Do Lado Errado

  Joe e Dana chegam na casa de Joe.
  Joe - Não sei se vou te deixar ir embora, você parece bem preocupada.
  Dana - Preocupada? Eu? Imagina!! Eu tenho tudo sobre controle. Plenamente...
  Joe - E o que foi aquela "quase batida"?
  Dana - Ah...treinamento de direção perigosa!
  Joe - Ah tá, eu pensava que queria me acordar de vez. Não colou, Dana, tenta outra.
  Dana - Ok, finja então que nada aconteceu e suba para seu apartamento, ok?
  Joe - Quer se livrar de mim?
  Dana - Para ser sincera?
  Joe pára, e faz cara de pensativo:
  Joe - Ok, eu sei que muitas vezes suas sinceridade é de matar, mas siga em frente...
  Dana dá um tapinha nele:
  Dana - Bobo!
  Joe - Agora já está ficando melhor. Mas e ai? O que foi?
  Dana - Ai...tá. Não vou escapar, né?
  Joe - Não, eu não vou te liberar se você não contar.
  Dana - Ah, tá?!
  Joe - Conta ai, vai. Agora acabou a frescura, vou começar a ficar sério...
  Dana - Tá bom, você me convenceu. Há um problema e é dos grandes!
  Joe - E eu sei qual é?
  Dana - Não, você estava dormindo.
  Joe faz que está preocupado:
  Joe - As contas de telefone subiram???
  Dana faz que não com a cabeça.
  Joe faz sinal de alivio e brinca:
  Joe - Ufa! Isso sim seria um grande problema.
  Dana - Hum...vou estragar seu humor se contar, melhor deixar para quando você estiver bravo...
  Joe - Para quando? Ok, estou bravo, conta agora.
  Dana - A curiosidade matou o gato, sabia?
  Joe - Tranqüilo, não sou gato no horóscopo chinês, pode contar então.
  Dana - É a Marcela.
  Joe - Descobriu algo sobre ela?
  Dana - Sim, mas tarde demais...
  Joe - Exatamente o que?
  Dana - Eu vi ela e Skinner conversando, ela é um agente duplo.
  Joe - Mas isso já suspeitávamos, até ai não é surpresa nenhuma.
  Dana - É, mas ela quer 'provar' para o Skinner que nós somos os agentes infiltrados.
  Joe - Mas ela não vai conseguir, pode tentar, mas não vai. E provas? Fica tranqüila.
  Dana - Joe, ela é perigosa. Pode forjar provas.
  Joe - Isso é verdade...
  Dana - E tem mais...
  Joe - O que?
  Dana - Se eu não provar que a culpada é ela até sexta-feira estarei na rua ou presa, na pior das hipóteses.
  Joe - Puts...O Skinner é um mala sem alça, mesmo.
  Dana - ...e sem rodinha.
  Joe - Mas fica tranqüila, já achei algumas coisas para provar a culpa dela.
  Deza - Algo como?
  Joe - Exames médicos, arquivos falsos, telefonemas, conversas com pessoas do lado oposto, fotos dela roubando o Pentágono...
  Deza está impressionada com tudo que Joe diz, e brinca:
  Deza - Nossa, só isso?
  Joe - Hum, o que mais! E uma foto dela com Steven Tyler!
  Deza - Steven Tyler?! O cara da NASA!?
  Joe - O próprio! Que roubou tecnologia alienígena para proveito próprio.
  Deza - Você realmente ficou conferindo a sua lista de chamadas?
  Joe - Não o tempo todo...e podemos dizer que contei com a ajuda de três caras.
  Deza - Ah sim, já sei de quem...

