...
No prédio do FBI.
Dana - Acorda Joe!
Ela joga água na cara dele, que acorda assustado.
Joe - O que houve?
Dana - Você dormiu conferindo sua lista de chamadas telefônicas.
Estava num pesadelo terrível quando entrei aqui.
Joe - É?
Dana - Bem, foi o que pareceu.
Joe - Dana, se eu disser...
Dana - Não diga nada Joe, você está exausto. Eu te
levo para casa.
Joe - Mas eu não terminei...
Dana - E não vai, agora você irá para casa dormir,
de verdade, um pouco, está bem? Amanhã será um dia
daqueles.
Joe - Você sabe algo que não quer contar?
Dana - Não...eu não esconderia nada de você.
Na verdade Dana havia ouvido Skinner conversando com Marcela, e já
sabia que haviam provas contra ela e Joe. Mas não tinha coragem
de contar.
Nos pensamentos de Dana:
Marcela chega apressada pelos corredores e encontra Skinner:
Skinner - Se fosse algo tão urgente, você não teria
demorado tanto.
Marcela - Desculpe, senhor. Eu vi Joe e fiquei com medo que me perseguisse.
Skinner - Porque ele o faria?
Marcela - Senhor, ele e Dana são agentes infiltrados, estão
roubando informações...
Marcela vira-se para o lado e fica branca ao ver Dana:
Marcela - Oh não...
Skinner vira-se e vê Dana vindo.
Dana - Joe e eu não fizemos nada disso.
Skinner - Prove agente.
Dana - Pois bem, como quiser. Provarei que há um outro certo alguém
infiltrado por aqui.
Skinner - Pois bem, vocês duas tem uma semana, ou demito as duas
por conspiração interna e difamação de companheiros.
Skinner vai para lá, Dana e Marcela se encaram.
Marcela - Vamos ver quem ganha desta vez.
Dana nada diz, e vai embora, em direção a sala de Joe.
Voltando a realidade:
Joe - Dana!!
Dana volta a si e percebe que está quase a ponto de bater o carro.
Dana - Ai meu deus!
Ela desvia.
Joe - Tem certeza de que está bem?
Dana - Não...Eu não tenho mais certeza de nada.
Joe - Então, melhor eu dirigir. |