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Os
principais componentes bioquímicos de ação terapêutica das plantas
medicinais são os chamados óleos essenciais. Presentes em várias
partes das plantas, os óleos essenciais são compostos formados por
centenas de substâncias químicas – como álcoois, aldeídos, ésteres,
fenóis e hidrocarbonetos – havendo sempre a prevalência de uma, duas
ou três delas, que irão caracterizar as fragrâncias. Eles são
geralmente obtidos pelos processos de destilação a vapor, extração
por solvente ou alta pressão. Quando estão frescos, os óleos essenciais são incolores ou de cores claras. Com o tempo, podem oxidar e resinificar, assumindo uma coloração escura, o que altera a sua qualidade. Por isso, os óleos essenciais devem ser guardados sempre ao abrigo da luz, em recipientes opacos de vidro e em lugares frescos e secos. As tampas devem estar bem apertadas e os frascos sempre cheios. À medida que a essência for sendo consumida, ela deve ser transferida para outro frasco menor, para que o óleo não perca sua qualidade. Os óleos essenciais são usados na terapêutica há muito tempo. Nas plantas, eles são produzidos por motivos variados, como defesa contra fungos, insetos nocivos e ataque de predadores ou para atrair insetos para a polinização de suas flores. O tomilho, por exemplo, produz um óleo essencial muito rico em uma substância extremamente fungicida. No organismo humano, os aromas exercem um mecanismo muito interessante. Quando aspiramos um óleo essencial, ele é absorvido pelos nervos olfativos, indo diretamente para o cérebro, onde atinge uma região chamada de hipocampo. O hipocampo é relacionado ao comportamento, à memória e à emoção. É por isso que os aromas são muito indicados no tratamento de doenças psicossomáticas, ou seja, doenças oriundas de distúrbios psicológicos. Atingindo outra região do sistema nervoso, o sistema límbico, os aromas seguem para três regiões: o hipotálamo, que controla a agressividade; a glândula pituitária, que tem ação direta sobre as glândulas supra-renais; e as glândulas sexuais. Isso mostra como é ampla a ação dos aromas sobre o nosso organismo. De modo geral, os componentes presentes nos óleos essenciais aumentam a circulação periférica do corpo. Eles têm o poder de alterar o comportamento da circulação sangüínea, do aparelho digestivo, do aparelho urinário, do sistema cardiovascular, do sistema pulmonar e, ainda, a secreção dos hormônios. Em conseqüência, os óleos essenciais, na forma concentrada, exigem muita cautela, pois podem também causar sérios danos quando usados de forma incorreta, visto o seu amplo espectro de ação. |