  Enquanto isso Marcela vai até seu amado:
  Marcela - Agora falta muito pouco para acabarmos de vez com os dois. Mas se ela não tivesse...
  Steven - Calma. Ela está com mais medo disso do que você. Afinal você não deixou pistas...
  Marcela fica meio pensativa:
  Steven - Deixou?
  Marcela - Eu...
  Steven - Não acredito!
  Marcela - É que acho que o agente tem como conseguir contas de nossos telefones...
  Steven - Pois tire-as deles! Sirva para alguma coisa! Vamos!
  Marcela não sabe o que dizer, mesmo fazendo de tudo para Steven, ela sempre é a incompetente para ele. Isso deixa ela fula.

  Os dias vão correndo e enquanto Dana parece preocupada, tentando achar provas convincentes de Marcela, a própria nem mexe um dedo.
  Joe - É...parece que você realmente está em apuros, ela deve ter aprontado algo...
  Dana - E eu já estou nervosa o suficiente, não precisa me lembrar...

  Até que o dia chega.
  Skinner está sentado em sua mesa olhando para a cara de ambas.
  Skinner - E quem começa?
  Marcela levanta-se e pergunta:
  Marcela - Posso?
  Skinner - Claro.
  Dana fica gelada dos pés a cabeça, Marcela olha para ela e percebe bem o jeito da garota.

  Do lado de fora da sala, Joe está andando de um lado para o outro. A secretária de Skinner chega até a ficar preocupada com ele.
  Tiffany - O senhor está bem?
  Joe - Estou...mas o que será que está acontecendo lá dentro?
  Tiffany - É uma reunião com dois agentes, elas costumam demorar...
  Joe - Você não tem como saber o que se passa lá?
  Tiffany - Eu não, mas sei quem pode.
  Joe gosta da idéia da secretária.
  Joe - E quem?
  Tiffany - Vá até a sala da segurança, lá você pode assistir e ouvir a todas as câmeras, mas precisa aproveitar enquanto a chefe da segurança está fora.
  Joe dá um beijo nela e corre para a sala da segurança. Ela fica sem reação.

  Voltando a sala:
  Marcela - Eu tenho uma coisa a dizer.
  Skinner - Pois prossiga.
  Marcela - Dana está certa, eu sou uma agente dupla.
  A boca de Skinner quase cai no chão.
  Skinner - O que??
  Dana não entende nada...
  Marcela - Isso mesma, eu fui paga pelo Pentágono para ficar de olho no FBI. Eles acharam que alguma coisa errada estava ocorrendo aqui dentro.
  Skinner - E aonde os dois agentes entram nisso?
  Marcela - Realmente está acontecendo algo aqui.
  Dana tenta levantar para defender-se do que imagina que virá, mas Skinner a manda sentar. Marcela prossegue...
  Marcela - E o que está acontecendo é que... - ela cai na gargalhada.
  Skinner não entende nada e se irrita:
  Skinner - Agente!
  Marcela - Me desculpa, mas isso é ridículo. Veja só, eu fui paga para deixá-los com medo, e fazer com que não façam nada de errado. E olha só como vocês ficam com medo, mesmo estando tudo bem.
  Skinner fica p da vida e manda Marcela para fora da sala, e olha pra Dana.
  Skinner - E você?
  Dana  Eu? O que?
  Skinner - O que está fazendo ainda ai?
  Dana - Nada senhor.
  Skinner - Então dá o fora e me deixa trabalhar!!!
  Dana - Sim, senhor!
  Dana dá o fora da sala.

  Joe encontra Marcela no corredor.
  Joe - Excesso de bondade repentina?
  Marcela - O que?
  Joe - Sua atitude dentro da sala de Skinner.
  Marcela - Como sabe o que aconteceu lá?
  Joe - Um agente nunca revela suas fontes.
  Marcela - Ah...sei.
  Joe - Está ocupada agora?
  Marcela - Não, porque?
  Joe - porque preciso ter uma conversa muito séria com a senhora.
  Joe puxa Marcela para a sua sala.
  Marcela - Pedir educadamente não conta?
  Joe - Não!
  Marcela - Ah tá bom, eu amo ser arrastada por uns gatinhos de vez em quando.
  Joe olha para Marcela.
  Marcela - Brincadeira, amorzinho.
  Joe solta Marcela, e ela aproveita para tirá-lo do sério:
  Marcela - Muito obrigada, senhor Perry. Quando quer você até sabe ser gentil.
  Joe não sabe o que falar, ele abre a porta da sala e faz sinal para Marcela entrar. Ela entra segurando a risada.
  Joe - Poderia me explicar o que foi aquilo na sala do Skinner?
  Marcela - Como se diz??
  Joe - Por favor, senhorita!
  Marcela - Assim sim. Bem, eu andei pensando melhor.
  Joe - Ô, você pensou? realmente, isso é raro.
  Ela olha feio para ele.
  Marcela - Que quer saber é você, se continuar vai ficar sem saber.
  Joe - Ok, me desculpa.
  Marcela - Assim sim, bem. Eu acho que não estou ganhando o que realmente mereço do...
  Joe estava curioso para saber quem era e Marcela reparou isso, por isso parou.
  Marcela - O que quero de você é me proteja, dai eu posso te dar todas as informações que quiser.
  Joe - Como terei certeza de que são informações confiáveis?
  No momento em que Marcela jogava seu charme para cima de Joe, Dana chega e ouve:
  Marcela - Simplesmente porque eu posso te dar tudo.
  Dana - Estou atrapalhando?
  Marcela - Ah...a chatinha!
  Joe - Não, não está não... - ele não sabe aonde esconder a cara.
  Marcela olha para Joe e vê que o deixou totalmente encabulado.
  Joe - Dana, bem não é o que você está pensando.
  Dana - Ah tá, então vou poluir minha mente um pouquinho.
  Joe - Não, bem então é o que você está pensando.
  Marcela - Nossa, você é vidente, gatinho?
  Dana - É verdade, eu tinha que poluir um pouco mais...Porem, o que vocês fazem ou deixam de fazer é problema exclusivo de vocês.
  Marcela - Sabe, quando você entrou nós estávamos super ocupados, poderia sair?
  Dana - Com todo o prazer.
  Dana sai da sala.
  Marcela - Viu só a acara dela? - ela caia na risada.
  Joe - Qual é a graça?
  Marcela - Você!
  Joe - Ah?
  Marcela - É, as minhas informações não vem de graça. Vai me proteger?
  Joe - E tenho outra saída?
  Marcela - Nossa o FBI tá cheio de portas, acho que precisa de óculos...
  Joe - Tá certo!!! Mas te proteger de quem?
  Marcela - Do Skinner.
  Joe - Ah?
  Marcela - É, ele quer me matar.
  Joe - Não creio...
  Marcela vai até a porta fazendo uma cena.
  Marcela - Então...por favor, vá ao meu velório!
  Joe - Espere! Tudo bem, eu te ajudo.
  Marcela - Bem, você não pode deixá-lo me pegar, entendeu?
  Joe - Não precisa dizer o que eu tenho ou não o que fazer, esse é o meu trabalho, esqueceu?
  Marcela - Claro que não, por isso te procurei.
  Joe - Mas preciso saber porque o Skinner iria te querer morta?
  Marcela - Porque eu sei demais.
  Joe - 'Demais' do que?
  Marcela - De tudo, todas as maracutáias do FBI.
  Joe tem certeza de que realmente deve protegê-la, Marcela conseguiu convencê-lo e é exatamente isso que faltava para o plano dela funcionar, um plano que provará para seu amor o quanto ela é capaz.
  Joe leva Marcela para a sua casa.
  Joe - Não vou ter que bancar o guarda costas aqui, vou?
  Marcela - Não, o prédio é seguro. Mas até amanhã no FBI.

  No dia seguinte...
  Joe chega na sede do FBI.
  Joe - Oi, Amanda, você saberia me dizer aonde está a Marcela?
  Amanda - A Marcela, não sabe, Joe?
  Joe - Não, o que houve?
  Amanda - Skinner acabou de assinar um matado de busca e prisão em nome dela.
  Joe - Porque?
  Amanda - Skinner não disse, ele foi pessoalmente atrás dela.
  Joe sai correndo e Amanda não sabe o porque.
  Amanda - Ué? O que deu nele?

  Enquanto isso, Skinner e Dana entram na casa de Marcela. Ela ouve um barulho vindo da sala e pega sua arma, mas para seu azar ela estava descarregada.
  Marcela corre para a cozinha por uma escada localizada nos fundos da casa, usada sempre pelas empregadas.
  Dana vai subindo as escadas sorrateiramente enquanto Skinner vai em direção a cozinha também.

  Enquanto isso Joe corre com seu carro desesperado atrás de Marcela, cada vez acreditando mais que ela era inocente.

  Marcela entra na cozinha e vê Skinner, ele não há vê, então ela abaixa e tenta sair pelo outro lado, em direção a sala de jantar.
  Quando está para entrar na sala do lado, Skinner a avista e atira em sua direção.
  Joe, que havia acabado de chegar, ouve o tiro e corre para a porta de trás da casa e vê Skinner apontando a arma para Marcela. Sem pensar duas vezes ele mira em Skinner e atira nele.
  Quando Skinner ia atirar em Marcela, e ela mesmo já acreditava que passaria desta para melhor, Skinner cai no chão.

  Dana, no andar superior, ouve os tiros e desce correndo.
  Marcela pega a arma de Skinner e só depois vê Joe.
  Joe - e agora você diria "obrigada, Joe".
  Marcela sorri e mesmo completamente assustada decide dar o braço a torcer.
  Marcela - Não, é 'muito obrigada, Joe'.
  Joe - Há mais alguém aqui?
  Marcela - Não, e isso é ótimo, sabe porque?
  Joe - Porque?
  Marcela - porque assim posso te matar sem que ninguém saiba.
  Ela mira em Joe com a arma que pegou de Skinner e quando vai atirar nele ela vê Dana entrando pela porta e atira nela.
  Joe não sabe o que fazer, quando vai chegar perto de Marcela ela vira para ele.
  Marcela - Como eu dizia, agora posso me livrar de você...e dela também. Que pena Joe, se você estivesse trabalhando comigo seria tão mais fácil...Sabe, eu até gostava de você. Mas agora não gosto mais!!
  Ela atira em Joe, mas ele tropeça e bate a cabeça. Acreditando que o tiro o acertou, Marcela começa a gargalhar.
  Marcela - Agora sim, o meu lindinho verá do que eu sou capaz.
  Ela sobe tranqüilamente, troca suas roupas. Ao descer ela nem se incomoda com os cadáveres e vai embora. Tudo que ela pensa é em encontrar Steven.

  Horas depois, ela encontra Steven, que está muito contente com a notícia que acabou de ver pela televisão.
  Steven - então os matou?
  Marcela - Sim, é claro que vão tentar salvá-los, mas já estão praticamente com o pé na cova.
  Marcela e Steven entram nos arquivos do FBI e apagam sua ficha.

  Amanda, que ficou encafifada com o sumiço dos três agentes, foi quem os achou na casa de Marcela e ligou para o hospital.
  Infelizmente, como na vida real, nem sempre os "mocinhos" ganham. E Steven e Marcela saíram felizes e intocáveis para a Itália, viver sua vida amorosa sem 
que ninguém pudesse atrapalhá-los.

  No dia seguinte os corpos de Skinner e Dana sumiram do necrotério do FBI. A agente Deborah foi sucumbida de buscar por eles, com a ajuda de um novo agente chamado Jesse.
  Como em duas semanas nada foi encontrado, o enterro simbólico dos dois agentes foi feito.

  O único que sobreviveu, porem desmemoriado, foi Joe. Que só acordou do coma alguns meses depois.

  Os chefes superiores do FBI decidiram dar os assassinatos dos agentes Skinner e Squilo como encerrados, a suas famílias foi dito que ambos morreram durante uma investigação no mar mediterrâneo e seus corpos não puderam ser identificados.